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sábado, 1 de setembro de 2012

A Médica e a Jornalista: "Musos Olímpicos"


A edição de hoje da coluna "A Médica e a Jornalista", da Anna Barros, surgiu de post sobre os Jogos Olímpicos de Londres onde coloquei algumas fotos de musas do evento. Como resposta e isonomia, a coluna dela de hoje elege os 'dez mais' de Londres.

Não saberia avaliar a seleção (risos), mas deixemos as leitoras deste democrático Ouro de Tolo definirem. O post é de vocês - usem a área de comentários para concordar, discordar ou sugerir novos nomes.

Musos Olímpicos

Adoro ver a beleza masculina. Sempre adorei perceber a plástica dos rostos e dos corpos.

Não à toa, nadadores são os que mais despertam a atenção e por isso eles povoam a lista dos musos da Olimpíada de Londres 2012.

Foi difícil escolher. Mas ainda garimpamos três brasileiros que estão nas listas dos homens mais bonitos do mundo, talvez perdendo para os italianos e aqui para dois americanos.

Ouvi amigas no Facebook e pesquisei bastante. E os americanos dominam no quesito Apolo. Nenhum grego faz parte, infelizmente. Não curto muito o homem holandês, exceto os jogadores Van Basten, Van Persie e Seedorf, mas um ciclista arrebatou meu coração.

Bem, não existe unanimidade, mas espero que as moças que visitam o Ouro deTolo aproveitem. Se eu pudesse, me casaria amanhã com Ryan Lochte, o meu ‘number one’.

Além da beleza demonstrada, são homens saudáveis e estimulam as pessoas a praticarem esportes, condição sine qua non para o bem-estar. Vamos à lista, com as fotos acima dos nomes.

Os dez maiores musos da Olimpíada de Londres 2012 são:


10- Fechando a lista, Ivan Zaytsev, jogador de vôlei, da Itália. Lista de musos sem um italiano, não dá. Esse é um charme total!


9-Tim Veldt, ciclista, da Holanda. Tremendo colírio e praticante de um esporte da moda.


8-Laurence Halsted, esgrimista, da  Grã Bretanha. Olhos verdes de parar o trânsito.

7-Cesar Cielo, nadador, do Brasil. Cara de anjo. Cortou meu coração ao ver suas lágrimas bronzeadas. Estiloso, sempre (foto ao alto do post).


6-Sebastian Pietro, jogador de handebol, da Suécia. Quem disse que no handebol não tem muso?


5-Hugo Parisi, atleta de saltos ornamentais, do Brasil. Provocou suspiros no Parque Aquático.


4-Murilo Endres, jogador de vôlei, do Brasil. Quem resiste àqueles olhos verdes de menino carente. Sorte de Jaqueline (do vôlei), sua esposa.


3-Nathan Adryan, nadador, dos EUA. Americanos dominando o cenário de beleza. Apolo.

2-Giuseppe Lanzone, remador, dos EUA. Corpo definido e uma beleza clássica.

E vamos ao grande campeão:



1-Ryan Lochte, nadador, dos EUA. Primeiro e único. Bonito e charmoso. Ganhou algumas medalhas e ofuscou um pouco seu compatriota Michael Phelps, pelo menos no item estético. Casava na hora.

Até a próxima!
Anna Barros

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Made in USA - "O Quadro de Medalhas de Londres: uma Análise"


Nesta quarta feira o colunista Rafael Rafic encerra a sua série de colunas sobre os Jogos Olímpicos de Londres analisando o resultado final do quadro de emdalhas.

Nas fotos, algumas musas como a tenista Caroline Wozniacki (acima) e a paraguaia Leryn Franco, entre outras.

O Quadro de Medalhas de Londres: uma Análise

Terminando minha avaliação sobre os Jogos Olímpicos de 2012, é hora de uma rápida análise em relação ao quadro de medalhas, fazendo as devidas comparações com as minhas previsões, publicadas aqui no último dia 05 de julho.

Antes de mais nada, uma vez mais reitero que a análise se baseará no método da quantidade de medalhas de ouro conquistadas e que o COI não oficializa qualquer tipo de classificação do desempenho dos países.


Começarei hoje pelo meu grande erro na análise. Em 5/7 previ que esses jogos trariam uma concentração ainda maior dos ouros em relação a 2004 e 2008, beirando o absurdo.

Depois, na minha coluna sobre a primeira semana olímpica escrevi que ao que tudo indicava teríamos jogos bastante desconcentrados.

Pois bem: a segunda semana me desmentiu completamente e ao final não tivemos nem concentração nem desconcentração, mas uma distribuição extremamente parecida com a de Pequim.

Tivemos sete países com mais de 10 ouros, nove países com pelo menos oito ouros, 12 países com pelo menos sete ouros e 54 países saíram com algum ouro. Números exatamente iguais aos de 2008.

Quanto à corrida pelo primeiro lugar, ocorreu exatamente o que eu desenhei aqui: apenas China e EUA concorreram a esse posto e os asiáticos ficaram ligeiramente à frente dos americanos, de modo geral de três a seis ouros a frente desde o início dos Jogos. Até que nos últimos dias, os EUA ganharam um caminhão de ouros enquanto a China ficou próxima do zero, ocorrendo a virada no anti-penúltimo dia do evento.

Estava claro para mim que o número da China de 51 ouros em Pequim estava inflado demais por causa do “efeito sede” e que o lugar certo seria entre 36 e 40 ouros. Outra vez acertei na mosca: foram 38 ouros para os chineses.

O que me surpreendeu um pouco foram os 46 ouros dos americanos, expressivos 10 a mais do que há quatro anos. Esse aumento é em parte explicado pelo desempenho espetacular da especialidade da terra do Tio Sam, a natação. Foram 16 ouros que saíram das piscinas (contra 11 ‘apenas’ em 2008).

Um aspecto interessante nessa disputa de ouros é que enquanto os EUA pegam um “atalho”, a China faz o trabalho mais difícil.


Os americanos concentram sua fábrica de ouros nas duas grandes minas dos Jogos Olímpicos: a natação e o atletismo. Juntas essas modalidades distribuem quase 1/3 de todos os ouros distribuídos nos Jogos Olímpicos e os americanos carregam mais da metade de seus ouros apenas nesses dois esportes. Em Londres foram 25, 16 da natação e nove do atletismo.

Já os chineses carregam seus ouros dominando uma variedade de esportes, nos quais carregam todos ou quase todos os ouros para conseguir disputar com os EUA. São eles: saltos ornamentais, ginástica artística, badminton e tênis de mesa. Apesar de não ‘varrerem’ todos os ouros do levantamento de peso, eles também tem um desempenho bastante respeitável nele.

Também, como previsto, os chineses poderiam sofrer se algo desse errado nos saltos ornamentais. Apesar disso não ter sido decisivo, eles realmente levaram “apenas” seis ouros nos saltos, contra 10 em Atenas 2004 e Pequim 2008.

Continuando o passeio no quadro de medalhas, vamos a mais um acerto meu: impulsionada pelo “efeito sede” a Grã-Bretanha fincou bandeira no terceiro lugar com espetaculares 29 ouros, desbancando a Rússia.

