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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

História & Outros Assuntos: "Capitães de Areia - Resenha Crítica"


Excepcionalmente nesta quinta, temos mais uma edição da coluna "História & Outros Assuntos", assinada pelo Mestre em História e publicitário Fabrício Gomes. O tema de hoje a resenha do filme "Capitães de Areia", inspirado no livro homônimo do escritor Jorge Amado - que completaria 100 anos de idade em 2012 caso fosse vivo.

Aliás, livro que li quando era adolescente, e que me impressionou sobremaneira.

Capitães de Areia - Resenha Crítica

Abrindo as comemorações do centenário do nascimento do escritor Jorge Amado (1912-2012), o filme “Capitães da Areia”, dirigido por sua neta, Cecília Amado, é uma bonita reverência ao falecido e imortal escritor. 

A começar por todas as particularidades que cercaram o filme, desde a escolha do elenco – formado por jovens atores oriundos de ONGs baianas – até a trilha sonora – feita por Carlinhos Brown, elemento significativo e digno representante da cultura afro-baiana. “Capitães da Areia” é uma das obras mais significativas de Jorge Amado, escrita em 1937, e possivelmente por isso tenha sido selecionada por sua neta para abrir o rol de homenagens ao grande escritor.

Na tela, percebemos o olhar fidedigno do escritor, reverberado agora por Cecília, da Cidade Baixa soteropolitana, com seus malandros, capoeiras, ruas escuras (e sujas), pescadores, baixo meretrício e clima hostil e desesperançoso, que permeiam e frequentam basicamente todas as obras de Jorge Amado.  

Entretanto, não parecem clichês repetitivos, muito pelo contrário: sempre há uma revisitação a esses temas de forma original, sempre numa nova abordagem que contribui para o enriquecimento da formação cultural brasileira. Difícil seria ainda fazer uma separação entre a análise da obra literária e do filme, inclusive porque quase toda adaptação para as telas acaba caindo no limbo, sendo massacrada pela opinião crítica – o que está longe de acontecer no caso desse filme. 

O submundo de Salvador pode ser comparado àquilo que o escritor cubano Pedro Juan Gutierrez (autor dos célebres “Trilogia Suja de Havana”, “O Rei de Havana” e “Animal Tropical”, entre outros) definiu bem como “Realismo Sujo” o seu estilo literário. É a história que mesmo adornada por pelas imagens do mar, do pôr-do-sol, das paisagens panorâmicas da capital baiana, não deixa de contar o dia-a-dia dificil e sofrido de um povo que tem suas particularidades e sua cultura peculiar. Nesse universo destaca-se Pedro Bala, o jovem líder, capoeira, da “gangue” dos jovens que lutam para sobreviver no filme.


No Brasil, a obra cinematográfica que mais chegou perto desse estilo possivelmente tenha sido “Amarelo Manga” (2003), de Claudio Assis [N.do.E.: vi este filme. Recomendo] , que retratou o subúrbio de Recife de maneira crua e impressionantemente realística. 

Em “Capitães da Areia”, temos a Salvador dos anos 1930, com crianças e jovens abandonados por suas famílias, jogados às ruas, sem infância e esperança, obrigados a sobreviver na selva litorânea, praticando delitos e pequenos crimes – algo que ainda hoje, em pleno século XXI poderia ser adaptado para a história dos jovens de rua. 

Seriam os jovens da Candelária, chacinados em julho de 1993, também Capitães da Areia – ou do Asfalto? Estamos recorrendo aqui a alguma espécie de “glamourização” da violência? Não. 

Apenas retratando que independente de uma cultura própria a cada “comunidade imaginada” – seja na Cidade Baixa de Salvador, na periferia do Recife ou no centro do Rio de Janeiro, o efeito comportamental exposto por aqueles destinados à exclusão social atua de forma emblemática e desconfortavelmente real pelo mesmo conjunto de atores sociais – que permanecem ocultos durante a maior parte do tempo e só aparecem nos noticiários policiais. 

Quem se lembra do Sandro do Nascimento, sobrevivente do massacre da Candelária e que no ano 2000 sequestrou um ônibus da linha 174 e mobilizou o país durante uma tarde inteira, até terminar o episódio de maneira trágica?

Pedro Bala, Professor, Gato, Sem-Pernas, Boa Vida e Dora são personagens deste “Capitães da Areia”. Não vivem – sobrevivem. Os atores oportunamente escolhidos nas ONGs para retratá-los nas telas dos cinemas são a imagem de capitães da areia do dia-a-dia, submetidos à escola da vida, onde uma linha tênue os separam do Bem e do tentador Mal. 

