sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ah, se eu tivesse grana...

O novo Reiter Lamborghini LP560. Direto do excelente blog do jornalista Victor Martins.

Só não compro porque não gosto da combinação preta e branca...

Meca, Mequinha, Mecão

Ontem o Sportv, em boa iniciativa, transmitiu a estréia do América na Segunda Divisão do Rio de Janeiro. Uma importante vitória, por quatro a zero.

Assisti e, apesar de ser Flamengo, confesso que com certa torcida.

Quem tem a minha idade, ou seja, trinta e tais, vai se lembrar que nos anos 80 o América era uma equipe forte. Chegou a ser terceiro colocado no Campeonato Brasileiro e decidir Estadual do Rio em triangular. Era uma equipe que sempre dava trabalho e seus jogos contra Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo eram considerados clássicos.

Infelizmente, na década seguinte o clube iniciou um processo de apequenamento que chegou à situação atual, de estar na segunda divisão do futebol carioca. Diga-se de passagem, processo sofrido por todos os clubes daqui.

Um jogo de Segunda Divisão ainda conserva um pouco do lado romântico do futebol. O Bonsucesso, adversário de ontem, perdeu o goleiro logo no início e, como não tinha um reserva, foi um atacante para defender o gol da equipe. Inclusive, com boas defesas.

Um parêntese: sou do tempo em que o Bonsucesso jogava na Primeira Divisão e fazia partidas duríssimas contra os times grandes na Rua Teixeira de Castro, sua sede.

Os goleiros da equipe alvi-rubra tiveram de dividir o mesmo par de luvas, porque só havia um. A maca se recusou a ir buscar um jogador, porque iria "estragar o campo". Mais do que estava ?

Voltando a falar do querido e simpático América, o clube após a queda de divisão vem procurando se reerguer. Elegeu um novo presidente e trouxe o ídolo Romário para ser seu gerente de futebol. Captou patrocínios e espaço na mídia.

Depois da partida de ontem, fiquei com a impressão de que o clube rubro está no caminho certo para voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Tem toda a minha torcida. Talvez o maior adversário nesta caminhada seja o Olaria, que virou refúgio da escória que comandava o Vasco anteriormente.

Torço pelo América nesta sua caminhada.

(Foto: Lancenet)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mais Congresso

Duas do nosso Congresso Nacional pra azedar de vez o final de tarde:

Primeiro, a reação dos senadores às palavras do Lula que "os senadores parecem pizzaiolos". Ué, quem deveria ficar brava era a nobre classe dos pizzaiolos, ao ser comparada com este tipo de gente.

A oposição só está interessada em cacarejar, nada mais. Não tem discurso, não tem "práxis" política, não tem nada. Só se agarram a factóides e falsos escândalos.

A segunda foi a lei de um deputado do DEM - o bastião da hipócrita moralidade - determinando que é crime de estupro, portanto hediondo, relações sexuais consensuais com menores de idade.

É o tipo de iniciativa que visa apenas a desviar o foco da questão. O objetivo seria combater a pedofilia e a prostituição infantil, mas o que se vai fazer, como bem lembrou o Boechat hoje pela manhã, é prender milhares de rapazes e moças que têm seus 18, 19 anos e mantêm relações com seus namorados e namoradas de 15, 16 e 17 anos de idade. Vai faltar lugar nas cadeias do país e sobrar vagas nas escolas secundárias e universidades...

Se realmente querem combater a pedofilia e a prostituição infantil, deveriam ir na beira das estradas e ver os caminhoneiros que contratam prostitutas menores por R$ 5, R$ 10. Deveriam ir na beira dos rios na Amazônia e ver o que ocorre, muitas vezes com crianças ainda.

Por que não aparelham a Polícia Federal para combater os crimes cibernéticos e coibir a prostituição infantil ? Não, é mais fácil fazer uma lei para aparecer na televisão como "paladino da moral e dos bons costumes". Essa hipocrisia é que mata.

Vão acabar com os problemas da sociedade com uma canetada. Patético.

Agora, que também fique claro o seguinte: eles, que estão lá, são reflexo da gente. Nós os colocamos lá. Portanto, as falhas do Congresso também são nossas.

