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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Solo Sagrado - Fotos

Para aqueles que não conhecem o local, em especial os não-messiânicos, coloco aqui algumas fotos que tirei do Solo Sagrado do Brasil, localizado na cidade de São Paulo - às margens da Represa de Guarapiranga.

Visão geral do templo:



As flores:



O altar aos antepassados:



A natureza:



Mais natureza:



A Deusa Kannon:



Eu e mais natureza:


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Domingo feliz


Como escrevi no post de baixo, tive um domingo muito intenso e que, tenham certeza, valeu muito a pena.

O início da caravana foi um pouco tenso, porque houve "overbooking" no ônibus da Ilha e tive de ir pela Vila da Penha - na verdade, Madureira, mas peguei o coletivo no bairro supracitado. Até o coletivo chegar e embarcarmos, certa tensão. Mas deu tudo certo.

A viagem de ida foi tranqüila. Mesmo com muita gente na parada, consegui lanchar sem problemas. Li um livro e ainda conversei bastante com meu companheiro de poltrona, o Rafael. Dormi muito pouco.

Chegamos por volta de seis da matina, e o prenúncio era de um lindo dia. Apesar da quantidade de pessoas - estimo entre 35 e 40 mil participantes - estava tudo muito bem organizado e consegui lanchar sem problemas.

Encaminhei-me para o templo por volta de oito e vinte, uma hora e meia antes do culto. Já havia muita gente, mas consegui acomodar-me entre o pessoal da Ilha e alguns ex-alunos dos cursos da Juventude Messiânica. Como mostra a foto abaixo, o calor estava bem grande.



O culto iniciou-se e o clima de emoção era grande. Na hora da Oração aos Antepassados, impressionei-me pela serenidade que exalava no ar.

No final da celebração religiosa, o grande momento: a aparição de Kyoshu-Sama e o Johrei coletivo. Apesar de curto, cerca de quatro ou cinco minutos, ficou claro para mim a força espiritual de nosso líder.

Ao contrário do passado, não houve registro de muita gente passando mal ou tendo incorporação. Diria que uns quinze ou vinte casos, o que é uma ninharia perto de 35 mil pessoas. Duro foi ouvir a Ministra de Mangaratiba falando do "tempo dela", e saber que era contemporâneo deste, apesar de criança...

Após o Johrei coletivo, tivemos as saudações do Reverendíssimo Watanabe e um momento muito esperado: a saudação de nosso Líder Espiritual. Em português, Ele deu suas orientações e autorizou o início das obras da segunda parte do Solo Sagrado.

Ao final, a nota triste do dia: o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e dois vereadores "tirando uma casquinha" do evento sob o pretexto de entregar a Medalha José Anchieta ao nosso Líder. Até Kyoshu Sama percebeu a exploração política e deu "um corte" nos políticos.

Nosso Líder assegurou que estará de volta no lançamento da pedra fundamental da segunda parte das obras.



Após o culto, visitação e espera pelo horário do ônibus de volta. Atrasou bastante, mas encontrei a Luana, ex-aluna, grande amiga e minha madrinha de casamento, que ministrou-me Johrei (foto abaixo). Colocamos o papo em dia e passou rapidinho.



A viagem de volta foi tranquila e cheguei em casa por volta de meia noite. Cansado, mas revigorado. E feliz.

Aliás, foi engraçado no ônibus: juntaram-se rubro-negros e tricolores para acompanhar o jogo do Fluminense contra o Cruzeiro. Ri muito.

Amanhã colocarei fotos do Solo Sagrado. Mas digo que a gratidão e a emoção foram muito grandes. Inesquecível.

Saudação de Kyoshu-Sama

O domingo, como já imaginava, foi de emoções muito intensas. Tenho muito o que relatar.

Começo com as saudações de Reverendíssimo Watanabe e de nosso Líder Espiritual, Kyoshu-Sama.



Este é apenas um trecho, porque ainda não tinha me entendido com a câmera de meu celular.

Abaixo, a saudação na íntegra de Kyoshu-Sama, dividida em duas partes. O vídeo não está muito legal mas o áudio - que é o que importa - está perfeito.

Primeira parte:



Segunda parte:



Daqui a pouco tem mais.

sábado, 31 de outubro de 2009

É dia de festa !


02 de novembro, em muitas tradições religiosas - especialmente a religião cristã - é um dia de contrição e tristeza. Dia de lembrar os entes queridos que se foram.

