Mostrando postagens com marcador noticiário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador noticiário. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de maio de 2009

A udenização do PSDB

O texto é do Valor Econômico, mas é citado no excelente blog do jornalista econômico Luis Nassif.

Do Valor

A udenização do PSDB

Cláudio Gonçalves Couto

Certa feita, o ex-governador Leonel Brizola disse que “o PT é a UDN de macacão”. Essa frase não se explicava apenas pela notória destreza verbal do caudilho gaúcho e pela histórica rivalidade de seu trabalhismo decadente com o obreirismo emergente do PT. Ela também se justificava pela crítica à postura de oposicionismo contumaz e desleal, associada a um empedernido moralismo, que marcava o partido de Lula na época em que a conquista do governo federal ainda se encontrava algo distante.

(…) Mas a UDN e suas lideranças não atuavam de forma isolada nesta sua estratégia de oposicionismo desleal. Elas contavam com a sustentação política de setores da sociedade que se identificavam com sua perspectiva elitista liberal-conservadora. Para esses setores, Vargas e o favorecimento dos setores mais pobres da população por meio de políticas sociais eram anátemas: cumpria extirpar a eles e às práticas imorais de trato da coisa pública que supostamente lhes acompanhariam.

(…) Com o declínio das lideranças e partidos conservadores mais tradicionais, que sucumbiram ao fisiologismo rasteiro, tornando-se inclusive base de sustentação do governo Lula, o eleitorado mais consistentemente conservador viu-se órfão. E fez sua opção mais de forma negativa que positiva.

Se há um sentimento que tem animado o espírito político conservador hoje no Brasil, este é o do antipetismo (e uma variante sua, o antilulismo). E nenhuma outra agremiação tem incorporado melhor este papel de anti-PT e anti-Lula do que o PSDB (com a sugestiva exceção mineira). Ao tornar-se estuário deste conservadorismo social e político, os tucanos têm adotado - sobretudo na cena nacional - um discurso e uma postura cada vez mais conservadores e elitistas. É a forma encontrada de reter o novo eleitor - esse direitista “tucano novo”. O curioso disto é que talvez nenhum partido seja mais próximo do PT em sua origem histórica e no perfil de seus formuladores do que o PSDB. Mas a disputa eleitoral da democracia prega peças: ela força os partidos para onde os eleitores estão. Isto talvez explique o processo de udenização pelo qual passam os tucanos.

Cláudio Gonçalves Couto é cientista político, professor da PUC-SP e da FGV-SP. O titular da coluna, Raymundo Costa, está em férias.

http://www.google.com/notebook/public/07591216720102939856/BDVRV5goQtP3iw5Uk

Essa é a empresa que o PSDB quer destruir

Ambas as matérias são do site do jornal O Globo.

Petrobras acha petróleo em bloco abandonado por estrangeiras

Plantão | Publicada em 18/05/2009 às 18h03m

Reuters/Brasil Online

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis nesta segunda-feira a descoberta de indícios de petróleo no bloco BM-S-3, na bacia de Santos, adquirido no primeiro leilão de concessões realizado pela autarquia, em 1999.

Comprado inicialmente por um consórcio formado pela Amerada Hess, Keer-McGee e Petrobras, depois de uma intensa disputa com a Texaco, o bloco atualmente é 100 por cento da estatal brasileira, que adquiriu as participações das estrangeiras.

O BM-S-3 fica próximo ao BM-S-7 (Piracucá), cuja comercialidade foi declarada pela Petrobras e a Repsol no mês passado.

As operadoras que possuem concessões de exploração são obrigadas por lei no Brasil a comunicar descobertas de petróleo ou gás. A ANP diz que as notificações, no entanto, indicam apenas indícios da presença de hidrocarbonetos, que podem não se constituir em acumulações com viabilidade comercial.

(Por Denise Luna)


Petrobras adquire participação de 50% em bloco exploratório na Namíbia

Plantão | Publicada em 18/05/2009 às 19h53m

Valor Online

SÃO PAULO - A Petrobras adquiriu 50% de participação na exploração do bloco 2714A, no litoral sul da Namíbia. A fatia foi comprada por US$ 16,04 milhões do grupo independente de exploração de petróleo e gás Chariot, sendo que o valor é referente a um bônus de assinatura e ao reembolso de custos passados, que incluem uma sísmica 3D. Os 50% restantes da participação permanecem com a Chariot, tendo a subsidiária local Enigma como operadora do bloco.

Além dos US$ 16,04 milhões, será pago um bônus de produção equivalente a 4,75% (após royalties) da parcela de produção da Petrobras, limitado a 2 milhões de barris de óleo equivalente ou ao valor de US$ 118 milhões, o que ocorrer primeiro.

"O compromisso de trabalho assumido pela Petrobras é realizar estudos geológicos e geofísicos que permitam a modelagem do sistema petrolífero da área, com opção de saída antes de perfurar um poço", diz a nota divulgada pela estatal.

O período inicial de exploração no bloco se encerra em agosto de 2010 e o documento assinado pelas duas empresas ainda está sujeito à aprovação do Ministério de Minas e Energia da Namíbia.

O bloco tem área de 5.500 quilômetros quadrados, em águas que variam de 150 a 1.500 metros de profundidade, na bacia costeira do Sudoeste da África, entre as sub-bacias de Orange e Luderitz, a uma distância média de 80 quilômetros da costa.

Um programa sísmico de 3D, com 1.000 quilômetros quadrados de área, foi realizado recentemente pela empresa Enigma no bloco. O processamento e a interpretação destes dados estão em andamento e há a previsão, ainda para este ano, de outro programa sísmico no bloco, de cerca de 1.500 quilômetros quadrados adicionais.

A Petrobras poderá optar por renovar o contrato depois da avaliação dos dados sísmicos, o que inclui compromisso com o programa de exploração para a perfuração de um poço exploratório. A Enigma continuará sendo a operadora do bloco até o final do período inicial de exploração, e a Petrobras assumirá esta posição posteriormente, caso resolva continuar a parceria na fase seguinte.

(Rafael Rosas | Valor Online)