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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Guia de Compras Online"


Nesta sexta feira, a coluna “Os Nerds na Vida Real”, do analista de sistemas Rodrigo Felga, dá algumas dicas de compra segura em sites neste período natalino, bem como explicar um pouco como funcionam estes sites.

Por meu turno, posso indicar algumas lojas online que utilizei e que possibilitam um serviço de confiança:

Cervejas:
Puro Malte – www.puromalte.com.br
Cerveja Social Clube – WWW.cervejasocialclube.com.br

Livrarias:
Saraiva – www.saraiva.com.br
Travessa – www.travessa.com.br

Supermercado:

Passemos ao texto.

Guia de Compras Online

Olá Amigos!

Na coluna deste mês falarei um pouco sobre comércio eletrônico, ou e-commerce. Também abordo os desafios do serviço de e-commerce e algumas dicas para compras mais seguras nesta época natalina.

É conhecido como backoffice, ou retaguarda, a área de uma empresa que possui pouco ou nenhum contato com o cliente. Num e-commerce, o backoffice tem papel muito importante para as vendas: gestão de estoques, monitoração dos atendimentos, estado da mercadoria, embalagem, horários de entrega e políticas de trocas e devolução de mercadorias. Estas são áreas críticas para um serviço de e-commerce, entretanto o fator mais importante é a logística.

Como informação, segundo o site ecommercebrasil.com.br, a taxa média de conversão das lojas virtuais brasileiras fica entre 1% e 2%. Ou seja, a cada 100 pessoas que entram em uma loja virtual, apenas uma ou duas compram. Isso demonstra bem a competitividade existente no mercado virtual - em lojas físicas, a taxa de conversão fica em torno de 70%.

Das vendas efetivamente realizadas por um site, uma boa parte não se concretiza devido a problemas de logística. As empresas tem investido muito nessa área, mas ainda considero o serviço de entrega sofrível aqui no Brasil, principalmente quando é utilizado o serviço dos Correios.

Grandes empresas varejistas como a B2W (Submarino e Americanas) estão praticamente abolindo a utilização dos serviços da empresa federal. No mês de dezembro, então, os serviços viram um caos total.

Falando em dezembro, mês em que nosso espírito consumista está aflorado, darei algumas dicas para compras online menos traumáticas:

1) Compare preços - Parece básico, mas a tarefa de comparar preços na internet pode ser bem árdua e difícil. Existem produtos em que se encontram diferenças absurdas nos preços. Alguns sites como Buscapé e Bondfaro podem ajudar bastante na tarefa.

2) Compare também com as lojas físicas - É claro que nada substitui a comodidade e rapidez da compra online, mas alguns produtos (como móveis), costumam ter melhores preços em lojas físicas. Também vale a visita em uma loja física para saber se o produto que pretende comprar é realmente aquele.

3) Pesquise sobre a loja - Não saia comprando em qualquer loja por aí: o barato pode sair caro e dar muita dor de cabeça. Procure comprar em lojas já estabelecidas e reconhecidas. Verifique sempre se a loja possui CNPJ e um telefone de contato. O site Reclame Aqui é uma boa fonte de pesquisa sobre essas lojas.

4) Desconfie dos milagres - Na hora de comprar não existe milagres. Se encontrar um preço muito abaixo da média, peça mais informações. Geralmente esses produtos são réplicas dos originais ou então são produtos que estão fora do Brasil - que demoram muito pra chegar e ainda correm o risco de serem tributados pela Receita Federal.

5) Pesquise descontos - Nas grandes lojas, geralmente ainda se consegue um desconto a mais na hora da compra. Sites como Cupom Desconto e Busca Descontos costumam sempre ter cupons de desconto para as grandes lojas. Se puder, também encontram-se com alguma frequência bons descontos para pagamento à vista (boleto).

6) Veja a opinião dos outros consumidores - Vários sites permitem que os consumidores avaliem o produto que compraram. Essas avaliações podem ser muito úteis na hora de decidir uma compra.

7) Guarde os comprovantes - Guarde sempre os emails de confirmação do pedido, que possuem a descrição do que você comprou e prazo de entrega. Eles podem ser muito úteis na hora de uma reclamação.

8) Conheça seus direitos - O Código de Defesa do Consumidor também vale para as compras online, ou seja: sempre consulte pra saber os seus direitos. Você sabia que tem sete dias após o recebimento de um produto comprado pela internet ou telefone para desistir da compra sem precisar de nenhum motivo? Pois é.

Boas compras e até o próximo mês.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Políticas Corporativas de Internet"



Nesta quarta feira, excepcionalmente, a coluna “Os Nerds na Vida Real”, assinada pelo analista de sistemas Rodrigo Felga, discorre sobre as políticas de utilização de internet de grandes e não tão grandes empresas.

Sem entrar em detalhes, a política da empresa onde trabalho é bastante restritiva. Em algumas áreas operacionais (o que não é meu caso) é ainda mais limitada, inclusive com teto de tempo ou mesmo restrição total de acesso. Cada caso é um caso, não cabe emitir juízos de valor.

Vamos à coluna.

Políticas Corporativas de Internet

Olá amigos,

Na coluna deste mês falaremos sobre a política de internet nas grandes empresas.

Para as pessoas que não estão diretamente ligadas a TI (Tecnologia da Informação) da empresa, a política de internet se resume basicamente a sites liberados e sites bloqueados. Contudo veremos que pode haver algo mais por trás da liberação ou proibição de um site.

Sobre a liberação/bloqueio de site, existem duas bases: uma é a chamada whitelist, onde tudo é bloqueado e só é permitido acesso aos sites que estão nessa whitelist. A outra é a blacklist, onde tudo é liberado e somente os sites que estão na blacklist estão bloqueados.

Existem variações na forma de implementação dessas políticas, mas a base sempre parte de uma whitelist ou blacklist. Existe também um modelo hibrido que possui tanto a blacklist quando a whitelist: neste caso os sites que não estão em nenhuma das duas listas necessitam de uma confirmação do usuário para que possa se acessar a página solicitada.

Não encontrei muito material disponível para pesquisar sobre a política de acesso à internet nas grandes empresas, porque essas políticas geralmente são restritas somente ao funcionários dessas empresas.

Entretanto, posso pela minha experiência afirmar que, basicamente, as empresas que estão relacionadas à tecnologia (empresas de desenvolvimento de software, etc) possuem uma política de acesso mais liberal em relação às empresas "tradicionais", que são mais rígidas nesse ponto.

Eu trabalho em uma empresa de desenvolvimento de software e lá temos uma política bastante liberal, onde são bloqueados basicamente sites pornográficos e de jogos.

Quando nos deparamos com um site que não foi mapeado pela empresa, aparece uma mensagem de confirmação informando que a responsabilidade de acesso é do funcionário; fazendo a confirmação podemos continuar a navegação pelo site.

Esse tipo de política é extremamente produtivo, pois precisamos estar constantemente fazendo pesquisa e navegando em vários sites. Uma política muito restritiva certamente afetaria nosso trabalho.

Trabalhei certo tempo prestando serviços para uma empresa estatal que tinha uma política de acesso bem restritiva, e isso dificultava muito o nosso trabalho. Às vezes (muitas vezes) fazia uma pesquisa e quando parecia que tinha achado uma resposta que resolveria meu problema me deparava com a maldita tela de site bloqueado.

Algumas vezes as restrições impostas sobre alguns sites não ocorrem somente pelo seu conteúdo. Um bom exemplo disso é o Youtube, que pode ter conteúdo muito relevante para pesquisa, mas que é bloqueado em muitas empresas por questões de infraestrutura: a empresa não tem uma rede que comporte um tráfego elevado de dados.