Todos identificados com a exclusão social. Infelizmente muitos dos capitães da areia morrem na praia, antes mesmo de experimentar a sensação de mergulhar no mar. Morrem lutando, nas batalhas diárias às quais são submetidos – mesmo as que não desejam. Num país onde quem rouba um pão vai preso e o político que desvia milhões em obras públicas fica livre e é reeleito...

“Perdeu”, malandro. Mas não “esculacha”, certo?

Assistam o trailer oficial do filme:


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Axé !


Algumas fotos destas últimas férias. Começando pelo mar do Rio Vermelho, visto do hotel.


Praia de Amaralina.


Restaurante na praia de Guarajuba, a 50 quilômetros de Salvador.


Farol da Barra;


Dique do Tororó e Orixás Guardiões;


Altar da Igreja do Bomfim;


As fitas amarradas na grade da Igreja;


Mais Igreja;


Visão lateral da Igreja;


O terreiro de Mãe Menininha do Gantois.


Você já foi à Bahia?


O leitor mais atento sabe que embora esteja voltando hoje ao trabalho passei uma semana de férias em Salvador - com uma visita à Praia do Forte, como já dito nos posts sobre o Projeto Tamar. Deixo aqui algumas impressões.

Meu principal objetivo era acompanhar a festa dedicada a Yemanjá em seu dia, dois de fevereiro, na praia do bairro Rio Vermelho. Inclusive me hospedei em um hotel neste bairro para poder fazer o deslocamento a pé.

Entretanto, a única imagem da festa é a que está abrindo este post, tirada do celular na sacada do hotel. Quando nos dirigíamos à praia para acompanhar a festa, sob um sol escaldante, minha esposa foi furtada em uma das vias de acesso, sob as barbas da Polícia, por um trombadinha - melhor seria dizer "trombadão", pois era mais alto e mais forte que eu.

Infelizmente, são coisas que acontecem em qualquer grande cidade e em qualquer grande evento, paciência. Foi só o susto e a perda da (discretíssima) corrente que ela levava no pescoço - não vai render nem R$ 30 na receptação. Mas me espantou o fato de ter sido a dez metros da cabine policial.

Com isso, acabei não vendo a festa.


Um doa passeios que fiz foi um "tour" de aproximadamente três horas e meia de duração que envolvia o Farol da Barra (acima), a Igreja do Bomfim, o Mercado Modelo e mais alguns pontos da cidade, como o Dique do Tororó - que dá origem àquela famosa canção que dizia "fui no tororó / beber água e não achei".

É um passeio muito interessante e onde se aprende bastante da história da Bahia e da cultura do lugar - com direito a troca muito interessante de informações sobre o candomblé com o guia Wilson, inteligentíssimo e muito atencioso.


A Igreja do Bomfim tem uma simbologia toda especial. Centro de sincretismo religioso, onde os pais de santo assistem às missas sem serem importunados, com suas roupas típicas da religião, e convivem de forma harmoniosa com os católicos, é um local bastante interessante.

Tivemos oportunidade de encontrar a Igreja no final de uma missa, com a celebração de um batizado posterior. As fitinhas do Senhor do Bomfim amarradas à grade - colocarei um segundo post com fotos mais tarde - dão um efeito e um contraste muito interessantes à arquitetura.

Por outro lado, como os leitores poderão ver abaixo, a famosa escadaria da lavagem do Bomfim se resume a exatos nove degraus...


O restaurante Yemanjá (abaixo) continua com uma reputação excelente. Estive lá duas vezes e achei melhor que em março do ano passado, quando tinha estado em Salvador pela última vez. Dica: o serviço do almoço é bem mais lento que o do jantar.

Entretanto, duas boas surpresas gastronômicas: um restaurante na rua do hotel, que não me recordo o nome - onde comi uma excelente massa ao alho e óleo com camarão e polvo grelhados e bebi pela única vez na cidade cerveja importada - e o portentoso Bargaço, que já haviam me indicado em outras ocasiões e que desta vez tive o privilégio de conhecer. 

Diria que é superior ao Yemanjá, embora ambos sejam muito bons. Vale a visita. Por outro lado, ressalto a dificuldade de se beber uma boa cerveja na cidade - as opções são escassas.


Outra boa surpresa foi a praia de Guarajuba, parada final da visita à Praia do Forte e ao Projeto Tamar. Também estive na praia de Amaralina e na Barra - esta não recomendo devido à superlotação.

Com crianças não dava para efetuar muitos passeios noturnos, mas estava se realizando em Salvador o Ffestival de Verão. Particularmente não gostava muito das atrações, acabei não indo. Entretanto a cidade estava bastante mobilizada para o evento - inclusive com vários artistas no hotel onde me hospedei.

