terça-feira, 14 de julho de 2009

Samba de Terça

Hoje nossa série "Samba de Terça" está um pouquinho diferente.

Nosso objetivo é trazer bons sambas que não tiveram o reconhecido sucesso, em especial sambas do Grupo de Acesso.

Contudo, faremos um pouquinho diferente: um samba de uma grande escola, com um repertório que está entre os três maiores conjuntos da história: Império Serrano.

Um belo samba, que não é reconhecido entre os dez melhores da sua história, mas que é muito bom. E, também, o "canto do cisne" de um querido amigo que, em setembro, completa cinco anos que partiu para a outra dimensão.

A escola vinha de um décimo primeiro lugar no ano anterior, que marcava a volta da escola ao Grupo Especial. O samba era muito bom, mas a parte plástica havia sido o calcanhar de Aquiles da escola.

Ernesto do Nascimento, carnavalesco, que havia chegado pouco antes do carnaval do ano anterior, assinaria sozinho o enredo daquele ano. Ele propõe uma idéia ousada: homenagear o escritor Ariano Suassuna através de seu livro "Romance da Pedra do Reino".

A idéia do carnavalesco era contar o livro na Marquês de Sapucaí e, a partir deste, homenagear o laureado escritor, pernambucano como o carnavalesco. No vídeo que apresento abaixo, do início do desfile, Ernesto do Nascimento mostra em maiores detalhes o enredo.

O Império Serrano comprou a idéia e apresentou um belo samba para a sua apresentação na terça feira de carnaval,11 de fevereiro de 2002. Terceira escola a desfilar, a agremiação da Serrinha mostrou de forma cativante a homenagem a Ariano Suassuna, que foi coroado no último carro.

A escola saiu da avenida como presença quase certa no Desfile das Campeãs daquele ano. Entretanto, em um resultado surpreendente, a escola obteve apenas o nono lugar, com 384,7 pontos.

2002 marcou o "canto do cisne" do carnavalesco Ernesto do Nascimento, querido amigo e pai de um irmão para mim, quase que de sangue. Em 2003 ele assinaria o seu último carnaval, mas sem o mesmo destaque, vindo a falecer em setembro de 2004.

Mas sua memória está eterna e hoje, aqui, presto uma pequena homenagem (foto abaixo).Vamos ao samba, de autoria de Aluízio Machado, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano e Lula:

"Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna"

"Sol inclemente, oi
Vai além da imaginação
Sopro ardente, árida terra
Desse poeta cantador
Sede de vida, gente sofrida
Salve o lanceiro, guerreiro do amor

Cabra macho, firmeza, que emoção
Liberdade, esperança, ressurreição (bis)
A bondade, a maldade no coração
Amor, verdade, eu encontro neste chão

(Vem que tem...)
Tem azul, tem encarnado, tem
Numa comunhão de fé
Lança em punho ao som da luta
Desse sonho contra a dor
Resgatando o passado
Desse povo vencedor
Esses reis tão sertanejos
Descendentes de valor
E a cavalgada parte
Lá de Belmonte
Prá serra do Catolé
Tão linda minha corte sertaneja
Marco forte, altaneira do sertão
Buscando na justiça igualdade
Empunhando a bandeira na coroação

Hoje o Império é a voz da razão
Onde reina a paz e a união (bis)
E é muito mais que uma paixão
Sou imperador... Lá do sertão"

Você pode ouvir o samba, em sua versão ao vivo, aqui. Abaixo, um vídeo do início do desfile da escola.


Semana que vem, vamos falar de um grande samba, que gerou um dos resultados mais questionados dos últimos anos: Unidos de Padre Miguel 2008.

Da série "tiraram o sofá da sala"

Vejo na televisão ontem que a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, através da Polícia Militar, encontrou a fórmula para combater a criminalidade no estado: proibiram os bailes funk.

Ou seja, com a proibição dos mesmos os traficantes ficarão recolhidos em suas casas, não haverá venda de drogas nem tiroteios. Ora, me poupe.

Acho sim, que precisa haver uma regulamentação dos bailes como o de qualquer outro tipo de show ou evento. Entretanto, a medida da Polícia tem todo jeito de preconceito. E é.

Por que não proíbem os pagodes, os ensaios de uma das maiores escolas de samba daqui (onde o tráfico rola solto e não é difícil ver armas na quadra), ou não vão aos morros e prendem os traficantes? Por que não atuam sobre as "raves" ?

Por que não dão opção de emprego e assistência social nas comunidades carentes ? Por que não colocam na cadeia os autores dos "proibidões" ? Dá trabalho, né ?

Quero ressalvar que detesto a música e não teria o menor interesse em defendê-la. Entretanto, temos de respeitar aquela que é a única forma de expressão destas comunidade e destas populações.

O preconceito contra o funk é muito forte. Evidente que temos de separar as eventuais ligações com o crime organizado, mas proibir pura e simplesmente é caso típico de tirar o sofá da sala. Entretanto, não é o funk em si a causa da criminalidade nem todo funkeiro é bandido. Da forma como a proibição foi colocada, é isso que querem passar à sociedade.

Querem um outro exemplo de preconceito ? As exigências para a realização dos bailes são muito maiores que para outros tipos de eventos. É licença disso, atestado daquilo, liberação do jornal...

Este blog jamais irá defender a bandidagem, mas também jamais irá defender manipulações factuais a fim de embaralhar a opinião pública e desviar o foco das questõas cruciais deste aspecto. Claramente este é o propósito.

Sinceramente, a política de segurança pública do Estado me parece cada dia mais equivocada.

Em tempo: fico imaginando o que aconteceria se o saudoso Bezerra da Silva ainda fosse vivo. Certamente seria linchado em praça pública...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Filé à Oswaldo Aranha

Hoje na hora do almoço fui ao Grajaú, na sede da Igreja, pegar as medalhas de proteção (Shoko) das crianças para a outorga de domingo.

E aproveitei para almoçar em um local velho conhecido, mas que há muito não ia, o bom e velho Planalto do Chopp.

Aliás, fazia quase um ano que não ia à Igreja Regional, local onde passei 80% dos meus sábados entre 1999 e 2005. Vi muita coisa mudada, lembrei de muita coisa, mas, sinceramente ? Não senti a menor falta daqueles tempos. Só das lembranças. E dos amigos.

Naqueles tempos, era habituée do Planalto. Ou para almoçar, ou para aquele chopp após o término do dia de aulas nos cursos que coordenávamos. Bons tempos... Gostava do chope bem tirado e do contra-filé à Oswaldo Aranha, que vinha acompanhado de um delicioso arroz com ovos.

Hoje, ao chegar para almoçar lá, estava um pouco ansioso com o que encontraria. Vi os mesmos garçons, a mesma reforma de um ano atrás - que não aprovei, mas necessária - e pedi o mesmo prato. Só não deu para relembrar o chope, segunda feira já é demais...

Fiquei aliviado: o contra-filé a Oswaldo Aranha continua ótimo. O arroz veio quentinho, parecia que acabara de ser feito. O bife um pouco mais passado que o normal, mas com a generosa capa de alho frito. Hummm...