Alias, os bretões merecem ser estudados por qualquer país que queria melhorar seu desempenho olímpico, como o Brasil, porque os resultados obtidos foram assombrosos. Eles pularam de apenas nove ouros em 2004, para 19 em 2008 e chegaram à impressionante marca de 29 em 2012.

Para se ter uma idéia do que é isso, em 2000 a Austrália, também com “efeito sede”, conseguiu 16 ouros e isso foi considerado um feito extraordinário.

Esse desempenho britânico tende a arrefecer um pouco em 2016 com o fim do “efeito sede”. Ainda sim, o crescimento é sustentável e acredito que eles se manterão na casa de 20 ouros disputando o terceiro lugar no quadro de medalhas com a Rússia.

Já os russos, que historicamente seriam a terceira força dos jogos, atrás de EUA e China, como previ, terminaram em quarto, fechando o grupo das “superpotências olímpicas”.

Aqui eu cometi um pequeníssimo erro. Previ que os russos não terminariam com mais do que os mesmos 23 ouros de Pequim. Porém, só para me contrariar, o Bernardinho perdeu a final de vôlei para o time russo, o que deu a eles 24 ouros...

A boa notícia para os russos é que a sangria, tanto nos jogos olímpicos de inverno como nos de verão, parece que finalmente estancou e tudo indica que a briga pelo terceiro lugar aqui no Rio de Janeiro será ouro a ouro.

Em quinto lugar ficou o segundo grande destaque positivo dos jogos, atrás da sede: a Coréia do Sul, com 13 ouros. É outro pais que tem um trabalho de longa data em alguns esportes individuais - estratégicos pelo número de medalhas distribuídas - com o intuito de melhorar a posição do país no quadro de medalhas, que sempre dependeu demais de dois esportes isolados: o tiro com arco e o taekwondo.

Com esse resultado, a Coréia do Sul repete a quantidade de ouros de Pequim e mostrou que veio para ficar. O melhor para eles é que desses 13 ouros, apenas 3 vieram do tiro com arco e um do taekwondo. Isso mostra que o trabalho de diversificação deu certo e os resultados tem a tendência de serem duradouros.


Dos três países onde disse que chegariam em crise a Londres na coluna de 5/7 (França, Austrália e Cuba), tivemos três desempenhos totalmente diferentes.

Para começar, a França.

Como ressaltei na coluna sobre a primeira semana olímpica, os franceses vieram fortes para Londres e finalmente acabaram com a perda de ouros constantes. A segunda semana não foi tão boa quanto a primeira, mas no fim o país terminou com 11 ouros.

É um aumento de mais de 50% em relação aos sete ouros de Pequim e, como no caso russo, essa performance tira um pouco a pressão no comitê local.

Ainda mais importante, a volta ao patamar de 10 ouros, credencia a França de novo ao título de “Potência Olímpica”, que eles estavam perdendo.

Essa foi a previsão na qual mais passei longe. Previ míseros cinco ouros franceses nesses jogos.

Não obstante, ficou um grande problema de orgulho quanto à esgrima, mas nesse ponto me reporto à coluna de 6/8.

Já a Austrália, apesar da segunda semana consideravelmente melhor do que a primeira, terminou com magros sete ouros, menos até do que minha previsão (que poderia ser considerada até pessimista) de oito a 10 medalhas douradas.

Com isso a Austrália continua descendo forte a ladeira após o fim “efeito sede” de 2000: 16 ouros em 2000, 17 em 2004, 14 em 2008 e agora apenas sete.

Não precisa ser nenhum expert para se identificar facilmente os problemas da Austrália: a natação e o ciclismo.

Esses esportes vinham segurando o desempenho australiano, principalmente a natação que é extremamente popular lá, só perdendo para o rugby e o cricket. Esta tem na Austrália a segunda melhor escola do mundo, somente atrás dos EUA.

Os seis ouros da natação de 2008 se transformaram em apenas um em 2012. Não sei se está havendo apenas uma entressafra, ou se após o esforço da geração 2000, o trabalho dos talentos australianos entrou em colapso, mas a verdade é que a revelação de novos talentos australianos estancou.

O único grande talento revelado após a geração 2000 foi justamente a grande esperança da natação australiana em Londres: James Magnusen. Porém, ele individualmente só levou uma prata nos 100m livre e nos revezamentos ficou em 3° no 4x100m medley e em 4° na forte prova dos 4x100m livre.


A federação australiana promete que uma grande geração despontará no mundial de 2015. Porém eu espero isso com ceticismo, porque nem nos campeonatos juniores eu estou vendo isso acontecer.

Já o ciclismo, que deu seis ouros em 2004, passou zerado em 2008 e obteve apenas um ouro em 2012. Para piorar aqui temos o mesmo problema da natação: a falta de renovação de nomes. Esse único ouro de 2012 veio de Anna Mears no sprint. Exatamente a mesma atleta que conseguiu uma prata em 2008 e foi um dos seis ouros em 2004.

Por fim, Cuba ficou exatamente onde previ: cinco medalhas douradas. Ainda sim, ressalte-se que em termos de total de medalhas o desempenho cubano desabou: as 24 medalhas de 2008 viraram 14 em 2012.

Porém, apenas dois ouros vieram do boxe - em três finais. Ou seja, é patente que a máquina cubana de boxe está definhando, já que antigamente o normal era de seis a oito finais cubanas por edição dos jogos. Não é algo pontual, pois em 2008 também só foram quatro finais

De qualquer forma esse desempenho, bem mais condizente com o nível da delegação cubana que os míseros dois ouros em Pequim, devolveu Cuba ao posto de segundo país das Américas, 16° lugar no quadro.

Nesse ponto chegamos ao Brasil, justamente o país que havia roubado o segundo lugar de Cuba em 2008.

Mantivemos os três ouros de Pequim o que nos deixou em 22°, bastante semelhante ao 23° de Londres.

Errei aqui minha previsão, que era de cinco ouros e o 15° lugar, justamente por causa da quantidade de primeiros lugares. Se duas pratas virassem ouros, perfazendo os cinco ouros previstos, teríamos ficado em 16° lugar, exatamente na frente de Cuba.

O que fica de pior é que deveríamos sentir o “efeito pré-sede” já em Londres, para melhorar bastante o desempenho no Rio de Janeiro, assim como fez a Austrália em 1996-2000, a China em 2004-2008 e a Grã-Bretanha em 2008-2012.

Posso dizer sem medo de errar que não sentimos o efeito pré-sede. A melhora foi tão pequena, 3O 4P 8B em 2008 contra 3O 5P e 9B em 2012, que posso creditá-la sem medo de errar a uma evolução natural do esporte brasileiro, que indiscutivelmente vem se desenvolvendo nos últimos anos.

Isso é preocupante.

Ainda acho que a meta de 30 medalhas dada pelo COB para 2016 é perfeitamente atingível, principalmente com a ajuda do “efeito sede”.


Porém tenho sérias preocupações quanto à qualidade delas. Em um quadro de medalhas regido pelo ouro, nenhum país alcança o Top 10, meta também divulgada pelo COB, sem ganhar pelo menos sete ouros e eu não sei se o trabalho feito será o suficiente para essa quantidade de medalhas.

Dou como exemplo do que pode acontecer o Canadá nesse ano.

