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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Algumas Notas sobre a Terceira Camisa do Flamengo


No início da tarde de hoje o Flamengo apresentou seu terceiro uniforme para a temporada 2011/2012, em festa realizada na sede da Gávea.

Antes dela, entretanto, um fato lamentável: o publicitário, conselheiro do clube e autor do blog rubro negro no Globoesporte.com Arthur Muhlemberg foi covardemente agredido pelo torcedor remunerado e incrivelmente sócio José Carlos Peruano. Este sujeito vive o dia inteiro no clube, se sustentando a partir de pequenos favores prestados a dirigentes, além de dirigir uma torcida organizada minúscula - não deve chegar a dez integrantes. O Ouro de Tolo se solidariza com Mulhemberg e repudia o fato, esperando que sejam tomadas as cabíveis providências.

A camisa lançada parece uma releitura do exemplar preto de goleiro: é totalmente preta com uma faixa vermelha na altura do peito. Como o leitor poderá ver abaixo, pareceu uma camisa de passeio, dentro da recente tendência de se aproximar os fardamentos de jogo a exemplares que sejam utilizados no dia a dia - a nova camisa da seleção da França, a qual possuo, é um bom exemplo disso. Acho salutar.

Também considerei melhor resolvida que a lançada nos mesmos moldes pela patrocinadora anteriora em 2008, embora abaixo de outros modelos já lançados pela empresa - que hoje talvez seja a melhor parceira do clube. Certamente fará parte de minha coleção, embora considere que o uniforme poderia ser mais ousado. 

Mas a fornecedora de material esportivo do clube não tem a menor culpa; ela faz o possível dentro dos estreitos e retrógrados padrões impostos pelo Conselho Deliberativo do clube - que aprova os exemplares.

Não vi lançamento de exemplar de goleiro para esta camisa, o que até se justifica tendo em vista que a bela camisa dourada do ano passada não foi posta à venda para o público. Até tenho o conjunto completo - short mais camisa, esta autografada - mas sem dúvida alguma é ítem de coleção.

Conceitualmente, a meu juízo o terceiro uniforme deveria estar ligado às tradições e à história do clube. Um ano azul e amarelo, outro evocando a "cobra coral", um terceiro homenageando a "papagaio de vintém", outro ano por exemplo homenageando a camisa amarela do Raul (que aliás ganhou uma leitura de passeio muito bonita) e mais alguns eventos ou marcos importantes de nossa história. A questão, uma vez mais, esbarra no Conselho Deliberativo do clube - basta lembrar o problema que foi aprovar a azul e amarela do ano passado, sendo que estas eram as primeiras cores do clube.

Mas o olhar para a história seria pedir demais desta gestão rubro negra.

A Olympikus - que merece ser saudada pela variedade de peças à disposição, embora sugeriria que fossem postos à venda os shorts de treino e de goleiro - também lançou uma linha casual, de extremo bom gosto. Pelo que vi das fotos somente o agasalho feminino, cinza, ainda não está sendo vendido nas lojas oficiais do clube.

Finalizando, seu preço estará nos mesmos patamares das camisas de jogo oficiais.


(Fotos: VipComm)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Preços Relativos e suas distorções


Eu estava precisando comprar um terno azul marinho para usar em minhas dedicações na Messiânica, e acabei adquirindo um ontem aqui mesmo no Centro.

Pois é. Comprei o terno (blazer mais calça) e ainda uma camisa social, de bom corte e boa qualidade, pagando R$ 220. Poderia ter gasto menos se fosse ao Shopping Nova América, que é o melhor lugar do Rio de Janeiro para se comprar roupa social. Entretanto, ando com o tempo curto e meio sem paciência para me deslocar pela cidade em dia de semana.

Aí me lembro que paguei R$ 209 em minha camisa da seleção argentina. Uma camisa, com talvez um décimo da quantidade de tecido utilizado no terno, custando praticamente o mesmo valor. Lógico que o leitor pode afirmar que a camisa é igual à de jogo, que há alta tecnologia envolvida, mas sinceramente é sinal de algum tipo de distorção nos preços relativos.

