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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aspirinas Teatrais - Tio Vânia


Neste final de quinta feira, mais uma edição da coluna "Aspirinas Teatrais", assinada pela atriz e professora de Educação Física Nívea Richa. Hoje uma vez mais temos uma dica teatral.

"Tio Vânia

A minha dica dessa semana é a peça “Tio Vânia”, de Anton Tchékhov.

É sempre bom ver os clássicos sendo encenados, principalmente quando atores tão bons estão envolvidos. A peça é encenada pelo Grupo Galpão, de Minas Gerais e vou falar uma coisa: fica difícil destacar somente um ator.

Com direção de Yara de Novaes, tradução e adaptação do próprio Grupo Galpão, a peça se passa numa decadente propriedade rural russa, no fim do século XIX. 

Como o próprio Grupo colocou, a peça “aborda, de maneira profunda e delicada, o amor, o desejo, a passagem do tempo, o declínio físico, a aridez da existência, o desalento, a aniquilação dos sonhos. E inclui, surpreendentemente, uma mensagem, atravessada de fé.”

Eles colocaram uma certa leveza no texto, que faz você ficar arrasada quando acaba. A vontade é que a história continue. A cenografia de Márcio Medina (que também é responsável pelo figurino) também me chamou muita atenção. Há umas colunas de madeira móveis, que definem os cômodos da casa, muito interessantes.

Essa é a última semana de apresentação. Os preços dos ingressos são super acessíveis e o local é de fácil acesso. Além disso, estão rolando algumas promoções na internet. Pelo twiiter do Grupo Galpão (@grupogalpaomg), você fica sabendo de todas.

“TIO VÂNIA (AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS)”
DE ANTON TCHÉKHOV

DIREÇÃO: YARA DE MORAES

ELENCO:
ANTONIO EDSON (TIO VÂNIA)
ARILDO DE BARROS (SEREBRIÁKOV)
EDUARDO MOREIRA (ÁSTROV)
FERNANDA VIANNA (HELENA)
PAULO ANDRÉ (TELÉGUINE)
TEUDA BARA (MARIA VASSILIÉVNA)

Atriz convidada:
MARIANA LIMA MUNIZ (SÔNIA)

A peça está em cartaz no Teatro Sesc Ginástico, que fica na Rua Graça Aranha, 187 – Centro

OBS.: Nessa última semana terá uma sessão extra no domingo, às 16 horas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aspirinas Teatrais - "Ítalo Eterno"


Excepcionalmente nesta quinta feira, temos mais uma edição da coluna "Aspirinas Teatrais", assinada pela atriz e professora de Educação Física Nívea Richa.

O tema de hoje é um perfil do grande ator Ítalo Rossi, falecido na semana passada aos 80 anos.

"Ítalo Eterno

Em tempos em que se fabrica tanta porcaria culturalmente, com músicas ruins, cantores piores ainda e atores que você para e pensa: “Como pode essa pessoa estar no horário nobre?”, o desejo é que algumas pessoas pudessem ficar pra semente. 

Uma delas era Ítalo Rossi. 

Ítalo nasceu dia 19 de janeiro de 1931 (eu também, só que em 1981 – apenas uma curiosidade) e nos deixou essa semana, aos 80 anos de idade. 

Um ator completo, de voz forte e marcante, Ítalo teve muito destaque no teatro, mas não teve tanto reconhecimento assim na televisão. Seu último trabalho na TV foi o “seu Ladir”, do seriado “Toma Lá Dá Cá” (fez muito sucesso com o bordão “É mara”).

Mas nos últimos tempos me marcou muito o mordomo “Alfred”, da novela “Senhora do Destino”. No teatro, infelizmente, só o vi uma vez, na peça “Gata em teto de zinco quente”. E, pra variar, ele “roubou” a peça. 

Ítalo, em seu primeiro espetáculo ("A casa de chá do luar de agosto"), ganhou o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT). No ano de 1959, fundou o Teatro dos Sete (junto com Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Sergio Britto), onde ficou de 1959 a 1965. 

