Mostrando postagens com marcador Blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blog. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Aviso aos leitores: Mudamos!


Amigos leitores: conforme avisado exaustivamente nos últimos dias, a partir de hoje, 1º de janeiro, o Ouro de Tolo está em novo endereço: www.pedromigao.com.br. Passe lá e confira o novo layout, com os textos de sempre e atualização diária.

Aproveite também para alterar o seu arquivo de marcadores. Estamos juntos!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fim de Um Ciclo


31 de dezembro de 2012.

Após três anos e sete meses, este blog finaliza seu espaço na plataforma Blogger, na qual foi criada e sustentou-se até hoje. Estamos partindo para um domínio próprio, apoiado na plataforma WordPress, significando uma evolução no caminhar deste espaço. Novas facilidades, novo visual - embora tradicional - e o início de um caminho que visa, futuramente, profissionalizar o blog e os colunistas.

No início, era algo exclusivamente meu, com minha forma de pensar. Aos poucos foi se transformando no que é hoje: uma espécie de revista eletrônica, com assuntos variados, pontos de vista diversos e que tem a democracia e o respeito à diversidade como cláusulas pétreas. Guardadas as devidas proporções, uma espécie de "No Mínimo" amador.

O leitor mais atento já deve ter percebido que tive um ano de 2012 bastante complicado, com problemas por todos os lados, em todos os campos da vida. Mas coube a este blog alguns dos poucos pontos altos deste turbulento ano.

O primeiro deles, como se pode conferir acima, foi o artigo publicado na segunda feira de carnaval no jornal O Dia, versão resumida de post publicado aqui. Era um sonho de criança que eu tinha e que se realizou. Em novembro tive outro artigo publicado, no mesmo jornal, como desdobramento deste primeiro.

O segundo foi o convite para a gravação, em maio, do programa "Loucos por Futebol", da Espn (abaixo). A reprecussão alcançada foi bastante positiva.


Foram pouco mais de 380 mil visitas neste período, com pouco menos de 190 mil somente em 2012. Conto com os leitores nesta nova fase, sob o endereço www.pedromigao.com.br. 

Aproveito para agradecer a todos os colunistas pela colaboração, sejam os atuais, sejam os inativos. E também aos leitores!

Encerro convidando para, a partir de amanhã, nos acompanharem no novo endereço. Um Feliz Ano Novo a todos, inversamente proporcional ao que foi meu 2012, é o que desejo. E não se esqueçam de atualizar seus marcadores!

Relembrando: www.pedromigao.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2012

Orun Ayé - "Retrospectiva 2012"


Neste domingo, a coluna "Orun Ayé", do compositor Aloisio Villar, faz um balanço de 2012, além de falar sobre a mudança do blog para o novo endereço, a partir da próxima terça feira.

Lembrando aos leitores que o Ouro de Tolo estará no www.pedromigao.com.br. a partir da próxima terça feira.

Retrospectiva 2012

E chegou o fim do ano. Não o fim do mundo: esse foi adiado novamente. Mas o ano de 2012 termina amanhã e, como diz Simone, “o ano termina e nasce outra vez”.

Espero que vocês tenham ido bem de Natal e que igualmente quanto ao ano de 2012. Todos nós, quando chegamos nessa época do ano, costumamos fazer uma reflexão do ano que passou. Muitas vezes culpamos o ano por nossos fracassos, achando que como por encanto virando para 1º de janeiro a vida irá melhorar. Aí teremos outro ano ruim e culparemos o ano seguinte, quando não notamos ou preferimos ignorar que mudança de ano nada mais é que uma mudança no calendário.

A vida só muda se fizermos algo nesse sentido.

Mas a virada de ano, que por si só não representa nada, pode sim servir de estímulo, até porque quando chega o mês de dezembro a chance que alguma coisa mude é pequena - a não ser que se ganhe na Megasena da virada. Mas a sensação que o 1º de janeiro traz é que tem todo um ano pela frente, o que não é mentira: realmente tem, então podemos transformar nossas vidas. 

Em que você precisa transformar? Que balanço faz de seu 2012?

Eu sempre fiz esse balanço na página principal de meu orkut, como o google acabou com ele farei aqui.

2012 está longe de ser o pior ano de minha vida. Tive anos muito piores, como 1995 e 2005. Por coincidência dois anos terminados em cinco: começo a temer por 2015, mas foi um ano frustrante. 

A gente costuma romancear quando passa aos outros como foi nosso dia ou ano: não farei isso. Foi um dos anos mais decepcionantes da minha vida, onde eu esperava muito mais.

Começou com finalmente eu tendo meu nome em um samba da União da Ilha. O sonho de uma vida.

Mas sei lá, não deu o “start”. Emocionei-me sim com o começo do desfile, deixei algumas lágrimas rolarem, mas confesso que foi menos do que sempre esperei. Não sei se foi por causa da junção ou o modo frio como uma escola do grupo especial lhe trata, mas a emoção não veio.

O desfile da escola não ajudou muito. A União da Ilha estava linda, mas fria, espero que isso mude para o carnaval 2013. 

[N.do.E.: desfilei na União da Ilha e concordo com o colunista.]

O carnaval 2013 também trouxe decepções. A disputa da União da Ilha foi decepcionante demais, mas como eu disse em uma coluna anterior, por culpa nossa. Erramos no samba, erramos na parceria e principalmente: cometemos erros que custaram amizades.

Nessa disputa perdi uma amizade muito importante para mim em erro que cometi e vi que nunca uma disputa de samba-enredo pode estar acima de uma amizade. Até porque não será a escola de samba que estará ao seu lado quando precisar, e sim um amigo.

A disputa do Acadêmicos do Dendê também foi uma grande decepção. Aí não com a gente, mas com a escola, que mostra que é profissional por um lado e amadora por outro. Tentam justificar com mil desculpas nossa derrota, quando o mais correto era dizer “escolhemos outro samba porque gostávamos mais dele”. É tão simples: mas as vezes o simples parece impossível.

Como é simples ganhar um carnaval quando você desfila melhor que as outras e ganha 10 em todos os quesitos. É impossível vencer quando a escola coloca cinco ritmistas a menos que o permitido e a escola sai com menos um ponto na apuração.

Nem tudo foi ruim no samba. Finalmente voltei a vencer no Boi da Ilha, minha escola do coração. Foram quatro anos de jejum, mas a vitória veio de uma forma acachapante como a maioria que tivemos na escola e o orgulho de saber que o Boi irá com um grande samba pra avenida.

A escola vem sofrendo enormes dificuldades desde que caiu pra Intendente Magalhães. Esse ano fez um bom desfile, mas problemas off desfile quase desceram o Boi de grupo. Enfocando 2013 aumenta o drama, com a escola desfilando quase no mesmo horário que a União da Ilha. Terá problemas para arrumar desfilantes, mas boiadeiro tem raça, se esmera.

Foi um ano que o samba me proporcionou muitas coisas, a realização de alguns sonhos materiais, que poderia ter rendido mais... Mas pelo menos acabou com a ilusão que eu tinha e muitos ainda tem de achar que a vida muda quando ganha no Grupo Especial. Não, não ganha e esse dinheiro não faz de ninguém milionário.

Mas não posso me queixar, aproveitei bem. 

Também não posso me queixar de meu lado escritor. Apesar de não ter sido um dos meus melhores anos como compositor de samba-enredo, foi um ano que gostei como escritor em geral. Juntando livros, peças de teatro e colunas (seis por mês no blog) foram quase duas mil folhas escritas em 2012.

Muitas das coisas que escrevi estão na internet. No site Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br/autores/aloisiovillar) e no Ouro de Tolo com as colunas semanais aos domingos sobre fatos do dia a dia - e quinzenalmente os contos de sábado.

Acho que escrevi coisas muito boas, inclusive aqui no Ouro de Tolo. Um exemplo foi o conto “fabricando carnaval”, sobre a Acadêmicos do Gato Molhado, que até fez a vida imitar a arte: alguns meses depois o candidato a prefeito Marcelo Freixo quis debater os enredos das escolas. No dia seguinte ao conto tive a coluna “O lado negro do Brasil” publicada e tendo grande repercussão. Foram os textos que escrevi com mais repercussão positiva nesses quase dois anos.