Para nós messiânicos, ao contrário, é dia de festa. É dia de cultuar os nosso antepassados, lembrar-lhes, fazer-lhes as devidas reverências e recebê-los em nossos lares limpos, asseados e com flores e música.

Todo ano, no Solo Sagrado do Brasil - nosso principal templo, como mostrei aqui - e nas igrejas de todo o país há a Prece às Almas dos Antepassados.

É dia de colocar a melhor roupa, limpar a casa, lembrar de nossos bons momentos e expressar gratidão a todos os que nos antecederam e abriram caminho para a nossa existência. Agora eles estão em outro plano, outra dimensão, mas sempre empenhados no Plano Divino.

Este ano de 2009 é ainda mais especial. Receberemos no Culto no Solo Sagrado o nosso quarto Líder Espiritual, Kyoshu Sama, neto do nosso Fundador. Mal comparando, seria como se recebêssmos o Papa, mas o Papa neto de Jesus Cristo.

Há onze anos estive na visita de nossa terceira Líder, filha do Fundador, no Solo Sagrado. É uma experiência e uma emoção indescritíveis. Ainda tenho vivas na memória as sensações daquele dia de outubro de 1998.

Amanhã estarei novamente. É uma grande permissão.

Meu recado, para todos os meus 27 leitores, independente de crença, é o seguinte: dois de novembro é um dia de festa. Nosso entes queridos querem nos ver alegres, e assim o ficam se estivermos.

(Foto: Mokiti Okada, nosso Fundador)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amigos, uma vez mais

O dia está corrido, mas não posso deixar passar o sábado agradável que tive.

Promovi em minha casa uma reunião de amigos, para degustação de cervejas. Todos amigos de longa data.

Meu círculo de amizades mais estreito, basicamente, possui duas fontes: uma é o pessoal do Colégio Pedro II e a segunda, a turma que dedicou comigo nos cursos da Juventude Messiânica entre 1999 e 2005. Neste grupo há pessoas que eu conheço há muito mais tempo, entretanto neste período a amizade se estreitou muito.

Sábado, o encontro foi dos amigos messiânicos, com algumas ausências sentidas e os reforços do meu pai e do meu sogro. Pretendo fazer um encontro dos amigos mais chegados do Colégio Pedro II, mas é algo para mais tarde.

Posso me considerar uma pessoa de sorte, pois são todas pessoas de caráter reto e marcadas pela honestidade. Evidentemente, há fases em que não nos falamos com tanta freqüência, porém sei que posso contar com cada um dos que estavam ali presente, para o que necessário for.

Isso é muito bom.

Bom, também, é se passar uma noite agradável, de boa conversa e sem "armaduras". É muito importante poder se falar o que se quer, o que se pensa, sem se preocupar com o que os outros pensam. Sermos nós mesmos o tempo todo. Isso é raro.

Saber que todos irão brincar, falar bobagem, expor as suas opiniões sem medo do que está em volta. Discordâncias ? Lógico que as há, mas são suplantadas pelo sentimento de amizade e pela paz.

Eu estava preocupado em receber bem as pessoas, a preparação foi muito intensa, mas valeu a pena. Demais. Ver o Guilherme, mesmo com outro compromisso, passando por lá não tem preço. Ver Gabriel e Fernanda fritando pastéis e bolinhos de bacalhau é inolvidável.

Olhar para o quarto e ver a filhinha do Cléber brincando com as minhas meninas. Ver o jiló do Marcelo e da Márcia fazendo sucesso. A Tatiana, esposa do Guilherme, rapidamente entrosada com o pessoal. E a Daniele alegre com as presenças.

Amizades são o maior tesouro de que dispomos. Sorte daqueles que os têm.

Sobre as cervejas ? É o assunto do próximo post...

Foto 1 - na frente: Ana Luisa e Daniele. Segunda linha, da esquerda para a direita: Alessandra, Sofia, Flávia, Márcia, Maria Clara e eu. Terceira linha, mesma ordem: Gabriel, Marcelo, Cléber, Eduardo e Fernanda.

Foto 2 - os amigos ausentes da primeira foto: Tatiana e Guilherme;

Foto 3 - família reunida: Maria Clara, Daniele, Ana Luisa e eu;

Foto 4 - o "Trio Parada Dura": eu, Guilherme e Marcelo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conflitos na Nigéria e Intolerância

Passaram quase despercebidos na imprensa brasileira os últimos conflitos envolvendo o Exército local e uma seita religiosa fanática, que resultaram em quase 800 mortos em cerca de uma semana de conflito.