Deu uma nostalgia gostosa, tanto da Regional quanto do restaurante. Não gostaria de voltar "ipsis litteris" àqueles tempos, o que passou passou; entretanto tenho certeza de que foram dias felizes. Sempre é bom relembrar dias felizes.

Escrevi aqui em outro tópico que tinha saudade de um tempo que não vivera. A saudade destes tempos que vivi é um pouco diferente, pois não resta amargura. Só saudade mesmo.

Eu sinto saudade. Mas o filé continua delicioso.

A humanidade tem salvação.

P.S. - O site do restaurante precisa ser atualizado, esta foto é antiga.

O Poder da Tradição

Como escrevi ontem, sábado estive na loja da Olympikus para comprar uma camisa azul de goleiro.

Com base nisto, estive pensando no poder que as tradições têm.

Há uns anos, o Flamengo lançou uma camisa que era azul e ouro, alusão às cores originais do clube. No dia da aprovação da camisa pelo Conselho Deliberativo (sempre ele), eis que levanta um velhinho e diz, histérico: "não deixarei macularem a honra do clube, que meu pai ajudou a fundar!". Acabou freneticamente aplaudido por uma legião de velhinhos igualmente histéricos.

Aliás, saindo um pouco do tema, não admira que o clube esteja na draga em que está...

Mas, voltando: o clube perdeu uma boa oportunidade de recursos por uma tradição duvidosa e, pior, desrespeitando as origens do mesmo.

As tradições muitas das vezes são utilizadas como manutenção de poderes estabelecidos. Serve para não se questionar o status quo de uma determinada situação ou de sociedade. Não se pode mudar porque "sempre foi assim".

Justifica-se quaisquer irracionalidades por conta disso.

Um bom exemplo são certas práticas da Igreja Católica, que "são assim porque são assim", ou, pior, encobrem outras razões mais mundanas - como o celibato.

Falo da Igreja Católica - que, aliás, de João Paulo II para cá retomou diversas tradições - mas poderia estar falando de outros aspectos da vida humana. O progresso social e econômico, muitas vezes, é travado por se respeitarem códigos antigos, leis não escritas e determinações com capa de seculares .

Muitas vezes, perdemos boas oportunidades de gerar renda, de forma ética e lícita, pelo apego às mesmas.

Evidente que não prego o abandono das tradições. Entretanto, precisamos saber separar o que realmente é tradição do que não passa de controle de poder. Ou amor ao antigo.

As coisas evoluem. Meishu Sama diz que "precisamos ser homens do presente". É isso aí. Não se aferrar às coisas antigas que travam ao desenvolvimento e, pior, nos desconectam da realidade.

Outra coisa é, por exemplo, a corrida de touros de Pamplona, como bem lembrou o Boechat de manhã. São 500 anos, mas será que a brutalidade merece ser mantida em nome da mesma ? Ou não se podem fazer alterações a fim de tornar menos brutal o episódio ?

Sei que são idéias ainda um pouco soltas. Todavia, vamos pensar um pouco no poder das tradições ?

Pensamento do Dia

"Sabe porque nunca fui em um escanteio para tentar o gol? Meu time nunca precisou!"

(Raul Plassman, maior goleiro da história do Flamengo e, atualmente, comentarista esportivo)

(Foto: RaulPlasmann.net)

domingo, 12 de julho de 2009

Que crise ?

Estive ontem (sábado) à noite no Barra Shopping, para comprar uma camisa de goleiro do Flamengo que só tinha na loja da Olympikus.

Confesso que me espantei com o número de pessoas que estavam lá. Estacionamento superlotado, lojas cheias e gente comprando. Crise ? Aqui não chegou. Por mais que seja um estabelecimento de clientela de mais alta renda, já vinha observando isso em outros locais, de outros públicos.

Sem dúvida alguma que o mercado interno está segurando o consumo brasileiro e permitindo que soframos menos os efeitos da crise mundial. Reflexo de políticas de distribuição de renda empreendidas pelo governo atual, bem como da geração de empregos.

Entretanto, ainda assim me espantei com o movimento típico de final de ano no shopping. Sinal de que as estatísticas sobre atividade econômica estão claramente defasadas.

Crise ? Só em O Globo e no PSDB...

50 Anos da primeira historinha

Ontem, sábado, completaram-se 50 anos da publicação da primeira historinha da Turma da Mônica, na Folha de São Paulo. O primeiro personagem foi o Bidu.

Obrigado, Maurício !

Sarney, Mídia e Petrobras

por Luis Nassif:

11/07/2009 - 10:25
O Blog da mídia

Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente - o que justificaria o interesse jornalístico.

Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.

Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.

Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.

Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico, o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.

Esse é o ponto central.

Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados - que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.

O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.

Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar “dona” da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais - levantados de acordo com as conveniências do momento - e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.

Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?

O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.

Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.

Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?

Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.

Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.

sábado, 11 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Música para o Final de Semana

Hoje, para começar o final de semana, dose dupla de qualidade, polêmica e eternidade.

Começamos com o 'síndico' Tim Maia e sua "Festa do Santo Reis". O soulman brasileiro, falecido precocemente em 1998 e alvo de uma excelente biografia - que li e recomendo - aqui está em toda a sua verborragia e todo o seu suingue.

O vídeo é curto, mas revelador, até pelas declarações do cantor. Um bom arquétipo do saudoso Tim Maia.

Antes, vamos à letra:

"A Festa do Santo Reis"
(Márcio Leonardo)

Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquecido
Mas é o dia da festa
De Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Anda meio esquisito
Mas é o dia da festa
De Santo Reis...

Eles chegam tocando
Sanfona e violão
Os pandeiros de fita
Carregam sempre na mão
Eles vão levando
Levando o que pode
Se deixar com eles
Eles levam até os bodes...

É os bodes da gente
É os bodes, mééé
É os bodes da gente
É os bodes, mééé...

Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
Hoje é o dia, hié! hié!
De Santo Reis
Hoje é o dia de Santo Reis
É o dia da festa, hié! hié!..(3x)





O segundo tema de hoje é do grupo The Doors, de seu líder Jim Morrison. Tão diferente de Tim Maia, tão semelhante na postura e na contestação irreverente ao sistema. Motivos diferentes, causas diferentes, métodos semelhantes.

A canção não poderia ser outra: "Light My Fire". O vídeo que eu trago aqui, apesar de um pouco longo, é imperdível. A presença de palco do vocalista é algo impressionante.

Coloco a letra em inglês e uma tradução em português que eu dei uma ajeitada, mas que não está boa ainda.

Light My Fire
Composição: Jim Morrison / John Densmore / Ray Manzarek / Robby Krieger

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire

Tradução:

Acenda Meu Fogo

Você sabe que seria falso
Você sabe que eu seria um mentiroso
Se eu estava dizendo a você
Menina, não podíamos estar mais "altos"

Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite

O tempo para hesitar está terminado
Sem tempo para chafurdar na lama
Tente agora, nós só podemos perder
E nosso amor será cremado
Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite

Você sabe que seria falso
Você sabe que eu seria um mentiroso
Se eu estava dizendo a você
Menina, não podíamos estar mais "altos",
Venha baby e acenda meu fogo,
Venha baby e acenda meu fogo
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite
Tente colocar fogo na noite


Abaixo, segue o vídeo:



Você pode salvar as faixas aqui. Deleitem-se neste início de final de semana.