Obviamente, quando se adquire uma camisa de um clube ou de uma seleção também se adquire o direito de usar aquelas cores, o percentual que reverte à instituição, etc e tal. Entretanto, eu não consigo conceber que uma camisa destas custe mais do que R$ 60 em seu custo de produção. E olha que para o caso de roupas produzidas na China e no Sudeste Asiático - o que não é o caso - estas são produzidas com trabalho praticamente escravo - abordei o tema na resenha de "A História Secreta do Capitalismo Americano".

A conclusão a que chegamos é que, na prática, acabamos pagando por um "valor de marca" intangível representada pelas fabricantes de artigos esportivos. Isso pode ser verificado pelo caso de que a Nike, fornecedora oficial do Flamengo anteriormente, não fazia a menor questão de vender camisas. Para ela patrocinar o clube mais popular do Brasil era um ganho de imagem significativo, mas a receita marginal de uma camisa vendida a mais não a interessava.

Isso pode ser medido pelo fato de que a linha colocada à venda se resumia às duas camisas oficiais, uma de treino, uma de passeio e, no máximo, uma de goleiro. Outros materiais, quando vendidos, eram "sobra" do que era destinado ao clube. E fora do Rio e de mais duas ou três cidades era quase impossível achar os artigos, o que impulsionava o consumo de produtos piratas. Até aqui houve uma época em que os artigos escassearam.

Outra medida é o verdadeiro boom de vendas experimentado pela Olympikus, atual patrocinadora. Um milhão e meio de camisas vendidas em treze meses. Ao contrário da Nike vender camisas está no "core business" da empresa, que soube explorar uma demanda fortemente reprimida pelos produtos. Entretanto, uma vez mais a camisa em termos de tecido e custos físicos não vale os R$ 169 pedidos, sem personalização de nome e número. Vale pelo orgulho de ser rubro negro.

Isto demonstra uma distorção clara nos preços relativos, engendrada por valores agregados por marcas e por preferências do consumidor. A demanda por este ou aquele produto afeta a relação de preços da Economia, que denota o valor que uma sociedade confere a cada bem ou serviço ofertado. Esta relação de preços é chamada de "preço relativo".

Alterações nos preços relativos de uma Economia são sempre lentas e refletem alterações de preferências do indivíduo impactando a demanda. Outra possibilidade é a eventual escassez de um determinado produto que faça o seu preço subir - seria uma espécie de "inflação localizada". A terceira possibilidade é um processo hiperinflacionário, mas neste caso os preços relativos alteram-se bruscamente como reflexo do descontrole econômico. Em condições normais são mantodos estáveis no curto prazo e se movimentam lentamente.

Como complemento, "preço nominal" é o valor do bem ou serviço medido na moeda de troca - no nosso caso, em reais. Apesar de boa parte da sociedade considerar o dinheiro um fim em si mesmo, ele não passa de um facilitador das trocas, servindo como uma espécie de "tradutor simultâneo" das relações de preços expressas pelos preços relativos. É mais fácil escrever que uma camisa do Flamengo custa R$ 169 e um terno R$ 160 do que dizer que uma camisa do Flamengo vale 1,05625 terno - até porque a demanda e o desejo do consumidor por um determinado produto é muito difícil de ser medida sem uma unidade padronizadora. Este é o papel da moeda.

E sim, leitor, você pode me xingar por um arremedo de aula de Economia em plena sexta feira...


quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Caso Bruno - Uma reflexão mais profunda


Os meus 67 leitores já devem ter se acostumado a ver aqui no Ouro de Tolo sempre a tentativa de um ângulo diferente dos fatos. Às vezes com sucesso, outras muitas vezes, nem tanto. Mas o meu objetivo neste espaço é sempre a de buscar o que está por trás do que a apuração trivial nos aponta.

Não falarei aqui do aspecto criminal do "Caso Bruno". Ressalvo, apenas, que ele somente pode ser demitido pelo clube após a condenação definitiva, sob pena de um processo trabalhista extremamente dispendioso após uma eventual declaração de inocência ao término do processo. Minha convicção pessoal é de que ele não somente é responsável pelo sumiço da moça como premeditou tal ato.  Entretanto tecnicamente sem o corpo sequer podemos falar em assassinato, somente em sequestro.