Uma pena que não tenha sido dado o destaque merecido, pois é um bom exemplo de um fenômeno que cada vez mais acomete o ser humano: a intolerância.

Segundo o que se noticiou, o conflito envolveu os seguidores de uma seita radical islâmica, que queria aplicar a "Sharia", lei religiosa, àquela localidade. No conflito que se seguiu morreram quase 800 pessoas, inclusive o líder da seita - que é mais radical que o "Taleban" afegão.

Algo que vemos, nos dias de hoje, é que o homem está cada vez mais individualista e menos tolerante à discordância. Tendemos a considerar como inimigos aqueles que de nós divergem. Levado ao extremo, se chega a barbáries como esta.

Outra consequência disso é a maior restrição a direitos individuais que, volta e meia, os governos vem aprovando pelo mundo. Podemos resumir na máxima "você pode fazer o que quiser, desde que eu permita".

Nós, que lutamos tanto pelos nossos direiros e contra o totalitarismo, acompanhamos, e nos acostumamos, com uma forma de totalitarismo ainda mais perversa, que é a progressiva diminuição dos direitos individuais.

Paralelamente, o sectarismo ganha terreno e ao invés de união, o que observamos é a cada vez maior fragmentação do indivíduo em células, cegas às demais e impondo a nossa verdade como verdade absoluta.

Não acredito que a culpa deste fenômeno seja da religião. Ela é meio, mas a intolerância se verifica em posições políticas, econômicas, sociais e religiosas. Na Nigéria a religião foi o estopim, entretanto se analisarmos políticas como o "choque de ordem" da prefeitura carioca, concluiremos que não passa de manifestação de intolerância social.

Afastem estes camelôs daqui porque são gentalha, afastem os mendigos daqui porque não são dignos deste lugar, se não arruma emprego como camelô é que não pode... este discurso do choque de ordem é reflexo de intolerância, também. Alargando o raciocínio, se estas células prejudicadas organizadas fossem, poderíamos ter um conflito de proporções semelhantes.

Meishu Sama escreve em seus Ensinamentos que a melhor forma de paz mundial é fazer com que cada país realce as suas características, ou, para usar a imagem empregada, "deixe a sua cor mais forte, brilhando". Dominar, impor a sua opinião, seria "pintar outros países com a sua cor", e na instância final ampliar o sectarismo e a vontade una.

Não encerrarei com apelos à paz mundial ou coisa parecida, soa piegas, mas peço aos meus 17 leitores que reflitam um pouco sobre seus egoísmos, sobre sua capacidade de tolerância e sobre o papel que desempenhamos na sociedade.

O pior mal que podemos fazer é quando o fazemos pensando ser um bem; e impor o nosso pensamento e a nossa cultura como "certos" é um mal desta classe.

Reflitamos. Que estas 800 mortes não tenham sido em vão.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Simonal - Ninguém sabe o duro que dei

Comprei ontem, e ouvi hoje no carro - eu praticamente só ouço música no meu carro - o cd com a trilha sonora do documentário do Simonal.

Na prática (eu não vi o filme) o CD é uma coletânea dos maiores sucessos do cantor.

Ouvindo as canções, fica claro o porquê da antipatia que o cantor angariava naqueles tempos engajados. São músicas descompromissadas, que poderiam perfeitamente serem rotuladas de "alienadas" pelos músicos engajados da época.

Principalmente após o famigerado AI-5, não denunciar o governo era estar com ele, era apoiar o autoritarismo e a tortura que haviam naqueles tempos. Significava apoiar a Censura.

Não seria absurdo nenhum dizer que ele servia aos propósitos dos generais que mandavam no país à época. Aí soma-se a mal explicada história de que ele seria informante e... vem o ostracismo. Não dá para se reclamar, a meu ver.

Aliás, uma coisa que pouca gente sabe é que ele havia se tornado messiânico quando faleceu.

Em tempo: o CD é bom. Na Saraiva entregam até no mesmo dia, dependendo da localidade.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Casamento, Oficiante e Amizade

Domingo eu fui oficiante no casamento do Guilherme, amigo meu e que dedicou comigo nos cursos para a Juventude Messiânica anos atrás.

Explicando a quem não é messiânico: oficiantes são rapazes ou moças que auxiliam nas celebrações de cultos, casamentos e batizados. A função deles é colocar as oferendas no Altar e auxiliar nos demais rituais que compõem a celebração.