Depois eu volto.

O sexo das pedras

Pedras que rolam
Mistérios que colam
Colóquio indigesto
A flor é o gesto
Armistício assinado
Anarquismo de lado
Poder niilista
Justiça proscrita
Bárbara tortura
Solução que cura
Por mais que se tente
Ilusão latente
Cruzando barreiras
Existem maneiras
Viver é preciso
Breve é conciso
Luar que se apaga
Solstício que paga
A luz interdita
Rotina maldita
Nada é conexo
Palavras sem nexo
As pedras, discuto...
Dormindo escuto !

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Lugares que Amo - Livrarias

Meus 16 leitores sabem que sou apaixonado por livros. Nem sempre tenho o ritmo de leitura de que gostaria, entretanto ler é uma das minhas razões de viver.

Gosto de entrar em uma livraria sem pressa, com ócio. Transpassar as prateleiras de lançamentos e embrenhar-me pelas estantes empoeiradas de cultura depositada. Descobrir pepitas de ouro que não chamam a atenção, todavia possuem valor eterno de saber.

O Rio de Janeiro, por incrível que pareça, não possui nenhuma mega livraria digna do nome. Fora dos lançamentos comuns e da praga chamada "auto-ajuda" - dos autores, creio eu - a variedade não é muita, tanto que volta e meia sou obrigado a recorrer às lojas virtuais.

Muitos bons lançamentos acabam se restringindo a guetos ou à internet, por causa desta concentração em poucas livrarias e à necessidade de obter lucro a todo custo. O objetivo cultural fica em segundo plano, o que se torna bastante prejudicial à sociedade.

Se pudesse fazer um ranking, minhas preferências seriam as seguintes, lembrando que não morro de amores por "blockbusters" e detesto auto-ajuda:

1º) Livraria da Travessa - Barra Shopping

Bastante variedade, bastante sossego para pesquisar sem pressa, vendedores discretos e atenciosos, boa qualidade de lançamentos. Muita coisa legal nas áreas de Economia, História, Cultura e Artes.

Destaque também para o excelente portfólio de CDs e DVDs, que respeitam a boa arte e não se limitam aos "grandes sucessos das gravadoras";

2º) Livraria da Travessa - Centro

Mesmas (boas) características anteriores, mas possui uma variedade menor de títulos e a tranquilidade para se pesquisar, também;

3º) Saraiva Mega Store - Rio Sul

Para uma "major" da área, possui uma variedade até muito boa, principalmente em não-ficção. Possui menor estrutura para quem gosta de pesquisar e garimpar, e os atendentes, por serem poucos, não atendem personalizadamente.

Área de CDs boa, DVDs pouca coisa além dos "grandes sucessos".

4º) Saraiva Mega Store - Norte Shopping

Igual à anterior, só que é mais cheia e a área de Economia e História bem menos variada.

5º) FNAC - Barra Shopping

Tem boa variedade, mas desde que passou a vender eletrônicos a área de livros caiu muito. Outra coisa que me irrita é o estado de conservação de alguns livros à venda.

Pacote de Cds e DVDs bom, mas inferior ao da Livraria da Travessa. O atendimento é bastante razoável.

6º) Saraiva Mega Store - Shopping Tijuca

Apesar de ser onde mais vou, por causa da distância do trabalho, caiu muito de um ano para cá. O atendimento é ruim, livros, Cds e DVDs com pouca coisa a mais que o trivial. Mas não é tão fraca assim;

7º) Nobel - Nova América

Pro meu perfil de consumidor é um horror. Salva-se pelo atendimento cortês e pela bastante razoável área de livros para crianças;

8º) Siciliano - Avenida Central

Não tem área de CDs e DVDs, livros o essencial, até pelo tamanho da livraria. Dá desconto para funcionários da Petrobras.

9º) La Selva - Galeão

Se limita ao que todas as outras livrarias têm, e não tem área de CDs e DVDs. Só para emergências ou compras de ocasião.

Pior é que, com o fechamento da Letras e Cia, passa a ser a única livraria da Ilha do Governador...

Lembrando que é um ranking bastante pessoal.

Para livrarias online, não irei classificá-las, porque são diferentes. Eu me utilizo de três delas:

Saraiva: boa para comprar livros com descontos. A entrega também pode ser considerada rápida, mas já tive problemas em uma ocasião. Porém, aprovo o serviço.

Submarino: melhor indicação para livros com mais tempo de lançamento, pois seu estoque é maior e não gira muito rápido. Entrega é boa;

Travessa: normalmente para pedidos pequenos, já que não cobrra frete para o Rio de Janeiro. Só que o prazo de entrega é bem maior.

Queria registrar também a boa surpresa que era - não vou lá desde setembro - a Saraiva Mega Store de Salvador, no shopping de Salvador. É a melhor das lojas da Saraiva que conheço.

Bom, é isso aí. Voltarei ao tema em próxima oportunidade.

Bom Exemplo - II

Hoje almocei com a Daniele no excelente restaurante "Casa Urich", no Centro do Rio. Na volta, como de hábito passei por dentro da galeria do Edifício Avenida Central para cortar caminho e entrei, como sempre, na Siciliano que fica lá.

Este filial nem é grande coisa, com pouca variedade, mas surpreendentemente encontrei o livro sobre o Flamengo que estava procurando e, ao me dirigir ao caixa, vi a pessoa da frente sacando o crachá da Petrobras para efetuar o pagamento.

Perguntei à caixa se havia desconto para funcionários da empresa e, para minha surpresa, afirmou que sim, 10% de desconto. Estava com o crachá na mão e obtive o desconto, que não está informado em nenhum local da livraria.

Ponto para eles. Resta saber se, com a incorporação pela Saraiva, se tal prática será mantida.

Abre o Flamengo, vende o Flamengo !!!!!

Fiquei estupefato quando abri o Lance hoje e vi que o Conselho Deliberativo do clube rejeitou a proposta de patrocínio das mangas da camisa por parte da Bozzano, no valor de R$ 2 milhões.

Fico me perguntando em que planeta estão os conselheiros do clube. Aliás, diga-se de passagem, boa parte deste é composto por velhinhos que estão parados em 1935 quando o assunto é o clube.

Outra coisa que me espanta é a luta política intestina no clube. O lema é "tudo do Flamengo, nada pelo Flamengo". Pelas eleições, compromete-se a saúde financeira do clube, que já não é das melhores.

Parece, também, que já há um movimento para vetar o patrocínio da Ale por causa das cores da empresa, azul e branco. Outro absurdo. E olha que trabalho em uma concorrente da tal companhia...

Politica e administrativamente, o clube está parado em 1980. Tudo que indica profissionalismo, responsabilidade, marketing e gestão é sumariamente banido do clube.

Isto também é reflexo da estrutura do clube, anti-democrática, que impede a oxigenação e a entrada de idéias e pessoas novas. Para entrar tem de se compor com os caras que estão lá. Por isso que o clube não terá jamais um projeto decente de sócio-torcedor.

Mantendo-se este quadro, só vejo duas saídas: a Polícia ou a quebra definitiva do clube, com a intervenção do governo e uma saída tipo a da Fiorentina, onde se criou um clube novo com o mesmo nome.