Outro ponto digno de nota é o fato de que toda a estrutura montada para o carnaval baiano é provisória - tem de se montar e desmontar todos os anos. Os sambistas cariocas reclamam do monta e desmonta das frisas no Sambódromo, mas é um transtorno bem menor que o que vi na capital baiana.

No último dia estive no terreiro de Mãe Menininha do Gantois. Ele se encontrava fechado, mas fotografei a fachada pelo menos. É uma casa ampla, mas simples em seu aspecto externo (abaixo)


A se lamentar, também, o fato do Aeroporto de Salvador estar com o ar-condicionado quebrado no dia do regresso, com um calor insuportável. Não sou a favor da privatização mas algo tem de ser feito urgentemente em nossos aeroportos, ainda mais levando-se em conta os grandes eventos esportivos que o país irá receber nos próximos anos.

Colocarei mais tarde um post com fotos, mas Salvador e os passeios nas cidades próximas são uma boa opção de férias. Apesar dos percalços.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Final de Semana - "Yemanjá, a Rainha do Mar"



Nesta sexta feira, mais uma para muitos, para mim dia diferente: finalmente estou saindo de férias. Passarei alguns dias entre Salvador e Curitiba, com a família, repousando de um extenuante ano de trabalho - não sem antes resolver pendências aqui na Cidade Maravilhosa.

Digo isso porque a música de hoje tem a ver com minha programação: estarei em Salvador para ver a procissão do Rio Vermelho, dia 02 de fevereiro - dia dedicado à Iemanjá. Como já escrevi aqui, embora não pertença à religião considero fantástica a cultura envolvida e preservada através da herança negra no Brasil.

E, mais uma vez, temos a presença quase divina do compositor Paulo César Pinheiro, abordado aqui semana passada e em outras ocasiões. Em parceria com Pedro Amorim, é ele o autor desta "Yemanjá, a Rainha do Mar" (respeito a grafia dos autores), que abordamos na coluna de hoje. O vídeo é da turnê "Dentro do Mar tem Rio".

Mas não pense o leitor que o Ouro de Tolo entrará de férias: o blog continuará sendo atualizado diariamente.


"Yemanjá, a Rainha do Mar"

"Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

Qual é seu dia,
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar."


sábado, 28 de agosto de 2010

Descanse em Paz


Amanhã inicia-se a implosão do Estádio da Fonte Nova, na Bahia, com vistas à construção de uma nova Arena visando à Copa do Mundo de 2014.

As fotos, do meu arquivo pessoal, são de fevereiro de 2008, quando o estádio já estava interditado após o trágico acidente que resultou na morte de sete pessoas na partida que sacramentou o retorno do Bahia à Série B do Campeonato Brasileiro - empate de zero a zero com o Vila Nova no dia 25 de novembro de 2007.


Infelizmente não tive oportunidade de conhecer o estádio por dentro, mas fica aqui o registro. Que descanse em paz.

Abaixo podemos ver, em imagem do Globoesporte.com., como será o processo de implosão e uma maquete da nova Arena, muito mais moderna. Aliás, como deveriam ter feito com o Maracanã - escrevi sobre este tema anteriormente.

E que a nova Arena, como sucessora da velha Fonte Nova, possa construir uma vida tão rica quanto a de sua antecessora.


terça-feira, 23 de março de 2010

Diário de Salvador - em 140 caracteres


Fechando a série soteropolitana, a pedidos um resumo das minhas postagens no Twitter nesta semana que passou. Divirtam-se. Obviamente não estão aí todos os posts, mas apenas os que se referem à cidade - chamada de SSA para economizar caracteres...

"o único voo atrasado aqui no Galeão é justamente o meu... #azar
5:25 PM Mar 14th via mobile web

pior é que deixei pra fazer o check-in aqui e quase perdi o voo por overbooking
5:26 PM Mar 14th via mobile web

pior é que este atraso ferrou a minha vida, pois chego em SSA em um horário em que até para jantar complica
5:53 PM Mar 14th via mobile web

e amanhã preciso acordar às cinco da matina pra pegar o ônibus pra refinaria
5:54 PM Mar 14th via mobile web

pior é que, com o voo lotadíssimo, não vai dar nem pra fazer aquele "rapa" habitual nas latinhas do serviço de bordo
5:59 PM Mar 14th via mobile web

decolagens temporariamente suspensas devido ao mau tempo...
6:31 PM Mar 14th via mobile web