Devemos refletir sobre este ponto.

Desventuras com a Polícia Militar


Ontem, quarta, saí daqui do trabalho já atrasado para o compromisso que tinha.

Eis que me deparo, a uns 500 metros do prédio da empresa, com uma blitz pra lá de suspeita da Polícia, na rua que liga o Metrô do Estácio à Paulo de Frontin - pertinho do Centro de Convenções novo da Seguradora Sul América.

Havia um carro da PM, revistando uma moto, quando vem um policial, com pistola apontada na minha direção, mandando encostar. Ali é um trecho onde não se pode andar muito rápido, porque, naquele horário, liga o engarrafamento do Estácio com o da Leopoldina. Portanto, já vinha devagar.

Trago o carro para a direita, para encostar e, quando o policial - de arma apontada na direção do meu pára-brisa - viu a minha cara, ou o selo da garagem da empresa colado no vidro, não saberia dizer ao certo, mudou de idéia e me deixou ir.

Tenho quase certeza de duas coisas: de que não era uma blitz oficial e, que, se paro, mesmo com o carro em ordem iria "morrer" em uma grana. Graças a Deus fui protegido.

Vida que segue. Muitos engarrafamentos depois, encontro o trânsito parado na entrada da Ilha, desde o acesso da Linha Vermelha à Ponte Nova do Galeão.

Anda, para, anda, para, e... voilá ! Era mais uma blitz da PM na entrada da Ilha, na hora do rush!!! Inacreditável.

Pior que bloquearam duas pistas da Estrada do Galeão e não paravam ninguém.

Pra mim estas blitzes só têm dois objetivos: aporrinhar a paciência do pobre contribuinte e servir para encher a Corregedoria da corporação com denúncias de corrupção. Não se prende ninguém, não se apreendem drogas nem armas - só as "plantadas" - e só deixam de patrulhar a cidade em outras áreas mais necessitadas.

Ah, tem um terceiro motivo: multar. Fazem isso que é uma beleza...

Cada vez mais vejo as autoridades preocupadas com o cidadão honesto que com os criminosos. Correr atrás de bandido, que é bom, neca. Mas matam que é uma tragédia...

Sinceramente, acho totalmente equivocada a política de Segurança Pública atual.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ambiente de trabalho...

Recebi de um colega aqui de trabalho, é um comercial de uma corretora inglesa.

O sujeito teve peito para fazer o que todos nós sempre pensamos em fazer pelo menos uma vez em nossa vida laborativa...


Resenha Literária - "A História Secreta do Império Americano"

Ufa, finalmente consegui acabar de ler "A História Secreta do Império Americano", espécie de "continuação" de "Confissões de um Assassino Econômico" - alvo de uma resenha bastante controversa aqui mesmo. Não que o livro seja chato - ao contrário, é muito bom - mas é a falta de tempo mesmo...

Neste livro, o autor John Perkins retoma alguns dos temas do livro anterior e tenta buscar soluções para as questões apresentadas.

O livro é dividido de acordo com os continentes em que ele visitou após o lançamento do 'Confissões'.

Na primeira parte, sobre a Ásia, ele toca em um ponto muito sensível à nossa sociedade consumista: que produtos de marcas como Adidas, Nike e outras são fabricados com trabalho praticamente escravo. Um pesquisador que foi viver na Indonésia com o salário de um trabalhador destes (US$ 1,25 ao dia!) emagreceu 11 quilos em um mês, alimentando-se basicamente de arroz.

Os funcionários podem ir ao banheiro apenas duas vezes por dia, e muitas mulheres, quando menstruadas, acabam se utilizando de camisas largas para esconder as manchas de sangue nas calças. Absolutamente cruel.

Também conta sobre o massacre no Timor Leste, apoiado pelos americanos, e como as grandes empresas lucraram com o Tsunami de 2004. Ainda perpassa pela questão tibetana.

Na segunda parte, América Latina, fala-se de pistoleiros na Guatemala, questões de eletricidade e água na Bolívia - e a crueldade desnecessária no dia do pagamento das contas. Por outro lado, ele observa a série de governantes eleitos com discurso anti-americano, saúda como uma revolução contra a corporatocracia e as consequências de tal fato para os Estados Unidos.