E acho que estão satisfeitos com o que estou escrevendo porque ganharei mais um espaço no blog, o que me honra muito.

Vida sentimental: turbilhão como sempre. Encontros relâmpagos, certo afastamento que me incomoda, mas não posso fazer nada porque a vida anda. Não teve nada muito marcante - para o bem e para o mal - e não sei até que ponto isso é bom. Mas teve seus momentos de euforia e depressão que. pelo menos. ajudam meu lado escritor. Saúde poderia ser melhor, a tal da hérnia disse que veio pra ficar, enfim, como eu disse, 2012 poderia ser melhor.

Mas teve uma pessoa.

A Bia, que os leitores já sabem bem quem é. Não me deixa esmorecer, não permite que eu deixe a peteca cair nem que eu me declare derrotado enquanto ainda estão rolando os dados. Ela é o meu sorriso em momento triste, minha alegria na depressão, minha gargalhada no choro, minha vida na morte.

Não sei se ela sentiu que não fui tão feliz nesse ano porque ela se aproximou demais de mim, principalmente nesses últimos meses quando o ano pesou mais e eu digo a vocês: querem um motivo para viver, para acordar todos os dias e lutar, para ser feliz? Tenham filhos. A Bia é meu projeto mais bem sucedido, meu momento mais feliz.

Acho que o ano do país em geral não foi muito diferente do meu. Um ano que não foi ruim, mas que poderia ter sido melhor. Mensaleiros finalmente foram julgados, a miséria e a pobreza diminuíram no país, o Brasil parece estabilizado, mas o PIB cresce pouco.

Ano de perdas fortes, como Chico Anysio, Millor Fernandes, Hebe Camargo, Marcos Paulo, Oscar Niemeyer e outros. Ano onde perdi meu grande parceiro Dãozinho, o primeiro que acreditou em mim como compositor. Ano de vitórias no vôlei, rame rame no futebol, alguns brilhos nas Olimpíadas e a certeza que há muito para melhorar até 2016.

Ano que o mundo não acabou, mas o Corinthians foi campeão da Libertadores... As duas situações são impressionantes. 2012 não foi bom para a torcida do Flamengo, foi muito bom para a torcida do Fluminense, médio para a do Vasco e o de sempre para o Botafogo. 

Ano que elegemos novos prefeitos e vereadores na esperança que sejam novos mesmos e não venham com a velha e fedida politicagem de sempre. O Brasil merece mais que isso.

Como diria a União da Ilha: enfim, o que importa é amar. Espero que haja mais amor em 2013.

Amor pelo país, pelo mundo, por nossos semelhantes, pelos filhos que dependem de nós para formarem caráter e retidão, aos pais que sempre cuidaram da gente e chega uma hora que eles necessitam da reciprocidade, àquela pessoa que chamamos de alma gêmea para que não lhe percamos no tempo e no espaço.

E principalmente o maior amor de todos. O amor próprio.

Sem ele não alcançamos nenhum desses amores citados acima. Sabem qual outro amor que pode ajudar também? O amor a Deus. Mesmo que você não acredite Nele, mas não é bom às vezes pensarmos que não estamos sozinhos nessa caminhada e tem Ele para nos amparar e ajudar quando necessário?

Podemos não acreditar em Deus, é direito do ser humano; mas que Ele sempre acredite em nós, isso é importante a meu ver.

Essa não é simplesmente a minha última coluna do ano. É também a última coluna do blog Ouro de Tolo em 2012 e mais: tenho a honra de escrever a última coluna sob o domínio http://pedromigao.blogspot.com. 

A partir de 1º de janeiro, depois de amanhã, iremos ao domínio www.pedromigao.com.br e nessa coluna derradeira minha, do ano e do domínio, agradeço a você Migão pela confiança de me dar um dia da semana do blog para escrever minhas asneiras... Que depois se transformaram em dois e agora com mais um espaço no ano que está raiando. Você foi o primeiro a me dar espaço para escrever e nunca esquecerei isso, nem sua amizade: que para mim é eterna.

Acredito ser o único colunista do blog que não é especialista em nada [N.do.E.: é sim: sobre o dom da criação artística]. Não tem uma linguagem tão técnica sobre determinado assunto e não sei se isso é bom ou não. Escrevo com o coração, com o instinto, tentando atingir esses lados de vocês leitores e espero que esteja conseguindo. O blog é feito por pessoas muito capazes e inteligentes, que nos permitem leituras deliciosas. Eu me sinto orgulhoso de estar nesse time dando minha humilde contribuição.

Ao contrário desse ano que está acabando. Que 2012 termine e com ele nossas mazelas e desesperanças, que venha 2013 para reforçar nossa energia e vontade de viver.

Feliz ano novo amigos. Hoje é o novo dia, de um novo tempo que começou. 

Tim Tim. Ih, está dando fora da área de cobertura...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os Loucos Adoráveis da Rede - por Aydano André Motta


Uma tradição dos aniversários deste blog é a presença de um artigo escrito por um convidado, que seja uma pessoa influente em seu ramo de atuação e com quem eu tenha relações de amizade.

Continuando a tradição, este ano o artigo é assinado pelo meu amigo e jornalista Aydano André Motta (foto), Editor da prestigiosa coluna do "Ancelmo Góes" do jornal O Globo e também um dos responsáveis pela cobertura de carnaval. Aydano já foi entrevistado pela coluna "Jogo Misto", ano passado.

Ao contrário dos também jornalistas Marco Aurélio Mello e Milly Lacombe, convidados respectivamente do primeiro e do segundo aniversários, Aydano optou por um texto sobre o próprio blog, com palavras que muito me honram.

Vamos ao texto do jornalista, com os agradecimentos do blog.

Os Loucos Adoráveis da Rede

A internet chegou para (entre vários outros predicados) tornar a comunicação mais democrática, acessível, plural. Estão encerrados os dias de domínio absolutista dos donos da mídia tradicional: um grupo seleto de semideuses que, por décadas, forjou governantes, impôs tendências, determinou caminhos e, sobretudo, pulverizou todos os adversários que lhe apareceram pelo caminho. 

Graças à evolução tecnológica, o jogo mudou. Hoje, qualquer vivente com acesso a um computador e a uma conexão tem direito a opinar, protestar, ponderar, contestar, promover, propor - falar, enfim. Agora, quem sua a camisa correndo atrás da modernidade são os mamutes, que cada vez têm mais companhia na batalha da informação.

No bojo da era digital revelaram-se artistas preciosos como Marcelo Adnet; disseminaram-se bobagens deliciosas como a dupla do "Para nossa alegria"; surgiram celebridades involuntárias como Luiza, a que estava no Canadá; apareceram e sumiram incontáveis talentos que, com a câmera do celular ou o teclado do computador, desfilaram sua arte ou, simplesmente, deram vazão ao desejo absolutamente humano de ter voz. São eles, todos, os fiadores da democracia na informação que, afinal, chega na marra ao Brasil.

E tem os malucos.

Loucos adoráveis, que se entregam diletantes à batalha pelo bem informar, para eles algo com valor de cruzada. Ganham a vida em outras atividades, mas se desdobram em tempo e força para manter seus espaços ativos e alimentados, com opinião e atitude, convicção e capricho, numa profissão de fé comovente, por voluntária.

Entre os doidos, escala-se este Ouro de Tolo. Insulano, economista, portelense e rubro-negro (não necessariamente nessa ordem), Pedro Migão sustenta este blog com cara de revista, oferecendo um cardápio de assuntos pronto a ser degustado por leitores de bom gosto.

Gato mestre de cerveja, criticamente zeloso com a Petrobras (orgulho brasileiro que lhe garante o sustento), assumidamente paranóico com juízes e jurados na disputa de bola e samba, Migão consegue a façanha de fazer do seu sítio na rede um porto seguro e agradável, que apruma qualquer navegação.