Em número de medalhas, o Canadá teve jogos olímpicos excelentes: foram 18 medalhas, o que o deixou em segundo lugar nas Américas em total de medalhas, uma à frente do Brasil e quatro sobre Cuba. Porém, dessas 18 medalhas, 12 foram bronzes e apenas uma foi de ouro. Resultado: um amargo 36° lugar nada condizente com o quadro de total de medalhas, no qual o Canadá teve um honroso 13° lugar - o Brasil conseguiu um também honroso 14° nesse quadro.

Fica como alento que a Espanha em 1992, mesmo sem sentir qualquer “efeito pré-sede”, conseguiu ótimos 13 ouros em casa contra apenas um ouro em Seul 1988.

Como não podia deixar de ser, Londres também teve seus países brilharecos. Brilharecos é como chamo aqueles países que não tem tradição esportiva, mas por serem (ou pelo menos terem sido especificamente naquele ano) muito bons em algum nicho que distribui muitas medalhas, aparecem no quadro muito melhor do que realmente são.

Porém, inesperadamente, à exceção da Jamaica, os outros não foram Quênia e Etiópia. Alias, o Quênia teve uma edição desastrosa, em que todas as corridas de fundo deram errado. Resultado é que a queda foi forte: de 6 para apenas 2 ouros. A Etiópia não foi muito melhor, mas o atletismo de fundo feminino se salvou e conseguiu 3 ouros.

Alias, o maior brilhareco de Londres nem foi a Jamaica (quatro ouros, todos eles no atletismo e em três deles com Usain Bolt), mas a Coréia do Norte que conseguiu inacreditáveis três ouros no levantamento de peso, que junto com um ouro no judô perfizeram quatro ouros (em um total de seis medalhas).

Também merecem menção de brilhareco o Irã (4 ouros, 3 deles no seu grande nicho tradicional da luta greco-romana e outro no também nicho do levantamento de peso) e o Kazaquistão - sete ouros em um total de apenas 13 medalhas, sendo quatro deles no levantamento de peso em uma performance que parece ser insustentável a longo prazo.

O único país que conseguiu seu primeiro ouro nesses Jogos Olímpicos foi Granada, com Kirani James no atletismo - 400m rasos masculino.

Países que conseguiram a primeira medalha de sua história em Londres 2012: Granada (acima citada), Botswana (prata com Nijel Amos no atletismo, 800m rasos masculino), Chipre (prata com Pavlos Kontides na vela, classe laser), Gabão (com Anthony Obame no taekwondo, até 80kg masculino), Guatemala (prata com Erick Barrondo no atletismo, marcha atlética 20km masculina), Montenegro (prata com o fortíssimo time feminino de handebol) e Bahrein (bronze com Maryam Yusuf Jamal no atletismo, 1500m rasos feminino).

Com esta análise complementamos nossa análise olímpica.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Made in USA - "Balanço Olímpico Brasileiro: Esportes Individuais"


Complementando a coluna de ontem, o colunista Rafael Rafic faz o balanço da participação brasileira nos esportes individuais nos Jogos Olímpicos de Londres.

Pessoalmente acredito que 25 medalhas é um número bastante factível para 2016.

Balanço Olímpico Brasileiro: Esportes Individuais

Continuando a análise sobre o desempenho brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres, vamos a uma análise dos esportes individuais:

Atletismo: junto com a natação, as grandes decepções do Brasil. O atletismo, além de passar zerado após mais uma atitude polêmica de Fabi Murer, sequer apresentou bons resultados em relação aos melhores tempos dos próprios atletas. Ou seja, dá para se contar nos dedos aqueles que chegaram perto dos tempos que se esperavam deles. Uma decepção total. Para finalizar, o revezamento 4x100m masculino errou a passagem de bastão duas vezes e ficou fora da final.

Só no final é que a maratona masculina salvou um pouco o fiasco com a excelente 5ª posição do Marilson dos Santos e o 8° lugar de Paulo Roberto de Paula, na prova da vida dele. É a primeira vez que o Brasil coloca dois top 10 na maratona. Ainda tivemos Frank Caldeira em 13°. A melhor maratona da nossa história.

O alento que fica é que as melhores performances ficaram por conta de alguns jovens que surpreenderam. Eles vieram para Londres apenas para ganhar experiência, já pensando em 2016, mas tiveram desempenhos surpreendentes.

Destaco aqui a Rosângela Santos (100m rasos e 4x100m), que por centésimos não chegou a uma impossível final nos 100m, Aldemir Jr. (200m rasos), Mauro Vinícius (salto em distância) e Evelin dos Santos (200m rasos e 4x100m).

Quanto as minhas apostas, nem tenho como comentar o que ocorreu com Murer. Maggi era mais uma aposta pela cabeça dela do que o físico. Não me espantou a saída precoce dela.

Natação: já fiz a análise do desempenho do esporte no post de 6/8, mas errei todos os meus prognósticos. Até as medalhas saíram errado. Bronze do Cielo quando o esperado era o ouro e uma prata totalmente inesperada do Thiago nos 400m medley que, nas palavras do próprio, “não sei de onde tirei, fiz 5 segundos abaixo do que eu já tinha feito até em treino”.

Eu esperava pelo menos uma final do Felipe França nos 100m peito e do 4x100m. O primeiro não chegou à final em uma prova muito forte e o revezamento caiu nas eliminatórias pela decisão duvidosa de poupar Cielo.

Por fim, fora os velocistas, não foram apresentados revelações ou promessas.

Boxe: a grande surpresa positiva da campanha brasileira. Esquiva Falcão se superou, fez lutas muito inteligentes e chegou a uma inesperada final, a primeira da história do Brasil nesse esporte, a qual perdeu por 1 mísero ponto em decisão controversa da arbitragem.

Além da prata de Esquiva, temos o bronze de Yamaguchi Falcão e de Adriana Araújo na estréia do boxe feminino em Jogos Olímpicos. Isso apenas vem coroar o trabalho da confederação de boxe, que tem sido um dos melhores desde o advento da Lei Agnelo-Piva.

Espero que após esse brilhante resultado, os patrocínios comecem a aumentar e finalmente saia o centro de treinamento com o porte sonhado pelo boxe, um sonho antigo dos pugilistas.

Essas três medalhas só não se tornaram quatro porque o excelente campeão mundial Everton Lopes pegou na 1ª luta o cubano Sotolongo, que ganhou o ouro com sobras. Se não fosse essa peça da chave, ele também estaria na briga por medalhas.

Minhas duas apostas acabaram passando longe de medalhas. Everton caiu na peça da chave e Robson Conceição não lutou o que eu já tinha visto.

Canoagem: o melhor resultado foi uma semifinal de Ronilson Oliveira. Resultado dentro do esperado, nada demais. Se nem o remo consegue ir bem, imagina o “primo pobre”. Nosso único canoísta de respeito, já aposentado, ainda foi “importado” da Argentina: Sebastian Cuatrin.

Ciclismo: nosso ciclismo de pista é nulo. Na estrada não levamos time completo nem tínhamos um sprintista fenomenal que pudesse dividir uma chegada e no contra-relógio estamos anos luz atrás dos grandes especialistas Wiggins e Cancellara. Impossível fazer alguma coisa.