Outro item importante na política de internet de uma empresa é o email.

O email é o principal ponto de saída de informação da empresa e por esse motivo é um ponto muito crítico: se você trabalha em uma grande empresa provavelmente seu email está sendo monitorado.

Existem algumas discussões sobre a legalidade desse monitoramento e pelo que tenho lido na imprensa, isso depende muito como a política de internet é escrita. Se você assinou a política dizendo que o email corporativo é para uso estritamente profissional a empresa tem o direito de monitorá-lo.

Vi recentemente na imprensa um caso de um funcionário que processou a empresa em que trabalhava, pois na política de internet estava escrito que o email poderia ser usado para fins pessoais - algumas empresas fazem isso para poderem bloquear o acesso aos emails pessoais. Neste caso o juiz entendeu que o monitoramento quebrava o sigilo de correspondência do funcionário.

Questões jurídicas à parte, é sempre bom tomar muito cuidado com o conteúdo de emails, pois o vazamento de uma informação confidencial da empresa pode ser catastrófico tanto para o funcionário quando para a empresa.

E você? Qual a política de internet na sua empresa? Você concorda ou discorda dela?

Até o próximo mês.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Do Pouco Um Tudo e Vice Versa - "Privacidade e Internet"



Nesta segunda feira, a coluna “De Tudo Um Pouco e Vice Versa”, assinada pela produtora cultural Thaty Moura, traz uma outra visão do que consideramos como privacidade na internet, além de um breve histórico da grande rede.

Privacidade e Internet

Eu já pensei em zilhões de pautas, já escrevi e apaguei alguns textos, mas a coluna de hoje parecia que estava com “reza braba” para não sair. No fim das contas me decidi por escrever sobre um assunto que faz parte do meu dia a dia, talvez analisar alguns cases e quem sabe trazer um tema (não tão) novo aqui para o Ouro de Tolo.

Então, vamos falar de redes sociais?

Como ando um pouco nostálgica, e minhas sessões de terapia tem ajudado a explorar toda essa minha nostalgia analisando os acontecimentos vertiginosos dos últimos três anos, comecei a pensar em como me tornei, além de jornalista, uma profissional de redes sociais.

Involuntariamente, faço parte do que chamam por ai de Geração Y, essa galera que está entre os 20 e 30 anos e tem por característica comum ter se desenvolvido numa época de grandes avanços tecnológicos e de certa prosperidade econômica.

Crescemos vivendo em ação, sendo estimulados por diversas atividades e executando múltiplas tarefas, além do contato intenso com a alta tecnologia. Nós crescemos, praticamente, juntos com a Internet. Usamos e nos expressamos no mundo digital.

Eu sou usuária de Internet desde os longínquos tempos do saudoso Bate-Papo UOL e da, nem tão saudosa assim, Internet discada. Tinha toda aquela aventura de ligar o cumputador depois da meia noite, tomando o maior cuidado para não acordar meus pais com o maldito barulho de discagem do modem e colocar toda a diversão por água a baixo.

[N.do.E.: embora seja de uma geração acima da colunista, eu também. Devo ter sido um dos primeiros usuários domésticos de internet, ainda em 1998.]

Ai eram horas inventando histórias, conhecendo pessoas e aprendendo a digitar e pensar cada vez mais rápido.

Depois veio a banda larga, que na época era bastante estreita, e os sites de buscas Cadê? e Yahoo ajudando nos trabalhos de colégio. Abandonei o Bate-Papo UOL e passei a decorar um número engraçado, que devia ter alguma lógica, e a me divertir num chat mais discreto com barulhinho divertido chamado ICQ (saudades). Acho que ainda lembrava a senha dessa diversão até bem pouco tempo atrás.

[N.do.E.: quem quiser me adicionar, meu número no ICQ é 19757525 (risos)]

Nessa mesma época comecei a me aventurar em alguns fóruns, e como boa fã do Guns N’ Roses (podem me julgar), fui parar num site que tinha uma espécie de comunidade Gunner, onde por muito tempo fui a única menina cadastrada. Acho que esta foi a primeira rede social onde me cadastrei.

Depois do ICQ a Internet teve mais um boom com a chegada do MSN. A comunicação passou a andar de uma forma mais rápida. A galera do marketing foi forçada a pensar em como atingir esse público que vivia trancado no quarto de site em site e em uma janelinha minúscula piscando uma centena de emoticons animados.

Em 2004, a Internet começou a dar indícios do que hoje é um mercado concorrido e bastante divertido, apesar de muito trabalhoso. Nasceu o Orkut, para nossa alegria!

E foi naquela rede azul bebê e rosa que a gente começou a brincar de rede social de verdade. Naquele tempo surgiram os debates sobre privacidade, riscos de exposição e “os perigos da internet” (caro leitor, favor ler com a voz do Cid Moreira).


De lá pra cá surgiram outras redes, mas nada foi mais aclamado do que a rede de Mark Zuckerberg, o Facebook - a rede social do recalque e da discórdia. Aqui, vale indicar a leitura do livro ‘A Rede Social’ que, apesar de não aprovado pelo ‘titio Zuck’, é uma excelente aula sobre o mercado e do comportamento empreendedor da Geração Y.

Então a coisa funciona assim. De harduser eu passei a profissional, em uma série de acontecimentos estranhos que envolvem toda a minha militância pela cultura livre, mas que é papo pra outra coluna. Essa já está ficando grande por demais e a essa altura vocês já devem estar se perguntando onde eu quero chegar com todo esse blablablá.

Inicialmente eu iria discutir ações frustradas na rede, tomando como exemplo a escolha do samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o ano de 2013, mas esse vai ser o assunto de uma próxima coluna. Toda essa longa história sobre redes sociais e a minha história pessoal e profissional com elas tem o único objetivo de provocar a reflexão e discussão do conceito de privacidade.

Nesta última semana circulou pelo Facebook um texto sobre uma matéria do Fantástico que alertava para “Os perigos do Facebook” (aqui também cabe a voz do Cid Moreira) e “ensinava” aos telespectadores como “proteger” os seus respectivos perfis para que outras pessoas não visualizassem as suas atualizações e interações.

Ora bolas! O princípio básico das redes sociais é o relacionamento interpessoal através da exposição. Sim, meus amigos, exposição. E pasmem, o que o Fantástico anuncia como novidade maquiavélica da rede de Zuckerberg sempre, vejam bem que eu disse SEMPRE, fez parte dos mecanismos do Facebook.

Meus amigos, quem está na chuva é para se molhar! Uma vez na Internet, sempre na Internet! Retirem os cadeados e passem a moderar o que vão falar por questões de BOM SENSO e não de quem vai ter acesso aquilo. Acima de tudo, usem esse espaço virtual infinito e incrível para promover discussões, produzir conteúdo, expor suas artes.

“O post é voz que vos libertará!” (Amanhã... Será - O Teatro Mágico)

Fontes:



Sugestões (esse não foi um site usado como referência para a construção de um texto, mas é uma referência básica para Cultura de Internet):

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Tecnologia no Casamento"


Excepcionalmente nesta segunda feira, a coluna “Os Nerds na Vida Real”, do analista de sistemas Rodrigo Felga, mostra como a tecnologia e especialmente a internet podem ser úteis na preparação de uma cerimônia de casamento.

Fiquei apenas com uma dúvida ao editar a coluna, que divido com os leitores: será que se consegue também fazer despedida de solteiro através da internet?

Brincadeiras à parte, passemos ao texto.