Entretanto, quero chamar a atenção para algo que é uma das raízes do problema, com duas faces, e que não vem sendo observada: a falta de formação destes jovens que, de uma hora para outra, se tornam não somente homens ricos - ou com boa condição financeira - como celebridades instantâneas, acima do bem e do mal.

O meu amigo Affonso Romero, colunista deste espaço, costuma dar uma definição que parece meio preconceituosa, mas não é: "jogador de futebol é um 'peão' com dinheiro". Ou seja, são pessoas de formação intelectual - que é diferente de inteligência - parca, gostos popularescos, quase vulgares e pouca visão do mundo fora de seus limites estreitos.

Ressalto que a meu ver este tipo de comportamento vale tanto para aqueles garotos oriundos de classes sociais mais baixas quanto para os "filhos de escolinha", teoricamente de classe média ou média-baixa. Estes últimos largam os estudos bem cedo para dedicarem-se ao futebol e também, acabam se adequando ao arquétipo típico de um "boleiro". A própria família, em média, estimula que o adolescente largue os estudos para se dedicar ao futebol, porque a perspectiva de ganhos futuros se torna alta.

Ou seja, ainda mais nos dias de hoje onde os jovens são guindados aos times principais dos clubes com dezessete anos, às vezes menos, o fato de se começar a ganhar dinheiro ainda muito jovem e com uma formação deficiente tende a tornar os jovens bastante vulneráveis a "tentações". Ainda mais se o candidato a boleiro vier de uma família desestruturada, sem o pai ou sem a mãe, com conflitos familiares e sem formação religiosa.

Não é incomum ouvirmos que "a promessa se perdeu". Caiu na noite. Caiu na bebida ou em más companhias. Tornou-se perdulário. Como não tem a necessária formação familiar ou educacional acaba se deslumbrando. Cai de rendimento, perde o lugar no time muitas vezes e começa a perambular por times pequenos. Isso quando não comete outros erros.

Complicando o quadro temos outro tipo de problema: como já escrevi anteriormente, as ditas "celebridades" não somente adquiriram status de semi-deuses quanto passaram a personificar a idealização da vida comum das pessoas. Muitas vezes o cidadão comum vive a vida destas pessoas, especialmente consome a vida destas pessoas - que "gira" todo um mercado altamente lucrativo de entretenimento - e as tem como um espelho.

Do outro lado o espelho é a celebridade se sentir acima do bem e do mal. E embora não desculpe explica um pouco do "Caso Bruno". Certamente ele se inebriou de tal forma pela fama e pela idolatria que, confrontado a uma possível chantagem, julgou que poderia fazer o que fez sem ser responsabilizado. Isso além de ter características de psicopata, mas nem me aventurarei por esta seara por me faltar conhecimento.

Traduzindo, este lamentável e torpe episódio é reflexo de três fatores: às deficiências de formação dos meninos que se tornam jogadores, à transformação da vida das pessoas de destaque na sociedade em uma "mercado de consumo" e às próprias tendências psicopatas demonstradas pelo jogador.

Sem dúvida alguma os clubes brasileiros, em especial os maiores, precisam olhar com mais atenção a formação dos jovens em suas categorias de base. Não somente a formação esportiva quanto a formação para a vida.

O próprio Bruno é um retrato disso, pois foi abandonado pelos pais com dias de vida, criado pela avó em um município de alta criminalidade na Grande Belo Horizonte - uma espécie de "Complexo do Alemão" mineiro - e com formação tanto educacional quanto familiar claramente deficiente. Se mesmo para aqueles que se preparam para tal guinada em suas vidas - pois é - já é complicado, imagina um histórico destes ?

