Hoje é dia de Natal, mas é sexta feira. Então, não pode faltar a nossa coluna sobre cinema, em parceria com o blog Cinecasulofilia.
Nossa crítica hoje é sobre o novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, "Abraços Partidos". Como de hábito, escrita pelo cineasta e crítico Marcelo Ikeda.
Algo sobre abraços partidos
"Vi o novo filme do Almodóvar e confesso que fiquei bem decepcionado com ele. O roteiro se alonga além do necessário, vários cacoetes de estilo, uma 'mise en scene' preguiçosa (o que foi a cena em que o garoto desmaia de overdose?). Há coisas interessantes lá pelo meio do filme mas como um todo achei bem insatisfatório. De qualquer forma, um caminho de continuidade com o que Almodóvar vem trilhando: quebras na narrativa, histórias dentro de histórias, um filme sobre o fabular, um cinema de referências especialmente ao cinema americano dos anos quarenta e cinqüenta. Mas me pareceu que o filme tinha 150 minutos e foi cortado para ter uma duração mais palatável. Por exemplo, a vida pregressa da Penélope Cruz. Parece que as motivações dos personagens ficam todas no ar, a serviço de uma narrativa, mas que não se encaixa como uma proposta orgânica. Não vivemos com os personagens, apenas acompanhamos a narrativa. Isso pode até ser um mérito mas não foi esse o caso, pois as reviravoltas, ao melhor estilo almodovariano, são intensas e grandes e megadramáticas. Enfim, o filme não me convenceu. Quanto ao papel do cineasta e do produtor, achei pura balela. O filme que o diretor tentava fazer é ruim demais. 'Água Viva do Assayas' é muito mais interessante."
"Vi o novo filme do Almodóvar e confesso que fiquei bem decepcionado com ele. O roteiro se alonga além do necessário, vários cacoetes de estilo, uma 'mise en scene' preguiçosa (o que foi a cena em que o garoto desmaia de overdose?). Há coisas interessantes lá pelo meio do filme mas como um todo achei bem insatisfatório. De qualquer forma, um caminho de continuidade com o que Almodóvar vem trilhando: quebras na narrativa, histórias dentro de histórias, um filme sobre o fabular, um cinema de referências especialmente ao cinema americano dos anos quarenta e cinqüenta. Mas me pareceu que o filme tinha 150 minutos e foi cortado para ter uma duração mais palatável. Por exemplo, a vida pregressa da Penélope Cruz. Parece que as motivações dos personagens ficam todas no ar, a serviço de uma narrativa, mas que não se encaixa como uma proposta orgânica. Não vivemos com os personagens, apenas acompanhamos a narrativa. Isso pode até ser um mérito mas não foi esse o caso, pois as reviravoltas, ao melhor estilo almodovariano, são intensas e grandes e megadramáticas. Enfim, o filme não me convenceu. Quanto ao papel do cineasta e do produtor, achei pura balela. O filme que o diretor tentava fazer é ruim demais. 'Água Viva do Assayas' é muito mais interessante."
Puxa...que escracho no Almodovar. Será que é tão ruim assim?...todo filme que assisti dele gostei.
ResponderExcluirdesse eu não posso falar, porque não vi.
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