Tecnologia no Casamento

Olá Amigos!

Nesta coluna de setembro contarei aos leitores como consegui (pelo menos acho que consegui) organizar meu casamento apenas em quatro meses, com o auxílio da internet.

A coluna não terá um enfoque tecnológico, sendo apenas um relato das minhas experiências na organização do casamento e como a internet me ajudou em algumas tarefas.

Era início de junho deste ano quando após quase dez anos de namoro [N.do.E.: coitada da moça, haja paciência (risos)] resolvi finalmente ficar noivo. Fui lá, fiz aquela baita surpresa para a felizarda e colocamos as alianças douradas.

Logo em seguida, veio a grande questão: quando será o casamento? Estávamos pretendendo nos casar em maio do ano que vem, mas acabamos por vários motivos decidindo que casaríamos em outubro deste ano, ou seja, mês que vem . Já era praticamente final de junho, então nos restavam pouco mais de três meses para organizar tudo.

É aí que entra a grandiosa ajuda da tecnologia, sem a qual acho que não teria conseguido alcançar os objetivos propostos.

Nossa primeira tarefa foi marcar o casamento civil e ai já surgiu o primeiro problema. Por um motivo que eu ainda não entendi e acho que sequer vou entender, entre os documentos necessários para o casamento se exige uma certidão de nascimento com menos de seis meses de emissão.

Não vejo sentido nessa exigência, visto que após o casamento a certidão de nascimento praticamente perde a serventia, sendo substituída pela certidão de casamento. Mas o problema é que moro em Minas Gerais e sou nascido no estado do Rio, então teria que solicitar uma segunda via da certidão lá.

Depois de alguma pesquisa na internet descobri o que seria a solução dos meus problemas: o Cartório Postal. O Cartório Postal é uma franquia que faz o serviço de intermediação cartorária, fiz todo o processo online e em alguns dias (vários, na verdade) estava com a certidão em mãos. É claro que poderia obter essa certidão de vários outros modos, mas acabei optando pelo serviço principalmente pela praticidade e pela falta de tempo.

Com a parte civil resolvida partimos para a organização da parte religiosa e da recepção: nessa fase o Google foi o nosso grande aliado.

O primeiro problema que enfrentamos foi o da realização do curso de noivos. Aqui na minha cidade esses cursos são compostos de vários encontros que são realizados e não havia tempo hábil para fazer esses encontros e entrar com a papelada na igreja. Depois de algum tempo de pesquisa no Google, descobri em Belo Horizonte algumas igrejas que realizam esses cursos em forma de "intensivão". Então conseguimos resolver essa etapa em apenas um dia, o que nos poupou um bom tempo mais uma vez.

Terminado o trâmite no religioso, partimos (sempre estou falando no plural, pois minha futura esposa me ajudou em tudo e muitas coisas ela resolveu sozinha) para a organização da recepção. Foi nessa parte que a internet se tornou fundamental para conseguirmos organizar tudo em tão pouco tempo: foram dezenas e dezenas de emails com solicitações de orçamento de buffet, decoração, etc.

A estratégia que utilizamos aqui foi utilizar a internet na fase inicial de pesquisas. Depois separamos os orçamentos mais relevantes e fomos conversar pessoalmente com os fornecedores para finalmente fechar o contrato.

Para finalizar, utilizamos mais uma vez a internet para preparar a nossa lista de presentes, o que vejo como uma grande facilidade para os noivos e também para os convidados. Estes não precisam se descolar até uma loja física para comprá-los, apesar de também ser possível fazê-lo, pois a lista está integrada entre loja física e virtual. Nestes tempos corridos de hoje é uma ajuda e tanto.

Bem amigos, este foi um breve relato dos pequenos desafios que encontramos para a realização do nosso casamento em um curto espaço de tempo e, como dito no primeiro parágrafo, a intenção foi mostrar que a internet pode ser nossa aliada para várias tarefas que às vezes nem imaginamos (como encontrar um curso de noivos, por exemplo).

Espero que dê tudo certo para o grande dia.

Um abraço e até o próximo mês.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Samsung e Apple: A Briga Judicial"


Em edição extra, a coluna "Os Nerds na Vida Real", do analista de sistemas Rodrigo Felga, traça um panorama sob o ponto de vista técnico da gigantesca briga judicial entre a Samsung e a Apple envolvendo patentes e outras questões técnicas de smartphones e tablets.

Esta demanda deverá ter sua sentença divulgada nos próximos dias.

Em minha visão de economista o que me parece é que a Apple quer se impor como monopolista no mercado, utilizando-se do sistema de patentes. Como o próprio colunista explica, há algumas "patentes" que são extremamente duvidosas. Por outro lado também me parece claro que o sistema de patentes precisa ser revisto e demandas tanto da Apple quanto da Samsung me parecem claramente exageradas.

Além disso, vale lembrar que cópias sempre existiram, e cópias aprimoradas principalmente. Muitas das grandes inovações tecnológicas surgiram do aprimoramento de produtos pioneiros. O limite entre a cópia e o plágio é que me parece bastante tênue.

Na verdade o que ocorre não é muito diferente de áreas como a de medicamentos ou a de implementos agrícolas, onde uma suposta exclusividade tecnológica é utilizada para impor um monopólio artificial - e isso gera preços mais altos ao consumidor e lucros mais altos à empresa.

Pessoalmente, neste caso sou a favor da competição. Passemos à coluna.

Samsung e Apple: A Briga Judicial

Olá amigos!

Na coluna especial de hoje falarei um pouco sobre a briga judicial entre Apple e Samsung, cujo julgamento está ocorrendo nos Estados Unidos. Visto que o Direito não faz parte da minha área de conhecimento, darei uma visão mais tecnológica sobre o assunto.

Tudo começou no dia 15 de abril de 2011, quando a Apple acionou judicialmente a Samsung nos Estados Unidos alegando que os produtos da Samsung copiavam design, embalagem e até disposição dos ícones de seus aparelhos (na época, iPhone e iPad).

Depois dessa primeira investida da Apple, o que se viu foi uma guerra de processos pelo mundo que já somam por volta de 50 ações, com as empresas trocando acusações de cópias dos mais variados itens.

A Apple acusa a Samsung de copiar basicamente patentes de design, enquanto a gigante sul-coreana rebate com acusações de cópias de patentes mais técnicas. Ambas as empresas já obtiveram vitórias nos tribunais mundo afora, com a Samsung ficando impedida de comercializar alguns de seus produtos em determinados países e a Apple tendo que pagar algumas multas em outros países.

No processo que corre nos Estados Unidos ocorreu um fato curioso: uma advogada de defesa da Samsung foi indagada pela juíza se saberia diferenciar qual era o tablet da empresa que defendia. Ainda que estando a três metros dos aparelhos, não conseguiu diferenciar os dois, tamanha a semelhança entre eles. Outro fato curioso é que a Samsung é uma das principais fornecedoras de peças para os celulares e tablets da Apple.

Independente do resultado, que deverá sair na próxima semana, é fato que esse julgamento afetará não só as duas empresas envolvidas, mas todo o mercado de smartfones e tablets.

Caso vença a Apple, as empresas serão forçadas a investir no design de seus produtos para diferenciá-los da concorrência, enquanto no caso de vitória por parte da Samsung acredito que veremos muito mais modelos "inspirados" nos aparelhos da Apple. Para nós, consumidores, acredito que uma vitória da Apple seria melhor pois teríamos uma renovação "forçada" dos aparelhos concorrentes, que hoje em dia só fornecem mais do mesmo.