Aproveitando, queria ressaltar algo que como rubro-negro muito tem me incomodado: este velho preconceito manifestado por muitos dando conta que "flamengo é tudo bandido", que "a Gávea é uma fábrica de marginais", que "todo torcedor do Flamengo deveria ser preso" e coisas do gênero. É o tipo de generalização mentirosa que não leva a nada produtivo. Até porque um caso como estes poderia ter acontecido com um jogador de qualquer clube do Brasil, pelos fatores que elenco acima. Mas é muito chato ser chamado de "bandido" e "marginal" quando a gente luta para pagar as nossas contas e viver uma vida digna e honesta. Deixo registrado aqui o meu protesto.

Outrossim, não poderia deixar de registrar a excessiva permissividade da diretoria rubro-negra com condutas no mínimo inadequadas de seus atletas. É algo que ocorreu e neste intervalo para a Copa do Mundo Zico, nosso Diretor Executivo, empreendeu uma série de medidas a fim de colocar as coisas em seus devidos lugares. Teremos um time mais fraco em um primeiro momento, mas nos poupará o dissabor de ver a imagem do clube desgastada pela presença nas páginas policiais dos jornais e da televisão. Sem contar as mudanças que vem sendo executadas nas divisões de base rubro negras, que irão gerar frutos mais tarde.

Complementando, espero que a Olympikus faça algum tipo de "recall" nas camisas vendidas com o nome dele. Até porque nós consumidores não tínhamos a opção de comprar as camisas de goleiro sem nome ou com o seu próprio, somente com o do jogador em questão. Tanto que minhas camisas da Olk que não de goleiro possuem todas o meu nome nas costas da camisa, como se pode ver abaixo em um dos exemplares de 2009 que possuo. Aliás, minto: tenho uma Olk sem patrocínio utilizada em jogo no início deste ano com o nome do Adriano nas costas, mas esta não foi vendida em loja.


Como coleciono camisas de goleiro, tenho nada menos que sete camisas - nas quais, provisoriamente, coloquei esparadrapos sobre nome e assinatura para poder utilizá-las. Espero que mantendo a tradição de bom relacionamento com o consumidor a fornecedora rubro-negra possa engendrar algum tipo de solução.

No mais, só me resta lamentar os fatos e deixar para reflexão o excelente texto do jornalista Marco Aurélio Mello - publicado em seu excelente "DoLadoDeLá" - sobre os excessos da imprensa na cobertura do caso e dos próprios policiais encarregados:

"A cena era patética. O goleiro do Flamengo Bruno se entregava à polícia e era recebido na porta de uma delegacia por uma horda de jornalistas famintos por sangue. Foi insultado e por pouco não foi linchado pelo caminho. Só não foi porque estava escoltado por agentes da polícia. Oras, por que o goleiro foi recebido na porta e não de maneira mais discreta e civilizadamente? Porque, assim como nós jornalistas, os policiais também anseiam pelo espetáculo de exibicionismo cruel. Já sei, todos vão dizer que foi um crime bárbaro e que ele tem que pagar caro. E por essa razão, é preciso que o mandante seja tratado barbaramente também? Por que somos incapazes de respeitar a presunção de inocência, durante as investigações? E por que somos incapazes de cumprir a lei, que dá ao réu o direito de ampla defesa? Mas o que é pior, na minha opinião, é a nossa reação de admiração e espanto, mesmo sabendo que somos nós os responsáveis pelo circo da notícia, que eleva a temperatura social quase à ebulição. São amplas e infindáveis coberturas, repletas de detalhes macabros e circunstâncias horrendas. Ok, damos ao telespectador o que ele quer. Basta ver os índices de audiência. Será? Vou além. Este tipo de comoção revela o estágio de evolução da nossa sociedade. Somos todos um corpo só, que sofremos as dores, ora nos outros que estão na tela, ora em nós mesmos, em nosso silêncio e omissão."

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Azul, amarelo e rubro negro


Finalmente o Flamengo apresentou oficialmente o seu terceiro uniforme. Nas cores azul e amarelo, homenageiam os pioneiros do clube e suas cores originais - como expliquei em tópico anterior.


A surpresa foi a belíssima camisa de goleiro, na cor dourada, que acompanhará este terceiro uniforme. A Olympikus havia mantido este em segredo e, com os detalhes em azul, ficou belíssimo. Espero que seja colocado à venda também.