R$6 em uma latinha de Bohemia. Quente. #ladrao
6:44 PM Mar 14th via mobile web

previsäo do voo é 21 horas
6:45 PM Mar 14th via mobile web

Isso vai gerar outro problema: se os taxistas de SSA já são "gananciosos" de dia, imagina tarde da noite... #ladrao2
6:47 PM Mar 14th via mobile web

voo vem de Foz de Iguaçu e pousou em outro estado por falta de teto aqui. vou mofar.
7:07 PM Mar 14th via mobile web

acho que vou lá na lanchonete ser rouba... ops, tomar uma cerveja
7:12 PM Mar 14th via mobile web

e continuo preso na sala de espera do Galeão...
8:42 PM Mar 14th via mobile web

pior que nem posso botar na conta da Tam, foi uma sucessão de azares
8:42 PM Mar 14th via mobile web

e o voo da Webjet pra SSA pra 21 h vai sair antes do nosso... pqp
8:48 PM Mar 14th via mobile web

acabei de entrar no avião. como a bateria está arriando o próximo tweet somente amanhã de manhã
11:39 PM Mar 14th via mobile web

enfim no hotel, seis horas de atraso. daqui a pouquinho tenho de levantar, às cinco
3:25 AM Mar 15th via mobile web

mais de duas horas para conseguir chegar à refinaria - parece que há um protesto do sindicato lá. pelo menos dá pra dormir um pouco
8:24 AM Mar 15th via mobile web

e sigo no ônibus
8:24 AM Mar 15th via mobile web

neste momento estou em Candeias, terra do primeiro poço produtivo de petróleo na história do Brasil
8:28 AM Mar 15th via mobile web

e segue a sina: três horas dentro de um ônibus para fazer 60 km - e ainda faltam uns cinco...
9:22 AM Mar 15th via mobile web

enfim na refinaria Landulpho Alves, depois de quase quatro horas para 60 km
10:07 AM Mar 15th via mobile web

@RodrigoPrates o problema é outro, protesto de sindicato devido a um acidente ocorrido sexta
10:16 AM Mar 15th via mobile web

falam mal de comida de refinaria mas é bem razoável aqui o rango
2:52 PM Mar 15th via mobile web

já no onibus de volta ao hotel. banho, janta e cama - säo praticamente 36hs acordado
4:52 PM Mar 15th via mobile web

esta região de Candeias e S. Francisco do Conde é extremamente pobre.
4:58 PM Mar 15th via mobile web

levando-se em conta o tamanho das cidades, o trânsito de Salvador é muito pior que o do Rio.
6:04 PM Mar 15th via mobile web

Saudades do Pestana... este hotel em que me colocaram faz Salvador parecer Macaé - sem a vista para o mar
8:17 PM Mar 15th via mobile web

sentado no bar do hotel tomando uma Brahma Extra - e incrível como só tem homem aqui
8:25 PM Mar 15th via mobile web

daqui a pouco é cama, que preciso acordar às cinco amanhä e as últimas 24 hs foram muito desgastantes
8:27 PM Mar 15th via mobile web

e amanhã, mais descansado, partiu Yemanjá
8:28 PM Mar 15th via mobile web

moqueca de camarão com casquinha de siri de entrada e chope Heineken. to salivando desde já
8:29 PM Mar 15th via mobile web

agora, é impressionante como é ruim o trânsito de SSA. Hoje passou mais rápido porque dormi mais de uma hora no ônibus, mas é um saco.
6:47 PM Mar 16th via mobile web

daqui a pouquinho é banho e partiu Yemanjá. Não sou daqueles que deixam de comer bem ou se divertir por estar sozinho
7:07 PM Mar 16th via mobile web

@CeloCRF que micareta? com o ritmo de trabalho aqui é restaurante e olhe lá. e detesto axé.
7:11 PM Mar 16th via mobile web

@CeloCRF ainda mais depois de levar dez horas do Rio e SSA... a refinaria é fora da cidade eo trânsito é horroroso.
7:12 PM Mar 16th via mobile web

aqui em Salvador tempo bom. O trecho da cidade onde estou hospedado lembra muito SP.
7:33 PM Mar 16th via mobile web

ótima moqueca de camarão devidamente traçada. agora é tomar a saideira e partir pro hotel, que amanhã acordo cedo
9:27 PM Mar 16th via mobile web

esse trânsito da saída de SSA é de irritar qualquer religioso, pqp...
7:44 AM Mar 17th via mobile web

pelo menos como não estou dirigindo terminei a leitura do excelente "O portiguês que nos pariu", e agora começo a biografia do Freddie Mercury
7:45 AM Mar 17th via mobile web

e mais um dia de protesto na entrada da refinaria. o ônibus está tentando um caminho alternativo, mas.. acho que sou pé-frio, o segundo em três dias...
8:00 AM Mar 17th via mobile web

é impressionante como a Casa Grande e a Senzala ainda convivem no Brasil. Impressionante como tem terra mal aproveitada neste país.
8:36 AM Mar 17th via mobile web