É inegável que os produtos da Samsung se parecem muito com os da empresa americana e talvez a Apple tenha razão ao reivindicar essas patentes. Por outro lado também me parece bem claro que a Apple copiou algumas patentes técnicas da Samsung, como o caso da forma de conexão à internet que gerou uma multa na Holanda. O que me preocupa nesse processo são várias patentes ao meu ver no mínimo estranhas, como algumas patentes de gestos feitos com o dedo para acessar determinadas funções.

Não me parece correto patentear gestos que fazemos naturalmente para realizar uma ação, como o deslizar de dedos para virar uma página. Na minha visão, caso a Apple vença em relação a essas patentes acho que corremos sérios riscos de ficarmos limitados tecnologicamente. O sistema de patentes americano (não só o americano, como o da grande maioria dos países) precisa ser revisto, pois nos moldes que está não contempla a evolução tecnológica vertiginosa das últimas décadas.

Muitas coisas precisaram ser revistas com as novas tecnologias, como por exemplo as leis que não contemplavam os crimes cibernéticos. Acredito que o sistema de patentes seja mais uma dessas áreas que precisam evoluir juntamente com a tecnologia.

Até a próxima coluna.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os Nerds na Vida Real - "A internet e as relações interpessoais"


Nesta sexta feira, a coluna “Os Nerds na Vida Real”, do analista de sistema Rodrigo Felga, comenta sobre as relações interpessoais no universo da internet.

A internet e as relações interpessoais

Olá amigos!

A coluna desse mês falará um pouco sobre o papel da internet nas relações humanas nos dias de hoje. O tema foi motivado ao comentar com o editor do blog que eu iria me casar em outubro...

Na verdade o tema sugerido era falar sobre a tecnologia ajudando os casamentos mas eu resolvi aumentar um pouco a abrangência e falar da tecnologia ajudando (ou atrapalhando) os relacionamentos. A coluna desse mês terá um aspecto mais pessoal, mostrando a minha visão do papel da tecnologia nos relacionamentos.

Pois bem, para demonstrar o meu "conhecimento de causa" vou contar para os leitores de uma forma bem resumida como conheci minha futura esposa. No longínquo ano de 2002 eu tinha recém chegado a Conselheiro Lafaiete (MG) após morar todos os 18 anos da minha curta vida em Volta Redonda (RJ). Eu era um completo forasteiro na cidade, praticamente não tinha amigos; então ficava horas no computador conversando com amigos da minha antiga cidade.

Não muito longe da minha casa havia (e ainda há) um “Pesque e Pague” onde eu ia de vez em quando com meus pais. Lá conheci (de vista) a Isabel - que é filha do dono - e tinha à época 16 anos. Eu com a timidez infinita que tinha não cheguei a trocar uma palavra com ela.

Eis que, algumas semanas depois, em minhas andanças pela internet resolvo entrar na sala de bate-papo da cidade no famigerado "Bate-papo UOL" e acabei encontrando na sala justamente a Isabel. Conversa vai, conversa vem até que dois meses depois (é, demorou muito tempo) demos o primeiro beijo de um relacionamento que já dura quase 10 anos.

Posso afirmar sem sombras de dúvida que aquele bate-papo mudou a minha vida para sempre e este é só um exemplo de como a internet pode aproximar pessoas. Com o boom das redes sociais que existe nos dias de hoje podemos manter contato com pessoas distantes geograficamente e encontrar velhos amigos dos tempos de escola.

Uma das utilidades que vejo nas redes sociais é justamente a oportunidade de manter contato com pessoas com as quais nos importamos, contudo estão geograficamente distantes de nós.

Ainda falando de rede social, um ponto que pode ser destacado é a criação de comunidades que reúnem pessoas com interesses em comum. Isso contribui muito para que minorias possam se unir e se mobilizar mesmo geograficamente distantes. Outra característica importante das redes sociais é a possibilidade de se ter um networking profissional, principalmente na minha área, que é a de tecnologia.

Mas nem tudo são flores no mundo virtual. Relacionamentos pautados integralmente no mundo virtual podem ser muito perigosos, você nunca sabe quem está do outro lado do teclado. Pode ser um pedófilo se passando por uma amiguinha da sua filha, pode ser um ladrão coletando informações para te fazer uma visitinha, enfim, pode ser qualquer pessoa do outro lado. Em minha opinião crianças e pessoas com idade mais avançada são as pessoas mais vulneráveis à engenharia social (já falei sobre isso em outro post) e isso torna o ambiente virtual extremamente perigoso principalmente para essas pessoas.

Voltando as redes sociais eu acredito que o principal problema é a exposição exagerada das pessoas, eu não tenho interesse em saber a que horas você vai fazer as suas necessidades fisiológicas e muito menos que você chegou bêbado da balada às 4 horas da manhã.

Há pessoas que transmitem a sua vida em tempo real pelas redes sociais e isso prejudica principalmente a elas próprias. Isso sem contar os pseudo ativistas/moralistas/ambientalistas que, por exemplo, defendem com unhas e dentes as florestas no mundo virtual, mas não tem coragem de plantar uma árvore no mundo real.

É inegável que a internet mudou a forma como nos relacionamos e cabe a cada um filtrar o que é útil ou não aos seus interesses e utilizar as ótimas ferramentas que temos à disposição da melhor forma possível.Também é inegável que nada substitui o relacionamento humano e não há nada como uma conversa olho no olho.

Na coluna do próximo mês contarei como a tecnologia está me ajudando a planejar (e executar) meu casamento no prazo recorde de quatro meses. Até lá!

[N.do.E.: talvez tenhamos uma coluna extra neste meio tempo sobre a briga judicial entre a Apple e a Samsumg.]

P.S. - Conheci o editor desse blog através de uma promoção que ele fez aqui do sorteio de uma camisa do Flamengo. Não ganhei a camisa (apesar de grande esforço para isso, risos), mas passamos a conversar um pouco através do Twiter e daí surgiu a ideia de uma coluna sobre tecnologia no blog. Ainda não conheço o editor pessoalmente, mas espero que isso possa acontecer um dia.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Tecnologia nos Jogos Olímpicos"


Nesta sexta feira, o analista de sistemas Rodrigo Felga traz mais uma edição da coluna “Os Nerds na Vida Real”. O tema de hoje é a tecnologia empregada nos Jogos Olímpicos que se aproximam.

Tecnologia nos Jogos Olímpicos

Olá amigos!

Na coluna deste mês falaremos sobre a tecnologia nos Jogos Olímpicos. A ideia é trazer alguns números da área de tecnologia dos jogos de Londes 2012. Desta forma pode-se ter noção da real importância da tecnologia nos eventos de grande porte e também para começarmos a pensar em como serão os jogos do Rio de Janeiro em 2016.

A Atos Origin, empresa que atua na área de infraestrutura dos Jogos Olímpicos desde 2002, será a responsável por fazer as informações saírem de Londres para o mundo. Foram gastas cerca de 200 mil horas com testes de todos os sistemas que estarão envolvidos nos jogos para que nada saia errado durante as competições. A Atos estima que os Jogos de Londres demandarão um processamento de dados 30% superior a qualquer outra edição das Olimpíadas. É importante lembrar que a Atos também será a responsável pela infraestrutura de TI dos Jogos do Rio em 2016

Um dos sistemas que foram testados se chama myInfo+, um aplicativo online para que imprensa, atletas e oficiais acessem calendários de competição, ranking de medalhas, informações referentes a transporte e recordes esportivos.