Também menciona uma conversa que teve durante o Fórum Social Mundial de 2005 com um alto assessor do governo brasileiro - ele não revela, mas tenho a impressão de que era o José Dirceu - em que este revela que "Lula tem um esqueleto, e só vocês podem nos ajudar". Coincidência ou não, logo depois estourou o escândalo do mensalão.

Terceira parada é o Oriente Médio, onde ele desenvolve questões relacionadas ao dólar e às consequências de sua atuação como assassino econômico.

Retoma o tema na parte sobre a África, e chama a atenção para a guerra no Congo, (ex-Zaire) que permite celulares e computadores mais baratos. Estas peças dependem de um mineral chamado coltan, que só existe lá. Também critica veementemente o trabalho das ONGs por lá, afirmando que estão a serviço da dominação.

Na parte final ele tenta apresentar idéias para romper este ciclo de dominação e mudar o mundo. Entretanto, achei um tanto quanto frágeis as premissas práticas que ele lança.

Entretanto, queria transcerver um pequeno texto deste segmento, que é bem importante:

"Nós também devenos ter coragem. E generosidade. E precisamos estar dispostos a pagar mais pelos diamantes e pelo ouro, pelos laptops e pelos celulares - e a insistir em que os mineiros tenham salário justo, atendimento de saúde e seguro - e a pagar mais também por mercadorias feitas em fábricas que não explorem seus funcionários, mas os tratem com justiça. Precisamos dirigir automóveis menores e mais econômicos, reduzir o uso total de energia e o consumo em geral e proteger os ambientes naturais e a diversidade das espécies que os habitam. É imprescindível que nos conscientizemos de que cada ato nosso e cada produto que compramos tem impacto sobre outras pessoas e os locais em que elas vivem; coletivamente, nossos estilos de vida determinam o futuro que nossos filhos e netos herdarão." (pp. 302)

O curioso é que o prefácio da edição brasileira é assinado pelo jornalista Heródoto Barbeiro - que escreve que não concorda com o que está no livro !

No Submarino tem do livro para pronta entrega. Recomendo.

Próxima resenha: "Cães de Guarda", de Beatriz Kushner.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Se o velho Bezerra da Silva fosse vivo...

Mais cedo hoje escrevi que, se Bezerra da Silva (1927-2005) fosse vivo, talvez estivesse preso.

Por quê ? Com esta praga do politicamente correto a que assistimos hoje, sua música certamente seria rotulada como "música de bandido", "apologia ao crime", "inimigo da sociedade" e que tais.

O cantor pernambucano radicado no Rio, que passou fome e pintou paredes antes de vir na onda do boom pagodeiro carioca na década de oitenta, era um cronista dos morros cariocas.

Com ele não tinha frescura. Ele gravava e cantava a música dos favelados, a rotina dos favelados, o grito dos favelados. Com menos força, mas maior qualidade musical, uma espécie de "funk" dos Anos 80 e 90: era a voz do morro.

Suas músicas cantavam o cotidiano dos morros, a opressão, a corrupção policial, a moral da "malandragem" e a rotina desta. Também fazia crônica social, com personagens como a sogra, o cunhado e o Pastor 171. Ironia: quando morreu havia virado evangélico.

Fico me perguntando o que ele estaria cantando hoje. Talvez a corrupção policial e a vida dos meninos do tráfico. Mas, certamente, estaria enfrentando a sociedade cada vez mais raivosa e conservadora, principalmente aqui no Rio de Janeiro.

Seria chamado de bandido. Mas dar voz aos oprimidos é sinônimo de bandido ? Provavelmente estaria preso, enquanto marginais de colarinho branco estão livres, leves e soltos. Como ele já alertava...

Sua obra e vida dão bem uma medida de como a nossa sociedade se tornou mais intolerante, sob a capa do "politicamente correto". Eu chamaria de "varrer para debaixo do tapete" as mazelas sociais. Se a elite não vê, está tudo bem, e isto explica o foco na Zona Sul da política atual (?) de segurança pública.

Outra faceta interessante é que ele gravava os compositores do morro. Não tinha essa de só escolher o que a gravadora determinasse. Compositores com nomes engraçados, mas do povo.