Destrinchar o balanço patrimonial do Flamengo, numa trabalhosa e comovente jornada movida a paixão; analisar com profundidade os enredos das escolas de samba cariocas; fiscalizar, como o sentinela mais diligente, as muitas barbeiragens da nossa imprensa. Nada escapa ao editor deste ouro virtual que nada tem de tolo. Podia ter um pouco mais de boa vontade com a Beija-Flor, a escola do signatário. Mas é pedir demais.

Como se diz na linguagem digital, #fato: os três anos de atividade do blog que promete ir "sempre em busca do inusual" são um presente aos leitores. 

Vida longa!

1.096 dias de Ouro de Tolo


Eis que este blog chega a seu terceiro aniversário. Como um filho que ganha vida própria, deixou de ser um espaço onde bastavam minhas motivações pessoais para se transformar em uma verdadeira revista eletrônica, com colunistas e voltado à diversidade de assuntos e pensamentos. Nesses 1.096 dias de vida o Ouro de Tolo teve aproximadamente 250 mil acessos únicos, 1.725 postagens - contando com essa - e 3.381 comentários de leitores.

Desde que o Ouro de Tolo ganhou este formato atual de revista sempre teve atualização diária, à exceção da Quarta Feira de Cinzas deste ano. Faça chuva ou faça sol sempre há um post novo, seja meu, seja de colunistas, realçando a diversidade, a democracia intrínseca e buscando sempre o lado inusual das coisas. O direito à opinião é sagrado neste espaço.

O leitor deve ter percebido que, ao contrário dos outros anos, eu não mudei o layout deste Ouro de Tolo no terceiro aniversário. Explico: o blog brevemente migrará para um domínio próprio, mas questões de tempo e especialmente financeiras fizeram com que o projeto sofresse um atraso. Minha expectativa é estar no endereço próprio em julho ou mais tardar agosto.

No último ano tivemos algumas conquistas: a média de acessos únicos diários subiu bastante - hoje está em pouco menos de 13 mil mensais, o post sobre a profissionalização das escolas de samba teve uma versão reduzida publicada no jornal O Dia - que pode ser vista aqui - e na última semana participei do programa "Loucos por Futebol", da Espn Brasil (que, aliás, terá sua última reprise hoje às 20 horas, canal 70 da Net).

Só tenho a agradecer. Aos colunistas, pelos artigos sempre inteligentes e com assuntos diversos. Aos blogs parceiros pela confiança. E aos leitores por prestigiar este espaço e pelos comentários sempre enriquecedores. Para a sequência, além da mudança de endereço pretendo retomar as colunas "Resenha Literária" e "Samba de Terça". Esta última sofreu sobremaneira com a minha total falta de tempo para fazer a pesquisa adequada que se impõe.

Aproveitando o ensejo, temos dois espaços para colunistas que queiram fazer parte de nossa equipe, ambos para peridiocidade quinzenal. Interessados basta passar um e-mail com uma proposta de coluna.

Encerro esta "prestação de contas" aos leitores reafirmando as características do Ouro de Tolo: a pluralidade, o respeito ao pensamento e à opinião do outro, o sagrado direito de discordar, a democracia, o contraditório e sempre buscando o lado inusual das coisas. Olhar o que todos olham não nos interessa: o importante é levantar o véu da superficialidade e analisar os movimentos e fatos de forma mais profunda. Pode parecer pretensioso, mas é sempre uma busca - o que não significa que sempre a consigamos.

Que venham mais três, mais trinta, mais trezentos anos - não, aí não tem como. Sempre sem apelar à audiência fácil e se mantendo como um espaço de descoberta e especialmente de reflexão, com opinião própria e posicionamentos firmes. Não tenho a menor pretensão de ser imparcial neste espaço - mas tenho o compromisso de mostrar todos os ângulos da questão e dar voz a quem pensa diferente. Isto é democracia.

Obrigado! E vamos em frente!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Médica e a Jornalista - "Feliz Aniversário, Ouro de Tolo!"


Continuando a nossa programação especial de aniversário, a coluna "A Médica e a Jornalista" da Anna Barros faz um balanço de sua participação no time de colunistas do blog. Só tenho a dizer que eu é quem tenho de agradecer, pois sua coluna está em um dia ingrato para quem escreve na internet - o sábado - e nem assim ela deixou a peteca cair.

Feliz Aniversário, Ouro de Tolo!

Toda época de aniversário fazemos um balanço e foi assim que me peguei quando o Pedro Migão me pediu para escrever uma coluna relacionada ao terceiro aniversário do Ouro de Tolo, que será celebrado nesta terça-feira, dia 15 de maio.

Foram tantas colunas prazerosas que nem dá para escolher uma especificamente para ilustrar esse momento especial. Talvez a que tenha falado de Filosofia e a minha visita à Espn tenham sido as que mais me tocaram, mas todas aquelas que falaram de temas de Saúde também me marcaram porque eu partilho conhecimento de algo que me é muito caro. Tenho amor pela Medicina e paixão pelo Jornalismo. Não me vejo dissociada de uma carreira, muito menos de outra.

Pedro sempre me deu liberdade para escrever sobre o que eu quisesse. Até do Vasco eu escrevi aqui no Ouro de Tolo quando o Gigante da Colina foi campeão da Copa do Brasil em junho de 2011.

Quando ele me convidou, em novembro de 2010, fui tomada pela surpresa. Eu ia me formar e precisava me manter na ativa, escrevendo e toda pessoa que vive de escrita precisa de visibilidade. Foi por causa desses fatores e do blog ser tão interessante que topei o desafio e aceitei o nome da coluna - A médica e a jornalista, sugerido pelo próprio Pedro, que de editor simplesmente virou amigo. Aquele amigo de todas horas, de Google Talk, de tentativas de ir no seu aniversário e de suas filhas, de telefonemas, de twitter, de discordâncias, de times rivais. Um relacionamento saudável que só me fez crescer. Como o Ouro de Tolo! Que foi parar até no Loucos por futebol, um dos programas mais legais de se assistir na Espn Brasil, um dos meus canais favoritos.

Interessante que encontrei o Pedro na fila da Bienal do Livro e até hoje não conseguimos marcar aquele almoço para jogar conversa fora. Tentaremos reparar esse erro assim que for possível.

Nessa data especialíssima, eu desejo vida longa ao Ouro de Tolo e declarar que muito me honra fazer parte do time de colunistas. É a minha primeira coluna assinada, mesmo que no mundo virtual, nesse grande painel - "um museu de grandes novidades", como diria o genial poeta Cazuza - que é a internet.

Me sinto querida e prestigiada pelo Pedro e pelos leitores do blog. Aproveito para agradecer ao jornalista Lédio Carmona porque conheci o Pedro no Blog Jogo Aberto na época da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Não imaginava que daquele encontro virtual frutificasse uma parceria de trabalho tão intensa e que me desse tanto prazer estar envolvida.

É difícil falar de sentimentos, ainda mais agora que estou me recuperando de uma pneumonia mais sinusite, que quase me derrubaram. Mas toda vez que falo ou penso no Ouro de Tolo, uma coisa é certa: um sorriso não me sai dos lábios!

Parabéns, Pedro. Parabéns, colunistas! Parabéns, leitores!

Forte abraço e até a próxima,
Anna Barros

Bissexta - "Muito Ouro, Poucos Tolos"


Nesta segunda feira, véspera do aniversário do blog, a coluna "Bissexta", do advogado e grande amigo dos oficiais de justiça Walter Monteiro (em foto comigo ao final deste post, em Canela), fala um pouco não somente do blog como especula os motivos que podem ter me levado a batizá-lo com este nome.

Como expliquei no programa "Loucos Por Futebol" - que, aliás, terá reprises hoje às 17:30 e às 02 da manhã e amanhã às 20 horas, na Espn Brasil - o título do blog vem sim da canção, em especial do sentimento que Raul Seixas expressa de ter conquistado tudo em termos materiais mas ainda se sentir vazio. 