No BMX, onde tínhamos alguma chance, a inexistência de pistas de supercross nos matou (a primeira do país deve ser construída para os Jogos de 2016). Resultado: os nossos dois ciclistas tiveram acidentes feios em suas primeiras baterias e tiveram que sair da competição.

Dentro das possibilidades da equipe, um resultado normal. Mas é um esporte que tem potencial para dar muito mais para nós do que temos hoje. Principalmente na estrada e no BMX.

Esgrima: me reporto à coluna de 6/8.

Ginástica Artística: já escrevi sobre a ginástica na coluna de 6/8, mas posso me gabar de acertar 100% aqui.

Finalmente saiu a medalha da ginástica que já esperávamos desde Atenas 2004 com Daiane dos Santos, e saiu logo a de ouro.

Talvez ela tenha saído justamente porque pouquíssimos conheciam o trabalho de Arthur Zanetti e ele pode trabalhar sem qualquer pressão, exatamente o oposto dos incensados Daiane dos Santos e Diego Hypólito.

Mas o leitor do Ouro de Tolo, mais uma vez, pode bater no peito e dizer que já sabia dessa possibilidade de medalha, que eu já tinha adiantado na coluna de 27/6.

Não importa como saiu, o importante é que saiu e tira um peso dos ombros de todos os ginastas que vierem a ter chance de medalha futuramente na modalidade.

Sobre o momento e o futuro da ginástica brasileira, me reporto à coluna de 6/8.

Hipismo: o adestramento conseguiu seu melhor resultado da história, mas ainda está muito longe da disputa por medalhas. Muito longe mesmo.

O concurso completo, que poderia fazer alguma graça, teve problemas de contusão de cavalos que afetaram a equipe. Normal em um esporte tão arriscado como o concurso completo e seu temido cross-country.

E nos saltos, acertei minhas previsões. Doda e Rodrigo Pessoa não estavam em suas melhores fases: o primeiro por falta de talento e o segundo por falta de cavalo. Não passaram nem perto de medalhar individualmente.

Na disputa por equipes tivemos o refugo do quarto elemento e sua eliminação ainda na primeira rodada e isso matou qualquer chance de medalha por equipes.

Judô: os comentários sobre o esporte também já foram feitas na coluna de 6/8.

Quanto aos meus palpites, anunciei três dos quatro medalhistas nas minhas previsões. Só faltou o Rafael Silva. Até foi um vacilo meu, mas imaginava que ele pudesse enfrentar dois judocas muito bons, o russo e o francês que fizeram a final, antes da hora e por isso não achei que ele medalhasse. Após sair a chave, comecei a acreditar fortemente.

Levantamento de peso: Fernando Saraiva ficou em 12° em sua categoria e Jaqueline Ferreira em 8ª, bem longe de medalhas. Nunca tivemos a menor tradição no esporte e posso praticamente assegurar que não disputaremos nada em 2016 ou 2020 nele, salvo algum fenômeno que eventualmente possa surgir ou uma melhora incrível do Fernando Saraiva, na qual não aposto (e suspeitarei bastante se isso ocorrer).

Luta Olímpica: nossa única representante Joyce Silva, perdeu sua primeira luta. A luta nunca teve nenhuma tradição e mesmo a ida de um atleta é raridade.

A prática do esporte vem aumentando bastante no Brasil, embalada pela esteira da popularização do MMA no Brasil. A luta, junto com o jiu-jitsu e o muay thai são as principais artes dominas pelos grandes nomes das artes marciais mistas e ele foi incluído nesse ano nas Olimpíadas Escolares que são organizadas anualmente pelo COB.

Acho que para 2016 é muito cedo para que a luta apresente algum resultado, mas para 2020 é bastante interessante uma aposta nesse esporte dominado hoje amplamente pelo Irã, pela Turquia e pelo Azerbaijão.

Nado Sincronizado: nosso dueto ficou em 13° e fora da final, na qual só vão os 12 melhores. Não conheço muito o esporte, mas houve vaias da platéia após a divulgação das notas das brasileiras. Em um esporte no qual parece que os juízes já tem as notas para o time russo prontas antes das apresentações, é permitido o estranhamento.

Pentatlo Moderno: Outra possibilidade que eu havia avisado na coluna de 27/6. Ninguém falava de Yane Marques (foto), mas ela tinha condições de medalhar. O bronze conquistado na última competição dos Jogos Olímpicos foi o ponto alto de uma atleta que lutou contra tudo e contra todos para poder representar o Brasil em um dos esportes mais desgastantes.

Apesar de ser um bronze, foi a única medalha que mexeu bastante com as minhas emoções. Só quem acompanha a longa jornada de Yane (eu a acompanho desde 2006) sabe o quanto ela sofreu e ainda sofre para se manter competindo no alto nível que uma medalha olímpica exige. É a primeira medalha do Brasil na modalidade.

Apesar disso, esse fenômeno parece ser aquele efêmero. Assim que a Yane sair de cena, o Brasil voltará a ser nulidade no esporte. Uma pena. A confederação até está tentando fazer um trabalho em busca de novos atletas, mas por ser um esporte extremamente exigente, a busca de nomes não é nada fácil e ninguém se destacou até aqui.

Quanto à Yane, ela está com 28 anos, o que em tese é a idade do auge de um pentaatleta. Para 2016 ela terá 32 anos. É difícil uma pentaatleta chegar nessa idade em alto rendimento, mas dessa pernanbucana arretada eu não duvido de mais nada.

Remo: me reporto à coluna de 6/8.

Saltos Ornamentais: mesmo problema do tênis de mesa. Nossa equipe é exatamente a mesma há 3 jogos: Juliana Veloso, Cesar Castro e Hugo Parisi. O máximo foi uma semi de Castro no trampolim de 3m. É outro esporte que está devendo, principalmente em termos de desenvolvimento de atletas. Não digo sobre os resultados dos atletas em Londres, que já eram esperados.

Tênis de mesa: me reporto à coluna de 6/8.

Taekwondo: antes de qualquer comentário vai uma sonora crítica. Em mais uma edição dos Jogos marcada por erros de arbitragens generalizados, o taekwondo foi o esporte em que a arbitragem cometeu os piores erros.

Para complicar ainda mais, mesmo após a revisão oficial com replay em câmera lenta, alguns erros crassos foram mantidos e outros acertos foram revertidos em erros incríveis.

Foi em um desses erros inacreditáveis que a Natalia Falavigna foi eliminada. A adversária coreana claramente deu um golpe na cabeça da brasileira, que vale três pontos, dois ou três segundos após o comando de parada do árbitro, que não deu os pontos à coreana.

Só que, após desafio, inexplicavelmente, os pontos foram dados. Esse erro não foi o único e tivemos mais três erros absurdos que foram mantidos mesmo após revisão durante a competição.

Já quanto ao outro brasileiro, acertei errando. Disse que Diogo Silva não tinha chances de medalhas, o que realmente não ocorreu. Mas foi por muito pouco, Diogo chegou a empatar sua luta semifinal, a qual perdeu na decisão, dessa vez correta, dos juízes. Depois não suportou uma lesão no tornozelo e perdeu a disputa de bronze.

Mas o taekwondo se posicionou muito bem para fazer bonito no Rio de Janeiro, já que não teremos que lutar para conseguir vaga.

