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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pai para filha, um amor rubro negro que se renova


O leitor deste blog viu no post sobre minha ida ao Engenhão semana passada que pretendia levar minhas filhas ao Engenhão para a partida do último sábado, Flamengo e Coritiba. Pois é, deu tudo certo.

Comprei os ingressos na última quinta feira, através do site "Ingresso Fácil" - que deveria se chamar "Ingresso Difícil". Uma série de absurdos marcaram a compra de ingressos.

Só se pode pagar com Mastercard, e de alguns poucos bancos. Como só tenho cartão Visa, e do Banco do Brasil, tive de recorrer ao meu irmão, que iria com a esposa ao jogo com a gente (foto abaixo). Além disso, troca-se a senha sem precisar de e-mail de confirmação e o sistema como um todo me parece inseguro. Sem contar que paguei R$ 11 de taxas apenas para não enfrentar filas na hora de trocar o voucher pelos ingressos na bilheteria. Uma vergonha.


Minhas filhas passaram sexta e sábado ansiosas com a partida. Seria a estréia da Ana Luisa, a minha mais nova - hoje com quatro anos. Maria Clara, mais velha, esteve em um Flamengo e Coronel Bolognese em 2008 - o amigo Lédio Carmona contou aqui esta história.

Chegamos por volta de 16:30 ao Engenhão. Estacionei no próprio Engenhão, que possui um número bastante amplo de vagas. Contudo, ainda inadequadas às exigências da Fifa,de 10% dos lugares do estádio. O Engenhão possui 45 mil lugares e apenas duas mil vagas de estacionamento.

A se lamentar apenas o excesso de água empoçada, de origem desconhecida. Paga-se R$ 15 para se ter acesso e a saída é relativamente próxima, embora fora do complexo.


Troquei os ingressos e por volta de 17:15 já estávamos dentro do estádio. Elas tudo perguntavam, tudo queriam saber, e já queriam as guloseimas. Comeram pastel, pães de queijo e sorvete. Como escrevi na semana passada existe uma variedade bastante razoável de opções de alimentação, muito superiores ao antigo Maracanã. Ainda não é o ideal mas é aceitável.

Lamentável, apenas, a troca de cadeiras do Setor Sul, atrás do gol à direita das cabines de rádio - ângulo oposto ao das fotos deste post. Elas passarão a ser vermelhas e brancas, formando o nome de uma marca de  cerveja - que me recuso a citar aqui.

Isto representa uma descaraterização do estádio, ainda mais levando-se em conta a hipócrita proibição da venda de cervejas no estádio. É um absurdo que deveria ser coibido pela prefeitura, dona do estádio. Abaixo a foto mostra que ainda não está completa a troca - e por isso o referido setor não estava disponível para a partida.


Desta vez, como estava com a família, fui de setor Leste Inferior. A visão da partida é um pouco melhor que no andar superior, mas ainda assim ressente-se da distância trazida pela existência da pista de atletismo.

A situação se amaina pelo fato da inclinação ser bem maior que no Maracanã, de forma que não se fica tão longe do campo. Neste piso inferior a distância entre as cadeiras e o degrau abaixo é bem pequena, de forma que pessoas com mais de 1m70 de altura - o que é meu caso, tenho 1m77 - ficam com as pernas encolhidas.

Por outro lado, a a altura permitiu às meninas ver o jogo sem problemas.


Ana Luisa reagiu de formas diferentes ao jogo. Às vezes prestando atenção, às vezes cantando - em especial o hino do clube - às vezes alheia. Normal em uma menina de quatro aninhos.

Já a Maria Clara, a mais velha, procurou ver o jogo com mais atenção. Cantava o hino, acompanhava as palmas, vibrou e pulou com o já tardio gol.


O público foi bastante semelhante ao do sábado anterior, embora me parecia haver mais gente desta vez. O Flamengo demorou a entrar em campo, talvez devido a um suposto atraso para se chegar ao estádio. 

Este é um problema do Engenhão: as ruas do entorno são estreitas e depois de um certo horário o trânsito fica bastante pesado. Com isso o jogo se iniciou apenas às 18:40, com dez minutos de atraso.


O jogo, em si, foi tenso. O Coritiba veio com a proposta de marcar o Flamengo e tentar achar um gol em um contra ataque. Contribuiu também o visível cansaço do Flamengo, que sentiu o esforço das três últimas e difíceis partidas.

A equipe paranaense ocupava os espaços e levava perigo ao nosso gol. No início do segundo tempo o Flamengo ensaiou uma pressão, perdeu algumas chances mas o jogo se encaminhava para um zero a zero que, apesar dos pesares, seria justo.

Mas aos 44 minutos do segundo tempo a estrela do técnico brilhou. Em uma bola despretensiosa, Ronaldinho cruzou e Jael, que substituíra o centroavante David, marcou. 


Foi vitória de time que quer ser campeão. Arrancada a fórceps, em um dia em que as coisas não correram a contento. Se não foi na técnica ou na tática, foi na garra e no coração.

Dormimos provisoriamente na liderança - o texto foi escrito antes da rodada de domingo. 

O mais importante, contudo, é saber que este time, apesar de alguns problemas - o que são Wellinton e David Braz? - tem totais condições de chegar ao final do campeonato brigando nas primeiras colocações.


Apesar dos relatos em contrário, consegui sair em um tempo razoável do estacionamento e retornar à minha casa. Contente pela vitória e, acima de tudo contente por saber que meu amor pelo Flamengo terá continuidade em minhas filhas.

