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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Final de Semana - "O Velório Do Heitor"


Nossa faixa musical traz uma homenagem a Paulinho da Viola, que completou 70 anos de idade no último dia 12. E retoma o tema tratado há duas semanas, contando um velório que acabou em confusão.

E viva Paulinho da Viola!

O Velório Do Heitor

Havia um certo respeito
No velório do Heitor
Muita gente concordava
Que apesar de catimbeiro
Era bom trabalhador
Houve choro e ladainha
Na sala e no corredor
E por ser considerado
Seu desaparecimento
Muita tristeza causou

Quem mais sentiu foi Nair
Que só falava das virtudes do Heitor
E pelos cantos da memória procurava
Todo o tempo
Em que ao seu lado caminhou
Os amigos mais chegados comentavam
Que não houvera
Outro cara tão legal
E muita gente concordou em ajudar
Uma família que ficara
Num desamparo total

Pode se dizer que aquele velório
Transcorreu na maior tranqüilidade
Até o momento
Em que surgiu aquela dama de preto
Trazendo flores
E chorando de saudade
Como ninguém conhecia a personagem
Nair foi tomar satisfação
E aí chamaram até o Osório
Que é delegado porque o velório
Virou a maior confusão
Porque simplesmente o velório
Virou a maior confusão

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Final de Semana - "Meu Camarada"


Nesta sexta feira, a faixa musical do Ouro de Tolo traz uma preciosidade: uma canção inédita em cd de dois dos maiores compositores do samba cariocas.

Um deles é Luiz Carlos Máximo, que o leitor deste Ouro de Tolo já teve o prazer de ver neste espaço: o antológico samba da Portela de 2012 o tem como um dos autores e o espetacular concorrente para 2013 que coloquei aqui semana passada também.

Seu parceiro na canção de nossa faixa musical de hoje é Ratinho, falecido prematuramente em 2010. Ele é autor de clássicos de Zeca Pagodinho como “Vai Vadiar” e de sete sambas de enredo da Caprichosos de Pilares, entre os quais um Estandarte de Ouro em 1978.

Na música “Meu Camarada” Máximo e Ratinho fazem uma homenagem a Paulinho da Viola, que há alguns anos não compõe de forma regular. É uma bela música, interpretada na gravação que apresento aqui pelo cantor Julio Estrela, revelação das casas de samba da Lapa.

Este é um ponto pelo qual venho me batendo nestas páginas: a memória do samba carioca está morrendo com seus autores. Existe muita coisa boa não registrada em disco para a posteridade. Algo precisa ser feito para fazer o trabalho de resgate que se impõe.

Vamos à letra. O áudio pode ser ouvido no início deste post.

Meu Camarada (Ratinho/Luiz Carlos Máximo)

Como vai meu camarada?
Chega mais e diz aí
Por onde anda a madrugada
Que a gente cansou de curtir
Pra onde foi aquele rio
Que a gente viu correr
Pra onde foi o sol que ao nosso frio
Já não vem mais aquecer
Sinceramente, meu camarada
Até hoje eu procuro entender
O porque da alvorada
Não querer mais resplandecer
E o cantar do rouxinol
Que era cheio de alegria
Ao perder a luz do sol
Entristeceu a melodia
Eu só sei
Que tudo que eu pude aprender
São jogadas dessa vida
O imperfeito faz a gente ver
Pegue o barco
Vá em frente
Deixa seguir a corrente
Que Oxalá
Dê um sopro e dê um vento
E coloque em movimento
O velho barco nas ondas de um novo tempo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Paulinho da Viola


Como escrevi na semana passada, sábado retrasado estive no show de Paulinho da Viola realizado em apresentação única na casa de shows Vivo Rio, aqui no Rio de Janeiro.

Em uma casa absolutamente lotada, Paulinho desfiou grandes sucessos de seu repertório, algumas músicas menos conhecidas e um bloco de canções que jamais haviam sido registradas - uma delas, inclusive, teve parte da melodia aproveitada em "Dança da Solidão". 

A memória musical do samba está repleta de canções que jamais foram registradas e que estão se perdendo à medida que os mais velhos estão falecendo e não se registra.