Tênis: apesar da falta de sorte suprema do Brasil no sorteio da chave, Bellucci pode sair de cabeça erguida após uma bela partida com o n° 6 do ranking, Tsonga e, junto com André Sá, quase derrubaram na 1ª rodada a dupla americana que domina o circuito há uma década: os irmãos gêmeos Mike e Bob Bryan, que depois viriam a ser medalha de ouro.

Marcelo Melo e Bruno Soares mostraram porque são a melhor dupla brasileira e fizeram um excelente resultado de quartas de final.

O tênis é um dos poucos esportes que não se regulam pelo ciclo olímpico e dificilmente chegaremos em 2016 desse jeito exato como estivemos em 2012, apesar que tanto Bellucci, quanto Melo e Soares tem idade para estarem em alto nível até lá. Em quatro anos muita coisa acontecerá e não tenho como fazer a menor projeção para o próximo ciclo.

Tiro com Arco: nosso único representante, Daniel Xavier foi eliminado logo na 1ª
rodada. Esperado.

Tiro Esportivo: participação quase nula em termos de resultado da equipe de tiro. Também esperado. O stand de tiro de Deodoro, feito para o Pan de 2007 que também será usado em 2016, ainda não deu frutos em formação de atletas.

O máximo que talvez se pudesse esperar fosse uma final de Felipe Fuzaro na fossa olímpica, mas nem ela ocorreu. Também não tenho certeza até hoje se foi justa essa minha expectativa com o Felipe.

Triatlo: como esperado, ficamos no meio do pelotão em posições muito longe de qualquer destaque. Nada inesperado.

Vela: pela primeira vez desde 1992 saímos da vela com menos de duas medalhas. Só conseguimos um bronze na classe star com Scheidt/Prada. Como eu tinha adiantado, a competição foi um belo pega entre a dupla brasileira e a dupla britânica, devidamente acompanhados pela excelente dupla sueca.

Contudo, em um erro bisonho, a dupla britânica foi com tudo para atrapalhar a brasileira na última regata e se esqueceu que a dupla sueca ainda tinha possibilidades matemáticas. Pois bem: os suecos ganharam a regata final e o ouro, para desespero da torcida britânica que lotava a marina olímpica. Nessa brincadeira, Scheidt/Prada acabaram perdendo também a prata.

Das outras apostas minhas, Bimba foi decepcionante e terminou em um longínquo 9° lugar (recuperado no laço após ficar um bom tempo em 12° e 13°) e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan tiveram duas regatas seguidas muito ruins e essa seqüência as tirou da briga por medalha. Terminaram em sexto.

Nas outras classes, fomos mal como já estava previsto. O cenário do iatismo brasileiro é um tanto tenebroso, já que a única classe em que temos tradição, a Star, que nos traz medalha há cinco Jogos consecutivos, por hora está excluída dos Jogos de 2016.

Nuzman e Rogge (presidente do COI e ex-velejador olímpico) já estão se mexendo nos bastidores para modificar isso e esperam-se novas notícias na reunião do comitê executivo da ISAF em novembro. Ao que tudo indica, o plano B seria a ida de Scheidt e Prada para a classe 470. Ainda sim, isso é perigoso. A manutenção da Star seria mil vezes mais segura para nós.

Talvez em quatro anos o jovem Jorge Zarif esteja pronto para disputar medalha na classe Finn, mas não garanto. A situação na vela não está boa e a confederação está sob intervenção provisória - quase eterna - do COB por conta de dívidas.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Made in USA - "Balanço Olímpico Brasileiro: Esportes Coletivos"


Nesta terça feira, o colunista Rafael Rafic faz a primeira coluna com o balanço da participação brasileira nos recém encerrados Jogos Olímpicos de Londres. Nesta terça feira temos os esportes coletivos e, amanhã, os individuais.

Balanço Olímpico Brasileiro: Esportes Coletivos

Depois de 17 dias mágicos, acabaram as competições da última edição dos Jogos Olímpicos e chegou a hora de não somente comentar os resultados como também verificar em que pé ficaram minhas previsões nas colunas anteriores.

Serão duas colunas de avaliação, uma apenas sobre a delegação brasileira e outra sobre o quadro de medalhas no geral.

Inicialmente eu tinha projetado para o Brasil cinco ouros, cinco pratas e oito bronzes, em um total de 18 medalhas, no que realmente era uma projeção um tanto otimista. Ao final dos jogos somamos três ouros, cinco pratas e nove bronzes, em um total de 17 medalhas. Posso dizer que cheguei bem perto.

Essas 17 medalhas representam o novo recorde de medalhas em uma edição para o Brasil. O anterior era de 15 em Atlanta 1996 (3O 3P e 9B) e em Pequim (3O 4P e 8B). O recorde de ouros continua com Atenas 2004 com cinco medalhas douradas.

Para quem reclama que nossos investimentos não retornam em medalhas eu sempre gosto de dar aqui dois exemplos de que ganhar vários ouros não é tão fácil assim.

O primeiro é o Canadá. È um país bastante rico e que investe bastante em esportes, inclusive investimentos privados e das próprias federações nacionais, algumas riquíssimas graças a torneios realizados por elas que são extremamente lucrativos (o que falta aqui).

Não tenho os números exatos aqui, mas quem é entendido já me disse que chega a ser o nosso triplo. Não obstante esse intenso investimento, que já vem de longuíssima data, o Canadá sai de Londres com apenas 1O 5P 12B, em um total de 18 medalhas. Mas se esses fossem os números brasileiros já estaria ouvindo os gritos de “só da latão” e “chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor” etc.

O segundo é a Turquia. O país da eterna candidata a sede olímpica, Istambul, começou recentemente um projeto muito parecido com o do Brasil para melhorar seus resultados olímpicos. Resultado: 2O 2P 1B. Pior: nem as máquinas de medalhas que eles tinham em luta olímpica e em levantamento de peso eles mantiveram. A luta só deu um bronze e o levantamento passou em branco em 2012.

Então não dá para menosprezar o resultado brasileiro, que já dá mostras de permanência. Foram cinco ouros em Atenas 2004, três em Pequim e as mesmas três em Londres.

Após essa análise conjunta inicial, vamos à análise esporte por esporte. Assim como fiz com as previsões, hoje começo com os esportes coletivos. Na coluna de amanhã, uma análise completa dos esportes individuais. Lembrando que, sobre alguns deles, já resenhei sobre na coluna da semana passada, dia 6/8, sobre a primeira semana olímpica.

Basquete: errei a previsão do feminino por notícias supervenientes. Achava que a seleção feminina chegaria às quartas com a Iziane. Após o corte me ficou claro que uma derrota para o Canadá era iminente e cairíamos na 1ª fase. Dito e feito. Muita coisa tem que mudar na seleção.

Já a masculina, apesar da derrota nas quartas para a Argentina, mostrou um basquete bonito. É difícil ficar 16 anos fora dos jogos e já voltar medalhando, como bem disse o técnico da seleção. A seleção masculina está de parabéns e o caminho é manter Magnano para 2016. A melhor notícia é que não teremos que lutar por uma vaga difícil nas Américas, que já está garantida por sermos o país-sede.

Futebol: dizer o que aqui? Mais uma vez os milionários não trouxeram esse ouro. Sempre digo que enquanto as estrelinhas do futebol não trouxerem o ouro, aqueles boleiros que só se lembram de Jogos Olímpicos de 4 em 4 anos não tem a menor moral de reclamar de qualquer outro atleta olímpico que não recebe nem apoio, nem a claque dos futebolistas.

Sobre a seleção masculina, encerro aqui. Eu tinha avisado que o ouro eles não traziam e já aviso que também não será em 2016 com o batalhão de jornalistas que os acompanharão até nas idas ao toalete.

Sobre a seleção feminina, me parece que faltou técnico. Vi 11 boas jogadoras sem qualquer organização tática em campo que perderam para o ótimo time japonês. Este time nipônico só não ganhou o ouro porque pela terceira vez consecutiva em Jogos Olímpicos a arbitragem decidiu na mão grande a favor das americanas.

Handball: que grata surpresa. Inicialmente eu tinha creditado o 5° lugar no mundial feminino ao fator “casa, já que o mundial foi em São Paulo, e disse que seríamos eliminados na primeira fase.

Mais um caso de aposta que me arrependi após sair o sorteio. As duas babas do torneio, Angola e Grã-Bretanha, caíram no grupo do Brasil e garantiram nossa vaga nas quartas de finais.

Porém, ao invés de classificar em 4°, a seleção deu um show na 1ª fase e se classificou em 1°. Comecei a acreditar fortemente que a medalha que eu previ em Pequim e não veio, viria.

Mas eis que na hora chave os nervos falaram mais alto de novo. Após estar ganhando de 6 gols de diferença nas quartas, a seleção não teve a calma necessária para achar o espaço no forte sistema defensivo norueguês e tomou a virada – consequentemente, a eliminação.

A favor das meninas, diga-se que esse time da Noruega entregou feio o jogo contra a Espanha, só para nos enfrentar e depois ganhar a medalha de ouro. Se a Noruega ganha, o que seria o normal, elas enfrentariam as russas e, como o jogo não se encaixa direito, corriam fortes riscos. Enquanto nós enfrentaríamos a mais fraca das quadrifinalistas, a Espanha.

Quanto aos homens, que não vieram, ficou um gosto amargo. A Argentina, que nos ganhou a vaga no Pan-Americano, fez um papelão e perdeu até para a Tunísia. Só ganhou do time da casa, que foi montado no tapa, e mesmo assim foi uma vitória sofrida. Com certeza faríamos mais no lugar deles.

O treinador espanhol Jordi Rivera foi recontratado para comandar a equipe masculina e espero bastante desse time para 2016.

Vôlei: aqui no feminino ocorreu comigo o que ocorreu no handball, só que invertido.

Inicialmente, com as péssimas atuações iniciais das meninas, achei que iria errar feio minha previsão da conquista do bi-campeonato olímpico. Até porque eu a fiz contando com a ida para Londres da levantadora Fabíola e um crescimento dela lá. No final, por motivos inexplicáveis, Fabíola sequer foi convocada para o elenco em detrimento da limitadíssima Fernandinha, que, tão inexplicavelmente quanto, foi alçada a titular do time.

O resultado é que vimos um time perdido que na última rodada da 1ª fase precisou da ajuda de outros resultados para poder se classificar para a quartas-de-final.

Eis que a esquecida Dani Lins, convocada como levantadora reserva, desabrocha, resolve jogar em Londres muito mais do que nunca jogou na carreira (já a acompanho há pelo menos 8 anos). Com isso o time desperta depois de uma vitória dramática sobre a Rússia e termina fazendo o “Milagre da Earls Court” (local dos jogos) na final contra o favoritíssimo time americano, do qual havia tomado um baile de 11/25 no 1°set.

Já o masculino, após uma preparação bastante conturbada, que vinha rolando aos trancos e barrancos desde o fim do mundial de 2010, chegou voando em Londres. Jogou em seus jogos o que não jogava desde aquele mundial e varreu os adversários.

Até que, após estar ganhando por 2 x 0 na final e na frente do 3° set, o time da Rússia mudou sua estratégia totalmente e deu um nó no time brasileiro. A partir daí voltamos a ver os bate-bocas e a falta total de entendimento dessa seleção que tínhamos visto nos últimos 18 meses e que, de repente, tinha sumido nos Jogos Olímpicos.

Resultado uma virada espetacular da Rússia e talvez a derrota mais humilhante da era Bernardinho na seleção masculina, por causa da forma como ocorreu.

[N.do.E.: é chato perder o ouro, mas da maneira como ocorreu acho que foi uma boa lição para o técnico Bernardinho. Acho que ele falha ao convocar não os melhores mas sim aqueles pertencentes à patota dele – isso ficou claro nesta competição.]

De qualquer forma, apesar dos excelentes resultados, está claramente demonstrado um desgaste na relação técnico/jogadores tanto com o grande Zé Roberto Guimarães com as mulheres, quanto com o tão bom Bernardinho com os homens.

É necessário que a CBV pare e reflita muito como começará a se planejar para o próximo ciclo olímpico, porque a continuidade me parece ser bastante temerária.

Quem me acompanha pelo twitter sabe que não estou falando de momento e defendi – junto com o Editor Chefe - essa posição até nos momentos de vitória fácil do time masculino em Londres. Para provar, leiam minha coluna de 13/6.

Fica a minha opinião de que o Luizomar de Moura, atual campeão brasileiro, está merecendo há tempos uma chance para dirigir a equipe feminina e o Zé Roberto Guimarães poderia ser aproveitado na equipe masculina. Bernardinho é carta fora do baralho para voltar à equipe feminina, senão dará curto-circuito, boicote e outros acontecimentos nada legais.

[N.do.E.: pelo que leio na imprensa Bernardinho está fazendo lobby para Fernanda Venturini assumir a seleção feminina. Não acredito que a CBV cometa esta insanidade, mas, se fizer, relembremos aquele ditado: ‘Capitão, vai dar merda’.]

Porém, o presidente da CBV já deu a entender em entrevistas que só haverá mudanças se alguém quiser sair, o que parece ser exatamente o caso de Bernardo. Fica aqui a torcida.

Vôlei de Praia: aqui foi o grande palco das zebras no geral. Todos os prognósticos de qualquer um, entendido ou não, invariavelmente deram errado. No fim ficamos com um saldo um tanto amargo: uma prata de Emanuel/Alison e um bronze de Juliana/Larissa. Já imaginava que Maria Eliza/Talita não medalhariam, mas esperava medalha de Ricardo/Pedro Cunha, que perderam nas quartas para a dupla alemã medalha de ouro.

De qualquer forma fica aqui o clamor para se repensem nossas duplas. Não Juliana/Larissa, que estão bem e agüentam mais um ciclo olímpico. Mas Ricardo e Emanuel devem se encaminhar para a aposentadoria e precisamos de duas duplas novas no masculino e um parceiro habilidoso para com Alison ser nossa dupla n°1. E nem tocarei no entrevero da segunda dupla feminina, que simplesmente não a temos atualmente.

Obviamente errei todos os meus palpites aqui, não passei perto em nenhum. Mas ninguém passou, a não ser o tri-campeonato da dupla Walsh/May no feminino. Alias, as duas viraram lendas do esporte com esse título.