Era o que sentia àquele momento, de certa forma ainda um pouco hoje - mas sobre isso falarei amanhã. Se fosse resumir em um verso da canção, seria nestes: "eu devia estar contente por ter um emprego / sou um dito cidadão respeitável / e ganho 4 mil cruzeiros por mês". Mas a canção como um todo representa o espírito inicial do blog.

Vamos ao texto, nesta programação especial de aniversário. Hoje, amanhã e quarta teremos vários posts e colunas especiais. O vídeo é uma versão da canção interpretada por Caetano Veloso, que eu não conhecia e gostei muito. Ele também vale pelas imagens dos tempos da ditadura e redemocratização do país.

Muito Ouro, Poucos Tolos

Eu já perdi a conta de quantos artigos escrevi aqui para o Migão. Um montão deles, é fato [N.do.E.: contando com este, são 75].

Até do aniversário do Blog eu já falei. Como tenho o péssimo hábito de não arquivar os textos que escrevo (ou arquivá-los de forma caótica, em diferentes computadores), preciso confiar na memória para não repetir em 2012 o que disse em 2011. Ou, pior ainda, desdizer agora o oposto do que disse antes, que é outra música do mesmo Raul que deu nome ao blog.

Aliás, por que cargas d´água o blog se chama Ouro de Tolo?

Nunca perguntei, nunca entendi. Eu conheci o Editor Chefe em uma lista de discussão de rubro-negros enlouquecidos. Tem loucos de todo gênero por ali, mas o Migão cumpre um papel muito especial: é o pessimista de plantão. Eu o conheço há quatro anos, mas tem quem conheça há 10 e durante toda essa década ouviu a mesma conversa monocórdica: o Flamengo será rebaixado, o treinador é um imbecil e tem sempre um jogador em particular para canalizar todo o ódio migônico.

Para quem conhece o Editor só dessas listas, só dá para concluir que o blog leva esse nome em homenagem aos versos “ah, mas que sujeito chato sou eu, que não acha nada engraçado”.

Hoje mesmo [N.do.E.: a coluna foi escrita na última sexta feira] tinha gente duvidando do Editor ao vê-lo sorridente em uma foto. Que fama, hein, caro Chefe?

Por outro lado, é possível imaginar que a inspiração venha de outro trecho: “eu devia estar sorrindo e orgulhoso, por finalmente ter vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada”. Assim são os colunistas aqui do blog, gente que venceu na vida, que não ganhou nada de mão beijada, que batalhou e correu atrás e hoje vive melhor que a geração dos pais.

Seria o caso da gente se ufanar a todo momento do sentimento do dever cumprido, sei lá, cultivar até um certo ar pedante para comemorar nossas conquistas. Mas a gente segue assim, sorrindo, preferindo dividir semanalmente com o leitorado nossas impressões da vida.

Porque a gente tem a grande vantagem de pelo menos saber que é “humano, ridículo, limitado, que só usa 10% da cabeça animal, acreditando contribuir com nossa parte para o nosso belo quadro social”. Será que foi daí que o Migão sacou o nome?

Sei lá, o Migão fundou o blog na perspectiva de dar vazão ao seu instinto produtor de ideias. Podem olhar lá no comecinho de tudo que ele postava freneticamente: entretanto, era um lance dele, das coisas dele, do modo dele ver o mundo.

Mas aos poucos o blog foi ganhando outra feição: foi virando uma revista eletrônica plural, onde convivem diferentes linhas de pensamento, onde os temas são muito variados, onde impera a diversidade.

E isso foi algo natural, não planejado, sem dificuldades intrínsecas. Bom, como o Editor Chefe é ranzinza, “ele deve estar contente por ter conseguido tudo que quis, mas decepcionado por ter sido tão fácil conseguir”. Daí a homenagem a Raul Seixas.

Eu olho esses versos, todos os versos, não consigo encontrar uma explicação definitiva. Eu acho até que na canção original o finado Raul começou bem, mas como terminou “vendo um disco voador no cume calmo do que seus olhos viam”, estava revelando a todos que concluíra a letra já embalado por seu passatempo predileto naquele comecinho dos anos 70, que era se entregar de corpo e alma às experiências psicotrópicas. Quem é que vê discos voadores por cima das “cercas embandeiradas que separam os quintais”? Só um doidão mesmo...

É curioso que uma letra, digamos, lisérgica, tenha batizado esse nosso bloguezinho. Eu digo nosso porque ele é uma construção coletiva, não apenas dos colunistas daqui, mas do público leitor, altamente qualificado. É uma delícia dialogar com os leitores daqui, é certo que há uma ferramenta louca que barra a turma de baixo potencial cognitivo já na entrada. Foi Raulzito quem desenhou, lá do céu, essa magia toda, que só deixa a gente enxergar ouro nessas páginas virtuais.

Porque, acreditem, apesar do nome um tanto quanto infame, o que menos se vê aqui no blog é gente tola.

Que venham outros aniversários. Ein Prosit!


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Loucos por Futebol

(Foto: Camila Peixoto)

Eu irei escrever post específico sobre a gravação do programa no início da semana que vem, mas queria fazer um convite ao leitor: acompanhar o programa "Loucos por Futebol", da Espn Brasil (Canal 70 da Net), que terá como assunto o Centenário do futebol do Flamengo - que se completa em 2012 - e do qual fui um dos convidados.

Será dia 12, sábado, às 22:30.

Reproduzo abaixo post do blog do programa no site da Espn, com as atrações e os temas do programa. A princípio as reprises serão segunda feira às 08:30, na madrugada de terça às 2 da manhã e na noite do mesmo dia às 20 horas.

Além de falar sobre o tema do programa também discorri sobre este blog e mostrei algumas peças de minha coleção de artigos rubro negros.

Conto com a audiência dos leitores!

Vamos ao post da Espn:

Loucos homenageia centenário do futebol do Flamengo

por Loucos por Futebol para o ESPN.com.br

Foram doze anos desde a fundação do Flamengo, em 1895, até a chegada do futebol ao clube, em 1912. A história desta paixão, que começou com uma goleada, você vai conhecer no Loucos por Futebol deste sábado (12 de maio).


Loucos por Futebol com a participação do economista e blogueiro Pedro Migão

Direto do Rio, o pesquisador, escritor e rubro-negro Marcelo Abinader mostra números e curiosidades sobre os cem anos de futebol do Mengão.

No estúdio, um convidado maluco pelo Flamengo: o economista e blogueiro Pedro Migão.


Pedro Migão no Loucos por Futebol

João Máximo fala sobre os 80 anos do craque Dino Sani, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1958.

Na Crônica de Roberto Porto, o lado engraçado de outro aniversariante: Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol.

Em Brasília, Marcelo Duarte visita uma barbearia feita especialmente para Loucos por Futebol.
Quer mais? Então fique ligado...

Loucos por Futebol – sábado (12/05) às 22h30.
Reprises: consulte a programação no site.


Loucos por Futebol neste sábado, às 22h30

domingo, 8 de abril de 2012

Orun Ayé - "Um Ano"


Neste domingo, a coluna "Orun Ayé", do compositor Aloisio Villar, faz um balanço do primeiro ano de coluna. 52 textos, 52 semanas, sem faltar uma sequer.

O que tenho a dizer é que a prosa do colunista é que abrilhantou o Ouro de Tolo neste último ano, conquistando um público fiel. E o trabalho de edição que faço é apenas ortográfico e de estilo, sem censurar ou mudar conteúdo. A democracia é um valor inalienável deste espaço e assim deve ser.

Passemos ao post.

Um Ano

Pois é, manolos: parece incrível, mas nessa última semana esse pequeno espaço que tenho aos domingos no blog Ouro de Tolo completou um ano. Um ano no ar, um ano sem tirar sem falhar em nenhuma semana. 

Com essa são cinquenta e duas colunas ininterruptas e me pergunto como tive tanto assunto assim para escrever aqui. Evidente que em algumas semanas estive mais inspirado, outras não, mas no geral me sinto feliz por esse ano que passou. 