As camisas possuem o escudo utilizado pelo remo rubro-negro, o primeiro do clube. Não vejo a hora de adquirir meus exemplares.


(Fotos: Vipcomm)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Feriado ?


O dia hoje foi bastante corrido, mas queria comentar algo que se modificou muito desde meus tempos de criança: os feriados.

Eu me lembro que quando era criança nenhum tipo de comércio abria aos feriados. No máximo eram as padarias, jornaleiros, bares - alguns - e havia uma farmácia de plantão que atendia a diversos bairros.

Ainda tínhamos sorte que tal drogaria era exatamente na rua em que eu morava no subúrbio. Por mais que fossem poucas as ocasiões em que necessitávamos de tais serviços sempre era cômodo.

À exceção da farmácia, depois das duas horas da tarde era bastante raro ter algo aberto na cidade. Ficavam as padarias até as seis e olhe lá.

Faço esta introdução para chamar a atenção dos leitores para a mudança trazida pela "modernidade". Ontem, aproveitando o fato de estar sozinho na cidade empreendi um périplo a fim de resolver várias pequenas pendências que a correria do trabalho nos deixa.

Iniciei pela nova loja do Flamengo na sede da Gávea, onde fui renovar o meu estoque de camisas rubro negras. Ainda tirei foto com a taça do hexacampeonato brasileiro, como podem ver acima.

Um parêntese: é gritante a diferença da Olympikus para a fornecedora anteriora. A loja tem tudo quanto possa imaginar de produtos com a marca do clube. Ponto para a empresa.

Depois ainda fiz compras em supermercado, manutenção básica no meu carro - troca de óleo, lavagem, estas coisas - e fui ao shopping comprar dois presentes que estavam pendentes.

Na prática, "feriados" hoje são apenas para quem trabalha em escritório. O comércio e a indústria em geral trabalham normalmente, denotando grande mudança em relação aos tempos antigos. Falo de feriados mas também poderia me referir aos domingos, onde antigamente nada abria e hoje funciona normalmente.

Obviamente, para nós consumidores é uma comodidade e tanto, mas até escorado nos exemplos dos meus irmãos - que trabalharam em varejo por bom tempo - vejo o impacto que tais alterações trouxeram na vida dos trabalhadores. O domingo, que era o dia de sagrado descanso, é dia normal. Muitas vezes troca-se por uma folga em dia de semana, onde os filhos estão no colégio e o cônjuge, trabalhando.

Teoricamente a abertura aos domingos e feriados traria mais oportunidades de emprego, entretanto o que ocorreu foi o aumento das horas trabalhadas por parte dos empregados. É algo que demanda atenção e alguma regulamentação mais eficiente.

Na prática, os únicos feriados que ainda resistem a este fenômeno são os do final de ano e a terça feira de carnaval - onde o movimento não justifica a abertura dos pontos segundo ouvi de alguns empresários da área. O dia do Comerciário, comemorado na terceira segunda feira de outubro aqui no Rio, é outro exemplo, mas é força de acordo entre o sindicato dos comerciários e o patronal.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nova camisa rubro negra


Agora há pouco o Flamengo e a Olympikus lançaram a linha de uniformes para 2010. Infelizmente o uniforme amarelo e azul, o que eu mais aguardava, somente será lançado no meio do ano.


A  camisa rubro-negra ficou bem legal, embora seja uma evolução do exemplar do ano passado. O exemplar do uniforme número 2, branco, ficou inovador e classudo.



Quanto às camisas de goleiro, meu xodó: gostei muito da azul, da preta e da branca, e não muito da cinza. Abaixo coloco fotos da azul (frente e verso) e da cinza:



Vamos aguardar agora o lançamento do terceiro uniforme, que era o que eu mais aguardava. Notem, também, a mudança do layout da marca Olympikus na camisa, passando a ter o símbolo e o nome por extenso.

(Fotos: VipComm e Globoesporte.com)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Azul e amarelo



Na última sexta feira o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou as novas camisas do clube para a temporada 2010.