Há um documentário pronto sobre a obra do cantor e os compositores que ele gravou, mas infelizmente está enfrentando problemas de liberação dos direitos de algumas músicas. Uma pena.

Conheci mais a fundo a obra do velho Bezerra há uns dois anos, através de uma caixa temática que foi lançada sobre a sua obra. Depois fui me aprofundando e conhecendo mais. E pensar que ele foi vizinho da minha avó em Cascadura...

Àqueles que quiserem conhecer a vida e obra do cantor, recomendo a caixa citada acima, com quatro CDs, dividida por temas; um bom painel da vida do cantor. No Submarino tem para pronta entrega, com um preço razoável: R$ 39,90.

Abaixo, um vídeo com uma amostra. Bezerra da Silva e seu realismo nu e cru fazem falta neste mundo hipócrita de hoje.


Samba de Terça

Hoje nossa série "Samba de Terça" está um pouquinho diferente.

Nosso objetivo é trazer bons sambas que não tiveram o reconhecido sucesso, em especial sambas do Grupo de Acesso.

Contudo, faremos um pouquinho diferente: um samba de uma grande escola, com um repertório que está entre os três maiores conjuntos da história: Império Serrano.

Um belo samba, que não é reconhecido entre os dez melhores da sua história, mas que é muito bom. E, também, o "canto do cisne" de um querido amigo que, em setembro, completa cinco anos que partiu para a outra dimensão.

A escola vinha de um décimo primeiro lugar no ano anterior, que marcava a volta da escola ao Grupo Especial. O samba era muito bom, mas a parte plástica havia sido o calcanhar de Aquiles da escola.

Ernesto do Nascimento, carnavalesco, que havia chegado pouco antes do carnaval do ano anterior, assinaria sozinho o enredo daquele ano. Ele propõe uma idéia ousada: homenagear o escritor Ariano Suassuna através de seu livro "Romance da Pedra do Reino".

A idéia do carnavalesco era contar o livro na Marquês de Sapucaí e, a partir deste, homenagear o laureado escritor, pernambucano como o carnavalesco. No vídeo que apresento abaixo, do início do desfile, Ernesto do Nascimento mostra em maiores detalhes o enredo.

O Império Serrano comprou a idéia e apresentou um belo samba para a sua apresentação na terça feira de carnaval,11 de fevereiro de 2002. Terceira escola a desfilar, a agremiação da Serrinha mostrou de forma cativante a homenagem a Ariano Suassuna, que foi coroado no último carro.

A escola saiu da avenida como presença quase certa no Desfile das Campeãs daquele ano. Entretanto, em um resultado surpreendente, a escola obteve apenas o nono lugar, com 384,7 pontos.

2002 marcou o "canto do cisne" do carnavalesco Ernesto do Nascimento, querido amigo e pai de um irmão para mim, quase que de sangue. Em 2003 ele assinaria o seu último carnaval, mas sem o mesmo destaque, vindo a falecer em setembro de 2004.

Mas sua memória está eterna e hoje, aqui, presto uma pequena homenagem (foto abaixo).Vamos ao samba, de autoria de Aluízio Machado, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano e Lula:

"Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna"

"Sol inclemente, oi
Vai além da imaginação
Sopro ardente, árida terra
Desse poeta cantador
Sede de vida, gente sofrida
Salve o lanceiro, guerreiro do amor

Cabra macho, firmeza, que emoção
Liberdade, esperança, ressurreição (bis)
A bondade, a maldade no coração
Amor, verdade, eu encontro neste chão

(Vem que tem...)
Tem azul, tem encarnado, tem
Numa comunhão de fé
Lança em punho ao som da luta
Desse sonho contra a dor
Resgatando o passado
Desse povo vencedor
Esses reis tão sertanejos
Descendentes de valor
E a cavalgada parte
Lá de Belmonte
Prá serra do Catolé
Tão linda minha corte sertaneja
Marco forte, altaneira do sertão
Buscando na justiça igualdade
Empunhando a bandeira na coroação

Hoje o Império é a voz da razão
Onde reina a paz e a união (bis)
E é muito mais que uma paixão
Sou imperador... Lá do sertão"

Você pode ouvir o samba, em sua versão ao vivo, aqui. Abaixo, um vídeo do início do desfile da escola.