Eu já tivera alguns contatos com o blog. Havia dado uma entrevista para ele em 2010 se minha memória não falha [N.do.E.: na verdade, foi em fevereiro de 2011. Pode ser lida aqui] e sentia necessidade de escrever e postar as coisas que sinto. No começo de 2011 minha vida era uma grande avalanche emocional e pensei em criar um blog para escrever. 

Mas um blog novo feito por alguém que não entende tanto de internet não teria muito público, mesmo assim criei o blog e lá postei três livros que escrevi no espaço de onze meses. Na verdade estou terminando o sexto, escrever tornou-se um vício para mim. 

Em http://aloisiovillar.blogspot.com estão esses três livros: no futuro colocarei poesias. Aproveito para fazer meu merchan aqui... 

Com essa necessidade de escrever e que me lessem lembrei-me do Migão que tinha o Ouro de Tolo. Ofereci-me para ser colunista do blog e ele prontamente aceitou. 

Por coincidência a primeira coluna que foi ao ar no dia 3 de abril de 2011. Ela marcava pela proximidade o sexto aniversário da morte de minha mãe, que ocorreu em 4 de abril de 2005. 

Aproveitei essa coincidência e como primeira coluna escrevi sobre uma situação 'sui generis', onde o Migão soube antes de mim da morte dela e quase que sem querer me comunicou o acontecido. 

A coluna não ficou muito boa, nunca fizera uma e tinha tão pouca noção que nem título a ela dei, com o Migão ficando encarregado da missão. 

Na segunda semana ocorreu a tragédia em Realengo onde um ex estudante entrou no colégio localizado no bairro e realizou uma chacina. Escrevi sobre o caso em minha segunda coluna que ficou maior que a primeira e acho que ali comecei a colocar para fora o meu jeito de escrever. 

Mais quarenta e nove colunas sem contar com essa surgiram e falei de muitos assuntos, conseguindo nesse período colocar a marca que eu queria. 

O blog é forte, de excelente qualidade, onde se fala muito de política e economia e todos os outros ótimos colunistas falam de assuntos específicos, assuntos que dominam. Eu quis falar mais do cotidiano, o nosso dia a dia com angústias, incertezas e alegria que passamos, não apenas de samba e carnaval que são os assuntos que mais conheço. 

Não querendo me comparar porque estou muito longe dele eu gostava de ler as crônicas do Artur da Távola, brilhante jornalista e político que em vez de falar em política ou situações do jornalismo falava do cotidiano, falava diretamente à alma das pessoas. 

Eu não tenho esse dom, não tenho o brilhantismo do Artur, mas quis nesse período dividir emoções com vocês. Acho que algumas vezes consegui. Não foram poucas as vezes que alguém chegou e disse que estava emocionado com o que escrevi. 

Falei algumas vezes de amor, da felicidade e da dor que ele causa, falei da vida, religião, homofobia, internet, do Rio, de São Paulo e como todas essas coisas me marcaram ou me posicionaram em opiniões. 

Falei de minha infância, da importância de minha mãe e minha avó para o homem que sou hoje, de ex namoradas inesquecíveis, amigos e do surgimento da Bia, minha filha, na minha vida. 

Não escondi nada, contei nesse espaço não só vitórias, mas derrotas também. Despi-me de forças e rótulos, mostrando que sou um ser humano como outro qualquer que pode ser genial e imbecil, iluminado e obscuro, alegre e triste, bom e mau. 

Falei de samba também, evidente. Contei algumas vezes como surgiu meu amor pelas escolas de samba, minha vida de compositor, derrotas e vitórias nas escolas. 

Contei um pouco mais da história da União da Ilha, Boi da Ilha e Acadêmicos do Dendê, os bastidores de uma disputa de samba-enredo e por uma grande felicidade quem me acompanha aqui pôde ver nascer e acontecer um dos grandes momentos da minha vida, que foi vencer a disputa de samba enredo da União da Ilha do Governador pela primeira vez. 

Aqui também me emocionei relembrando minhas duas primeiras conquistas no carnaval. As vitórias no Boi da Ilha em 2001, com direito a Estandarte de Ouro e de 2002 no ano que comemorava dez anos dessa conquista. 

E criei uma coluna falando do samba da Portela para o carnaval 2012 que acho que foi a mais comentada que fiz. Tanto que o apelido “Barcelona dos sambas” pegou no meio do samba. 

Falei de futebol também quando citei a seleção brasileira numa coluna que contava meu desânimo com ela. 

Na semana da despedida de Petkovic do futebol fiz uma coluna para ele agradecendo ao ídolo que foi e durante esse período falei de outros ídolos meus. Ano passado de Ayrton Senna fazendo contraponto com a morte do Osama Bin Laden que foi no mesmo dia, dezessete anos depois. 

Ano passado também dediquei uma coluna a Wilson Simonal, em minha opinião o melhor e mais injustiçado cantor que o Brasil teve. Recentemente fiz mais duas colunas citando artistas que respeito, dois Chicos: o Buarque e o Anysio. Com o Chico Anysio e seu falecimento pela primeira vez fiz adendo a uma coluna depois que ela foi entregue. 

Falei esse ano de ídolos de infância como Zico e Nelson Piquet e de vilões que me marcaram como Alain Prost e Paolo Rossi. 

E a mais recente, uma das que mais gostei, fiz a pedido do Migão sobre o 1° de abril. Poucas vezes usei meu lado sarcástico e irônico, que é muito forte em mim nas colunas. 

Pelo que lembre apenas na “Samba-Enredo S.A.“, em que contei de forma irônica como era uma disputa de samba, na coluna em homenagem ao Migão por seu aniversário quando brinquei com ele e nessa última. 

Acho que evoluí nesse ano. Se não achasse que em um ano melhorei era melhor parar de escrever colunas e me dedicar ao twitter, que pelo menos em 140 caracteres é mais difícil escrever bobagens. 

E gosto desse espaço, me sinto bem escrevendo no blog onde tenho total liberdade - mesmo com o editor mala mexendo às vezes no que escrevo. É um blog democrático e que respeito muito. 

Só posso agradecer ao Pedro Migão, meu amigo e parceiro de samba por ter atendido meu pedido e me dado um dia por semana para escrever minhas besteiras - e a quem perde tempo lendo. Faço de coração e muita alegria e o fato de fazer esse exercício semanalmente há um ano me fez crescer como escritor em todos os sentidos, não apenas como colunista. 

Muito obrigado Migão, muito obrigado leitor e que esse nosso convívio dure ainda muitos anos. 


O Migão não me paga salário mesmo, não reclamará do merchan... risos

Orun Aye!!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Resultado das Promoções


E eis que, como um presente de Ano Novo, já temos os vencedores das promoções da camisa do Ronaldinho, do exemplar do livro "1981 - O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas" e dos exemplares dos livros "A Privataria Tucana".

Como sempre utilizei-me do site "Sorteios.PT" para fazer os mesmos. Foram 58 participantes no sorteio rubro negro, número bastante razoável tendo em vista a época do ano. Também como esperado, os posts sobre o clube foram os mais indicados, mas ainda assim tivemos uma gama bem razoável.

Sem mais delongas, passemos aos vencedores, que serão também comunicados por e-mail:

Camisa Autografada por Ronaldinho Gaúcho: Natália Alves (Santa Maria Madalena/RJ)
Livro "1981 - O Primeiro Ano de Nossas Vidas", também autografado: Lívio Souza (Niterói/RJ)
Livros "A Privataria Tucana": Talita Samistraro (Curitiba) e Marco Antônio Araújo (Rio de Janeiro)

Entrarei em contato por e-mail. Os vencedores da camisa e dos livros de fora do Rio de Janeiro receberão pelos Correios.

Agradeço a todos os leitores pela participação e breve teremos novas promoções.



Feliz 2012



Neste primeiro dia do ano, o Ouro de Tolo deseja aos seus leitores um Ano Novo de muita verdade, sem hipocrisia, sem falsidade e sem intolerância.