Participaram do show também os músicos João Rabello e Beatriz de Faria, filhos do cantor e compositor e que demonstraram que trazem o talento de berço. Ambos tiveram momentos solo, e João interpretou um choro de forma bastante feliz. Registre-se também a presença na plateia de Elton Medeiros, um dos maiores compositores do samba brasileiro e parceiro de Paulinho em diversas músicas.

Enfileirando sucessos, em muitos momentos a platéia cantou junto, como na própria "Dança da Solidão", "Pecado Capital", "Coração Leviano" - que fez parte do bis - "Onde a Dor Não Tem Razão" e "Foi Um Rio que Passou em Minha Vida" - estas duas, nos vídeos que registrei e disponibilizo aqui neste post.

Também merece menção o fato de Paulinho ter interpretado "Sei Lá, Mangueira" (parceria com Hermínio Belo de Carvalho) e o samba de exaltação da União de Jacarepaguá, escola que frequentou antes de chegar à Portela e na qual foi homenageado em 2009. Neste último caso me surpreendeu o fato de muita gente saber este samba e cantar junto, porque praticamente só o conhece quem frequenta o desfile do Acesso B na Terça Feira Gorda, onde a agremiação hoje desfila.

Sempre é um prazer muito grande assistir a um show do cantor e compositor - como escrevi no post da sexta feira passada - mas faria dois pequenos senões, que não empanam o brilho da apresentação mas soam perceptíveis a um fã mais acurado como eu: primeiro o fato de não ter cantado qualquer canção de compositores da Portela.

E segundo, a meu ver mais grave, foi não ter mencionado à platéia o enredo da azul e branco para 2013, do qual ele é um dos homenageados. Acho que não custaria nada fazer a gentileza de informar a um público que majoritariamente não acompanha as escolas a esta época do ano.

Apesar disso, sem dúvida alguma passei uma noite bastante agradável no último sábado, em que pese o enrolado e lento serviço da casa - é algo que pode melhorar, até porque piorou bastante em relação à minha última ida a esta casa, por ocasião do show de Chico Buarque.

Mas valeu a pena. Viva Paulinho!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Final de Semana - "Dança da Solidão"


Amanhã, uma vez mais, terei oportunidade de assistir a mais um show de um de meus cantores e compositores favoritos: Paulinho da Viola.

Entre shows solo e combinados com a Velha Guarda da Portela, será a sexta vez a que irei assistir a um show do sambista. Mas já faz quase uma década em que tive esta oportunidade rara pela última vez.

A canção que trazemos, de autoria de Paulinho e interpretada em dueto com Marisa Monte, é "Dança da Solidão", uma de minhas preferidas no repertório de Paulinho. É canção triste e ao mesmo tempo esperançosa, como a letra que disponibilizo abaixo.

"Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão

Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão

Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado

Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão

Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura"

Complementando, como eu havia previsto Paulinho da Viola será o fio condutor do enredo da Portela para 2013, que enfoca os 400 anos da Freguesia de Irajá - que originou o bairro de Madureira - e os 90 anos da Portela. A sinopse, que disponibilizo abaixo, foi entregue aos compositores e a disputa de samba inicia-se dia 29 de julho.

Aliás, será curioso ver a Portela com uma disputa de samba um mês mais longa em relação aos últimos anos. A sinopse, bela e emocionante, permitirá uma vez mais grandes sambas à Águia.

“Madureira... onde o meu coração se deixou levar”

Rio de Janeiro, 1970.
Avenida Presidente Vargas.

“Nesta Avenida colorida a Portela faz seu carnaval...”

Com o rosto molhado de suor e lágrimas, vejo a minha Escola conquistar a plateia com mais um desfile. Agora com um sabor especial, se aquecendo... “senti meu coração apressado, todo o meu corpo tomado, minha alegria voltar...”

E então pensei:

“Meu coração tem mania de amor...” E que amor é esse que me conquista a cada dia? Que amor é esse que move toda essa gente? De onde vem isso tudo e como essa história começou?

E é isso que vou descobrir.