Semana que vem, vamos falar de um grande samba, que gerou um dos resultados mais questionados dos últimos anos: Unidos de Padre Miguel 2008.

Da série "tiraram o sofá da sala"

Vejo na televisão ontem que a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, através da Polícia Militar, encontrou a fórmula para combater a criminalidade no estado: proibiram os bailes funk.

Ou seja, com a proibição dos mesmos os traficantes ficarão recolhidos em suas casas, não haverá venda de drogas nem tiroteios. Ora, me poupe.

Acho sim, que precisa haver uma regulamentação dos bailes como o de qualquer outro tipo de show ou evento. Entretanto, a medida da Polícia tem todo jeito de preconceito. E é.

Por que não proíbem os pagodes, os ensaios de uma das maiores escolas de samba daqui (onde o tráfico rola solto e não é difícil ver armas na quadra), ou não vão aos morros e prendem os traficantes? Por que não atuam sobre as "raves" ?

Por que não dão opção de emprego e assistência social nas comunidades carentes ? Por que não colocam na cadeia os autores dos "proibidões" ? Dá trabalho, né ?

Quero ressalvar que detesto a música e não teria o menor interesse em defendê-la. Entretanto, temos de respeitar aquela que é a única forma de expressão destas comunidade e destas populações.

O preconceito contra o funk é muito forte. Evidente que temos de separar as eventuais ligações com o crime organizado, mas proibir pura e simplesmente é caso típico de tirar o sofá da sala. Entretanto, não é o funk em si a causa da criminalidade nem todo funkeiro é bandido. Da forma como a proibição foi colocada, é isso que querem passar à sociedade.

Querem um outro exemplo de preconceito ? As exigências para a realização dos bailes são muito maiores que para outros tipos de eventos. É licença disso, atestado daquilo, liberação do jornal...

Este blog jamais irá defender a bandidagem, mas também jamais irá defender manipulações factuais a fim de embaralhar a opinião pública e desviar o foco das questõas cruciais deste aspecto. Claramente este é o propósito.

Sinceramente, a política de segurança pública do Estado me parece cada dia mais equivocada.

Em tempo: fico imaginando o que aconteceria se o saudoso Bezerra da Silva ainda fosse vivo. Certamente seria linchado em praça pública...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Filé à Oswaldo Aranha

Hoje na hora do almoço fui ao Grajaú, na sede da Igreja, pegar as medalhas de proteção (Shoko) das crianças para a outorga de domingo.

E aproveitei para almoçar em um local velho conhecido, mas que há muito não ia, o bom e velho Planalto do Chopp.

Aliás, fazia quase um ano que não ia à Igreja Regional, local onde passei 80% dos meus sábados entre 1999 e 2005. Vi muita coisa mudada, lembrei de muita coisa, mas, sinceramente ? Não senti a menor falta daqueles tempos. Só das lembranças. E dos amigos.

Naqueles tempos, era habituée do Planalto. Ou para almoçar, ou para aquele chopp após o término do dia de aulas nos cursos que coordenávamos. Bons tempos... Gostava do chope bem tirado e do contra-filé à Oswaldo Aranha, que vinha acompanhado de um delicioso arroz com ovos.

Hoje, ao chegar para almoçar lá, estava um pouco ansioso com o que encontraria. Vi os mesmos garçons, a mesma reforma de um ano atrás - que não aprovei, mas necessária - e pedi o mesmo prato. Só não deu para relembrar o chope, segunda feira já é demais...

Fiquei aliviado: o contra-filé a Oswaldo Aranha continua ótimo. O arroz veio quentinho, parecia que acabara de ser feito. O bife um pouco mais passado que o normal, mas com a generosa capa de alho frito. Hummm...

Deu uma nostalgia gostosa, tanto da Regional quanto do restaurante. Não gostaria de voltar "ipsis litteris" àqueles tempos, o que passou passou; entretanto tenho certeza de que foram dias felizes. Sempre é bom relembrar dias felizes.