A grande novidade é a existência de um uniforme em azul e amarelo, como terceira camisa. Foi aprovado com condições: não pode ser utilizada no Maracanã, somente fora de casa; e apenas uma vez a cada trinta dias.

Segundo o que li em órgãos de imprensa que estiveram presentes à reunião, a nova camisa será semelhante à montagem que coloco aqui. Seria uma cópia do uniforme número 1 apenas com a troca das cores.

Entretanto, o colunista do Flamengo no Globoesporte.com afirmou que a camisa na verdade não tem as cores citadas como predominantes, apenas terá detalhes em amarelo e azul sobre uma base em vermelho ou preto.

Como ele possui um bom relacionamento com o pessoal da Olympikus, é fonte que não se deve descartar, apesar de contraditória com o relato de jornalistas presentes ao evento.

Assim quando do lançamento da camisa atual, furo exclusivo do Ouro de Tolo, estou tentando obter os desenhos reais. Contudo, gostaria muito que a camisa fosse igual ou semelhante à montagem apresentada aqui.

Muitos de meus leitores devem estar se perguntando: "o que tem a ver o Flamengo com as cores azul e amarelo?"

Para aqueles desconhecedores da história do centenário clube carioca, o Flamengo originalmente era um Clube de Regatas dedicado, obviamente, ao remo.

Suas primeiras cores eram o azul e ouro, que foram trocadas em 1896 pelo vermelho e o negro pelo fato de desbotarem demais com o sal e a salinidade da Baía de Guanabara. Portanto, a proposta de terceiro uniforme se coaduna com os primórdios da história flamenga e está perfeitamente ajustada à tradição do clube. Basta ver a bandeira ao lado, existente na sala de troféus da Gávea.

Por outro lado, este terceiro uniforme irá permitir uma nova fonte de renda ao clube. Basta ver as camisas de goleiro azul e amarela, individuais, que a Olk vendeu que nem água. Nestes tempos empresariais em que o futebol vive, sempre é uma boa opção aliar a modernidade com a tradição.

Em 1997 houve a tentativa de se aprovar um uniforme predominantemente azul - com detalhes em amarelo, preto e vermelho (foto). A camisa chegou a ser colocada a venda pela Umbro, então fornecedora, e obteve números expressivos de vendas. Infelizmente, à época não tive grana para adquirir meu exemplar.

Entretanto, o modelo acabou não sendo aprovado pelo Conselho Deliberativo. Consta que, durante os debates, um senhor de mais ou menos 90 anos - daqueles que defendem que o clube deva ser administrado como em 1912, aliás tipo este que predomina no Conselho do clube - levantou-se e disse o seguinte: "o Flamengo é vermelho e preto, jamais poderia ver a arquibancada em tons de azul". Sua posição foi seguida histericamente por outros velhinhos, e o então presidente Kleber Leite foi obrigado a retirar da pauta sob risco de não aprovação.

Em nome de uma tradição duvidosa rasgaram milhares de reais. Ainda denota desconhecimento da história do clube, como vimos aqui. Menos mal que, apesar das restrições, o Conselho atual não repetiu o erro.

Eu, particularmente, seria ainda mais radical. Colocaria este como o segundo uniforme, para variar um pouco do insosso branco. Ainda mais se o uniforme branco for igual ao da montagem abaixo, publicada pelo jornal O Dia, e que lamentavelmente não tem um desenho muito feliz.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Abre o Flamengo, vende o Flamengo !!!!!

Fiquei estupefato quando abri o Lance hoje e vi que o Conselho Deliberativo do clube rejeitou a proposta de patrocínio das mangas da camisa por parte da Bozzano, no valor de R$ 2 milhões.

Fico me perguntando em que planeta estão os conselheiros do clube. Aliás, diga-se de passagem, boa parte deste é composto por velhinhos que estão parados em 1935 quando o assunto é o clube.

Outra coisa que me espanta é a luta política intestina no clube. O lema é "tudo do Flamengo, nada pelo Flamengo". Pelas eleições, compromete-se a saúde financeira do clube, que já não é das melhores.