O clube precisa de dirigentes profissionais, honestos e que sejam cobrados por seus atos. Que pensem no clube e não em si. E que tomem as medidas amargas que são necessárias para assegurar a continuidade do clube e a sua volta a um patamar competitivo no cenário nacional.

Outra coisa: deveria ser exigida a declaração de bens de todos os dirigentes antes e depois de saírem do clube.

Antes que falem em Estatuto e tal, existe uma série de medidas que podem ser tomadas sem que se mexa no Estatuto do clube. Escrevi anteriormente sobre isso.

Outro ponto fundamental é que necessariamente teremos de estender o período de "vacas magras" a fim de pagar dívidas e recuperar capacidade de investimento sustentado. Mas quem vai colocar o guizo no pescoço do gato ?

Sinceramente, com estes dirigentes que só pensam neles, o Leonardo tem razão. Abre o Flamengo ! Vende o Flamengo ! Esta zona é que não pode continuar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Polícia ou Mineira ?

Leio sobre a troca de comando na Polícia Militar do Rio, ocorrida após a denúncia de que 30 policiais foram alvo por parte do Ministério Público.

A impressão que eu tenho é de que o objetivo é reforçar os laços corporativos da instituição, haja visto a fama de "X-9" do comandante anterior. Talvez proteger os assassinos que, a pretexto de responder à sociedade, escolhem inocentes a esmo e metralham. Cerca de oitenta por cento dos mortos pela PM aqui no Rio não têm qualquer ficha judicial, nem na polícia.

Em seu brilhante livro sobre a Policia paulista, o jornalista Caco Barcelos esmiúça bem este mecanismo: as rondas escolhiam a esmo dois, três e matavam para dar satisfação à classe média "horrorizada".

Aqui no Rio, isso tem um nome: "auto de resistência". Não se prende mais ninguém: mata-se. Com o beneplácito superior.

Esta "política de segurança", que eu chamaria de "enxugar gelo", é calcada em uma palavra: extermínio. Enquanto o Estado só se fizer presente nas comunidades através da Polícia e do Caveirão, sem oferecer saúde, educação e especialmente emprego, não vai adiantar nada.

Pior: o policiamento das ruas e a investigação, função das polícias, estão em décimo plano. Mas os batalhões disputam quem mata mais, quem extorque mais, quem tem a Milícia mais poderosa e quem fica mais rico. Institucionalizou-se a "Polícia Mineira", esta é a verdade.

Foi sintomático o pedido de baixa do Coronel Paulo Cesar Lopes. Sinal de que ele não compactua com o que vem por aí.

Oremos. E pensar que a minha Portela tinha entre suas opções de enredo uma homenagem a isso aí... Mas é assunto para outro post.

(Foto: O Dia)

P.S. - O que fazia uma patrulha da PM ontem (terça), às 22 horas, parada em frente à Quinta da Boa Vista conversando com prostitutas ? Ninguém me contou, eu vi, voltando do hospital. Prendendo as moças é que não estavam.

SUS da Rede Particular

Ontem à noite, precisei levar a Maria Clara, minha mais velha, ao hospital para ver uma febre alta com que ela estava. Nada demais, apenas uma gripe.

Entretanto, o que me assustou ontem foi ver a emergência do Quinta D´Or superlotada. O caso da minha filha, que foi colocado em prioridade devido à alta temperatura, levou uma hora e dez minutos para ser atendido.

Como já estive lá em outras ocasiões e fui bem atendido, não parece ser caso de estrutura do hospital.

Acredito que a causa desta superlotação digna de SUS da emergência pediátrica se deva à falta de bons hospitais de referência na Zona Norte e/ou Zona da Leopoldina. A região do Grande Méier e adjacências tem o Pasteur - onde alguns anos atrás a Daniele foi pessimamente atendida - mas não consigo me lembrar de bons hospitais, pelo menos com fama de, no eixo Tijuca/São Cristóvão/Ilha do Governador.

Dou o exemplo da Ilha. A única clínica de emergência do bairro é a Santa Maria Madalena, apelidada mui carinhosamente de "Santa Maria Mortelenta". Lá você entra, mas deve se dar por sortudo se sair vivo e mais ainda se conseguir extrair do hospital um diagnóstico correto.

O que nos resta ? Para emergências cardíacas há um razoável na Rua Cambaúba, mas o resto... Quinta D´Or ou Balbino, em Olaria, mas este à noite é bem esquisito. E tome fila...

A verdade é que, talvez no intuito de diminuir o custo, as grandes redes privadas colocam poucos hospitais com atendimento de emergência geral, que funcionam como grandes concentradores. Então, hospitais que deveriam atender 200 pacientes, por exemplo, atendem 2 mil. Aí, não tem estrutura que dê jeito, vira SUS.

Além disso, a própria reputação de excelência que a rede D´Or construiu contribui para esta superlotação.

Acredito que a solução seria descentralizar estas unidades de referência, possibilitando um melhor atendimento e menor tempo de espera aos pacientes.

Todavia, o que importa é o lucro. O resto, infelizmente, não tem pressa.

Ê, ô ô, vida de gado...

Fora do Ar

Recebo da colega Gigi por e-mail um vídeo - que na verdade é uma edição de quatro outros pequenos vídeos que já havia assistido anteriormente - com o narrador Milton Leite e o comentarista André Rizek, do Sportv, expressando livremente suas opiniões.

Acredito que tenha sido em uma transmissão do Campeonato Paulista deste ano.

P.S. - Concordo com a opinião sobre o Rogério Ceni.

O vídeo segue abaixo. Boas risadas.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Samba de Terça

Antes de mais nada, a Suderj informa: substituição no "Samba de Terça". Sai Rocinha 92 e entra Arrastão de Cascadura 1995.

O motivo ? Não encontrei uma única imagem do desfile da Rocinha no que "garimpei".

O Arrastão é uma escola que tem um espacinho no meu coração, pois nasci e fui criado a 300 metros da quadra da escola.

Para o carnaval de 1995, a escola tinha o apoio financeiro de um mecenas, que trouxe os carnavalescos Max Lopes e Sônia Regina. O enredo, "Frevança", homenagem ao frevo pernambucano, evocava os tempos em que a escola era um bloco de muito sucesso. O renomado puxador Rixxa, à época na Portela, gravou o samba no CD.

A escola foi a sexta a se apresentar no sábado de carnaval, segundo dia de desfiles do Acesso A. Na época eram 19 escolas neste grupo, que desfilaram em dois dias, sexta (24 de fevereiro) e sábado (25) de carnaval.

O Arrastão fez um desfile leve e descompromissado, e, apesar de ter estourado o tempo, saiu da avenida como uma das candidatas ao acesso ao Grupo Especial.

Infelizmente, a escola ficou em terceiro lugar, com 294 pontos, a meio ponto do Olimpo do samba. O resultado foi ainda mais cruel porque a vencedora foi a Unidos do Porto da Pedra, que entrara "pela janela" no grupo. Uma pena.

