Mostrando postagens com marcador PraiaSeca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PraiaSeca. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Praia Seca, Feriadão


Como escrevi na sexta, mais uma vez passei o feriadão em Praia Seca. Saí do Rio sexta á tarde e voltei na segunda após o almoço. Consegui descansar e ler bastante.

Mas queria escrever sobre o proceso de despoluição da Lagoa de Araruama.

Quem conheceu a Lagoa em seua áureos tempos, quando a estrada ainda era de terra batida - levava-se uma hora até a rodovia asfaltada, percurso de 12 quilômetros - sabia que suas águas eram cristalinas. Andavam-se 100, 200 metros dentro d´água com a água na altura dos joelhos.

Os moinhos de sal iam a todo o vapor.

Mas veio o progresso, o esgoto e... as águas ficaram sujas e poluídas. Barrentas, até.


De um ano para cá, aproximadamente, alargaram o canal que liga a lagoa a mar aberto e coibiram o despejo de esgoto in natura nela. O resultado é visível, como se vê pelas fotos. Melhorou muito.

Pena que diminuiu a salinidade dela e isso está matando a atividade econômica retratada pela extração de sal.

Até que deu para pegar um solzinho neste feriado. Ando completamente sem paciência para ficar estirado ao sol, mas só de olhar as meninas deu para trocar o "amarelo-escritório" pelo "vermelho-turista"...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Iriri, gratíssima surpresa


Como escrevi abaixo no tópico sobre Macaé, sábado estive no aniversário de uma prima da Daniele em uma fazenda. 

Ontem fizemos o check-out no hotel e, convidados por esta mesma prima, fomos conhecer (no meu caso) o balneário de Iriri, nome da lagoa de mesmo nome no município de Rio das Ostras. Antigamente esta lagoa era chamada de "lagoa da Coca Cola".

 

Saindo de Imbetiba, em Macaé, onde estávamos hospedados, cerca de 40 quilômetros de asfalto muito ruim dentro da cidade e estrada razoável, apesar de pista simples, depois. O curioso é que você se acostuma a dirigir o seu carro e, quando pega o carro da esposa, como foi o caso, chega a estranhar: eu olhei umas três vezes para o painel procurando o "econômetro" da Uno...

O local é uma lagoa, próxima ao oceano, denominada Iriri. Como a distância entre mar aberto e a lagoa é ínfima, pode-se caminhar cem metros e escolher a praia que se quer saborear. A foto que abre este post dá uma boa idéia deste fenômeno. 


Além disso, há um mirante de onde se pode ver toda a região e suas características, como a lagoa, o mar e as benfeitorias em volta. 

Neste local há estrutura de quiosques, com cerveja gelada, peixe frito e uma certa urbanização. A chegada dos carros é em estrada asfaltada e há espaços de estacionamento. Inclusive parte da pista de rolamento é em uma espécie de pedra portuguesa, avermelhada. 
Confesso que achei um exagero. Nada como ser irrigada pelo dinheiro do ouro negro...


Após bem umas duas horas no quiosque, próximo ao mirante de onde foram tiradas estas fotos, nos levantamos para ir almoçar - afinal de contas, ainda retornaríamos ao Rio naquela tarde. Antes, aproveitei para abastecer o carro com umas cocadas bastante aprazíveis. Lamentei apenas não ter levado roupa de banho nem protetor solar - meu nariz está mais vermelho que a camisa do América...

Pensei que almoçaríamos em um restaurante de estrada, mas me surpreendi ao andar uns dois ou três quilômetros de carro e encontrar uma estrutura que lembra, vagamente, a Rua das Pedras em Búzios: restaurantes de boa qualidade, artesanato local, piscinas naturais no oceano e uma praça ao término deste caminho, onde há uma escultura, imensa, de uma baleia. 

Almoçamos em um restaurante que não ficaria nada a dever ao Rio de Janeiro: comi uma picanha de carneiro com acompanhamentos que, decididamente, era saborosa.


Iriri, local que eu absolutamente desconhecia a existência, sem dúvida alguma foi uma grata surpresa do final de semana, com belas paisagens, boa estrutura e bastante movimento. 

Acredito que Praia Seca poderia seguir um caminho semelhante. Apesar da falta dos royalties do petróleo...

sábado, 15 de agosto de 2009

Sobre praias

Para iniciar bem um sábado, nada como falar de praia.

Quando era criança, ia à Barra da Tijuca e gostava de brincar entre a areia e a água. Você vai crescendo, passa pela fase de querer se bronzear a qualquer custo e, depois, se torna adulto.

Hoje só vou à praia quando estou em Praia Seca. Entretanto, apenas adentro a água para brincar com minhas filhas, porque, se depender de mim, fico só na cervejinha e no peixe frito. Não é à toa que engordei vinte e seis quilos em seis anos...

É muito bom sentir o vento marítimo bordando as areias da margem. Também é belo o azul plácido do oceano contrastando com o acre bege das areias.

Praias, também, ainda são o refúgio derradeiro da democracia social no Rio de Janeiro. Ainda teria o Maraca, mas com esta história de elitizar o preço dos ingressos e a televisão a cabo isso mudou um pouco.

Pobres, negros, ricos e brancos convivem em relativa paz nas areias. Apesar da elitização cada vez maior da cidade e de sua sociedade dia a dia mais sectária, ainda se pode dizer, penso eu, que a praia é um espaço de convívio entre iguais.

Portanto, quando você for curtir seu solzinho, lembre-se de agradecer por isso ser ainda possível. Um dia cobram taxas para entrar, e aí...

Enquanto isso não acontece, bom divertimento. Você merece, trabalhou a semana inteira para fazer a economia girar e o país crescer.

Em tempo: a foto abaixo é da lagoa de Araruama, que circunda Praia Seca. Você consegue andar nela mais de cem metros sem alterações de profundidade, com água pela cintura. Andou muito suja, recentemente começou a ser despoluída. Mas este é tema para outro post.

Já a que abre o post é na Ilha do Frade, em Salvador, Fevereiro de 2008.

domingo, 24 de maio de 2009

Vida Urbana e Vida Rural

Meus dez leitores sabem que fui a Praia Seca neste final de semana. Descansei um pouco, não li quase nada - umas 30 páginas de "Diário de um ano ruim" e só - consegui caminhar e relaxar um pouco. Nem à praia fui.

Entretanto, queria escrever sobre outra coisa. Como desta vez não vim dirigindo, pude observar um pouco a paisagem que cerca o caminho de lá para cá.

Ao passar pela estrada que liga Bacaxá a Via Lagos, que aliás apesar de mal conservada é muito gostosa de dirigir, vim observando as pesoas que estavam as margens da estrada.

É curioso como o ritmo é diferente das pessoas que vivem fora dos grandes centros. É uma vida que demora um pouco mais a passar. Enquanto nós, nas metrópoles, estamos sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo e espremndo 48 horas de atividade em apenas 24.

Observo as pessoas caminhando calmamente, dando ao tempo o que o tempo tem. Não estão lá muito preocupadas com as cotações da Bolsa, com as maracutaias dos políticos, com a nova roupa da atriz da novela ou a aula de línguas noturna.

Talvez seja uma lição para nós, citadinos, envoltos em uma frenética correria de "tudo ao mesmo tempo agora". Descansam se cansando. Não relaxam.

Nem sei onde quero chegar com estas reflexões, mas queria saber a opinão do meus dez leitores sobre o tema.