No cômputo total dos dois vôleis, saíram as 4 medalhas esperadas, mas a qualidade, apesar de ótima, 1O 2P e 1B, ficou um pouco aquém do esperado, que era 2O 1P e 1B.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Made in USA - "Balanço Olímpico – Semana 1"



Excepcionalmente nesta segunda feira, a coluna “Made in USA”, do advogado Rafael Rafic, faz um balanço da primeira semana dos Jogos Olímpicos.

Lembro aos leitores que o post foi escrito na noite do último sábado.

Balanço Olímpico – Semana 1

Eis que chegamos ao fim da primeira semana de Jogos Olímpicos. Para quem não sabe, existe na programação dos Jogos Olímpicos esportes que são realizados inteiramente na primeira semana, liberando a segunda semana para outros esportes - que começam mais tarde suas atividades. De modo geral há uma maior concentração de esportes individuais na primeira semana, a fim de liberar espaço e atenção para as finais dos coletivos que ocorrem na segunda semana.

De modo geral a divisão fica assim:

Primeira semana: natação (o maior exemplo de esporte de primeira semana), judô, esgrima, remo, ginástica artística, ciclismo de estrada, tiro com arco, tiro esportivo, levantamento de peso, badminton, tênis de mesa e tênis

Segunda semana: atletismo (também o grande exemplo aqui), taekwondo, luta olímpica, canoagem, ciclismo de pista e off-road, saltos ornamentais e nado sincronizado.

Os esportes não citados aqui costumam ter atividade nas duas semanas.

Farei aqui então uma rápida avaliação da primeira semana olímpica, com foco maior nos esportes que interessam ao Brasil.

Obs: escrevo isso no sábado à noite. Então, apesar da coluna só ir ao ar na segunda, escrevo no escuro sobre os resultados de domingo.

Judô: o Brasil pode sair de cabeça erguida aqui. Fiz um desafio ao judô no Ouro de Tolo há um mês e disse que qualquer coisa abaixo de duas medalhas com uma final seria uma decepção.

O judô não brincou e entregou isso já no 1° dia de competição com o ouro da Sarah Menezes e o bronze de Felipe Kitadai. Depois vieram alguns dias decepcionantes sem medalhas, até a Mayra Aguiar e o Rafael Silva entregarem mais dois bronzes nos dois últimos dias.

A meta da confederação brasileira era essa: quatro medalhas, sendo uma de ouro. Mesmo concordando que algumas lutas foram decepcionantes e poderíamos ter arrancado mais duas ou três medalhas, a meta foi cumprida e o judô fez um excelente trabalho.

Melhor até assim, já que uma campanha fantástica do judô em Londres aumentaria demais a pressão na equipe para o Rio em 2016, que já é alta. O COB não esconde de ninguém que espera pelo menos seis medalhas (em 14 possíveis) do judô em 2016 sendo pelo menos duas de ouro, o que é difícil. Mas não é impossível: nossos judocas crescem demais lutando em casa.

A equipe feminina brasileira é bastante jovem e todas as sete judocas tem idade para estarem em 2016. O mesmo já não posso dizer da equipe masculina, que está com uma média de idade alta, e pelo menos três dos sete nomes (Camilo, Guilheiro, Correa) não tem como continuar.

Porém não faltam peças de renovação (cada categoria tem dois ou três) e é até bom que ela ocorra. Os dois melhores resultados do judô masculino vieram justamente dos dois nomes quase certos para 2016: Kitadai e Rafael Silva.

Do judô como um todo, fiquei triste. A zebra correu solta todos os dias e, principalmente, o judô-força venceu como nunca.

Nem o Japão, reino da técnica, se salvou e ficou apenas com um ouro, três pratas e quatro bronzes. Para um país que reclamou bastante de ter ganho “apenas” quatro ouros em Pequim 2008, isso é uma crise sem tamanho.

Só se salvou a Rússia, justamente a segunda capital do judô-força, que conseguiu três ouros e uma prata, todas no masculino. Os outros países a conseguir mais que um ouro foram a Coréia do Sul, com 2O e 1B, e a França, grande capital do judô-força, com 2O e 5B - os dois únicos favoritos que ganharam, inclusive.

Percebeu-se também que a decisão da federação internacional de proibir a “catada de perna” para diminuir a chance de lesão e aumentar o uso da técnica saiu pela culatra.

Além da força ter vindo com tudo com o fim da catada, tivemos uma grande quantidade de lesões (só a americana Harrison, primeira medalhista de ouro dos EUA no judô, lesionou três em seqüência, inclusive a Mayra Aguiar). Exatamente o oposto do pretendido. Hora de rever a mudança de regras.

Natação: aqui fico muito preocupado com o Brasil. Ficamos com apenas duas medalhas: prata inesperada para Thiago Pereira nos 400m medley e um bronze com gosto amargo para o Cielo nos 50m livre. A meta aqui eram três medalhas com um ouro do Cielo - e ela passou longe. Claramente o Brasil vem involuindo desde Atenas 2004 e eu diria isso mesmo com dobradinha do Cielo e do Fratus nos 50m livre.

Em Atenas fizemos várias finais, outras várias semifinais e saímos com muitas promessas das piscinas. Só como exemplo cito os, na época, adolescentes, Thiago Pereira e Joanna Maranhão, que nos deram muitas esperanças de medalhas em 2008 e 2012.

Pois bem, a exceção de Thiago Pereira que finalmente desencantou nesses jogos e conseguiu a prata inesperada nos 400m medley, nenhum desses nomes faz nada, seja em mundial seja em Jogos Olímpicos, e essa geração passou.

Observando que em 2004 Cielo era apenas conhecido dentro dos círculos mais íntimos da natação e sequer tinha ido para Auburn (EUA), de onde estourou para o mundo.

Pior, essa geração passou quase em branco e nem posso dizer que está vindo outra geração promissora. Isso é o que está me preocupando demais. A natação brasileira além de ter ido muito mal, quase não apresentou nenhum nome novo de quem possa se esperar medalha em 2016, nem apresentou sequer finais (apenas cinco em 2012 contra o já fraco número de seis em 2008) ou semifinais portentosas.

O “quase” acima fica por conta dos velocistas masculinos. Parece vir uma boa geração lideradas por Cielo e Fratus, seguido por Chierighini que pode nos render bons resultados nos 50m, 100m e 4x100m livre - e só.

No geral, destaque para a delegação Chinesa que veio do nada e conquistou 5O 2P 3B, contra 1O 3P 2B em casa há quatro anos. Ainda mais estranho é a chinesa Ye Swiwen, ouro nos 200m e 400m medley. Essa garota de 16 anos veio quase do nada para dominar as provas de medley, sendo que no nado crawl nos 400m medley nadou até mais rápido que o medalha de ouro masculino, Ryan Lochte (EUA).

Vindo da China, que já tem histórico longo de doping na natação, essa performance causou muitas suspeitas. Ainda mais que, até aqui, toda vez que uma mulher foi mais rápida que um homem depois se descobriu que a mulher estava com muito doping. Porém não há qualquer suspeita mais qualificada e não nos cabe prejulgar qualquer atleta antes do resultado positivo da contra-prova no teste de doping.

De qualquer forma, vimos um domínio total dos EUA mais uma vez, até maior do que em Pequim. Foram 12 ouros em 2008 contra 16 em 2012. Porém na disputa do quadro tudo igual, com 11 ouros de diferença para os EUA.