Vamos à letra do samba, que na avenida foi puxado pelo excelente - e precocemente falecido - Edmilson Villas, porque o regulamento não permitia que um mesmo puxador desfilasse em duas escolas:

Autor(es):
Mazola, Edimilson, Mazinho e Naldo do Cavaco

"Eu danço frevo
Frevado gostoso, estou aí
Vou arrastando o povo na Sapucaí

Meu coração se sentiu pernambucano
Esqueceu os desenganos
Quando os clarins anunciaram
A brincadeira
E eu me fiz mulato descendo a ladeira
Vi palhaço em falseto a gargalhar
Mascarando a tristeza
O carnaval vai começar
Rancho das Flores
Andaluza, pirilampos
Caboclinhos solta a imaginação
Pernambuco canta e dança
Na beleza e no balanço do meu coração

Dança menina pra lá e pra cá
Embala o frevo que eu vou me embalar

Maracatu, motiva um sentimento novo
Orgulho de um povo
É a coroação
Meia-noite ou meio-dia
O gigante Malaquias
Mantém a tradição
A quarta-feira de cinzas anunciou
Que a frevança terminou
O vento sopra no Capiberibe
Com esse canto o povo inteiro se encantou"

Você pode ouvir o samba, em versões tanto de estúdio quanto ao vivo, aqui. Abaixo, o vídeo do desfile:






Semana que vem, sairei um pouco do escopo e falarei de um samba de uma das gigantes de nosso carnaval, "canto de cisne" de um querido amigo que, infelizmente, já está em outra dimensão: Império Serrano 2002.

Bom Exemplo

Este blog nasceu para contestar as mazelas do mundo (risos), mas também sabe elogiar quando é o caso.

Tenho o hábito de, pelo menos uma vez por semana, almoçar no outback do Shopping Tijuca. Embora não seja muito barato, gosto de lá pelo fato de servirem um bife mal passado, quase cru, do jeito que eu gosto e que é dificílimo de encontrar na rua.

Pois é. Estive lá para almoçar hoje e fiz o meu pedido como de hábito. O mesmo corte de bife de sempre, com o mesmo ponto na carne.

Só que, como já havia ocorrido em outra ocasião, o bife veio em um corte baixo, praticamente sem gordura e ao ponto para bem passado - que eu detesto. Como estava com pressa, comecei a refeição apesar das ressalvas.

Quando o atendente veio me perguntar se estava tudo bem, praxe da casa, expliquei o problema. Imediatamente ele se ofereceu para trocar o prato, mas não achei justo porque já havia consumido quase a metade dele.

Vida que segue, e aperece a gerente do dia, me perguntando se realmente eu não queria trocar o prato. Expliquei a ela que não me sentiria bem por ter comido quase tudo naquele momento, e apenas solicitei que houvesse maior atenção em uma próxima vez.

Ela entrou na cozinha e voltou dizendo que eu não precisaria pagar a refeição. Ponderei que não achava justo porque não era um problema de saúde pública - apenas não havia vindo na minha preferência - entretanto ela não me permitiu que efetuasse o pagamento.

Acho que a questão não é nem o pagamento ou não do prato, mas queria elogiar a atenção do atendente Adriano e da gerente Valesca. São estas pequenas coisas que fidelizam o cliente.

Bola dentro do Outback.

Ruy Castro e a Lei Maria da Penha

Mais uma vez, ouvindo a Rádio BandNews pela manhã, me deparo com a excelente conversa entre o âncora Boechat e o escritor Ruy Castro.

O assunto de hoje era um tema que já estava querendo escrever aqui mas tinha faltado tempo: a Lei Maria da Penha. O escritor conta que no Rio Grande do Sul alguns juízes estão utilizando a Lei para julgar delitos de violência das mulheres sobre homens, ou seja, o caso contrário. A alegação é de que o Artigo 5º da Constituição versa que não há diferença entre os sexos.

Pessoalmente, acho isso muito salutar. Acho muito legal proteger os direitos femininos, mas a lei em questão dá um "cheque em branco" para que as mulheres possam fazer o que quiserem dentro de suas casas. Basta se sentirem contrariadas para recorrerem à Lei.

Querem um bom exemplo do que estou falando ? O caso da esposa que matou o marido - com direito a facada pelas costas - aqui no Rio. Ela está respondendo a processo em liberdade, e não duvido nada que seja absolvida. Mas, fosse o contrário, ele estaria preso, a imprensa pré-condenando e marcado como "monstro".

Minha geração é uma geração onde as mulheres, definitivamente, assumiram o papel de mando dentro de suas famílias. Converso com vários colegas meus, mais ou menos da minha idade, e a queixa que eu ouço é uníssona: de que eles têm muita dificuldade não para fazer valer suas opiniões, mas sim para que sejam ouvidas ! Elas decidem, decidem a vida deles, e ponto final. O marido que chore na cama, que é lugar quente.

É muito legal haver uma lei para proteger as mulheres da violência doméstica - que, concordo, é a maioria esmagadora. Entretanto, este é um jogo de mão dupla. E o que se vê, hoje, é um processo de garantia de direitos sem os consquentes deveres.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gastronomia e Cervejas - Parte I

A partir de hoje, teremos uma série de colunas relacionando a boa gastronomia com as cervejas, escrita pelo amigo e "chef" de cozinha Emerson Mantovani.

Ele vai mostrar que a cerveja, assim como o vinho, possui suas nuances e não só pode como deve estar presente em uma refeição sofisticada.

Vamos ao texto:

"A maioria das pessoas pensa que cerveja não harmoniza bem com pratos requintados e que só serve pra uma mesa de boteco; e comida, somente aqueles tira-gostos já manjados. Mas se engana quem pensa assim.

As cervejas hoje em dia têm uma complexidade enorme, podem e devem ser harmonizadas com pratos elaborados da alta gastronomia.


Antes precisamos entender e situar por anda a nossa tradicional cerveja Pilsen. Esta é da família das Lager, que são cervejas de baixa fermentação com aromas e sabores menos complexos, normalmente harmonizam melhores com peixes e frutos do mar grelhados, sem molhos pesados. A nossa Pilsen é boa com comida despretensiosa, por isso harmoniza bem com aquela batata frita, com frango a passarinho e tantas outras comidas de bares.


As cervejas fortes de sabores mais intensos são aquelas de alta fermentação do tipo Ale, Weiss e outras tantas que existem no mercado nacional e internacional, esta harmonizam melhores com carnes vermelhas e molhos intensos, pratos gordurosos pedem aquelas cervejas de maior teor alcoólico.


Já saladas e entradas leves são muito bem acompanhadas com uma cerveja do tipo Lust, feita no mesmo processo da champagne.


Hoje as cervejas nacionais gourmet são produzidas em vários estados brasileiros e muitas já foram vendidas para grandes cervejarias, espero realmente que estas mantenham a qualidade no processo de fabricação.

Fico por aqui, na próxima coluna volto a escrever mais sobre cervejas, dando mais detalhes e fazendo algumas harmonizações.


Abraços
,
Emerson Mantovani.
http://www.anossacozinha.wordpress.com
http://www.chefemersonmantovani.com.br"

Partido da Imprensa Golpista

Como escrevi abaixo, tive um final de semana às voltas com festinhas de aniversário e pouco tive tempo para outras coisas.