Um outro sistema voltado para a imprensa se chama Commentator Information System. Este sistema tem a capacidade de mostrar os resultados para a imprensa em incríveis 0.3 segundos, possibilitando que narradores e comentaristas tenham as informações antes mesmo da reação do público.

Durante o evento, serão utilizados 900 servidores, 1000 dispositivos de rede e segurança, e 9500 computadores, com 3500 especialistas de tecnologia na supervisão. Será necessário meio milhão de linhas de código, de acordo com os organizadores.

Outro ponto importante para os Jogos são as telecomunicações. São as ferramentas de telecomunicação que permitem que as imagens e dados dos jogos cheguem até nós praticamente em tempo real. Nos Jogos de Londres a responsável por toda a infraestrutura de telecomunicações é a British Telecom (BT). A BT está implantando uma rede de comunicação especial para as Olimpíadas com cerca de 80 mil terminais, que interligarão 94 locais relacionados ao evento.

A rede de fibra óptica instalada pela BT é a maior já instalada em uma região metropolitana no mundo, com internet de 30 Megabits por segundo (Mbps), TV digital HD e 3D. Essa rede tem uma infraestrutura de 4,5 mil quilômetros de cabos, 16,5 mil linhas telefônicas e 14 mil chips para celulares. A rede olímpica será capaz de transportar 6 gigabits por segundo (Gbps) de informação, volume de dados equivalente ao conteúdo de 6 mil livros ou de 170 CDs de música.

As empresas não divulgam os investimentos realizados em tecnologia, mas analistas estimam que o investimento da BT em infraestrutura para os Jogos gira em torno de £4 bilhões (R$ 11,5 bilhões).

Além de toda essa tecnologia em infraestrutura e TI, podemos observar também a utilização cada vez mais freqüente da tecnologia nos esportes olímpicos.

Um bom exemplo é o atletismo. Neste ano, o disparo será feito com uma pistola eletrônica que é interligada à contagem de tempo. Essa tecnologia detecta movimentos até 40 vezes mais rápidos que um piscar de olhos e pode desclassificar um atleta que queimar a largada. Além disso, o som do disparo será amplificado em caixas de som próximas aos atletas para que nenhum leve vantagem sobre o outro na hora da largada. Na linha de chegada, feixes de laser integrado a câmeras de alta velocidade definirão os vencedores.

Outro esporte que também terá mudanças tecnológicas esse ano é o pentatlo moderno: nesta modalidade os atletas utilizaram pistolas de laser ao invés das tradicionais pistolas de ar. Essa alteração traz vários benefícios ao esporte, como redução de custos com munição e principalmente segurança.

Uma coisa é certa: a tecnologia estará presente em todos os lances dos Jogos de Londres, desde o cartão do ponto de ônibus até as redes sem fio WiMax com velocidades altíssimas. Esperamos que a Atos Origin possa trazer também toda essa tecnologia (e muito mais) para os jogos do Rio de Janeiro em 2016, pois nossa infraestrutura tecnológica ainda tem muito a melhorar.

Um abraço e até o próximo mês!

Fonte: Os números desse artigo foram retirados do site TecMundo e do site da própria Atos Origin.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Custos e Prazos de TI"


Nesta sexta, a coluna "Os Nerds na Vida Real", asinada pelo analista de sistemas Rodrigo Felga, traz algo que é objeto de muita reclamação em usuários e gestores de empresas: os custos e prazos de sistemas de TI, que sempre extrapolam.

Custos e Prazos de TI

Olá Amigos! A coluna de hoje falará um pouco sobre custos e prazos em projetos de TI, mais especificamente sobre projetos de desenvolvimento de software - que é a minha área de atuação.

Uma parte crucial em um projeto de desenvolvimento de software é a definição do escopo do projeto.

Essa é parte mais complicada, pois geralmente o cliente não entende desse tipo de projeto e por isso não compreende o que foi definido no escopo. Escopo é uma das principais fontes de problemas em projetos de TI. Fazendo uma analogia simples: o cliente quer um carro, o vendedor elabora o escopo de um carro popular mas o cliente espera uma Ferrari. Um projeto desse tipo irá provavelmente estourar o custo e prazo definidos ou então terá um cliente insatisfeito.

Um projeto de desenvolvimento de software geralmente tem quatro itens principais: escopo, prazo, custo e qualidade.

Depois de estabelecidos esses parâmetros é impossível mexer em um dos itens sem impactar o outro. Se eu quero diminuir o prazo, por exemplo, terei que mexer em pelo menos um dos outros itens, cortando alguma coisa do escopo, aumentando o custo do projeto ou ainda diminuindo os parâmetros de qualidade.

É parte importante do gerenciamento desse tipo de projeto a fase de negociações com o cliente. O gerente de projetos deve saber mostrar ao cliente que qualquer mudança no projeto fatalmente terá impacto no mesmo. Muitos projetos sofrem com problemas de custo e prazo pois os gerentes absorvem as mudanças solicitadas pelo clientes e no fim das contas estouram o prazo e custo.

Geralmente, essas mudanças chegam na forma de pequenas mudanças, que aparentam não causar nenhum impacto no projeto e são absorvidas pelo mesmo. No final das contas são tantas "mudancinhas" que acabam gerando um grande impacto no resultado final do projeto.

Mudanças são e sempre serão bem vindas em qualquer tipo de projeto, principalmente projetos de TI que devem ser dinâmicos. Entretanto essas mudanças devem sempre ser acompanhadas de um estudo de impacto no projeto e o cliente deve sempre estar de acordo com esses impactos. Ter o cliente ao seu lado e acreditando no projeto é sempre a coisa mais importante para o sucesso de qualquer projeto.

Até o próximo mês.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Segurança na Internet"


Nesta sexta feira, a coluna "Os Nerds na Vida Real", assinada pelo analista de sistemas Rodrigo Felga, a partir do caso do roubo de senhas ocorrido esta semana no Twitter e do caso da atriz global Carolina Dieckmann (acima, em foto do site Ego) analisa a questão da segurança na internet.

E a comemoração do terceiro aniversário do Ouro de Tolo está somente começando.

Segurança na Internet

Olá Amigos,

A coluna de hoje abordará novamente o tema segurança.

Muitos de vocês devem ter visto durante a semana notícias em grandes portais sobre a divulgação de mais de 55 mil senhas de usuários do serviço de microblog Twitter. A divulgação dessas senhas desencadeou uma onda de problemas com os usuários que tiveram suas contas comprometidas - forçando alguns usuários, inclusive famosos, a encerrarem suas contas no serviço. Até o momento em que fechei a coluna ainda não se sabia como essas senhas foram parar em mãos erradas e farei hoje um exercício de enumerar alguns possíveis métodos que os criminosos podem ter usado para chegar às senhas.

Parêntese. Durante essa semana também veio à tona o caso da atriz Carolina Dieckmann que teve fotos pessoais divulgadas na internet após aparentemente ter sido chantegeada por um criminoso. Nesse caso as investigações indicam como suspeitos pessoas que tiveram acesso ao computador de Carolina para realizar uma manutenção no mesmo e seria nesse momento que teriam obtido as fotos.

Caso seja confirmada essa hipótese, o crime foi cometido por uma pessoa que teve acesso físico ao computador comprometido, portanto as dicas desse post não serão efetivas para esse tipo de golpe. Existem meios de se proteger em caso de equipamento roubado mas esse tema não será abordado na coluna de hoje, que visa dar dicas sobre a chamada segurança online, principalmente no que diz respeito às senhas. Fecha o parêntese.