Já a Austrália, que sempre era a segunda colocada fácil no quadro da natação e tem esse esporte como seu grande motor no quadro de medalhas, saiu mal demais. Apenas um ouro, no 4x100m livre feminino, seis pratas e três bronzes. Em 2008 foram seis ouros, seis pratas e oito bronzes. Pesou a péssima competição do maior nome deles: James Magnussen.

Ginástica Artística: ainda escrevo antes da final de Arthur Zanetti nas argolas (marcada para essa 2ª feira às 10h da manhã). Mas até aqui tudo saiu exatamente como o previsto por mim aqui anteriormente. As meninas fizeram um último lugar sem qualquer final com um time bastante envelhecido, enquanto Arthur Zanetti se classificou bem para a final das argolas - e disputa medalha.

[N.do.E.: conforme antecipado dia 27/06 pelo colunista, Zanetti conquistou a medalha de ouro. Atualizado às 10:57hs]

A se lamentar a queda de Diego Hypólito no solo, mas o pé dele ainda está muito mal (e não sei se um dia ficará bom) e nem era para ele ter ido aos jogos. Mas fica a esperança da ginástica masculina.

Sergio Sasaki e Arthur Zanetti fizeram ótimas performances e são jovens demais, estarão no ponto para 2016. Diego Hypólito, caso resolva o pé, também não estará velho para a ginástica masculina. Ainda temos o Petrix Barbosa na equipe de jovens, que deverá estar bem para 2016. Isso dará uma senhora equipe masculina para 2016.

Já a equipe feminina é praticamente a mesma desde 2006 e precisa de renovação urgente. Já não sei sequer se a própria Jade Barbosa (que não foi a Londres) estará em condições de competição em 2016. A má notícia é que eu não vejo ninguém com potencial para isso. Problemas à vista.

Remo: aqui o Brasil, como já esperado, nem deu para o começo: nem semifinal nossa delegação fez. Mas abro aqui um tópico para fazer uma pergunta que me incomoda demais. Como o remo, esporte tradicional e forte tanto aqui no Rio com Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense quanto no Recife há milênios não consegue produzir um mísero atleta de ponta em todos esses anos?

Até hoje nossas melhores campanhas ainda foram na época dos boicotes de 1980 e 1984, com os irmãos Carvalho.

Era para sermos uma potência nesse esporte tal qual hoje o somos no judô. Porém, mal engatinhamos e tomamos pancada até dos argentinos. Alias, muitos desses argentinos são contratados exatamente pelos quatro grandes do Rio de Janeiro...

Esgrima: o Brasil perdeu nas lutas iniciais, como esperado. Pelo menos vi um novo esgrimista do qual gostei bastante, Guilherme Toldo no florete. É jovem e está sendo preparado para 2016. Ficarei mais de olho nele a partir daqui.

Mas a principal intenção de abrir esse tópico sobre a esgrima é ressaltar um fato histórico: o venezuelano Rubén Limardo ganhou o 1° ouro latino-americano da história olímpica na esgrima - na modalidade espada. A Venezuela ainda colocou outro esgrimista nas quartas de final da mesma. É a prova que com um trabalho bem feito qualquer país pode conseguir bons resultados na modalidade.

Aqui também temos o ocaso de uma potência. A França, que com a Itália sempre dividiu o título de país da esgrima, saiu de Londres sem qualquer medalha em nenhuma das 30 disputadas. Enquanto isso, Venezuela foi ouro e até o Egito foi prata (e com uma belíssima esgrima).

Tênis de Mesa: todos os mesa-tenistas brasileiros caíram em seus primeiros confrontos, assim como no torneio de equipes tanto a masculina como a feminina perderam na primeira rodada por 3 a 0.

Aqui temos o epíteto da falta de renovação, pelo menos no masculino. Há três edições nossa equipe olímpica é Gustavo Tsuboi, Thiago Monteiro e Hugo Hoyama. Nem falarei de Hoyama que já deve estar em sua sexta olimpíada, sendo a quinta como n° 1 do Brasil, desde a morte do grande Claudio Kano em um acidente de moto pouco antes dos Jogos de Atlanta 96.

Estamos comentando sobre um esporte que tem certa base, já que é privilegiado por todas as escolas que tenham um trabalho forte em esportes. Não é possível que se tenha tanta dificuldade em renovação. Não sou profundo conhecedor de nossas categorias de base no tênis de mesa, mas não conheço ninguém que esteja em posição de ameaçar os três. Bastante capaz de chegarmos a 2016 com a mesma equipe pela quarta vez (12 anos depois da 1ª vez).

No feminino a situação é um pouco melhor e nossa equipe foi composta por duas meninas bem novas, Caroline Kumahara e Gun Lin (chinesa que veio pequena para o Brasil e se naturalizou), que poderão fazer alguma coisa melhor para 2016.

Nada de medalhas, que é quase impossível no tênis de mesa dominado por chineses, mas, principalmente, Gun Lin, que terá 19 anos lá, pode fazer uma oitavas ou quartas, que já seria inédita para o Brasil no individual.

Quanto à participação brasileira: em relação ao número de medalhas, está dentro do que eu esperava. Esperava seis na primeira semana e doze na segunda, somando 18. Estamos com seis, indo para a sétima garantida no domingo com Scheidt/Prada na vela e acho que estamos em bom caminho para as 18 previstas.

Minha preocupação fica quanto ao número de ouros. Esperava fechar a 1ª semana com duas. Uma no judô e a de Cielo na natação. A do judô veio, mas não a de Cielo. Já fico preocupado se conseguiremos os cinco ouros que eu previ. Nem o Scheidt, que seria o “alternate”, conseguiu o ouro, ficando com o bronze.

Já no quadro geral de medalhas, ainda é cedo, mas já dá para dar alguns pitacos.

1° grande participação da Coréia do Sul que está conseguindo uma brilhante campanha com 9 ouros, conseguindo por hora um surpreendente 4° lugar;

2° após ficar 4 dias sem ouro, os britânicos mostraram sua força no remo e, principalmente, no ciclismo de pista e deslancharam. Já estão em 3° lugar com 14 ouros.

3° destaque também para a Coréia do Norte. A população de lá quase não come, mas sei lá como conseguiram três ouros no levantamento de peso. Com o ouro no judô, já são quatro e eles já dobraram o número de ouros de Pequim.

4° apesar da crise na esgrima, a França não veio para brincadeira. Já conseguiram 8 ouros. É um a mais do que o total de Pequim. Provavelmente eles voltarão para as cabeças no quadro e espantarão a crise.

5° Cuba só na 6ª feira já igualou o n° de ouros de 2008, dois. Continuo com minha previsão de cinco ouros para eles. Mas Cuba não mais voltará àquela época de 10-20 ouros por Jogos.

6° tudo indica que eu errei muito feio a previsão de maior concentração de ouros em poucos países. Até aqui esse tem sido um dos jogos mais desconcentrados da história.

7° já a Austrália... Mal na natação e sempre prata no ciclismo, perdendo para a Grã-Bretanha, a Austrália só tem um ouro até aqui e a natação já acabou. É minha aposta para “queda inacreditável” dos jogos.