@emersonbraz quem é contra o Bolsa Família deveria fazer o trajeto que faço hoje. e näo passei pelo sertäo...
8:57 AM Mar 17th via mobile web

finalmente na refinaria
9:16 AM Mar 17th via mobile web

pra quem fala que só tem homem em refinaria, tive uma agradável surpresa. até na operação há muitas moças, boa parte bastante jovens.
1:36 PM Mar 17th via mobile web

este trânsito pra ir e voltar da refinaria é um porre
5:35 PM Mar 17th via mobile web

incrível: eu estou no maior shopping de SSA e não tem uma camisa do Bahia pra vender.
8:20 PM Mar 17th via mobile web

@iansena to aqui esperando sair a carne de fumeiro que pedi. Depois é correr pro hotel pra ver o Mengäo. abs
8:25 PM Mar 17th via mobile web

@iansena aliás, gosto muito daqui, apesar do transito
8:26 PM Mar 17th via mobile web

@fabriciosgomes é por aí. o curioso é que a torcida do Mengo aqui é maior que a do Vitória...
8:37 PM Mar 17th via mobile web

Só na Bahia a Av Antonio Carlos Magalhães faz esquina com a Rua Anisio Teixeira. Tremenda ironia.
6:17 AM Mar 18th via mobile web

aliás, aqui em SSA todos os antepassados e descendentes - até os que näo nasceram - do ACM tem direito a ser nome de rua...
6:24 AM Mar 18th via mobile web

e mais um dia de protesto sindical na porta da refinaria. o terceiro em quatro dias que estou aqui
7:52 AM Mar 18th via mobile web

e segue a tortura do trânsito na volta pra SSA. E com uma tremenda (e bela) mala sentada do meu lado, pqp...
5:06 PM Mar 18th via mobile web

pelo menos nesta temporada é o último retorno, porque amanhã saio da RLam direto pro aeroporto - de carro.
5:07 PM Mar 18th via mobile web

vou passar umas três semanas sem reclamar do trânsito da Ilha. Isso aqui é coisa de maluco.
5:09 PM Mar 18th via mobile web

deveria estar contente porque o dia de trabalho foi bom, mas estou meio melancólico.
5:11 PM Mar 18th via mobile web

to quase criando um problema com a enjoadinha sentada ao meu lado. detesto quando se incomodam com a minha leitura
5:34 PM Mar 18th via mobile web

apesar dos percalços, a semana de trabalho vem sendo bastante proveitosa
5:35 PM Mar 18th via mobile web

e amanhä é dia de percorrer a planta industrial propriamente dita
5:35 PM Mar 18th via mobile web

estou conhecendo a cidade de Simões Filho. Parece Piabetá
6:07 PM Mar 18th via mobile web

aliás, é impressionante o quadro de pobreza que décadas de ACM legaram à Bahia
6:10 PM Mar 18th via mobile web

e não é que acabei engatando um papo inteligente com a criatura? pelo menos até ela descer
6:56 PM Mar 18th via mobile web

e ainda estou no ônibus. este trânsito é coisa de maluco
6:57 PM Mar 18th via mobile web

faço check out cinco da matina amanhã. ninguém merece.
6:58 PM Mar 18th via mobile web

finalmente no hotel, depois de 2h30 pra fazer 70 km. Saudades da Linha Vermelha...
7:14 PM Mar 18th via mobile web

é incrível: passei cinco dias aqui e näo estive com ninguém que não fosse de e sobre trabalho
8:23 PM Mar 18th via mobile web

é impressionante como tem fazenda aqui com meia dúzia de bois somente para näo ser declarada improdutiva para fins de reforma agrária...
7:15 AM Mar 19th via mobile web

você percorre um, dois quilômetros e tem 20, 30 bois pastando nesta imensidäo
7:17 AM Mar 19th via mobile web

acabei de voltar de visita de SMS às plantas industriais. a complexidade de uma refinaria é fantástica.
1:33 PM Mar 19th via mobile web

já a caminho do aeroporto, por causa do trânsito e da distância. Meu voo é 19 horas, e já sei que está lotado.
3:43 PM Mar 19th via mobile web

aliás, o trajeto é um típico "cata corno": Recife-SSA-Rio-Ctba-POA
3:45 PM Mar 19th via mobile web

a Petrobras é uma ilha de prosperidade em uma região muito pobre. eu voltarei ao tema no Ouro de Tolo.
4:00 PM Mar 19th via mobile web

aqui, distrito de Simões Filho, tijolo moído à moda de asfalto. Incrível.
4:13 PM Mar 19th via mobile web

previsão de uma a uma hora e meia de atraso #novela
6:32 PM Mar 19th via mobile web

enquanto isso, retido no aeroporto de SSA devido ao mau tempo em Sampa. Eta mundo globalizado este !
6:45 PM Mar 19th via mobile web

pior que tá tocando um cd chato bagarai aqui
6:46 PM Mar 19th via mobile web

apesar dos percalços, a semana em SSA foi bastante produtiva. Levo de volta algumas vívidas impressões como bônus.
6:50 PM Mar 19th via mobile web

bebendo Bohemia em copo de plástico, é o que resta nesta festa.
6:54 PM Mar 19th via mobile web