E assim, com a alma aquecida de emoções, lá fui eu para Madureira, de trem, cantando samba, assim como Paulo Benjamin fazia décadas atrás.

“Eu canto samba
Porque só assim eu me sinto contente
Eu vou ao samba
Porque longe dele eu não posso viver...”

Quero trilhar os caminhos desse povo, como um “peregrino”, descobrir sua gente, sua cultura, sua fé, o seu canto e o seu samba.

Descobrir sua história.

Pisar onde outrora pisaram tropeiros, escravos, boiadeiros, mercadores e imperadores, caminhos de trabalho e suor, onde antes só se viam fazendas, engenhos e fé, afinal toda essa história começa pela fé.

E o povo dança, o povo canta; dança o branco, dança o negro.

“Pisei na pedra
A pedra balanceou
Levanta meu povo
Cativeiro se acabou”

Negros fugidos, negros forros. Festa, jejum e esmola. Samba, dança, música e religião. Enfrentar a dor através da arte.

Casas de umbanda e casas de candomblé, liderança e mistério, atraindo a atenção para a “roça”.

Caminhos de terra, caminhos de ferro.

E o povo vai chegando, de tudo quanto é direção. Imigrantes de dentro e de fora. Os caminhos viram estradas.

Estradas de terra, estradas de ferro.

Chega o progresso e com ele os ambulantes, que depois viram mercadinhos, os mercadinhos viram mercados e os mercados viram mercadões.

E eu... vou seguindo meu caminho.

Vou ouvindo batuques, ritmos e sons. Sons sincronizados, parecendo sapateado. Mas são apenas sons de pés, que dançam, chutam e pulam. Pés que vão construindo outros caminhos. Não importa se num tablado, no asfalto ou na grama, o importante é a ginga, que por vezes me lembra a de um malandro. Como tantos que esta história construiu. Ou como tantos que aqui chegaram para construir outras histórias. Malandros loiros, brancos, mulatos, sararás, crioulos. Assim como as músicas, loiras, brancas, mulatas, sararás e crioulas, ou como se diz agora: black.

“No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança”

E o batuque continua.

Marchinhas, mascarados, coretos, baianas, blocos de sujo, carnaval...

São os caminhos da folia! Caminhos da fantasia, onde cada um é o que deseja ser, onde mulher pode virar homem e homem, virar mulher. E é através da fantasia, do sonho, que nascem duas das maiores Escolas de Samba da história.

E que orgulho hoje ver Portela e Império, juntas, a cantar que esse nosso lugar “que é eterno no meu coração. E aos poetas traz inspiração pra cantar e escrever”.

Madureira é assim. Amor, atividade intensa, vivida com orgulho suburbano, lugar de morada da altiva nobreza popular, pois aqui reside a Majestade do Samba.

“Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar...”

Tantos são os caminhos, e por eles vou atrás de suas histórias, me sentindo cada vez mais parte integrante dela, deste lugar e destes caminhos, que hoje se encontram mais uma vez, afinal...

Sou Paulo, sou Paulinho, da Viola e da Portela.

E tenho muito orgulho em contar esta história para vocês, afinal... “o meu coração se deixou levar.”

E, agora, o mesmo trem que me trouxe, me leva de volta, e continuo batucando, não mais como Paulo Benjamin fazia, mas como todos os Portelenses continuam fazendo ainda hoje, preservando a sua memória e o seu lugar, que eternamente será conhecido como a “Capital do Samba”.

“Madureiraaa, lá lá laiá.”

Paulinho da Viola,
pelas mãos de Paulo Menezes (e mais uma vez os caminhos se cruzam).

Este enredo é dedicado aos noventa anos da Portela e a todos os portelenses que, infelizmente, não estão mais entre nós, mas que continuam abençoando a Portela lá de cima, do Olimpo dos sambistas.

Enredo e pesquisa: Paulo Menezes e Carlos Monte

(Fonte: PortelaWeb)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Final de Semana - "Coisas do Mundo, Minha Nega"



Já havia algum tempo que um dos meus compositores favoritos, Paulinho da Viola, não aparecia por aqui. Então é hora de relembrar, se deleitar, aprender o supra sumo da poesia e acompanhar a história contada em "Coisas do Mundo, Minha Nega", nossa música de hoje.