Entretanto, ontem consegui ver a inacreditável matéria de capa do jornal O Globo, criticando a presença de sindicalistas na direção da Petrobras.

Levando-se em conta que a matéria cita 22 gerentes de um total de aproximadamente 4 mil, e que todo sindicalista é funcionário de carreira da companhia, sinceramente não entendo o "escândalo", ou o factóide, fora da ótica do sensacionalismo.

Mas vem pré-sal aí, né ?

Fica cada vez mais difícil discordar do Paulo Henrique Amorim, quando ele fala que os jornalões, a televisão e as revistas semanais formam o "PIG - Partido da Imprensa Golpista".

Deixo registrado o meu protesto.

Festas Infantis - Um Suplício


Quando você se torna pai, um dos ítens que obrigatoriamente compõem o "pacote adquirido" é o chamado "festas infantis".

O roteiro é mais ou menos o mesmo: musiquinhas de apelo infantil, salgadinhos, pipoca, cachorro quente, refrigerantes (com um pouco de sorte, cerveja, mas é raro), as mesmas brincadeiras, bolo e docinhos.

Normalmente você não conhece quase ninguém (principalmente se for festa de coleguinha de colégio) e passa o tempo ou correndo atrás de sua prole ou sentado em uma mesa - normalmente com pessoas que você não conhece - olhando com cara de paisagem pra decoração do ambiente.

Particularmente, acho um suplício. Má música, má conversa, normalmente sem nenhuma opção de acepipe ou de bebida para adultos, aquele animador de festas com aquela voz absolutamente irritante e normalmente a esposa reclamando que "você não viu as crianças", mesmo que você passe o tempo todo se esgoelando atrás delas.

Faz parte do pacote - as crianças adoram - mas acho insuportável.

Escrevo isso porque este último final de semana tive duas festinhas deste tipo, que tomaram todo o meu tempo disponível - tanto é que sequer pude atualizar este blog.

Mesmo script: coleguinhas de colégio da Maria Clara. Como ela estuda à tarde e meus horários não permitem levá-la ou buscá-la no colégio, simplesmente não conheço ninguém.

O aniversário de sábado, apesar da absurda duração - seis horas ! - foi um pouco menos pior, porque tinha pelo menos uma cervejinha e fiz amizade com o pai de uma outra aluna, que tem um bom papo.

Domingo foi dentro de um shopping, naqueles centros de entretenimento com máquinas de jogos eletrônicos e assemelhados. Quase sem nenhuma opção de alimentação - foi no horário do almoço - e na hora do bolo acotovelaram-se umas 100 pessoas em um espaço onde não caberiam 30. E eu ainda carregando sozinho todos os badulaques que as meninas ganharam...

É necessário ao papel de pai, mas... acho um suplício.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Música para o Final de Semana

Pra começar bem o final de semana, uma música que, para mim, é um auto-retrato.

Meu Mundo é Hoje
Composição: Wilson Batista - José Batista

Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim eu sou assim
Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim eu sou assim

Meu mundo é hoje
Não existe amanhã pra mim
E sou assim
Assim morrerei um dia
Não levarei arrependimentos
Nem o peso da hipocrisia

Eu sou assim...

Meu mundo é hoje...

Tenho pena daqueles
Que se agacham até o chão
Enganando a si mesmos
Com dinheiro, posição
Eu nunca tomei parte
Desse enorme batalhão
Pois sei que além de flores
Nada mais vai no caixão"

Você pode ouvir a gravação do grande Paulinho da Viola aqui.

Abaixo, o vídeo com a música, trecho do espetacular documentário "Meu Tempo é Hoje":


Crônica Literária

A partir de hoje, de vez em quando estarei colocando algumas crônicas de minha autoria aqui. Peço perdão pela má literatura, mas...

Mercadão de Madureira

"Sábado de manhã, Mercadão de Madureira. Um dos maiores centros populares de comércio carioca, ainda antes do incêndio e de sua posterior reforma.

Sentados em um dos bares do local, conversavam o vovozinho e a sua namorada, uns trinta anos mais jovem. Nosso herói vinha dando muito "trabalho" aos filhos ultimamente, com as suas aventuras e o esforço para que a vovó, com fama de brava, não soubesse.

Conversinha pra cá, beijinho pra lá, e eis que... surge a vovozinha caminhando enfurecida na direção deles !

"Meu Deus, fomos caguetados!", grita o nosso amigo.

Entretanto, não daria tempo para nada. Enfurecida, sua esposa chega à mesa que o casal ocupava e, com uma raiva descomunal, empurra a mesa com toda a força no chão. Nem parecia uma senhora com seus setenta e poucos anos bem vividos.

Ato contínuo, a senhorinha discretamente se evade do local, entretanto nosso personagem não teria a mesma sorte. É pego pela orelha e arrastado literalmente até o táxi, que já esperava pelos pombinhos a arrulhar.

Sem dizer uma palavra, ela o soca dentro do automóvel e pede ao motorista: "toca esta joça". Vai do Mercadão até o pequeno apartamento onde eles residiam cantando uma afinadíssima sinfonia de palavrões. Maria Callas não faria melhor.

No pequeno apartamento, o clima era de tribunal de júri. Os filhos e os netos já o esperavam para ver o que iria acontecer. Os filhos revoltados, e os netos a rir da traquinagem do avô.

Ao chegar em casa, o avô rapidamente se trancou no quarto. Sua senhora pegou um jarro, daqueles grandes, e partiu para cima dele. Um dos genros, um tremendo "armário", tentou segurá-la; todavia levou um tremendo "cotovelaço" e caiu nocauteado no chão da cozinha. A vovozinha estava possessa.

A filha, ao invés de socorrer o marido desmaiado no chão, resolveu descontar nos filhos, que riam a cântaros: um esporro daqueles... Parecia uma casa de loucos.

Ligaram para o outro filho, morador no andar de baixo, para ver se ele conseguia acalmar a mãe e evitar uma tragédia. Ele almoçava placidamente e, ao ouvir a irmã desesperada ao telefone, saiu-se com esta: "não é a primeira vez, me deixe comer em paz. Eles se acertam."

Enquanto isso, ouviu-se um estrondo: buuuuuuuuuuuummmm ! Era a porta do quarto cedendo ao impacto do jarro.

Com a pancada, o jarro quebrou em pedaços - e a porta, também. Foi a sorte de nosso amigo.

Ao ver o estrago, a vovozinha ficou catatônica. Rapidamente ordenou que as duas filhas começassem a varrer os cacos. Deu ordens aos netos para não se aproximarem, "pois iriam cortar os pés".

Terminando a sessão arrumação, ela novamente se lembrou do marido e correu para dar-lhe uns bons tapas.

Estoicamente, não esboçou reação. Preferia levar uns tapas a ficar de castigo, sem poder sair de casa. Ainda lamentou: "poxa, tinha acabado de abrir a garrafa de cerveja, foi pro chão cheia..."


Somente depois disto tudo é que se lembraram do genro, que jazia ao chão da cozinha desmaiado. O outro filho, que calmamente completara o frango assado inteiro com batatas que chamara de 'refeição', foi requisitado para levá-lo ao hospital.