Há muito tempo que não vivia uma semana tão mergulhada em trabalho como essa. Me senti em um internato.
6:56 PM Mar 19th via mobile web

talvez por isto esteja tão melancólico
6:57 PM Mar 19th via mobile web

finalmente dentro do avião, voo 3197 da Tam. no fim das contas, cerca de 1h10, 1h20 de atraso
7:56 PM Mar 19th via mobile web"

segunda-feira, 22 de março de 2010

Impressões Baianas


Os meus 52 leitores acompanharam que semana passada passei uns dias a trabalho na cidade de Salvador.

Como escrevi em outubro do ano passado, conheço razoavelmente a cidade. Entretanto, desta vez precisei me deslocar por maiores distâncias haja visto a refinaria ficar distante cerca de cinquenta e cinco quilômetros do hotel em que estive hospedado na capital baiana.

Diria que dois aspectos me chamaram bastante a atenção nestes dias.

O primeiro é o trânsito, absolutamente coisa de maluco. Nem irei tomar em referência os tempos de ida, impactados por protestos referentes a um acidente sério ocorrido na operação sexta feira anterior à minha chegada - infelizmente uma das vítimas acabou falecendo sexta feira última. Mas sim o retorno à cidade.

Nosso transporte saía do local onde estive trabalhando um pouco antes das cinco da tarde. Entretanto, o percurso misto entre rodovia e cidade não levava menos que duas horas. A estrada de saída, no município de São Francisco do Conde é bastante estreita e não comporta o tráfego pesado daquela região. Segundo soube, há a proposta da Petrobras de uma nova estrada, mas esta encontra resistência na municipalidade de Candeias por esta considerar que tal construção iria esvaziar a cidade - hoje a rodovia passa dentro do município.

Por outro lado a chegada a Salvador incorre sempre em trânsito bastante pesado. Eu me arriscaria a dizer que guardadas as devidas proporções o trânsito é muito pior que o do Rio de Janeiro, cidade com pelo menos o dobro de habitantes. Parece brincadeira, mas se somar o tempo que perdi em aeroportos - sete horas e meia somando ida e volta - e no trânsito eu consegui ler cinco livros e iniciar um sexto. Todos serão objeto breve de resenha aqui.

Segundo, mas não menos importante, é algo que já escrevi aqui na sexta feira: a pobreza das regiões próximas à capital baiana. Em um dos desvios de tráfego passamos por uma cidade chmada Simões Filho, onde a pobreza surge com força. Candeias e São Francisco do Conde são das maiores arrecadações de impostos do estado, mas evidentemente a sua população não recebeu os benefícios decorrentes do petróleo.

Soube também que a prefeita de outro município próximo resolveu investir em educação: mandou a filha para os Estados Unidos. Este seria um bom exemplo da atuação política nestes municípios, ao que parece. Obviamente há um problema sério de alocação de recursos públicos nestas cidadaes.

Outro problema é que acaba girando tudo em Salvador, devido à distância. Os trabalhadores da refinaria não vivem nas cidades próximas, optando por se basear em Salvador devido à ausência de estrutura. Acaba-se gerando um círculo vicioso: a cidade não tem estrutura para acolher estes trabalhadores qualificados e estes não exercem demanada para a melhoria dos serviçoes públicos.

Last, not but least: também fica patente o que causaram décadas de coronelismo exercidos pelo ex-Governador Antonio Carlos Magalhães. Apropriação de recursos por poucos e de recursos públicos a causas particulares. O resultado desta política é visível, basta passear por estas cidades. Claramente a renda do petróleo não beneficiou o grosso da população.

No mais, a mesma Salvador agradável de outras visitas, apesar do tempo bastante escasso e da imersão nos assuntos de trabalho.

terça-feira, 16 de março de 2010

No Yemanjá


Quase em tempo real, no famosíssimo restaurante Yemanjá, em Salvador. Apesar do chope da Schin, sempre faço uma visita quando estou na agradável capital da Bahia.

A se lamentar somente o trânsito, que guardadas as devidas proporções é pior que o do Rio de Janeiro.

Mas ainda assim gosto muito daqui.