A versão que apresento é do DVD "Paulo Cesar Baptista de Faria" (nome de batismo do cantor e compositor), especial de televisão de 1980 e relançado recentemente em cd.

"Coisas do Mundo, Minha Nega"
(Paulinho da Viola)

"Hoje eu vim minha nega
Como venho quando posso
Na boca as mesmas palavras
No peito o mesmo remorso
Nas mãos a mesma viola onde eu gravei o teu nome (bis)
Venho do samba há tempo, nega
Venho parando por ai
Primeiro achei zé fuleiro que me falou de doença
Que a sorte nunca lhe chega
Que está sem amor e sem dinheiro
Perguntou se não dispunha de algum que pudesse dar
Puxei então da viola
Cantei um samba pra ele
Foi um samba sincopado
Que zombou de seu azar

Hoje eu vim, minha nega
Andar contigo no espaço
Tentar fazer em teus braços um samba puro de amor
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor
(bis)

Depois encontrei Seu Bento, nega
Que bebeu a noite inteira
Estirou-se na calçada
Sem ter vontade qualquer
Esqueceu do compromisso que assumiu com a mulher
Não chegar de madrugada
E não beber mais cachaça
Ela fez até promessa
Pagou e se arrependeu
Cantei um samba pra ele que sorriu e adormeceu

Hoje eu vim, minha nega
Querendo aquele sorriso
Que tu entregas pro céu
Quando eu te aperto em meus braços
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço (bis)

Por fim achei um corpo, nega
Iluminado ao redor
Disseram que foi bobagem
Um queria ser melhor
Não foi amor nem dinheiro a causa da discussão
Foi apenas um pandeiro
Que depois ficou no chão
Não tirei minha viola
Parei, olhei, fui-me embora
Ninguem compreenderia um samba naquela hora

Hoje eu vim, minha nega
Sem saber nada da vida
Querendo aprender contigo a forma de se viver
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender
(bis)"


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Final de Semana - "Foi um Rio que Passou em Minha Vida"



Carnaval chegando, semana passada foram as marchinhas... Hoje temos aquela que é a maior homenagem que uma escola de samba já recebeu: Paulinho da Viola, "Foi um Rio que Passou em mInha Vida", feita para a sua querida Portela.

Muita gente pensa que a música é um samba enredo, por causa de sua estrutura. Entretanto, não o é.

Vamos à letra, abaixo. O vídeo é o esquenta na Sapucaí em 1998, último ano em que foi apresentado como tal. Aliás, eu já perdi uma namorada por causa desta música há anos atrás, mas esta é uma história que conto depois.

"Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração
Tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar...

Porém! Ai porém!
Há um caso diferente
Que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de Carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém
Que não me lembro anunciou
Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou...
Ah! Minha Portela!
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar

Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar!"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Final de Semana - "Timoneiro"



Mais um final de semana se iniciando, semana de chuvas fortes, sexta feira complicada, vamos de Mestre Paulinho da Viola para iniciar bem o repouso remunerado semanal: "Timoneiro". Uma homenagem a seu aniversário, completado nesta semana.

Paulinho sempre é uma boa pedida. Em quaisquer circunstâncias.

Timoneiro
(Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho)

"Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Música para o Final de Semana

Pra começar bem o final de semana, uma música que, para mim, é um auto-retrato.

Meu Mundo é Hoje
Composição: Wilson Batista - José Batista

Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim eu sou assim
Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim eu sou assim

Meu mundo é hoje
Não existe amanhã pra mim
E sou assim
Assim morrerei um dia
Não levarei arrependimentos
Nem o peso da hipocrisia

Eu sou assim...

Meu mundo é hoje...

Tenho pena daqueles
Que se agacham até o chão
Enganando a si mesmos
Com dinheiro, posição
Eu nunca tomei parte
Desse enorme batalhão
Pois sei que além de flores
Nada mais vai no caixão"

Você pode ouvir a gravação do grande Paulinho da Viola aqui.

Abaixo, o vídeo com a música, trecho do espetacular documentário "Meu Tempo é Hoje":