Escrevi aqui em outro tópico que tinha saudade de um tempo que não vivera. A saudade destes tempos que vivi é um pouco diferente, pois não resta amargura. Só saudade mesmo.

Eu sinto saudade. Mas o filé continua delicioso.

A humanidade tem salvação.

P.S. - O site do restaurante precisa ser atualizado, esta foto é antiga.

O Poder da Tradição

Como escrevi ontem, sábado estive na loja da Olympikus para comprar uma camisa azul de goleiro.

Com base nisto, estive pensando no poder que as tradições têm.

Há uns anos, o Flamengo lançou uma camisa que era azul e ouro, alusão às cores originais do clube. No dia da aprovação da camisa pelo Conselho Deliberativo (sempre ele), eis que levanta um velhinho e diz, histérico: "não deixarei macularem a honra do clube, que meu pai ajudou a fundar!". Acabou freneticamente aplaudido por uma legião de velhinhos igualmente histéricos.

Aliás, saindo um pouco do tema, não admira que o clube esteja na draga em que está...

Mas, voltando: o clube perdeu uma boa oportunidade de recursos por uma tradição duvidosa e, pior, desrespeitando as origens do mesmo.

As tradições muitas das vezes são utilizadas como manutenção de poderes estabelecidos. Serve para não se questionar o status quo de uma determinada situação ou de sociedade. Não se pode mudar porque "sempre foi assim".

Justifica-se quaisquer irracionalidades por conta disso.

Um bom exemplo são certas práticas da Igreja Católica, que "são assim porque são assim", ou, pior, encobrem outras razões mais mundanas - como o celibato.

Falo da Igreja Católica - que, aliás, de João Paulo II para cá retomou diversas tradições - mas poderia estar falando de outros aspectos da vida humana. O progresso social e econômico, muitas vezes, é travado por se respeitarem códigos antigos, leis não escritas e determinações com capa de seculares .

Muitas vezes, perdemos boas oportunidades de gerar renda, de forma ética e lícita, pelo apego às mesmas.

Evidente que não prego o abandono das tradições. Entretanto, precisamos saber separar o que realmente é tradição do que não passa de controle de poder. Ou amor ao antigo.

As coisas evoluem. Meishu Sama diz que "precisamos ser homens do presente". É isso aí. Não se aferrar às coisas antigas que travam ao desenvolvimento e, pior, nos desconectam da realidade.

Outra coisa é, por exemplo, a corrida de touros de Pamplona, como bem lembrou o Boechat de manhã. São 500 anos, mas será que a brutalidade merece ser mantida em nome da mesma ? Ou não se podem fazer alterações a fim de tornar menos brutal o episódio ?

Sei que são idéias ainda um pouco soltas. Todavia, vamos pensar um pouco no poder das tradições ?

Pensamento do Dia

"Sabe porque nunca fui em um escanteio para tentar o gol? Meu time nunca precisou!"

(Raul Plassman, maior goleiro da história do Flamengo e, atualmente, comentarista esportivo)

(Foto: RaulPlasmann.net)

domingo, 12 de julho de 2009

Que crise ?

Estive ontem (sábado) à noite no Barra Shopping, para comprar uma camisa de goleiro do Flamengo que só tinha na loja da Olympikus.

Confesso que me espantei com o número de pessoas que estavam lá. Estacionamento superlotado, lojas cheias e gente comprando. Crise ? Aqui não chegou. Por mais que seja um estabelecimento de clientela de mais alta renda, já vinha observando isso em outros locais, de outros públicos.

Sem dúvida alguma que o mercado interno está segurando o consumo brasileiro e permitindo que soframos menos os efeitos da crise mundial. Reflexo de políticas de distribuição de renda empreendidas pelo governo atual, bem como da geração de empregos.

Entretanto, ainda assim me espantei com o movimento típico de final de ano no shopping. Sinal de que as estatísticas sobre atividade econômica estão claramente defasadas.

Crise ? Só em O Globo e no PSDB...

50 Anos da primeira historinha

Ontem, sábado, completaram-se 50 anos da publicação da primeira historinha da Turma da Mônica, na Folha de São Paulo. O primeiro personagem foi o Bidu.

Obrigado, Maurício !