Parece, também, que já há um movimento para vetar o patrocínio da Ale por causa das cores da empresa, azul e branco. Outro absurdo. E olha que trabalho em uma concorrente da tal companhia...

Politica e administrativamente, o clube está parado em 1980. Tudo que indica profissionalismo, responsabilidade, marketing e gestão é sumariamente banido do clube.

Isto também é reflexo da estrutura do clube, anti-democrática, que impede a oxigenação e a entrada de idéias e pessoas novas. Para entrar tem de se compor com os caras que estão lá. Por isso que o clube não terá jamais um projeto decente de sócio-torcedor.

Mantendo-se este quadro, só vejo duas saídas: a Polícia ou a quebra definitiva do clube, com a intervenção do governo e uma saída tipo a da Fiorentina, onde se criou um clube novo com o mesmo nome.

O clube precisa de dirigentes profissionais, honestos e que sejam cobrados por seus atos. Que pensem no clube e não em si. E que tomem as medidas amargas que são necessárias para assegurar a continuidade do clube e a sua volta a um patamar competitivo no cenário nacional.

Outra coisa: deveria ser exigida a declaração de bens de todos os dirigentes antes e depois de saírem do clube.

Antes que falem em Estatuto e tal, existe uma série de medidas que podem ser tomadas sem que se mexa no Estatuto do clube. Escrevi anteriormente sobre isso.

Outro ponto fundamental é que necessariamente teremos de estender o período de "vacas magras" a fim de pagar dívidas e recuperar capacidade de investimento sustentado. Mas quem vai colocar o guizo no pescoço do gato ?

Sinceramente, com estes dirigentes que só pensam neles, o Leonardo tem razão. Abre o Flamengo ! Vende o Flamengo ! Esta zona é que não pode continuar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Camisas de Goleiro

Sempre fui fã de camisas de goleiro. Talvez por passar um longo tempo da minha juventude jogando na posição, e também por sempre gostar de sair do óbvio.

De uns tempos para cá, tenho comprado camisas do Flamengo, preferencialmente, da posição. Gostaria de ter exemplares de outros times, basicamente internacionais, mas é bem difícil - mesmo encomendando - obter camisas de manga curta.

Devo ter umas seis ou sete camisas, contando com a réplica exata da utliizada pelo Raul Plassmann duranto o mágico ano de 1981. Inclusive um exemplar de jogo (bem diferente da camisa que é posta à venda) e outro que a fornecedora de material não disponibilizou para as lojas.

Faço este prólogo para elogiar a linha lançada pela Olympikus, como se pode ver na foto acima (crédito: Globoesporte.com). Assim que estiverem disponíveis, desfalcarei a minha carteira. A azul, em especial, ficou belíssima.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ouro de Tolo na Frente de novo !

Mais uma vez, saímos na frente. A projeção que divulgamos aqui ontem era a da camisa oficial do Flamengo, como mostra a foto acima e a imagem que coloquei abaixo.

Sobre o patrocínio, espero que a Olympikus cumpra a promessa de vender a linha inteira, por um lado, e que a diretoria do clube saiba manter o relacionamento com este parceiro, que começa a sua vida com o pé direito.

Vi pouco das camisas. Gostei da número 1, da azul de goleiro e da oficial do basquete. Quero ver a linha infantil agora.

Por outro lado, tomara que seja o pontapé de uma era de profissionalismo no clube. Que os recursos que irão entrar - só de camisas vendidas antecipadamente foram 200 mil - possam ser bem utilizados.

Já estou preparando o cartão de crédito...

I hope.

Foto: Globoesporte

terça-feira, 30 de junho de 2009

Novo Manto (II)



Recebi de uma outra fonte o que seria a nova camisa aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube. Não cravo como a definitiva porque não recebi de fonte primária, mas fica o registro.

Evidente, também, que não constará o patrocínio da Petrobras, o que deixa claro que, a camisa sendo esta, não terá obviamente as marcas indicadas.

domingo, 28 de junho de 2009

Novo Manto Sagrado

Recebi sexta à noite este desenho, mas somente agora consegui publicar.