Saldo da confusão: o genro com o nariz quebrado, uma porta e um jarro destroçados e uma boa história para contar. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos."

Cinecasulofilia

Hoje é sexta feira, um dia cultural no Ouro de Tolo.

Começamos com a nossa tradicional coluna sobre cinema, do amigo Marcelo Ikeda. Não deixe de visitar o blog dele, o Cinecasulofilia.

Eis o texto de hoje:

Wendy and Lucy
de Keilly Richardt

"Não vou conseguir desenvolver isso aqui, dada a correria do rumo das coisas, mas pelo menos esse fato precisa ser aqui registrado: Wendy and Lucy, o segundo filme da americana Kelly Richardt, é um dos mais formidáveis filmes a que assisti recentemente. Com isso, não quero dizer que seja uma obra-prima: ao contrário, é um filme menor, mas cuja beleza vem exatamente da importância desses “filmes-menores”, da humildade de suas ambições. Já ouvimos muito falar a respeito de um certo “cinema independente americano”, termo que virou uma espécie de febre desde a vitória de Sexo, Mentiras e Videotapes em Cannes e que se consagrou com o consolidação do tal Festival de Sundance. Mas acontece que esse tal cinema se cristalizou como mero fetiche do alternativo, como uma nova marca dos estúdios (por exemplo em Sony Classics ou algo do tipo) sem que de fato isso implique num olhar mais fértil dentro do cinema americano. Dessa forma, quando pensamos em “um pequeno filme americano, de pessoas comuns e situações rotineiras” já nos passa um conjunto de lugares-comuns em nossas cabeças, mas Wendy and Lucy dá um novo fôlego nos filmes vistos recentemente porque, de um lado, ele nega os cacoetes do chamado “cinema contemporâneo”, por outro, porque oferece um olhar extremamente humano sobre esse universo, dando diversos “passos atrás”, simplificando para ganhar terreno.

Uma quase-adolescente quer trabalhar no Alaska, mas seu carro quebra no meio do caminho. Ela só tem como companhia sua cachorrinha. Ela a perde, e tenta recuperá-la mas esbarra com a indiferença dos habitantes de uma cidadezinha nos Estados Unidos.

Assolada com o desemprego, com a falta de dinheiro, e com uma busca por algo que na verdade simboliza a possibilidade de uma vida mais humana, Wendy and Lucy se parece um pouco com um filme neo-realista italiano, tem inúmeros paralelos com Ladrões de Bicicleta. No entanto, ao invés da labiríntica cidade de Roma, que se torna uma das protagonistas do filme italiano, Richardt filma o interior americano através de planos gerais que reforçam o vazio e o isolamento da menina, afirmando o sentido de um deslocamento. Ao invés da narrativa em espiral e da labiríntica geografia dos prédios e sobrados da cidade de Roma, Wendy and Lucy é inspirado pelas amplas planícies do interior americano, como nos chamados “quadros rurais” de Edward Hopper sobre a New England (veja um exemplo aqui )

A busca de Wendy por sua cachorra na verdade acaba sendo um espelho de sua busca pela possibilidade do afeto; sua busca por emprego, mais do que um retrato social, se revela a busca de uma identidade própria, de uma auto-afirmação. Wendy and Lucy mostra o desacerto da sociedade americana entre a busca pela independência e a solidão desse percurso.

Richardt, cujo primeiro filme (Old Joy) já tinha recebido elogios, opta pela simplicidade, e acerta quase sempre, embora às vezes esbarre em algumas soluções meio piegas. Ainda assim, para mim, é um dos grandes filmes vistos recentemente, é um dos filmes recentes que mais ficaram comigo, para além da projeção. Isso porque, de forma muito íntima e delicada, sugerindo mais do que dizendo, o filme expõe essa enorme dificuldade que é estar vivo, tentar ser sensível e esbarrar na indiferença das pessoas, através de um cinema que prefere respirar e fazer o espectador sentir esses momentos do que mostrar “que se sabe filmar” ou “que se está antenado ao que se está fazendo”. Só isso já faz com que o pequenino Wendy and Lucy seja um filme fundamental."

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sarney, marcha para o golpe ?

Escrevi sobre a situação do Senador José Sarney no post sobre Honduras, mas bem de leve. Queria retomar a análise.

Um ponto que tem de ficar mais claro: não tem santo nesta história. Estão todos os senadores envolvidos em pequenas, médias e grandes "traquinagens" com os servidores de confiança do Senado. Todos possuem os seus pecados.

O senador Arthur Virgílio (PSDB), que foi para a imprensa posar de vestal e defensor da moralidade, possui vários deslizes também. Além de ser de uma família de oligarcas históricos do Amazonas.

José Sarney, que a propósito não me desperta a menor simpatia, foi jogado pelos congêneres às feras com dois propósitos:

1) Salvar a pele dos demais;
2) Permitir à oposição tomar o controle do Congresso.

Como o primeiro ítem é até óbvio, nos deteremos no segundo.

Senão vejamos: a oposição já controla o Judiciário, na figura do Presidente do STF Gilmar Mendes; controla a grande imprensa envolvida em intensa atividade política (mas este é assunto para outro post). Possui boas relações com os militares e tem na Câmara de Deputados um presidente simpático aos seus objetivos.

Com o afastamento de José Sarney, assumiria em sua licença o senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás.

O partido e seus satélites ficam com a faca e o queijo na mão para ou infernizar o processo eleitoral de 2010 - que, sabemos, a não ser que ocorra um fato novo estão condenados à derrota - ou entabular métodos heterodoxos de chegada ao poder, leia-se um possível golpe.

A pergunta é: há condições políticas para uma solução militar ? Ou um pretexto para um impeachment é mais "seguro" ? Conseguiriam aprovar no Congresso ?

Portanto, não interesa ao Presidente Lula romper o delicado equilíbrio de forças nacional. Sabe que, se abandonar José Sarney a própria sorte, poderá estar selando seu próprio destino. Por tabela, o destino do país.

Estarei vendo fantasmas ? Ou é real a possibilidade de um golpe, militar ou palaciano ? Onde entra o povo nesta história ?

Acredito que o desfecho desta questão do Senado nos indicará muito do futuro político próximo do país.

P.S. - Outra questão importante são os ataques à Petrobras. Ela foi eleita como inimiga número 1 da grande imprensa - primeiro porque é a maior investidora do PAC, segundo porque estamos na fase de definir o marco regulatório do pré-sal. Para este pessoal não interessa uma Petrobras forte e preponderante no pré-sal, pois enfraquece o poder das majors estrangeiras. Petróleo, meus caros, é poder.

Coerência ?

Tem coisas que eu não entendo.

O Presidente da Fiat para a América Latina diz em entrevista que a fábrica brasileira está operando com 75% da capacidade instalada, ou seja, sem utilização total, e na prática levam setenta e cinco dias pra entregar um carro, podendo chegar a noventa ?

Alguém poderia tentar me explicar porque isso ocorre ?

Agora, não dá para negar que a redução do IPI para os carros deu uma boa incentivada ao mercado automobilístico. Segundo dados da mesma matéria, foram vendidos 290 mil novos carros de passeio no mês de junho, recorde do setor.