E, como já é carnaval, deixo para vocês o samba da Portela para 2012, em gravação que fiz em novembro por ocasião do churrasco da vitória oferecido pelos compositores.

Feliz Ano Novo!

P.S. Mais tarde, os resultados das promoções do livro "A Privataria Tucana" e da camisa do Flamengo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Promoção - Camisa Autografada do Flamengo (Ronaldinho)


E o Ouro de Tolo termina o ano com um grande presente para os leitores. 

Por cortesia de um amigo, que não se identifica, faremos o sorteio de uma camisa do Flamengo autografada por Ronaldinho Gaúcho. É um modelo utilizado nas finais do Estadual, com o número 10, tamanho G e o nome dele nas costas da camisa.


Para participar é simples: basta deixar na área de comentários nome, cidade, e-mail e um post que tenha gostado deste Ouro de Tolo. Aqueles que são meus seguidores no Twitter também concorrerão a um exemplar autografado do livro "1981 - o Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas", de autoria de Maurício Neves e que trata do mágico ano rubro negro de 1981. Para me seguir basta clicar aqui.


Como um presente de Ano Novo, divulgarei os premiados domingo, dia primeiro. Também divulgarei os ganhadores do livro "A Privataria Tucana". O leitor pode participar aqui da promoção.

Boa Sorte!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal


Neste 25 de dezembro, dia de Natal, o Ouro de Tolo deseja aos leitores e amigos que este festa tenha a doçura e a pureza das crianças, como as minhas filhas e paixões da minha vida Maria Clara e Ana Luisa (acima).

E que possamos reproduzir, sem hipocrisia, o espírito desta época do ano em todos os 365 dias, com menos hipocrisia, menos intolerância e mais paciência.

Como não poderia deixar de ser, a mensagem natalina deste Ouro de Tolo será um samba enredo: "Adelaide, a Pomba da Paz", da minha Portela, apresentado no carnaval de 1987. Abaixo a letra: reflitam.

Feliz Natal!

Adelaide, a Pomba da Paz

(Neném, Mauro Silva, Isaac, Arizão, Carlinhos Madureira )

Como se fosse magia
Nosso poeta alcançou
O afã da poesia
Foi aí que clareou
Clareou é do infinito
Oh ! Que tema tão bonito
Adelaide, a pomba da paz
Está escrito

Voa, voa, voa
Deixa a tristeza de lado
Voa, voa, voa
Vai levar o seu recado

Leia esse matutino
Vai mudar o seu destino
Disse o tucano falador
Preciso de um mensageiro
Que seja bem ligeiro
Que leve a paz aonde for
Pomba entre na floresta
Aproveite a hora é esta
De aliviar a sua dor
Ilumine a escuridão
Faz feliz o coração
De qualquer sofredor ôôô
São quatro letras que fazem sonhar
É o amor que se espalha no ar
Neste dia de folia
Sigam o exemplo dessa pomba
Desativem esta bomba
Pra ninguém se machucar

Amar é bom, amar é bom, é bom demais
É felicidade, é sinônimo de paz"

sábado, 26 de novembro de 2011

Resultado da Promoção - "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro"


E finalmente temos a promoção de livros e Cds de escolas de samba chegando a seu termo. Uma vez mais, utilizei-me do site "Sorteios.PT" para fazer o sorteio dos vencedores.

Foram 40 participantes. Como apenas três não acertaram optei por colocar todo mundo no sorteio, até porque o Renato Buarque acabou com a brincadeira cedo (risos).

Os cinco primeiros sorteados ganharam o livro, e os dois a seguir o CD do Grupo Especial 2012. Os vencedores do Rio e de Niterói deverão retirar os prêmios comigo, no Centro da cidade ou na Ilha do Governador. Os demais enviarei via Sedex.


Aproveito para colocar acima a foto original e a mesma tratada, da forma como foi para o livro. São as baianas da Viradouro deste ano de 2011, em foto tirada com uma Kodak de 14 Mega e embaixo de chuva torrencial.

Abaixo coloco as duas telas do sorteio, com os vencedores. Parabéns aos mesmos e brevemente teremos sorteio de camisa do Flamengo autografada por Ronaldinho Gaúcho.


E os vencedores:


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meu nome é Dezembro, mas pode me chamar de Hipocrisia


Nos últimos anos, tenho desenvolvido certa aversão às festas de Natal e Ano Novo, em especial depois que meus avós faleceram. O mito do Papai Noel renasce nas minhas filhas, mas a motivação ainda não é a mesma.

Todavia não falarei disso. Mas, sim, de uma verdadeira praga que ocorre todo mês de dezembro: a temporada anual de hipocrisia.

Como que por encanto, todos aqueles que foram canalhas o ano inteiro recebem um espírito bem aventurado e se transformam em verdadeiros santos, só faltando a canonização pelo Vaticano. É um tal de "felicidades" pra lá, "sucesso" pra cá, confraternizações mil...

Ambiente de trabalho, então, é bem isso. O sujeito pisa no teu pescoço o ano inteiro, quando chega dezembro dá uma de bom samaritano e deseja "feliz natal" e "feliz ano novo". Aí chega o dia dois de janeiro e volta a pisar no pescoço dos outros ou a vender a mãe (dos outros) para obter dez "merréis" a mais. Igual a festas corporativas, que ninguém quer ir mas acaba sendo voto vencido. Vai para fazer média ou para ver se fatura algum brinde - escassos nestes tempos de downsizing e disciplina de capital.

Sem contar que muita gente acaba se excedendo na bebida e na comida, dizendo e fazendo coisas incongruentes e criando a falsa ilusão de que "o mundo os ama". No dia seguinte sobram a ressaca e os sorrisinhos marotos dos colegas - se não ocorrer algo pior. 

Normalmente, adoto a tática  denominada pela especialista Glória Khalil como "4S": Surgir, Saudar, Sorrir e... Sumir. Permaneço o tempo indispensável em que minha presença se faz obrigatória: ou seja, até ter minha estada registrada em uma ou duas fotos.

Aliás, publiquei ano passado coluna com um "guia" de comportamento para estas festas - vale a leitura. Isto evita alguns comportamentos que podem, até, destruir a sua carreira na empresa. Já vi com meus próprios olhos situações deste tipo, sem dúvida alguma bastante constrangedoras. Evite estas verdadeiras arapucas - em geral associadas ao excessivo consumo de álcool.

Mas este não é o único aspecto da questão.

As pessoas deveriam mostrar-se como elas são. Não adianta nada desejar "boas festas", brindar naquele restaurante carésimo que o superior escolheu e distribuir sorrisos forçados a granel se no restante do ano ele só pensa em como se dar bem e puxar tapetes alheios. Cada vez o mundo é mais egoísta, mais individualista, menos solidário; o que torna ainda mais hipócrita este tipo de comportamento "altruísta" e "companheiro".

Outra questão irritante é o tal do amigo oculto. Acaba-se forçado a participar, aparentando uma coisa que você não é, provavelmente ganhando um presente que você não vai gostar ou, o que é ainda pior, aquelas listinhas com uma única opção que o forçam a atravessar a cidade em um esforço que talvez só se faria para suas filhas. No dia da entrega dos "presentes" ainda temos de sorrir aquele amarelo ao lado do infeliz que sorteamos ou o outro que nos escolheu - e deu uma "lembrança" absolutamente inútil na maioria das vezes. Isso quando não acontecem "papeizinhos frios", onde aquele puxa-saco habitual sempre tira o chefe ou é "sorteado" por este - aí ocorre aquele espetáculo constrangedor que todo leitor com alguma estrada na vida corporativa conhece muito bem...

Foco no ambiente corporativo mas isto vale para outros ambientes, onde acaba se tendo de ir a confraternizações onde não se tem a menor intimidade com as pessoas. Eu mesmo, este ano, terei de enfrentar pelo menos duas deste tipo - onde o desgaste de não ir acaba sendo maior do que engolir em seco e fazer cara de paisagem. E a cada ano estas festividades estão se iniciando mais cedo - final de novembro.