A primeira e menos provável possibilidade é a de que o cybercriminosos invadiram os servidores do Twitter e capturaram as senhas "direto na fonte". Essa hipótese é improvável principalmente porque as senhas dos usuários são armazenadas criptografadas (codificadas), o que significa que além de invadir os servidores do serviço de microblog os hackers precisariam também decodificar cada uma dessas senhas, uma tarefa pouco provável (contudo não impossível) com a criptografia existente nos dias de hoje.

Outro fato que corrobora a minha tese é o fato que o número de usuários atingidos é muito pequeno se compararmos com o universo de mais de 380 milhões de contas (dados de Janeiro/2012) registradas no serviço: por que tendo acesso a todos os dados seriam divulgados "apenas" 55 mil? Com que critérios esses 55 mil foram "selecionados"?

Outro método que pode ter sido utilizado é o que explora senhas fracas criadas pelo usuário. Dando uma rápida olhada na lista divulgada pode-se perceber que muitas das senhas eram consideradas fracas, pois continham somente letras ou somente números. Ou, o que é pior, a senha era uma sequência numérica (123456) ou uma palavra encontrada em qualquer dicionário (vaca, por exemplo).

Existiam ainda usuários que utilizavam como senha o próprio nome de usuário, ou variações do nome de usuário. Os criminosos de hoje usam ferramentas que testam em segundos todo o dicionário da língua portuguesa ou combinações numéricas, o que torna até certo ponto fácil descobrir senhas desse tipo.

A dica para criar senhas mais seguras é que elas utilizem sempre combinações (nunca palavras inteiras) de pelo menos 8 dígitos que contenham letras maiúsculas e minúsculas além de números (e se possível também caracteres especiais).

Outra forma de se conseguir acesso às contas do Twitter pode ser por meio da utilização de computadores públicos.

Existem programas que monitoram todas as teclas pressionadas pelo usuários e as enviam de tempos em tempos para o email do criminoso: esses programas são conhecidos como keyloggers. Agora, imaginem o estrago que pode ser causado por um keylogger instalado no computador da faculdade ou de uma lan house: todos que efetuaram login através do computador infectado terão suas senhas comprometidas.

O mesmo pode acontecer quando se usa redes públicas, como essas redes wi-fi que se encontram em alguns shoppings: existem meios de capturar todo o tráfego de rede e "garimpar" as senhas. A dica nesses casos é nunca logar em computadores ou redes públicas, somente assim se evita o risco de ter a sua senha "garimpada" em meio aos dados que podem estar sendo "espionados".

Uma possibilidade que vejo como umas das mais prováveis é de que os criminosos utilizaram ataques de phishing e/ou engenharia social para obter essas contas (para saber mais sobre esses ataques leia o post sobre fraudes digitais que fiz aqui no Ouro de Tolo). Hoje mesmo recebi alguns e-mails que prometiam as famosas fotos da Carolina Dieckmann e que na verdade se tratavam de ataques. As dicas para se prevenir desses ataques podem sem encontradas no post citado mas é sempre bom reforçar: desconfie sempre de emails "inesperados" que venham de desconhecidos e até de conhecidos.

Acredito que um destes métodos (ou uma combinação deles) foi utilizado pelos criminosos para se conseguir essa lista de senhas. Seguindo algumas dicas simples deste post acredito você possa ter uma vida virtual um pouco mais tranquila.

E você, tem mais alguma dica para proteger suas senhas? Compartilhe nos comentários.

Um feliz aniversário a este Ouro de Tolo e até o próximo mês.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Guia do Consumidor de Informática - Parte II"


Nesta sexta feira, mais uma edição da coluna "Os Nerds na Vida Real", assinada pelo analista de sistemas Rodrigo Felga. No post de hoje ele retoma o tema da coluna anterior e discorre sobre o computador ideal para as necessidades de cada consumidor.

Guia do Consumidor de Informática - Parte II


Olá amigos,

Na primeira parte deste guia falamos um pouco sobre qual dispositivo escolher (Desktop, Tablet, Notebook, etc). Nesta segunda parte falaremos um pouco mais especificamente de qual configuração escolher para o seu dispositivo, focando principalmente no Desktop e no Notebook.

Como na hora de escolher o dispositivo que melhor atende, escolher suas configurações também depende do objetivo que se deseja alcançar com a máquina e do quanto se está disposto a gastar. Dividi a coluna em subtópicos para falar de cada item de configuração separadamente.

Falarei aqui dos principais itens mas é importante lembrar que nem tudo estará coberto aqui: a ideia é dar uma visão geral ao leitor para que ele possa fazer uma pesquisa mais direcionada na hora de escolher a configuração do computador. Então, por esse motivo, não me aprofundarei muito em nenhum item de configuração pois senão teríamos um artigo para cada item.

Sistema Operacional

Antigamente quando se comprava um computador novo era padrão que o mesmo viesse com o Windows, que é sem dúvida o Sistema Operacional (SO) mais popular. Hoje em dia, no entanto, grande parte dos computadores de baixo custo tem a opção do sistema operacional Linux (que é gratuito). Apesar do Linux ser gratuito eu recomendo o Windows para 90% das pessoas pois a grande maioria já está familiarizada com esse SO e a adaptação será menos traumática.

Em cassa, tenho um computador com os dois sistemas (além de um Macintosh, que não vem ao caso) e acabo trabalhando a maior parte do tempo com o Windows. Acho o Linux muito mais veloz e estável que o windows, mas, na minha visão, o Linux tem dois grandes problemas: a falta de vários programas com os quais estou habituado no Windows, além de muitas versões diferentes do SO - o que torna ainda mais difícil a adaptação dos novos usuários.

Processador

O processador será o coração do seu computador, é ele que processa (não diga!!) as informações e o desempenho da máquina está diretamente ligado ao processador escolhido. Os processadores hoje são basicamente divididos em três classes: low-entry (entrada), mainstream (intermediária) e high-end (avançada).

Os processadores da classe de entrada são os mais simples e tem um preço que não ultrapassa os 100 dólares. São os processadores indicados para os usuários que executarão apenas tarefas básicas como editar textos e navegar na internet. Já os processadores intermediários tem o preço entre 100 e 200 dólares e são indicados para usuários que querem um pouco mais de sua máquina, como editar vídeos, jogar alguns jogos e executar algumas aplicações mais "pesadas", como um Photoshop ou Corel Draw. Os processadores avançados possuem um custo mais elevado e são indicados para aqueles que querem o máximo de desempenho da máquina, como jogar em alta definição e realizar processamentos mais robustos.

Para a maioria das pessoas um processador intermediário atende bem e não se faz necessário um processador "top de linha".

Após escolher a classe do seu processador é necessário definir a marca. Quando se fala em processador hoje em dia se pensa em duas marcas: Intel e AMD. Minha recomendação é pesquisar os testes de desempenho dos processadores em vista e comparar, pois existem muitas variáveis que influenciam no desempenho de um processador e as configurações podem variar bastante dentro da mesma classe de processadores.

Memória RAM


Memória RAM é uma memória temporária que o computador usa enquanto está ligado e se perde quando o mesmo é desligado. A RAM é basicamente utilizada para salvar as informações dos programas que você tem abertos naquele momento em sua máquina. Uma configuração básica deve ter no mínimo 2Gb (Gigabytes) de RAM, computadores intermediários costumam tem 4Gb e computadores mais avançados devem ter no mínimo 4Gb.

A memória RAM tem vários tipos. Os mais utilizados hoje em dia são DDR2 e DDR3, onde o DDR3 é o tipo mais avançado e que alcança velocidades maiores. Devido a baixa diferença de preço entre esses tipos é recomendado sempre comprar o tipo mais "novo".