Sarney, Mídia e Petrobras

por Luis Nassif:

11/07/2009 - 10:25
O Blog da mídia

Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente - o que justificaria o interesse jornalístico.

Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.

Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.

Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.

Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico, o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.

Esse é o ponto central.

Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados - que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.

O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.

Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar “dona” da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais - levantados de acordo com as conveniências do momento - e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.

Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?

O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.

Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.

Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?

Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.

Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.

sábado, 11 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Música para o Final de Semana

Hoje, para começar o final de semana, dose dupla de qualidade, polêmica e eternidade.

Começamos com o 'síndico' Tim Maia e sua "Festa do Santo Reis". O soulman brasileiro, falecido precocemente em 1998 e alvo de uma excelente biografia - que li e recomendo - aqui está em toda a sua verborragia e todo o seu suingue.

O vídeo é curto, mas revelador, até pelas declarações do cantor. Um bom arquétipo do saudoso Tim Maia.

Antes, vamos à letra:

"A Festa do Santo Reis"
(Márcio Leonardo)

Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa
De Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquisito
Mas é o dia da festa
De Santo Reis...

Eles chegam tocando
Sanfona e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes...

É os bodes da gente
É os bodes, mééé
É os bodes da gente
É os bodes, mééé...

Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia, hié! hié!
De Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
É o dia da festa, hié! hié!..(3x)





O segundo tema de hoje é do grupo The Doors, de seu líder Jim Morrison. Tão diferente de Tim Maia, tão semelhante na postura e na contestação irreverente ao sistema. Motivos diferentes, causas diferentes, métodos semelhantes.

A canção não poderia ser outra: "Light My Fire". O vídeo que eu trago aqui, apesar de um pouco longo, é imperdível. A presença de palco do vocalista é algo impressionante.

Coloco a letra em inglês e uma tradução em português que eu dei uma ajeitada, mas que não está boa ainda.

Light My Fire
Composição: Jim Morrison / John Densmore / Ray Manzarek / Robby Krieger

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire

Tradução:

Acenda Meu Fogo

Você sabe que seria falso
Você sabe que eu seria um mentiroso
Se eu estava dizendo a você
Menina, não podíamos estar mais "altos"

Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite

O tempo para hesitar está terminado
Sem tempo para chafurdar na lama
Tente agora, nós só podemos perder
E nosso amor será cremado
Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite

Você sabe que seria falso
Você sabe que eu seria um mentiroso
Se eu estava dizendo a você
Menina, não podíamos estar mais "altos",
Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite


Abaixo, segue o vídeo:



Você pode salvar as faixas aqui. Deleitem-se neste início de final de semana.

Depois eu volto.

O sexo das pedras

Pedras que rolam
Mistérios que colam
Colóquio indigesto
A flor é o gesto
Armistício assinado
Anarquismo de lado
Poder niilista
Justiça proscrita
Bárbara tortura
Solução que cura
Por mais que se tente
Ilusão latente
Cruzando barreiras
Existem maneiras
Viver é preciso
Breve é conciso
Luar que se apaga
Solstício que paga
A luz interdita
Rotina maldita
Nada é conexo
Palavras sem nexo
As pedras, discuto...
Dormindo escuto !

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Lugares que Amo - Livrarias

Meus 16 leitores sabem que sou apaixonado por livros. Nem sempre tenho o ritmo de leitura de que gostaria, entretanto ler é uma das minhas razões de viver.

Gosto de entrar em uma livraria sem pressa, com ócio. Transpassar as prateleiras de lançamentos e embrenhar-me pelas estantes empoeiradas de cultura depositada. Descobrir pepitas de ouro que não chamam a atenção, todavia possuem valor eterno de saber.

O Rio de Janeiro, por incrível que pareça, não possui nenhuma mega livraria digna do nome. Fora dos lançamentos comuns e da praga chamada "auto-ajuda" - dos autores, creio eu - a variedade não é muita, tanto que volta e meia sou obrigado a recorrer às lojas virtuais.

Muitos bons lançamentos acabam se restringindo a guetos ou à internet, por causa desta concentração em poucas livrarias e à necessidade de obter lucro a todo custo. O objetivo cultural fica em segundo plano, o que se torna bastante prejudicial à sociedade.