Caos Aéreo


Aqueles mais próximos sabem que me encontro em viagem a trabalho durante a semana, fazendo estágio em refinaria. Mas queria contar a odisséia que foi chegar até aqui.

Meu vôo para Salvador estava marcado para as 18:25 de domingo. A idéia era chegar no hotel a tempo de dormir cedo pois teria de pegar o ônibus para a refinaria às seis da matina de ontem. A unidade fica em outro município, a cerca de sessenta quilômetros da capital baiana.

Ao contrário de outras ocasiões, deixei para fazer o check-in quando chegasse ao Galeão. Cheguei lá e na hora de marcar o lugar vi que o vôo estava lotado, só consegui lugar na última fileira. Para meu azar, era o único que tinha previsão de atraso, de trinta minutos.

Encaminhei-me para a área de embarque ainda com a previsão de meia hora. Mas...

Caiu o mundo no Rio de Janeiro. O avião que estava vindo de Foz do Iguaçú e que ja saíra com atraso de lá devido ao mau tempo não pôde pousar no Galeão porque o aeroporto foi fechado. Alternou para Guarulhos e pousou por lá esperando o tempo melhorar.

O azar foi que se ele conseguisse manter o horário inicial, no máximo teria decolado quando da reabertura das decolagens, às 19:40. Só que com o atraso inicial devido ao mau tempo lá no Sul acabou gerando uma sucessão de acontecimentos em cadeia.

Na Infraero ninguém informava nada. Descobri que em caso de atrasos aquelas tvs com horário previsto são puro chute. O pessoal da TAM tentava explicar a situação, embora houvesse desencontro de informações.

E o tempo passava, e passava, e passava... fui tomar uma cerveja na lanchonete da área de embarque e tiveram a cara de pau de me cobrar R$ 6 em uma latinha de Bohemia. Nem o hotel onde estou hospedado, que é quatro ou cinco estrelas - não sei direito - tem este desplante. Roubo puro, causado pelo monopólio.

Já por volta de 22 horas o avião conseguiu pousar no Rio. Mas outro problema: não havia "fingers" disponíveis e com a chuva torrencial que caía os passageiros vindos das Cataratas não podiam desembarcar. Mais espera.

O inacreditável é que no Terminal 2, novo, a gente esperava no portão de embarque embaixo de goteiras ! Uma vergonha, e que mostra como nossos aeroportos precisam melhorar. A Infraero é uma bagunça, não informava nada e estava mais preocupada em alertar sobre as empresas de táxi credenciadas que em informar os atrasos.

Por exemplo, a gente só soube que Congonhas e Confins também tinham fechado pelo pessoal da TAM. Obviamente que as condições de tempo domingo à noite eram críticas, mas faltou informação. Por outro lado, se não houvesse o problema lá no Sul o atraso no Rio não seria tão grande, pois os trinta minutos originais acabaram sendo decisivos.

Por volta de 23:30 - o horário original era 18:25 - finalmente iniciamos o processo de embarque. Pegamos um ônibus e, embaixo de chuva, subimos a escada e embarcamos. Entretanto, o avião só decolou efetivamente à meia noite e quarenta - o que jogou meu planejamento para o espaço. Com alguns lugares vazios devido à realocação de uma das conexões para outra aeronave.

A tripulação, também cansada, se limitou a um rápido serviço de bordo e se recolheu no fundo do avião.

Resumo da ópera: a chegada ao hotel, que deveria ser feita no máximo às 20:30, acabou ocorrendo às três e quarenta da manhã. Como tinha de acordar às cinco, não dormi. Menos mal que juntamos um grupo da empresa e rachamos o táxi até o hotel.

Para completar a odisséia, o percurso no ônibus até a refinaria que leva cerca de uma hora levou quase quatro devido a um protesto do sindicato. Pelo menos dormi um pouco.

Agora, uma coisa é certa: a Infraero e nossos aeroportos precisam melhorar muito. Em todos os sentidos. Para sediar Copa do Mundo e Olimpíadas não tem a menor condição de atender aos requisitos necessários, tem de melhorar tanto as instalações quanto principalmente os serviços ao passageiro.

E nem dá para culpar a TAM, porque como vemos na imagem abaixo - tirada do site da Infraero - atrasou tudo quanto foi decolagem. O meu avião é o primeiro da lista. As condições meteorológicas estavam bastante complicadas.

P.S. - Não sou eu na foto acima, é apenas uma ilustração. Mas imaginem goteira naquele espaço... Surreal.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Impressões Soteropolitanas


Esta foi a quarta vez em que estive em Salvador nos últimos dois anos. Na verdade deveria estar lá mais vezes mas as medidas de disciplina de capital da companhia trouxeram restrições às viagens na companhia.

