Entre perplexo, hipócrito e cínico o mundo acompanhou hoje mais uma demonstração de barbárie dado pelo governo de Israel.
Seu exército atacou um combio de sete navios que levava ajuda humanitária a Gaza, matando um número ainda indeterminado de pessoas e ferindo outras tantas. A ajuda humanitária foi confiscada pelo governo israelense e "será avaliada" a possibilidade de ser entregue aos palestinos em Gaza. Além disso, seu primeiro ministro culpou a Al Qaeda e os próprios integrantes dos comboios (foto) pela ação absolutamente despropositada e homicida por parte de seus militares.
Escrevi dias atrás em artigo sobre o Oriente Médio que Israel estava replicando com os palestinos, verdade que em escala menor, as mesmas condições de que foi vítima no Holocausto nazista. Gaza e Cisjordânia são verdadeiros campos de concentração, e o bloqueio econômico imposto pelo governo judeu a estas localidades leva a muitas mortes por falta de remédios, de comida e, indiretamente, de empregos.
Não podemos nos esquecer que no final de 2008 o exército israelense invadiu Gaza e se preocupou em bombardear escolas, creches e hospitais - chegando a matar com tiros de fuzil no rosto uma criança de dois anos. Há três anos há um rígido bloqueio à circulação de pessoas, alimentos, remédios e outros produtos tanto em Gaza quanto na Cisjordânia. Um genocídio a conta-gotas.
A atuação de Israel na região é claramente imperialista, no sentido de impor a sua força aos vizinhos e impor a "pax israelita" aos demais países do Oriente Médio. Como expliquei no artigo citado, a política americana para a região replica o posicionamento do país hebraico, devido ao fortíssimo lobby judaico em Washington. Então, como uma espécie de "irmão folgado" respaldado pelo mais velho e mais forte impõe a sua política - mesmo que à custa de vidas e mais vidas.
O exemplo de "terrorismo de Estado" a que assistimos na manhã de hoje dá bem uma mostra do que é a diplomacia para o Oriente Médio. O governo americano lamentou as mortes mas evitou condenar a ação israelense.Os países europeus em geral chamaram seus embaixadores em Tel Aviv de volta a seus países "para consultas". O governo turco ameaça romper relações diplomáticas.
Curioso é ver que, se fosse o contrário - países árabes atacando navios israelenses e matando cidadãos - o Conselho de Segurança da ONU teria aprovado em tempo recorde sanções duríssimas contra os autores. Como não foi... Hipocrisia pura, quem pode mais chora menos.
Infelizmente, o que podemos fazer é lamentar mais esta barbárie - um Estado assassinando pessoas desarmadas em águas internacionais, que levavam ajuda humanitária - e protestar contra todo o cinismo e a hipocrisia envolvidas neste episódio. Por outro lado, o episódio é revelador do "modus operandi" do governo terrorista instalado em Tel Aviv sob a guarida americana.
Seu exército atacou um combio de sete navios que levava ajuda humanitária a Gaza, matando um número ainda indeterminado de pessoas e ferindo outras tantas. A ajuda humanitária foi confiscada pelo governo israelense e "será avaliada" a possibilidade de ser entregue aos palestinos em Gaza. Além disso, seu primeiro ministro culpou a Al Qaeda e os próprios integrantes dos comboios (foto) pela ação absolutamente despropositada e homicida por parte de seus militares.
Escrevi dias atrás em artigo sobre o Oriente Médio que Israel estava replicando com os palestinos, verdade que em escala menor, as mesmas condições de que foi vítima no Holocausto nazista. Gaza e Cisjordânia são verdadeiros campos de concentração, e o bloqueio econômico imposto pelo governo judeu a estas localidades leva a muitas mortes por falta de remédios, de comida e, indiretamente, de empregos.
Não podemos nos esquecer que no final de 2008 o exército israelense invadiu Gaza e se preocupou em bombardear escolas, creches e hospitais - chegando a matar com tiros de fuzil no rosto uma criança de dois anos. Há três anos há um rígido bloqueio à circulação de pessoas, alimentos, remédios e outros produtos tanto em Gaza quanto na Cisjordânia. Um genocídio a conta-gotas.
A atuação de Israel na região é claramente imperialista, no sentido de impor a sua força aos vizinhos e impor a "pax israelita" aos demais países do Oriente Médio. Como expliquei no artigo citado, a política americana para a região replica o posicionamento do país hebraico, devido ao fortíssimo lobby judaico em Washington. Então, como uma espécie de "irmão folgado" respaldado pelo mais velho e mais forte impõe a sua política - mesmo que à custa de vidas e mais vidas.
O exemplo de "terrorismo de Estado" a que assistimos na manhã de hoje dá bem uma mostra do que é a diplomacia para o Oriente Médio. O governo americano lamentou as mortes mas evitou condenar a ação israelense.Os países europeus em geral chamaram seus embaixadores em Tel Aviv de volta a seus países "para consultas". O governo turco ameaça romper relações diplomáticas.
Curioso é ver que, se fosse o contrário - países árabes atacando navios israelenses e matando cidadãos - o Conselho de Segurança da ONU teria aprovado em tempo recorde sanções duríssimas contra os autores. Como não foi... Hipocrisia pura, quem pode mais chora menos.
Infelizmente, o que podemos fazer é lamentar mais esta barbárie - um Estado assassinando pessoas desarmadas em águas internacionais, que levavam ajuda humanitária - e protestar contra todo o cinismo e a hipocrisia envolvidas neste episódio. Por outro lado, o episódio é revelador do "modus operandi" do governo terrorista instalado em Tel Aviv sob a guarida americana.



