Será que é pedir demais querer que as pessoas também em dezembro sejam como são o ano todo ? Assumem-se uma série de compromissos não por querer estar no local, mas sim por uma "moral" absolutamente hipócrita e que denota uma conveniência absolutamente superficial e rasteira. E se você, em um rasgo de sinceridade, diz que não vai a um destes compromissos, é taxado de "individualista", "anti-social", "arrogante" e coisas correlatas. Ainda que durante o restante do ano tenha se mostrado solícito, companheiro e demonstrado total espírito de equipe.

Mais uma tremenda demonstração do mais puro espírito da cara de pau é a tal da "caixinha". O cidadão passa onze meses inteiros xingando aqueles que possuem funções menos remuneradas, mas dá uma gorjeta no final de ano para "se sentir menos culpado". Pragueja, defende o extermínio, acha um absurdo que frequente os mesmos lugares, mas no último mês do ano dá aquele "trocadinho" e pensa que está redimido de todo o seu comportamento natural nos onze meses anteriores. Acho o cúmulo.

Seria muito mais justo e muito mais humano se o comportamento verificado no mês de dezembro se repetisse 'ad eternum'. Ceder a vez no trânsito, respeitar as prioridades no trabalho, adotar um comportamento mais adequado, menos cínico e tendo por base a bondade e a cortesia. Não deixar o colega "vendido", assumir as próprias responsabilidades e seus próprios defeitos e erros, não exacerbar seus feitos e esconder os feitos alheios, não procurar vantagem em tudo... Educar nossas crianças com estes valores e não os do consumismo e da competição a qualquer preço.

Vale lembrar também o sentido comercial das festas, em especial o Natal. Ano após ano, dezembro após dezembro acabamos mais preocupados em encher os shoppings que realçar o sentido verdadeiro destas festividades: religiosidade, renascimento, reinício, reflexão, gratidão e balanço. Mesmo para mim, que não sou cristão, é uma festa religiosa, pois a data que na minha tradição equivaleria ao Natal - o nascimento de Meishu Sama, nosso Fundador - é no dia 23 de dezembro.

Entretanto ao passar de cada ano fortalece-se apenas a questão consumista, de comprar, comprar e comprar - daí vem a "verdadeira satisfação" da vida. Realça-se a ideia de que o ser humano é o que tem, não o que é. Resultado: centros comerciais absolutamente lotados, irritação extrema, tráfego insuportável, stress e uma dívida imensa no cartão de crédito para se iniciar o Ano Novo...

Voltando ao tema original, cada vez mais isto a que assistimos nesta época me irrita sobremaneira. Esta onda de bom mocismo, solidariedade e congraçamento tem a mesma base que um alicerce de areia para construir um prédio: nenhuma. E ao espocarem os fogos de primeiro de janeiro caem as máscaras e retorna-se à selva onde "salve-se quem puder"...

Infelizmente, de alguns compromissos - em especial os corporativos - não consigo escapar, mas me espanta a cara de pau demonstrada por alguns. Não passa de falsidade hipócrita.

Sinceramente, prefiro a companhia da família e dos amigos dos doze meses do ano. Muito melhor se todos assim o fizessem, já que não sabem agir de forma adequada de janeiro a novembro.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Promoção - "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro"

E o Ouro de Tolo está de volta com mais uma promoção.

Desta vez darei cinco exemplares do livro "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro", obra referência do pesquisador Sérgio Cabral e que ganha uma nova edição após a anterior de 1996.

Desta vez tive a honra de ter uma foto de minha autoria selecionada para ser a contracapa do exemplar, o que muito me alegra. E justamente esta foto que será o mote de nossa promoção.

Estou colocando no final deste post a foto que foi utilizada, já tratada - ou seja, está idêntica à forma que foi publicada. 

E para participar basta deixar na área de comentários uma mensagem com nome, cidade, e-mail, escola de samba para qual torce e o mais importante: de qual escola e ano é a foto da contracapa. 

Entre os acertadores, sortearei os exemplares, da seguinte forma: se forem menos de três acertadores, obviamente não haverá sorteio. Com mais ganhadores passa a haver. Se ninguém acertar todo mundo concorre, ou seja, deixe seu palpite mesmo que não tenha certeza.

Vale apenas um palpite por participante.

Mas tem mais: aqueles que forem meus seguidores no Twitter também concorrem a dois cds do Grupo Especial 2012, a ser lançado na próxima terça feira. Para me seguir basta clicar aqui.

Boa sorte!



P.S. - Estarei brevemente sorteando uma camisa do Flamengo autografada por Ronaldinho. Aguardem.

domingo, 6 de novembro de 2011

Orun Ayé - "Pedro Migão, o Conspirador"



Neste domingo, em um final de semana onde completei 37 anos, a coluna Orun Ayé, do compositor e publicitário Aloisio Villar, traz uma divertida "biografia não autorizada" do dono do blog, pelo menos em sua primeira parte. Divirtam-se.

O vídeo é um dos raros registros mais antigos que tenho, em churrasco da chamada "Academia do Samba" na Vila Olímpica do Salgueiro em 2000. Como os leitores podem notar, eu estava com muitos quilos a menos....

Bom, vamos ao texto.

Pedro Migão, o Conspirador

Hoje é uma coluna especial. Não que as colunas desses últimos sete meses não tivessem sido, mas hoje tem um toque todo especial, porque é em homenagem a uma pessoa. Acredito que a data de seu aniversário deveria ser um feriado - e se chamaria o “Dia Internacional da Teoria da Conspiração”. 

Nesse dia Elvis e Michael Jackson apareceriam para celebrar a data. O sósia de Paul McCartney finalmente assumiria que não é ele e o verdadeiro morreu nos anos 60 e seria confirmado oficialmente que Getúlio Vargas e Tancredo Neves foram assassinados. 

E para finalizar esse dia feliz Renato Abreu assinaria com o Vasco por cinco anos, escutas telefônicas comprovariam favorecimento ao Corinthians no campeonato brasileiro e à Grande Rio no carnaval carioca. Nilo Figueiredo daria uma entrevista coletiva anunciando que virou evangélico e assim entregaria a presidência da Portela ao Eike Batista. 

Essas coisas loucas todas ocorreriam em uma data que seria o dia internacional da conspiração. Evidentemente que não teria dia melhor para isso que o aniversário do petroleiro, messiânico e maluco Pedro Migão, o dono dessa “bagaça” aqui. 

Resumir Pedro Migão a um maluco que acredita em teorias conspiratórias e que por trás de tudo, até de um bom dia de um pipoqueiro tem uma grande armação internacional é muito pouco e injusto com ele. Migão é muito mais que isso. 

Além de acreditar nessas teorias Migão é chato, principalmente no twitter e ainda mais em jogo do Flamengo. 

Migão consegue a proeza que só árbitros de futebol conseguem: irritar todos os lados. Ainda mais quando começa com seus vaticínios pessimistas que junto com as teorias conspiratórias de que Globo, Record, CBF, FIFA, CIA, KGB, FMI, LIESA, ONU e o clube do Bolinha se uniram pra derrubar o Flamengo pode ter certeza que tem o poder de uma bomba atômica de chatice. 

Mas quem é o homem por trás do mito? 

Quer dizer, homem atrás do mito é modo de dizer, a não ser que ele venha exagerando naquelas garrafinhas de cerveja que abre em cada jogo. O que eu quis dizer é quem é o homem que a lenda mala e conspiratória esconde? Continua esquisito e com duplo sentido, mas enfim, vamos lá.. 

Pedro Migão nasceu mais ou menos em 1.500.00 AC e nos tempos das cavernas foi considerado o primeiro “homo conspiratorius” . Foi expulso de sua tribo depois que começou a espalhar que os desenhos nas cavernas na verdade eram esquemas táticos do técnico Wanderley Luxemburgo para derrubar o Flamengo, além de dizer que a morte dos dinossauros teve a ver com a família Sarney. 