A Olympikus poderia ter ousado um pouco mais, mas não ficou ruim não. Agora é esperar o segundo uniforme e as camisas de goleiro - das quais particularmente gosto muito.

Sobre o brilhante bicampeonato do basquete falarei mais tarde.

Atualização: recebi e-mail de pessoa (ligada a Organizada) dando conta de que não é esta a camisa aprovada no Conselho Deliberativo do clube. Me prometeram o modelo definitivo para a noite de hoje, segunda. Vamos aguardar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Finalmente um CT ?

Leio no dia de hoje que o Flamengo e o CFZ, clube fundado pelo nosso Messias, estão costurando um acordo de incorporação do segundo pelo primeiro.

De acordo com informações divulgadas entre ontem e hoje, a negociação teria o suporte financeiro da Olympikus, nova fornecedora de material esportivo do clube e que pretende ampliar a parceria.

Se concluído, o acordo, a princípio, parece benéfico para os dois lados. O Flamengo passa a contar com uma estrutura completa de CT (Centro de Treinamento) sem precisar esperar pela construção de um novo. Isto é fundamental se o clube quiser ser competitivo em termos nacionais.

Além disso, o registro jurídico do CFZ - que é um clube empresa - pode facilitar em um eventual projeto de revitalização e profissionalização do Flamengo.

Para o CFZ e o Zico, permitiria a recuperação do investimento realizado, já que em termos esportivos os resultados foram bastante modestos.

Acredito, sem ter acesso aos dados da "due dilligence", que algo em torno de R$ 6 milhões seja um preço justo pelo negócio.

Prefiro ver a concretzação, mas, a princípio, boa negociação para todas as partes.

Parece, também, que a vinda da Olympikus pode dar ao clube condições de ter uma gestão um pouco menos amadora. Todavia, para isso, precisaremos ver o quadro após as eleições.

Foto: Zico na Rede

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Olympikus no Flamengo

Leio que o Flamengo finalmente acertou com a Olympikus para ser sua fornecedora de material esportivo - e, por um período de três meses, também patrocinadora principal da camisa.

A negociação foi bem a cara do que é a diretoria do clube. Passo a palavra ao amigo Affonso Romero, que é especialista em marketing e que já fez parte do Planejamento do clube:

"Agora, que acabou o contrato com a Nike, ficou tão mais simples, não?

Por que não fizeram assim desde o começo? Teriam poupado a imagem do Flamengo e os custos da briga judicial que se arrastou por um ano e deu em nada. Quem vai pagar por isso?

Lembram que eu disse que nenhum juiz do mundo daria a causa para o Flamengo?

Agora, vão torrar o dinheiro em um mês, fazendo dívida por conta do contrato até 2014. Daí, enquanto as relações com a OLK estiverem boas - e isso durará um ano, se continuarem administrando relações do jeito que fazem - nós vamos pedindo adiantamentos do contrato de 2015, 2016, 2017...

Quando a fonte secar, teremos mais um rompante e rasgaremos o contrato com a OLK (mais ou menos em 2012) e assinaremos com a Puma até 2034. Mas etermos que esperar o fim do contrato, porque nenhum juiz vai dar ganho de causa contra a OLK e...

O pior de tudo é que qualquer empresa que o Flamengo procure para uma parceria (seja patrocinador, apoiador, permutador etc. etc.) sabe que está negociando com picaretas."

Eu acrescento: toda e qualquer negociação do clube só ocorre se a empresa procurar o Flamengo. Outra coisa que queria ressaltar é que, se o clube tivesse um mínimo do que se chama "gerenciamento de contratos", teria rescindido facilmente o contrato com a Nike. Mas como controles internos não são o forte daquilo lá...

P.S. - A figura é só ilustrativa, não serão esses os uniformes. Mas sou a favor de o clube ter um uniforme azul e ouro, que são as nossas cores originais.

P.S.2 - Em tempo: duvido que o tal museu saia mesmo. E, se sair, vai ser igual a obra pública.