O mais importante é isso.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Família Reunida

Não tenho postado muitas coisas absolutamente pessoais aqui no Ouro de Tolo, mas, a pedidos, algumas fotinhas familiares do último sábado:

Família reunida:


Maria Clara e Ana Luisa, com um look para lá de clean:

 
Ana Luisa:


As meninas montadas no pônei da fazenda. A Ana Luisa chegou até a passear nele.



E, para encerrar a série, o cidadão aqui montado a cavalo. Só para tirar a foto, lógico...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Macaé

Não sei se cheguei a comentar aqui que iria passar o final de semana em Macaé, cidade onde a Daniele tem parentes - ela, inclusive, nasceu lá.

Estive na cidade para um aniversário no sábado, que na verdade foi em Rio das Ostras - mas isto é assunto para um próximo post.

Queria escrever um pouco sobre as impressões que a cidade me deixou, pois foi a primeira vez em que pude estar em Macaé com um pouco mais de calma.

A cidade é conhecida, basicamente, pelo petróleo. A chamada "Bacia de Campos", na verdade, possui base operacional em Macaé. Na cidade também fica um importante ponto de apoio de exploração da Petrobras. Na foto acima, o conjunto de prédios pode ser visto no canto à direita.

Mas a "Princesinha do Atlântico", como é conhecida a cidade, não é feita apenas de petróleo. Macaé tem belas praias e bons locais para o turismo, se bem explorados.

Imbetiba, onde fiquei hospedado, possui um problema sério: por ser próximo à sede da Petrobras, não há nada aberto fora do horário de expediente. Sexta à noite tive de pedir comida no próprio hotel, pois não queria sair de táxi e já havia chegado tarde.

Ontem dirigi por um curto período de Macaé até Iriri, em Rio das Ostras - uma grata surpresa, mas falarei depois sobre esta localidade. Me espantou a quantidade de buracos nas ruas, mesmo com toda a grana de royalties do petróleo que o município recebe. Consegue ser pior que a cidade do Rio.

Coincidência ou não, a cidade é administrada pelo mesmo grupo político há bastante tempo.

Todavia, a cidade vale uma visita. Não é tão cheia como a Região dos Lagos, possui praias muito bonitas e hotéis que não ficam nada a dever aos de grandes metrópoles. Mesmo Imbetiba, apesar do porto e da base petroleira ao lado, possui águas perfeitamente passíveis de banho.

E eu fico pensando como poderia ser se administrassem melhor os royalties...


Daqui a pouco tem mais. Tenho muito assunto para escrever aqui nesta segunda feira.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amigos, uma vez mais

O dia está corrido, mas não posso deixar passar o sábado agradável que tive.

Promovi em minha casa uma reunião de amigos, para degustação de cervejas. Todos amigos de longa data.

Meu círculo de amizades mais estreito, basicamente, possui duas fontes: uma é o pessoal do Colégio Pedro II e a segunda, a turma que dedicou comigo nos cursos da Juventude Messiânica entre 1999 e 2005. Neste grupo há pessoas que eu conheço há muito mais tempo, entretanto neste período a amizade se estreitou muito.

Sábado, o encontro foi dos amigos messiânicos, com algumas ausências sentidas e os reforços do meu pai e do meu sogro. Pretendo fazer um encontro dos amigos mais chegados do Colégio Pedro II, mas é algo para mais tarde.

Posso me considerar uma pessoa de sorte, pois são todas pessoas de caráter reto e marcadas pela honestidade. Evidentemente, há fases em que não nos falamos com tanta freqüência, porém sei que posso contar com cada um dos que estavam ali presente, para o que necessário for.

Isso é muito bom.

Bom, também, é se passar uma noite agradável, de boa conversa e sem "armaduras". É muito importante poder se falar o que se quer, o que se pensa, sem se preocupar com o que os outros pensam. Sermos nós mesmos o tempo todo. Isso é raro.

Saber que todos irão brincar, falar bobagem, expor as suas opiniões sem medo do que está em volta. Discordâncias ? Lógico que as há, mas são suplantadas pelo sentimento de amizade e pela paz.

Eu estava preocupado em receber bem as pessoas, a preparação foi muito intensa, mas valeu a pena. Demais. Ver o Guilherme, mesmo com outro compromisso, passando por lá não tem preço. Ver Gabriel e Fernanda fritando pastéis e bolinhos de bacalhau é inolvidável.

Olhar para o quarto e ver a filhinha do Cléber brincando com as minhas meninas. Ver o jiló do Marcelo e da Márcia fazendo sucesso. A Tatiana, esposa do Guilherme, rapidamente entrosada com o pessoal. E a Daniele alegre com as presenças.

Amizades são o maior tesouro de que dispomos. Sorte daqueles que os têm.

Sobre as cervejas ? É o assunto do próximo post...

Foto 1 - na frente: Ana Luisa e Daniele. Segunda linha, da esquerda para a direita: Alessandra, Sofia, Flávia, Márcia, Maria Clara e eu. Terceira linha, mesma ordem: Gabriel, Marcelo, Cléber, Eduardo e Fernanda.

Foto 2 - os amigos ausentes da primeira foto: Tatiana e Guilherme;

Foto 3 - família reunida: Maria Clara, Daniele, Ana Luisa e eu;

Foto 4 - o "Trio Parada Dura": eu, Guilherme e Marcelo.

sábado, 16 de maio de 2009

Ninguém merece !

Sexta feira à noite. Chuvosa.

Chego em casa e descubro que terei de levar a Maria Clara ao aniversário de um coleguinha de escola. Sozinho. E sem conhecer ninguém. Sem poder beber a minha cervejinha pois iria dirigir.

Ninguém merece. Pelo menos a Maria Clara se divertiu.

P.S. - Pior é que tudo indica que sábado teremos o "ninguém merece" parte II...