Aos 50 anos, falece o denominado "Rei do Pop", Michael Jackson.Não vou falar do cantor, até porque gostava muito da fase "Motown", ou seja Jackson Five; mas o restante, como quase todo o pop americano, não era muito de minha preferência.
Queria traçar um paralelo com outro rei, falecido com praticamente a mesma idade (49) e com uma vida pessoal tão conturbada quanto: Garrincha.
Ambos tiveram dificuldades em transpor para as suas vidas pessoais o talento com o qual tiveram o dom de cativar as massas. Ambos buscaram a sua fuga e a sua paz em apoios fugazes, a bebida em um caso e o consumismo em outro. Ambos não se aceitavam como seres humanos tanto quanto quaisquer um de seus súditos.
Garrincha e sus pernas tortas, Michael Jackson e sua pele negra. Ambos não aceitavam suas condições, e transformaram a vida em uma sucessão de efêmeros. Jamais deixaram de ser criança.
Por serem crianças na alma, talvez não estivessem devidamente preparados para a fama, ou para a "vida real". Pena.
Entretanto, deixaram indelével marca, eterna marca nos corações e mentes dos fãs.
Infelizmente, nem um nem outro puderam ter a velhice tranqüila que mereceriam. Mas os mitos nunca envelhecem.
Descanse em paz. Rest in peace.