Isto posto, queria dizer que fiquei muito feliz com o convite. Primeiro pela lembrança após dois anos afastado dele, mais por culpa minha - eu precisei dar atenção às meninas após o nascimento, natural. Segundo pelo Ministro oficiante ser o Marcelo, meu amigo de longa data. Terceiro, por finalmente fechar um ciclo de 8 anos como oficiante (1997 a 2005) e que havia ficado meio que em aberto.

Pela primeira vez participei de um casamento messiânico ao ar livre. O local era bem legal, apesar de longe - Vargem Grande. As pessoas que nos apoiaram o fizeram sem o menor estresse. O Eduardo, outro oficiante, excelente de se lidar.

A cerimônia correu bem, sem sobressaltos, e a festa depois foi ótima. Consegui me divertir bastante, até porque, desta vez, fomos apenas eu e a Daniele, minha esposa - é a segunda vez que isso acontece desde que nasceu a Maria Clara...

Todavia, nem era nisso que queria falar, mas, sim, das amizades de toda uma vida. Acho que sou um sortudo ao chegar aos 34 anos com pelo menos meia dúzia de amizades que beiram os 20 anos. Pessoas de quem você até fica um tempo afastado, mas sabe que querem o seu bem e que você pode contar em todas horas, como se de sangue fossem. Não cito nomes aqui, pois seria injusto.

Infelizmente o mundo de hoje dá muito pouco valor a coisas como amizade, longo prazo, doação, altruísmo. Queimam-se relacionamentos de 10, 20 anos por uma migalha que represente a menor vantagem que seja. Primeiro eu, depois eu e em terceiro eu. Ética ? Hoje atrapalha.

Seria tudo bem melhor se as pessoas dessem valor à amizade. As cultivassem como cultivam um pé de café ou como a longa vida de uma tartaruga marinha. Sempre entendendo que um amigo verdadeiro faz não o que você quer, mas o que você precisa.

Em tempo: como bem disse o Ministro Marcelo na cerimônia, "o que Deus uniu, o homem não separa".

Fotos:
1 - Altar Itinerante usado na cerimônia;
2 - Início da Cerimônia;
3 e 4 - Cerimônia do Brinde;
5 - Da esquerda para a direita: eu, Daniele, Eduardo, Fernanda, Márcia e Marcelo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Filé à Oswaldo Aranha

Hoje na hora do almoço fui ao Grajaú, na sede da Igreja, pegar as medalhas de proteção (Shoko) das crianças para a outorga de domingo.

E aproveitei para almoçar em um local velho conhecido, mas que há muito não ia, o bom e velho Planalto do Chopp.

Aliás, fazia quase um ano que não ia à Igreja Regional, local onde passei 80% dos meus sábados entre 1999 e 2005. Vi muita coisa mudada, lembrei de muita coisa, mas, sinceramente ? Não senti a menor falta daqueles tempos. Só das lembranças. E dos amigos.

Naqueles tempos, era habituée do Planalto. Ou para almoçar, ou para aquele chopp após o término do dia de aulas nos cursos que coordenávamos. Bons tempos... Gostava do chope bem tirado e do contra-filé à Oswaldo Aranha, que vinha acompanhado de um delicioso arroz com ovos.

Hoje, ao chegar para almoçar lá, estava um pouco ansioso com o que encontraria. Vi os mesmos garçons, a mesma reforma de um ano atrás - que não aprovei, mas necessária - e pedi o mesmo prato. Só não deu para relembrar o chope, segunda feira já é demais...

Fiquei aliviado: o contra-filé a Oswaldo Aranha continua ótimo. O arroz veio quentinho, parecia que acabara de ser feito. O bife um pouco mais passado que o normal, mas com a generosa capa de alho frito. Hummm...

Deu uma nostalgia gostosa, tanto da Regional quanto do restaurante. Não gostaria de voltar "ipsis litteris" àqueles tempos, o que passou passou; entretanto tenho certeza de que foram dias felizes. Sempre é bom relembrar dias felizes.

Escrevi aqui em outro tópico que tinha saudade de um tempo que não vivera. A saudade destes tempos que vivi é um pouco diferente, pois não resta amargura. Só saudade mesmo.

Eu sinto saudade. Mas o filé continua delicioso.

A humanidade tem salvação.

P.S. - O site do restaurante precisa ser atualizado, esta foto é antiga.

sábado, 16 de maio de 2009

Lugares que amo - I

Como o espírito precede a matéria, começo com uma foto do Solo Sagrado de Guarapiranga. O maior templo a céu aberto do Brasil.