Além disso é importante ressaltar que a escolha da quantidade de memória depende do sistema operacional escolhido (além da Placa Mãe, como veremos a seguir): um sistema de 32 bits só "enxerga" até 4Gb de RAM. Então, se você pretende colocar mais de 4Gb em sua máquina o sistema operacional deve ser de 64 bits ou então sua memória extra não será utilizada. Nota: O Windows possui sempre duas versões do seu sistema operacional, uma de 32 bits e outra de 64 bits.

HD

O HD (Hard Disk) é onde ficam armazenados todos os dados que salvamos no nosso computador e ao contrário da memória RAM os dados não são perdidos quando o computador é desligado. Um HD na faixa dos 500 Gb atende perfeitamente à maioria dos usuários. Já para os usuários que demandam mais espaço, principalmente para vídeos e músicas o ideal é ter um HD externo que você pode plugar em qualquer porta USB e ter os seus arquivos em qualquer computador.

Placa de Vídeo

As placas de vídeo podem ser de dois tipos: onboard ou offboard.

As placas de vídeo onboard já vem integradas com a placa mãe, utilizando uma parte de sua memória RAM e do processador para gerar as imagens que são enviadas para o monitor. Elas possuem um baixo custo, mas também baixo desempenho visto que ela consome o seu processador e memória RAM juntamente com os outros aplicativos. Esse tipo de placa é indicada para usuários que querem apenas o básico de um computador.

As placas offboard são vendidas separadas e possuem processador e memória RAM próprios - o que eleva drasticamente o desempenho. As variantes aqui de processador e memória RAM também são muitas e vale a pena procurar por testes de desempenho das placas em vista. Esse tipo de placa é indicado para quem precisa de grande processamento de vídeo, como jogos e aplicações 3D.

Placa Mãe

A escolha da placa mãe dependerá muito dos itens que foram escolhidos acima. Faz-se necessário encontrar uma placa que seja compatível com o processador, memória RAM, HD e placa de vídeo escolhidos.

Mesmo que você não vá montar um computador 'top' logo de início também é interessante comprar uma placa mãe que permita expansões futuras. Por exemplo, você pretende comprar 4Gb de RAM mas pode comprar uma placa mãe que suporte até 16Gb para fazer uma expansão no futuro - o mesmo vale para os outros itens. As placas mãe mais reconhecidas atualmente são as da marca ASUS, existem outra boas opções mas escolhendo uma dessa marca a chance de errar é menor.

Chegamos ao final da coluna, espero que tenha sido útil. Até o próximo mês.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Os Nerds na Vida Real - "Guia do Consumidor de Informática - Parte I"


Nesta sexta, a coluna "Os Nerds na Vida Real", do analista de sistemas Rodrigo Felga, inicia uma série de artigos sobre o equipamento de informática mais adequado. Uma espécie de "guia do consumidor".

Guia do Consumidor de Informática - Parte I

Olá amigos!

A coluna deste mês dará algumas dicas ao leitor na hora da escolha de um novo computador. Listarei alguns tópicos principais com uma explicação sobre cada um deles.

Comprar um computador novo ou fazer um upgrade?

A informática evolui numa velocidade impressionante e um computador de última geração que você comprou rapidamente estará ultrapassado, não há como fugir disso.

Se você possui uma máquina que não é tão antiga, com uns 2 ou 3 anos de uso, talvez valha a pena investir em uma atualização de memória ou processador. Essas atualizações podem sair bem mais em conta do que comprar um novo e pode dar uma sobrevida ao seu equipamento.

Agora se você tem uma máquina mais antiga (sim, em informática passou de 3 anos já é antigo) uma atualização não seria satisfatória em termos de desempenho e a melhor opção é mesmo investir em um novo equipamento. Saiba qual o equipamento mais indicado no tópico abaixo.

Desktop, Laptop, Netbook ou Tablet?


Essa é a dúvida de muita gente e não há uma regra específica para saber o que é mais indicado para você. Tudo depende muito da necessidade de cada usuário e qual objetivo ele pretende alcançar com a utilização do dispositivo. A primeira questão a se pensar é se você precisa de um dispositivo móvel ou não: nesse ponto deve-se levar em conta que para computadores com as mesmas configurações básicas o desktop normalmente terá um custo inferior quando comparado a um dispositivo móvel.

Outro ponto que se deve levar em consideração é o tempo que você pretende utilizar o dispositivo durante o dia. Desktops são mais confortáveis e permitem uma utilização menos cansativa no trabalho rotineiro. Já os Laptops (ou Notebooks) perdem um pouco nesse aspecto mas também podem atender à demanda. Agora imagina passar o dia inteiro digitando num teclado minúsculo de um Netbook ou no teclado virtual de um Tablet. Haja paciência!

Além do custo e do tempo de uso, a finalidade também é importante na hora de definir qual dispositivo adquirir. Desktops são mais utilizados em ambientes corporativos e também como computador "principal" de residências, já os Laptops também são utilizados em ambientes corporativos - e para uso pessoal é muito utilizado no ambiente acadêmico.

Netbooks e Tablets são indicados principalmente para as pessoas que não abrem mão de ficarem sempre conectadas, tendo sempre o dispositivo próximo para consultas. Entre os dois dispositivos eu provavelmente escolheria o Tablet pois não vejo muita "graça" em Netbooks (na minha opinião, só servem para navegar na internet).

Comprar pronto ou escolher cada peça?

Para a grande maioria das pessoas a recomendação é comprar um computador já montado, esse tipo de equipamento não demanda um grande conhecimento na hora de comprar, mas é preciso ficar atento para alguns detalhes: sempre se informar se é possível fazer uma atualização de memória, processador ou placa de vídeo.

Já para se montar uma máquina comprando as peças é preciso ter um conhecimento bem maior dos componentes de um computador. No entanto isso permite um alto grau de customização, atendendo desde um usuário que quer um PC barato até um gamer que necessita de uma máquina superpotente para as (longas) sessões de jogatina.

Comprar um computador "de marca" ou um "genérico"?


Existem hoje no mercado uma infinidade de opções para a compra de computadores. Eu chamo de computador "de marca" aqueles que são produzidos por marcas reconhecidas nacional e internacionalmente (HP, Dell, Apple, Sony, etc) e novamente aqui depende muito dos objetivos do comprador. As máquinas de marca possuem um custo mais elevado porém geralmente essas marcas têm uma garantia melhor e os produtos são produzidos com peças de melhor qualidade.

Eu já tive experiências com os dois tipos de computadores e hoje em dia eu não compraria um genérico (Positivo então, nem de graça), porém também já tive uma boa experiência ao comprar um Notebook da marca CCE (que na minha classificação, entraria como genérico) e ser surpreendido tanto pela qualidade quanto pela garantia.

Bem, a coluna deste mês procurou esclarecer algumas dúvidas quanto ao tipo de máquina que melhor atende a cada uso, no mês que vem falarei um pouco mais sobre a configuração propriamente dita (processador, memória, placa de vídeo, etc).

Como sempre, qualquer dúvida podem perguntar aqui ou no meu twitter (@rfelga).

Abraços e até o próximo mês.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Orun Ayé - "A Rede Social"



Excepcionalmente nesta quarta feira, temos mais uma edição da coluna "Orun Ayé", de autoria do compositor Aloisio Villar. Hoje o tema é a interação proporcionada pela internet e seu advento.

Devo confessar que conheci minha esposa em uma destas salas de bate papo do Uol, nos estertores do século passado. Ou seja, às vezes a internet nos traz coisas que ficam.