Se pudesse fazer um ranking, minhas preferências seriam as seguintes, lembrando que não morro de amores por "blockbusters" e detesto auto-ajuda:

1º) Livraria da Travessa - Barra Shopping

Bastante variedade, bastante sossego para pesquisar sem pressa, vendedores discretos e atenciosos, boa qualidade de lançamentos. Muita coisa legal nas áreas de Economia, História, Cultura e Artes.

Destaque também para o excelente portfólio de CDs e DVDs, que respeitam a boa arte e não se limitam aos "grandes sucessos das gravadoras";

2º) Livraria da Travessa - Centro

Mesmas (boas) características anteriores, mas possui uma variedade menor de títulos e a tranquilidade para se pesquisar, também;

3º) Saraiva Mega Store - Rio Sul

Para uma "major" da área, possui uma variedade até muito boa, principalmente em não-ficção. Possui menor estrutura para quem gosta de pesquisar e garimpar, e os atendentes, por serem poucos, não atendem personalizadamente.

Área de CDs boa, DVDs pouca coisa além dos "grandes sucessos".

4º) Saraiva Mega Store - Norte Shopping

Igual à anterior, só que é mais cheia e a área de Economia e História bem menos variada.

5º) FNAC - Barra Shopping

Tem boa variedade, mas desde que passou a vender eletrônicos a área de livros caiu muito. Outra coisa que me irrita é o estado de conservação de alguns livros à venda.

Pacote de Cds e DVDs bom, mas inferior ao da Livraria da Travessa. O atendimento é bastante razoável.

6º) Saraiva Mega Store - Shopping Tijuca

Apesar de ser onde mais vou, por causa da distância do trabalho, caiu muito de um ano para cá. O atendimento é ruim, livros, Cds e DVDs com pouca coisa a mais que o trivial. Mas não é tão fraca assim;

7º) Nobel - Nova América

Pro meu perfil de consumidor é um horror. Salva-se pelo atendimento cortês e pela bastante razoável área de livros para crianças;

8º) Siciliano - Avenida Central

Não tem área de CDs e DVDs, livros o essencial, até pelo tamanho da livraria. Dá desconto para funcionários da Petrobras.

9º) La Selva - Galeão

Se limita ao que todas as outras livrarias têm, e não tem área de CDs e DVDs. Só para emergências ou compras de ocasião.

Pior é que, com o fechamento da Letras e Cia, passa a ser a única livraria da Ilha do Governador...

Lembrando que é um ranking bastante pessoal.

Para livrarias online, não irei classificá-las, porque são diferentes. Eu me utilizo de três delas:

Saraiva: boa para comprar livros com descontos. A entrega também pode ser considerada rápida, mas já tive problemas em uma ocasião. Porém, aprovo o serviço.

Submarino: melhor indicação para livros com mais tempo de lançamento, pois seu estoque é maior e não gira muito rápido. Entrega é boa;

Travessa: normalmente para pedidos pequenos, já que não cobrra frete para o Rio de Janeiro. Só que o prazo de entrega é bem maior.

Queria registrar também a boa surpresa que era - não vou lá desde setembro - a Saraiva Mega Store de Salvador, no shopping de Salvador. É a melhor das lojas da Saraiva que conheço.

Bom, é isso aí. Voltarei ao tema em próxima oportunidade.

Bom Exemplo - II

Hoje almocei com a Daniele no excelente restaurante "Casa Urich", no Centro do Rio. Na volta, como de hábito passei por dentro da galeria do Edifício Avenida Central para cortar caminho e entrei, como sempre, na Siciliano que fica lá.

Este filial nem é grande coisa, com pouca variedade, mas surpreendentemente encontrei o livro sobre o Flamengo que estava procurando e, ao me dirigir ao caixa, vi a pessoa da frente sacando o crachá da Petrobras para efetuar o pagamento.

Perguntei à caixa se havia desconto para funcionários da empresa e, para minha surpresa, afirmou que sim, 10% de desconto. Estava com o crachá na mão e obtive o desconto, que não está informado em nenhum local da livraria.

Ponto para eles. Resta saber se, com a incorporação pela Saraiva, se tal prática será mantida.