Ganhou muitos prêmios em toda a sua carreira, mas nas décadas de 70 e 80 foi premiado com quatro Molières, a principal premiação do teatro brasileiro, com as seguintes peças: 

"A noite dos campeões" (1975) 
"Quatro vezes Beckett" (1985) 
"Encontro com Fernando Pessoa" (1986)
"Encontro de Descartes e Pascal" (1987) 

Quem quiser saber mais da vida de Ítalo Rossi, sua biografia foi lançada em janeiro desse ano: “Ítalo Rossi: Isso é Tudo.” (Antonio Gilberto e Ester Jablonski). 

Na quarta-feira passada, dia do seu enterro, ele iria começar a dirigir uma peça com Ester Jablonski. Finalizarei meu texto com uma frase da crítica Bárbara Heliodora: 

“O trabalho de Ítalo Rossi é um primor de acabamento, seja em dicção, seja em expressão corporal, seja na limpeza de cada gesto, que é uma unidade completa em si, muito embora perfeitamente integrada na fluência total de toda a sua gesticulação.”

Merda!"

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aspirinas Teatrais - "Duas Breves Dicas"


Buscando sempre trazer o melhor para o leitor, nosso Ouro de Tolo tem a partir de hoje uma nova coluna. É a "Aspirinas Teatrais", assinada pela atriz e professora de educação física - além de "tabladiana" e rubro-negra, claro - Nívea Richa. A nova colunista mantém um excelente blog sobre o "Mais Querido", cujo link está na lista de blogs deste Ouro de Tolo.

A coluna terá dicas de teatro, televisão e outros assuntos relevantes, além de trazer aqui e ali pequenos perfis de peças, autores e atores teatrais. Terá periodicidade quinzenal e sempre estará publicada às sextas feiras.

Excepcionalmente a coluna de estréia estará nesta quarta, tendo em vista as dicas do texto serem para peças que ocorrem hoje e amanhã.

A coluna de estréia da série sobre as cidades da Copa de 2014 sobe ainda hoje, mas mais tarde. 

Seja bem vinda !


"Duas Breves Dicas

Leitora assídua do Ouro de Tolo, fui convidada pelo querido Pedro Migão para falar um pouco de teatro - e outros assuntos - aqui. Me esforçarei para estar a altura do blog, mas de vez em quando vocês me encontrarão neste espaço às sextas feiras. 

Essa semana tenho duas dicas para vocês. Vamos lá! 

A primeira dica é a peça “O Gato Branco” (acima), um suspense de Jô Bilac, com direção de João Fonseca. 

Na trama, 7 pessoas (Michel – Bruno Ferrari, Arthur – Camilo Bevilacqua, Letícia – Fernanda Nobre, Tadeu – Leandro Almeida, Ana Paula – Luciana Magalhães, Erik – Pablo Falcão e Vic – Paloma Duarte) são convidados para um jantar em uma embarcação, mas não sabem o motivo do convite e nem ainda quem convidou. Mesmo assim comparecem e o suspense começa. 

Como o próprio Jô Bilac disse: “No gato branco existe uma discussão sobre ética e princípios, num jogo de detetive às avessas, onde o objetivo é descobrir quem é o inocente.” 

Destaque para as atuações de Paloma Duarte e Pablo Falcão. 

“O Gato Branco” está em cartaz toda quarta e quinta, até 25 de agosto, no Teatro das Artes, às 21 horas. O teatro fica no Shopping da Gávea, na Rua Marquês de São Vicente, 52. Ingressos a R$ 50.


A segunda dica é a peça “Eu e os meninos” (foto). Escrita por André Pellegrino, João Sant’Anna e Daniel Zubrinsky, com direção de Bernardo Jablonski e Cico Caseira, a peça é uma paródia da vida de Jesus desde a sua infância até a última ceia. 

Bem leve e engraçada. Todos os envolvidos são ou foram alunos do teatro O Tablado. É difícil destacar uma atuação somente, mas o João Sant’Anna como Judas é hilário. Vale a pena.

A peça terá uma única apresentação, nesta quinta, dia 21 de julho, às 19 horas, no Teatro do SESI. E ótima notícia: de graça! O Teatro do SESI fica na Rua Graça Aranha, 1 – Centro – RJ. As senhas devem ser retiradas uma hora antes do início do espetáculo

Espero que gostem das dicas! Até nossa próxima coluna, dia cinco de agosto! 

Merda!"

[N.doE.: "Merda" é uma gíria do mundo teatral que significa simplesmente "sorte"]