A Rede Social

Esse é o nome de um filme que fez muito sucesso no ano de 2010. Trata-se da trajetória de Mark Zuckerberg, o inventor do facebook. O mais jovem bilionário do mundo. Com vinte e sete anos tem uma fortuna estimada em quinze bilhões de dólares e sua invenção, o Facebook alcança todos os continentes e mais de cem países.

Isso tudo porque um garoto nerd de Harvard, sem muitos amigos e fracassado com as mulheres inventou uma rede social. O mesmo perfil que o meu. Só que eu fui compor samba, ele ficou bilionário.

Por quê estou falando sobre isso?

Primeiro porque o filme repete toda hora na HBO e acabei me apaixonando pela história, já vi umas cinco vezes. Segundo porque apesar de ter facebook e ainda não ser um apaixonado pela criação de Mr. Zuckerberg a internet mudou a minha vida e acredito que do mundo.

Cresci sem nem ter idéia da existência de internet. Sabia que existiam computadores, mas via só como coisa de cientistas e da CIA. O máximo de tecnologia que eu e todos os garotos dos anos 80 víamos era o atari. Minha geração era fascinada pelo atari e jogos como pac man, river raid e enduro.

E nem se sonhava com a tecnologia e perfeição de um jogo de futebol como o FIFA. Os jogadores eram tracinhos que corriam atrás de um pontinho que era a bola. E algumas vezes o Atari não queria ligar e tinha que ficar ligando e desligando pra pegar.

Se quisesse escrever, era a mão mesmo ou usando máquina de escrever. As novas gerações nunca devem ter visto uma de perto. Eram máquinas com teclas como do teclado de um computador, com a diferença que não eram tão suaves como de um PC. Muitas vezes o dedo escorregava e machucava.

Na máquina eram colocados papéis e o que digitávamos marcava o papel e pra apagar algo usava-se o corretivo. Esse modo rudimentar de escrita para quem tem PC, notebook, celular com acesso a net e tablet foi primordial para que algumas das obras literárias mais importantes da história fossem escritas. 

Como eu disse criança da minha geração se divertia com vídeo game e na rua jogando futebol, taco, pique esconde, pique bandeira, bolinha de gude, pião, bafo, pipa, queimado e correndo ao tocar a campainha alheia.

Maior conhecimento sobre computadores tive nos anos 90.

Alguns amigos com mais grana já contavam ter computador em casa. Não cheguei a ver e nem sonhava ter um. No fim dos anos 80 tive aula de informática no colégio sem nunca ter chegado perto de um computador e sem usar nas aulas. Só teoria.

E aula de informática só com teoria é chata demais. Foi uma das nove matérias que fiquei reprovado na sétima série. Mas esse meu pífio desempenho escolar conto em outra coluna.

Apenas em 1996 conheci um computador. Fui matriculado por minha mãe em um curso de informática e meu primeiro contato com um PC lembrou de um índio conhecendo navegante português nos tempos das caravelas. [N.do.E.: eu sou um pouco mais antigo, trabalho com computador desde 92 e tenho internet em casa desde 1998]

Aos poucos fui conhecendo a máquina,o MS DOS, word, acsses, excel... Passei com louvor no curso. Mas ainda não tinha um computador,só ganhei um em 1998. Ano que também conheci a internet e minha vida mudou.

Como eu já disse algumas vezes, era um garoto introvertido que tinha uma fuga na imaginação e na escrita. Acabei encontrando na internet o ambiente perfeito pra mim. Apenas com alguns dias com internet em casa (período da internet discada que contava apenas um pulso de madrugada, provedores pagos e com limite de horas por mês) descobri as salas de bate-papo.

E ali pude usar meu dom da escrita. Fiz amigos na internet e descobri que podia seduzir, fazer alguém ficar com muita vontade de me conhecer. Não demorou muito para conhecer a primeira menina, a segunda, terceira... A internet acabou servindo a me mostrar que eu era capaz de desenvolver minha auto estima.

Com o orkut em 2005 conheci muita gente bacana. Amigos que se tornaram importantes na minha vida e levo até hoje, mesmo muitas vezes nunca tendo visto pessoalmente e morando longe de mim. Fiz amigos que vejo diariamente também e nem lembrava que conheci pela net.

As comunidades do orkut viraram febre e lá fiz essas amizades reais. Meus grandes e verdadeiros amigos fiz na escola, no samba e na internet.

E tive amores.

Tirando a Michele,que vem a ser a mãe da minha filha Bia, todas as minhas namoradas conheci em comunidades de orkut. Começava com uma atração pela foto e pelo que escrevia, pedido de msn, conversa por lá, empatia e depois seguia todo o trâmite normal que um clima de romance traz.

Não só namoradas, mas conheci através da internet outras mulheres que foram fundamentais na minha vida. Tive grandes companheiras graças ao computador. E graças ao computador consegui uma projeção maior como compositor de samba-enredo.

Entrei para a lista de discussão (listas de grupos fechados onde se troca e-mails sobre determinado assunto) Academia do Samba no fim de2000. Ali descobri que existia um monte de aficionados por carnaval na internet.

Alguns meses depois surgiu o Espaço Aberto, fórum de discussão sobre samba do site Galeria do Samba e as listas Planeta Samba e Monarcas do Samba. Desta faço parte até hoje.

Tive sorte de entrar pro mundo do "samba virtual" na ocasião que venci meu primeiro concurso de samba-enredo, com o meu samba mais marcante que foi Boi da Ilha em 2001. Com isso toda minha carreira como compositor teve alcance pela web e pôde ser projetada além fronteiras.

Muito do conhecimento sobre mim e do reconhecimento que recebo vem devido à internet. Outro dia por curiosidade digitei meu nome no google e apareceram quase cinco mil citações. O compositor de carnaval hoje em dia nem precisa ganhar muitos sambas para ter reconhecimento do público e das quadras. Qualquer sambista tem computador em casa ou vai em lan house e o internauta tem acesso aos sambas concorrentes. Hoje temos sambas que perderam mais famosos que muitos que venceram.

Isso faz ter conhecimento até de injustiças de gente como eu que até tem talento, mas está longe de ser genial, ser mais conhecido e ter mais reconhecimentos que grandes gênios que escreviam sambas quando não existia internet.

É como o futebol, o bom jogador de hoje tem muito mais exposição que o gênio do tempo que não existia internet nem tv.

A internet ainda me deu oportunidade de fazer parceiros e ter cantores defendendo meus sambas, principalmente a lista Monarcas do Samba. Parceiros como Armando Daltro, Diego Mendes, Thiago Lepletier, Cadu, Walkir, Barbieri e Pedro Migão. Cantores como Mauricio Poeta e Júnior Duarte. Na Galeria do Samba parceiros como Diego Nicolau, Walter Nicolau, Thiago Daniel, Diego Tavares e Marcelo Motta.

Todos com duas coincidências. Boas pessoas e vencedores.

E o Monarcas ainda criou um bloco, o Monarcas na Glória [N.do.E.: onde fui Rei Momo em 2004, foto abaixo] que virou Monarcas na Engenhoca e desde 2004 saí todos os anos, mostrando que um encontro de amigos pode render muitos frutos.


Não tem um dia que eu não ligue o computador e acesse a internet. Hoje ela faz parte de mim e se eu ficar sem poder conectar terei problemas até pra resolver assuntos do meu dia a dia. Não fiquei bilionário como o Zuckerberg, mas também ganhei muito pra minha vida desde que ela também se tornou virtual.

Agora o mundo cabe na tela do computador. E a vida envia arquivos. 

Taí... Essa merecia um RT ou um 'curti'. Orun Ayé!