Digo isso porque a gerência em que trabalho é metade aqui no Rio e o restante na capital baiana. Com isso eventualmente preciso participar de reuniões no escritório de lá.

Faço esta introdução para dizer que conheço razoavelmente bem a cidade. Desta vez não pude fazer nada que não fosse jantar no excelente restaurante Yemanjá - para falar quase o tempo inteiro de trabalho... Porém em fevereiro do ano passado estive para um desenvolvimento de equipe na cidade, o que me permitiu não somente conhecer regiões próximas com instalações da empresa quanto tirar uma manhã para conhecer um pouco de Salvador.

O escritório fica na chamada "parte nova" da cidade, em frente ao Salvador Shopping (foto). Há um ano não ia à cidade e surpreendi-me com a expansão do mesmo, três vezes maior em relação à última vez em que estive. O curioso é que as lojas são praticamente as mesmas encontradas no Rio, em São Paulo ou em outra grande cidade; tanto que tive de recorrer ao aeroporto para as habituais lembrancinhas da terra para as meninas.

Por outro lado, a filial da Livraria Saraiva deste estabelecimento é muito superior a qualquer uma do Rio de Janeiro. Ainda achei em uma loja de esportes uma camisa do Vitória da Conquista, time do interior baiano, para aumentar a minha coleção.

Gosto da cidade. A impressão que eu tenho é de que ela está mais bem cuidada que há dois anos atrás. Acho seu litoral muito bonito e mesmo o tão criticado Pelourinho achei bastante tranqüilo quando estive lá no início do ano passado (foto abaixo). As igrejas antigas, na Cidade Velha, são absolutamente encantadoras; você sente presente a alma daqueles que doaram seu suor e seu sangue para que fossem erguidas as construções. Penso que o ponto negativo é o trânsito; levando-se em conta ter um terço da população daqui, acho bem pior lá.

Outra curiosidade é que o pedaço soteropolitano próximo ao escritório desmente a afirmação de que Salvador é "uma cidade negra". Claramente se vê que tem muita gente de fora e um espectro bastante parecido com cidades grandes da região Sudeste. Caminhando em direção à Cidade Alta, do outro lado do município, estas raízes tornam-se mais presentes. Outra característica fácil de se notar é a naturalidade da presença homossexual, em especial do sexo feminino. Não percebo olhares de reprovação nas pessoas, sendo bem mais visível que por exemplo o Rio de Janeiro.

Outra característica marcante é o contraste da capital com as cidades próximas. Há localidades muito, mas muito pobres próximas à capital. Desta vez não pude sair do circuito aeroporto-hotel-escritório, mas colhi notícias de que a situação nesta comunidades já melhorou um pouco. Mérito, talvez, do Bolsa Família e da geração de emprego e consequente renda do programa.

Todo mundo fala que o custo de vida é menor, mas acho os preços em geral bem similares aos daqui. Lamento, entretanto, a ganância dos motoristas de táxi. Nesta ocasião foi a primeira vez em que vi um taxímetro funcionando, porque os caras em geral 'metem a mão' sem pensar duas vezes. Pelo menos melhorou um pouco. Contrariamente à fama, não acho a cidade suja: a questão da limpeza teve um progresso visível de dois anos para cá.

Desta ocasião achei o restaurante Yemanjá inferior a outras oportunidades, mas ainda é uma boa pedida. A casquinha de siri e a moqueca de camarão são boas representantes da culinária soteropolitana; os preços não são muito diferentes de bons restaurantes de frutos do mar daqui. Este ano a novidade era um chope muito bem tirado da Heineken, bastante forte e cremoso. Gostei.

Estou querendo passar um final de semana em Salvador, sem a pressão dos horários de se viajar a trabalho. Uma boa pedida, ainda mais com passagens aéreas a R$ 180.

Salvador sempre é uma boa idéia. Apesar dos taxistas...


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Imagens Soteropolitanas

Viagem a trabalho, muita coisa para resolver em pouco tempo - ainda mais quando a chefia imediata vai junto.

Mais tarde irei escrever um post sobre a cidade, com calma, mas por enquanto coloco algumas imagens. São fotos que fiz entre a tarde de ontem e a manhã de hoje.


Acima, vista do escritório da companhia, próximo ao Salvador Shopping.


Vista noturna do bairro do Rio Vermelho.


O amigo Lédio Carmona, comentarista do Sportv, junto ao narrador Eduardo Moreno. Por uma destas incríveis coincidências, viemos no mesmo vôo e, depois, nos encontramos no excelente restaurante Iemanjá - onde a foto foi tirada.


O mar soteropolitano.


O bairro do Rio Vermelho, agora visto de dia - manhã cedo.

Mais tarde escreverei sobre a cidade, de que gosto bastante, e minhas impressões.