O tempo passou e Migão vagou até o antigo Egito. Ousou dizer que as pirâmides eram obras super faturadas e Cleópatra corrupta. Foi preso e mandado pra Roma onde foi amante de Marco Antonio e Julio Cesar [N.do.E.: este último ponto é inverídico]. Também foi expulso de Roma ao fazer xixi dentro da banheira em um dos banhos termais e jurou vingança: esta ocorreu quando ele deu um isqueiro para Nero. 

Migão seguiu vagando. Tentou alertar Jesus que Judas lhe trairia, mas como o filho do homem conhecia a fama de Migão e suas teorias de conspiração não lhe deu ouvidos. Foi uma das poucas vezes que ele estava certo. 

Migão viria na esquadra de Colombo, mas foi impedido depois de afirmar que o mesmo usou de truque pra deixar o ovo em pé. Viajaria com Vasco da Gama, contudo foi impedido por ser fã de Eurico Miranda. Viria com Cabral, mas acabou com o estoque de cervejas de Portugal e foi largado pra trás bêbado em terras lusitanas. 

Na revolução francesa teve importante papel, denunciando que o hino Francês havia sido composto por um famoso escritório de sambas de enredo do Rio de Janeiro. Graças a isso o hino foi trocado e fizeram a Marselhesa. Na Guerra do Paraguai tentou matar Duque de Caxias e assim evitar o surgimento da Grande Rio. Na libertação dos escravos arrumou problemas com o site abolicionist@web e acusado de fornecer informações para gente de fora do grupo. 

No século XX Migão apareceu em momentos importantes, como testemunhando os assassinatos de Gandhi, Kennedy, John Lennon e Odete Roitman. Denunciou que o homem não foi a Lua e aquilo na verdade foi uma manobra da Rede Globo com a Time Life. Esteve presente na 1°, 2° e 3° guerra mundial, mesmo essa nunca existindo ele jurou ver e repetidas vezes colocou o disco da Xuxa ao contrário nos anos 80 - e jurou que tinha mensagens a favor do Diabo. 

Foi depois de sua 378° internação no hospital psiquiátrico “Renato Canelada” (na última ele jurava que o ex presidente da Portela Carlinhos Maracanã pilotava um dos aviões que atingiu o WTC) que conheci o mito Pedro Migão. 


Nos conhecemos na lista de discussão sobre carnaval na internet Academia do Samba e depois migramos juntos para a Monarcas do Samba, onde nossa amizade e convivência foram aumentando. 

Conheci pessoalmente e mantive minha impressão: que ele era completamente maluco, mas além disso que era gente boníssima, amigo dos amigos (sem pertencer a nenhuma facção criminosa com esse nome, eu acho) e principalmente uma pessoa com grande espírito esportivo que recebe gozações dos amigos com bom humor. 

Vai ver porque ele sabe que as pessoas só costumam brincar com quem gostam. 

Nossa amizade foi se estreitando e ganhou frutos. Começamos uma parceria de samba-enredo e juntos fizemos composições para escolas como Império da Tijuca e Vizinha Faladeira. 

Mas foi no Acadêmicos do Dendê que a coisa aconteceu. Fizemos quatro sambas juntos, alcançamos três vitórias e nesse momento se Deus quiser estamos classificados para nossa quinta final juntos na escola, buscando a quarta vitória. 

Pedro Migão é um bom filho, um bom pai, bom amigo. Muitas vezes me ajudou, muitas vezes iluminou e clareou pensamentos que eu tinha. Ofereceu espaço em seu blog quando lhe falei que estava com vontade de escrever e hoje tenho um espaço bacana aqui, onde as pessoas vêm falar comigo que gostam. 

Por isso me sinto honrado de falar dele em uma data tão importante. Uma pessoa que não conheço ninguém que fale que não goste, mesmo sendo maluco e um tanto quanto neurótico e irritando em jogos do Flamengo. 

Feliz aniversário meu amigo, muita paz, saúde e felicidade pra você. Que Deus continue iluminando seu caminho, de sua família e mantendo esse cara bacana que você é. 

Hoje a “Orun Aye” é em homenagem a você. Mas esquece cara. Não foi a CIA em conluio com Luan Santana que fez Zezé de Camargo e Luciano brigarem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bissexta - "Cerveja pra Ca...lho, Cerveja pra Ca...lho, o Migão está Fazendo Aniversário"


Nesta sexta feira, mais uma edição da coluna "Bissexta", do advogado Walter Monteiro.

Cerveja pra Ca...lho, Cerveja pra Ca...lho, o Migão está Fazendo Aniversário

Reconheço: o título desse artigo é chulo e de gosto duvidoso. Mas é o meu lado de arquibancada falando mais forte, porque é assim que a gente celebra a passagem dos anos de quem está sempre do nosso lado nas boas e nas ruins. Lido, assim, não dá a medida exata do carinho. Só compreende bem a essência da coisa quem já esteve na muvuca, gritando alto essa bobagem, abraçando uma horda de ogros.

O Migão, desconfio, nunca esteve nessa muvuca, não faz o tipo dele. Embora tenha sido o Flamengo quem nos aproximou, eu nunca assisti a um jogo com ele. E nem quero! Ô sujeito teimoso, firme nas suas implicâncias. O time muda, mas as implicâncias do Migão permanecem. Quando seus perseguidos são dispensados, ele elege outros para ocupar o lugar vazio do ódio rubro-negro. É o jeito dele de amar, paciência.

Querem ver?

Descobri que não é só com os Torós e Renatos Caneladas da vida que ele cisma. Ele escolheu morar longe do trabalho e passa as manhãs praguejando no Twitter contra os caóticos engarrafamentos. Mas reage com fervor à menor sugestão de que sofreria menos caso saísse da Ilha do Governador [N.do.E.: para a família é melhor. Paciência]. A alma insulana do Migão é mais arraigada do que a dos palestinos à Cisjordânia.

Outra obsessão Migônica é a taxa de câmbio. Um dos meus passatempos prediletos, quando estou meio sem assunto, é lembrar suas profecias apocalípticas de que o Brasil iria naufragar com um dólar abaixo de R$ 2,00. A primeira vez que eu o ouvi falar nisso deve ter sido em 2008. Acabei de dar uma conferida ligeira na cotação, cerca de R$ 1,75 no aniversário do Editor Chefe. Ah, Migão, a gente devia ter feito uma aposta: a cada mês que o dólar fechasse abaixo de R$ 2,00 você me pagava US$ 100.00. Isso ia virar a minha previdência complementar. [N.do.E.: ter amigos advogados dá nisso...risos]

Falei no prazer que eu tenho de implicar com o Migão de vez em quando e acabo de me tocar de uma coisa: eu mal conheço o Migão. Ou melhor, eu mal conheço o Migão pessoalmente, mas o conheço bem mais do que quase todo o resto das pessoas que convivem com ele mais de perto.

Isso porque eu falo com ele praticamente todos os dias. Eu falo mais com ele do que com a minha mãe e o meu pai. Falo de futebol, de política, de economia, de negócios, de samba, de tudo um pouco....a coisa mais intrigante do fenômeno da Internet é essa loucura de tornar íntimas pessoas que mal se conhecem. E ter a sorte de ter o Migão como um dos meus interlocutores diários me estimula o intelecto.

Agora, eu devo ter virado muito amigo dele mesmo... Explico.

O chato da pessoa se mudar da cidade onde nasceu e cresceu é não poder conviver com os amigos de sempre. Volta e meia as pessoas me convidam, um tanto quanto protocolarmente, para que eu compareça a toda sorte de celebrações, casamentos, aniversários e festinha dos filhos. Elas me convidam e eu me sinto obrigado a recusar, porque não é fácil sair de casa para ir a um evento logo ali, a 1.500 km de distância. Mais difícil ainda com duas filhas gêmeas de seis meses de idade.

Mas ao aniversário do Migão em nenhum momento eu cogitei faltar. Acordo cinco da manhã, pego um aviãozinho básico e logo chego aí, Migão. Vai botando a cerveja para gelar, que esse abraço eu faço questão de dar pessoalmente.