Evidente que parte deste resultado se deve à antecipação de demanda devido à possibilidade de término do incentivo fiscal, mas, ainda assim, é um excelente resultado.

E tome prestação...

Quem processa o Presidente do Supremo ?

Quem processa o Presidente do Supremo ?

Ia escrever novamente sobre ele, mas recorro ao excelente artigo do jornalista econômico Luis Nassif e a inacreditável denúncia de um "grampo" - que jamais existiu - nas dependências do Supremo.

"02/07/2009 - 11:43

Gilmar tem que ser processado

O sistema jurídico do país está suficientemente maduro e civilizado para que não haja intocáveis? O Brasil pode se perfilar ao lado das maiores democracias do mundo e se considerar um país em que a Justiça não seleciona os alvos de processos?

Então não tem como poupar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, do crime de denunciação caluniosa, no caso dos falsos grampos, trama da qual participou acusando a ABIN.

Sem provas sequer de que o crime havia sido cometido, sem nenhuma evidência sobre a autoria dos grampos, Gilmar acusou expressamente funcionários públicos de autoria, comprometeu investigações contra acusados de crimes maiores. Agora, que não se apurou um indício sequer da exstência do grampo, pergunto: a Justiça vai fingir que nada ocorreu?

O fato de ser presidente do STF agrava o provável crime cometido. Não poderá alegar ignorância sobre pressupostos jurídicos básicos, como a presunção da inocência, o ônus da prova para quem acusa.

Gilmar atropelou princípios básicos de direito. A Justiça brasileira vai aturar imperadores intocáveis? Seus colegas de Supremo vão permitir essa mancha na história da instituição? Ou chegou a hora de mostrar que a Justiça brasileira é suficientemente madura, inclusive para cortar na própria carne."

Camisas de Goleiro

Sempre fui fã de camisas de goleiro. Talvez por passar um longo tempo da minha juventude jogando na posição, e também por sempre gostar de sair do óbvio.

De uns tempos para cá, tenho comprado camisas do Flamengo, preferencialmente, da posição. Gostaria de ter exemplares de outros times, basicamente internacionais, mas é bem difícil - mesmo encomendando - obter camisas de manga curta.

Devo ter umas seis ou sete camisas, contando com a réplica exata da utliizada pelo Raul Plassmann duranto o mágico ano de 1981. Inclusive um exemplar de jogo (bem diferente da camisa que é posta à venda) e outro que a fornecedora de material não disponibilizou para as lojas.

Faço este prólogo para elogiar a linha lançada pela Olympikus, como se pode ver na foto acima (crédito: Globoesporte.com). Assim que estiverem disponíveis, desfalcarei a minha carteira. A azul, em especial, ficou belíssima.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Paraty

Esta semana se realiza em Paraty a FLIP - Feira Literária Internacional de Paraty - , que desde 2003 se realiza na cidade.

Infelizmente, nunca consegui ir, embora sempre quisesse estar lá na época da feira. Mas recomendo para quem gosta de cultura e de um encontro com a literatura.

Queria falar um pouco da cidade, onde passei minha lua de mel e estive em outra ocasião anteriormente. Cidade com duas partes, o centro histórico e a denominada "cidade nova". A mais paulista das cidades cariocas, ponto final da antiga "Estrada Real".

Sempre gostei de arquitetura antiga. O casario, as pedras portuguesas, tudo envolve uma mágica inexplicável que cerca o lugar.

Acho que não há local mais propício para uma feira literária, um encontro com a criatividade. As paisagens, a velha Matriz, as construções, não pode haver estímulo maior para a arte da escrita.

Belas praias completam o quadro. Recomendo Trindade, a cerca de dez minutos de carro da sede do município, que ainda mantém a aura de vila de pescadores.

Paraty também tem bons restaurantes. Não sei se ainda existe, mas logo na chegada ao Centro Histórico havia um que me agradava particularmente. Se não me falha a memória se chama Restaurante do Netto ou coisa parecida, comida caseira, de sabor agradável e preços razoáveis.

Também tente fazer um passeio de escuna pelas ilhas que circundam a cidade. Vistas deslumbrantes e poesia em forma de oceano.

A poesia da cidade também me marca ao carnaval. Meu primeiro desfile campeão como participante foi o da Vila Isabel em 2004, que cantava a cidade.

Se puder, vá a Paraty e acompanhe a Flip. O evento certo para a cidade certa. E não deixe de comprar uma das boas pingas da cidade.

Gosto muito de lá. Um dos lugares que temos obrigatoriamente de conhecer nesta passagem pela Terra.

Ouro de Tolo na Frente de novo !

Mais uma vez, saímos na frente. A projeção que divulgamos aqui ontem era a da camisa oficial do Flamengo, como mostra a foto acima e a imagem que coloquei abaixo.

Sobre o patrocínio, espero que a Olympikus cumpra a promessa de vender a linha inteira, por um lado, e que a diretoria do clube saiba manter o relacionamento com este parceiro, que começa a sua vida com o pé direito.

Vi pouco das camisas. Gostei da número 1, da azul de goleiro e da oficial do basquete. Quero ver a linha infantil agora.

Por outro lado, tomara que seja o pontapé de uma era de profissionalismo no clube. Que os recursos que irão entrar - só de camisas vendidas antecipadamente foram 200 mil - possam ser bem utilizados.

Já estou preparando o cartão de crédito...

I hope.

Foto: Globoesporte

Junho de 2009

Bom, o blog Ouro de Tolo terminou o mês de junho com 87 posts, 208 comentários, 15 seguidores, 2.272 acessos únicos e e 5.341 page wiews.

O dia com maior número tanto de acessos quanto de page wiews foi ontem, 30 de junho, com 360 visitantes únicos e 578 page wiews. Foi o dia do tópico com a possível nova camisa do Flamengo.

Tópico com mais comentários foi "Uma boa cerveja é um ato de amor", com 20 opiniões postadas.

O blog está aberto para opiniões, críticas e sugestões, basta utilizar o espaço dos comentários. Obrigado pela sua visita !

Aproveito para reafirmar que todos os textos de minha autoria presentes neste blog têm livre reprodução e divulgação, desde que citada a fonte.

Ordem de Desfile - Especial 2010

Saiu a ordem de desfile para o Carnaval 2010 do Grupo Especial.

Domingo, temos pela ordem: União da Ilha, Imperatriz, Unidos da Tijuca, Viradouro, Salgueiro e Beija Flor.

Segunda feira: Mocidade, Unidos do Porto da Pedra, Portela, Grande Rio, Unidos de Vila Isabel e Mangueira.

Gostei da posição de desfile da Portela. Primeiro porque é uma das posições nobres, segundo porque me permite desfilar tanto na União da Ilha do meu bairro quanto na Portela do meu coração.

Por outro lado, com concentração no "Balança mas não Cai", acredito que a montagem da escola seja um tanto quanto complicada. É trabalhar direitinho para se ter uma armação tranqüila da escola antes de adentrar a passarela.

Mas
confesso que aguardo o anúncio do enredo da Portela. Se for o enredo sobre segurança pública, como perguntado na transmissão a um dos diretores da escola, irei pensar seriamente se irei desfilar. Aguardar.

Fotos: Fabrício Gomes