O leitor do Ouro de Tolo estava com saudade de nossas promoções, não é mesmo? Pois elas voltaram.
Em parceria com a Assessoria de Comunicação da Acadêmicos do Salgueiro, representado pela sua assessora Flávia Cirino -
entrevistada recentemente aqui - estaremos sorteando três camisas da agremiação, referentes ao enredo da agremiação para o carnaval 2012.
A Academia do Samba virá com o enredo "Cordel Branco e Encarnado", sobre a literatura de cordel, de autoria do grande carnavalesco Renato Lage.
Para participar é simples: basta deixar na área de comentários uma mensagem com nome, cidade, endereço de e-mail e deixar uma frase - que pode ser sobre o Salgueiro, sobre escolas de samba ou este Ouro de Tolo - além de qual delas prefere: a branca, a laranja ou a preta - nas fotos.
As três melhores frases, que serão selecionadas em conjunto por mim e pela assessora de imprensa da escola levam a camisa. O resultado sai, no máximo, até segunda feira.
A promoção está aberta a todos, com exceção de parentes meus. Participe!
Abaixo o leitor pode conferir a sinopse do enredo do Salgueiro para 2012:
"Cordel Branco e Encarnado"
SALGUEIRO 2012
(Cheio de poesia, imaginação e encantamento) apresenta:
Cordel Branco e Encarnado
Minha “fia”, meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um “cadim” de inspiração
Que eu começo a versar
Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!
Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno o os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia
E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei
Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei
Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente
Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião
E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação
Pra viajar no meu verso
É preciso ter “corage”
Vai que um bicho perverso
Surge que nem “visage”?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas “image”!!
Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!
Valei-me meu “padim” Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!
E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval
Ao ver chegar a tal hora
Da minha “alegre” partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida
Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado
E agora eu vou sem medo
Fazer festa “de repente”
Vai nascer um samba-enredo
Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!
Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural