Bom, devem ter visto o post abaixo sobre o preço "bom para otários" da agência de viagens do Flamengo.Agora publico a análise do amigo Affonso Romero, que uma vez mais irá nos esclarecer:
"Quando a Adriana Martins preparou todo o projeto, eu tenho certeza de que ela imaginou uma operação, no mínimo, a preço competitivo de mercado. Tipo: você pode viajar com outras empresas, mas pagando o mesmo preço, pode fechar o pacote diretamente com o Flamengo.
Quando eu apresentei a idéia (e acho que esta era o conceito de todos os outros que também apresentaram ao longo de 3 anos) eu pensava numa forma de o Flamengo oferecer facilidades e preço menor que o do mercado, por supostamente gerar volume e ser o fornecedor original de alguns itens do pacote (ingressos, visitas etc.) sobre os quais não precisaria colocar over-price.
Até porque não é uma operação para se captar dinheiro diretamente. O Flamengo ter uma margem de 10%, por si só, já é um escândalo. O ganho do Flamengo na operação deveria ser em serviço à Nação, não o ganho financeiro.
Além disso, nenhum de nós contava com o fato de o Flamengo ter que pagar comissão a uma empresa intermediária num projeto que nasceu internamente e que cujo contato com a operadora turística poderia ser feito diretamente pelo clube.
Não conheço o contrato, mas é evidente, nestes casos, que quanto maior a inutilidade do "parceiro" na operação, maior deve ser o percentual deste "parceiro", uma vez que deve sair desta comissão as outras "comissões" envolvidas, se é que me fiz entender.
E qual seria a melhor forma ? Imagino duas situações:
CENA 1 - telefone - Alô, Drica, aqui é o Ricardo, que trabalha com o Mario? Como assim "que Mario?", Drica? Não é uma piada, é um convite. Bem, é que eu recebi aqui aquele projeto que você escreveu, acho uma ótima para o clube, e eu e o Planejamento vamos tocar isso juntos. Você toparia ser a profissional responsável por isso na operadora que vencer a concorrência? Ah, legal, e quanto você quer ganhar de salário para fazer isso? (Drica faz uma proposta razoável e dentro dos valores de mercado).
CENA 2 - email, carta, anúncio de jornal, o cacete a quatro - À Marsans Turismo etc.... a/c sr.Fulano... cc. TAM Turismo, Tia Stella Barros Turismo (rsrsrs)... CVC... Caros Senhores, o C.R.Flamengo abre concorrência pública para escolha de parceiro comercial que deverá operar a marca-fantasia Fla-Tour, de uso comercial do Flamengo, de modo a operacionalizar o projeto em anexo.
Dentre as empresas interessadas, vencerá esta concorrência aquela que oferecer a planilha de custos e preços finais para os trechos-teste tal, tal e tal de maneira a oferecer ao consumidor final as melhores condições de preço e as melhores opções turísticas. Estas planilhas serão avaliadas por uma comissão de 5 notáveis indicados dentre os Conselheiros do C.R.Flamengo (e pegaria-se um ou dois por Conselho, sempre tem alguém que entende de cada coisa, de tantos que são os Conselhos e Conselheiros), somando-se a estes os VPs de Planejamento, Marketing e Futebol.
A empresa vencedora arcará, ainda, com a contratação de um coordenador de projeto a ser indicado pelo C.R.Flamengo, com salários mensais de R$x,00, que será responsável pela administração da parceria, pelo período de vigência da mesma. (E, aí, indicaria a Drica, que é a autora).
E iria junto o projeto da Drica, com alguma restrição ou apêndice colocado pelo Marketing."
Quando eu apresentei a idéia (e acho que esta era o conceito de todos os outros que também apresentaram ao longo de 3 anos) eu pensava numa forma de o Flamengo oferecer facilidades e preço menor que o do mercado, por supostamente gerar volume e ser o fornecedor original de alguns itens do pacote (ingressos, visitas etc.) sobre os quais não precisaria colocar over-price.
Até porque não é uma operação para se captar dinheiro diretamente. O Flamengo ter uma margem de 10%, por si só, já é um escândalo. O ganho do Flamengo na operação deveria ser em serviço à Nação, não o ganho financeiro.
Além disso, nenhum de nós contava com o fato de o Flamengo ter que pagar comissão a uma empresa intermediária num projeto que nasceu internamente e que cujo contato com a operadora turística poderia ser feito diretamente pelo clube.
Não conheço o contrato, mas é evidente, nestes casos, que quanto maior a inutilidade do "parceiro" na operação, maior deve ser o percentual deste "parceiro", uma vez que deve sair desta comissão as outras "comissões" envolvidas, se é que me fiz entender.
E qual seria a melhor forma ? Imagino duas situações:
CENA 1 - telefone - Alô, Drica, aqui é o Ricardo, que trabalha com o Mario? Como assim "que Mario?", Drica? Não é uma piada, é um convite. Bem, é que eu recebi aqui aquele projeto que você escreveu, acho uma ótima para o clube, e eu e o Planejamento vamos tocar isso juntos. Você toparia ser a profissional responsável por isso na operadora que vencer a concorrência? Ah, legal, e quanto você quer ganhar de salário para fazer isso? (Drica faz uma proposta razoável e dentro dos valores de mercado).
CENA 2 - email, carta, anúncio de jornal, o cacete a quatro - À Marsans Turismo etc.... a/c sr.Fulano... cc. TAM Turismo, Tia Stella Barros Turismo (rsrsrs)... CVC... Caros Senhores, o C.R.Flamengo abre concorrência pública para escolha de parceiro comercial que deverá operar a marca-fantasia Fla-Tour, de uso comercial do Flamengo, de modo a operacionalizar o projeto em anexo.
Dentre as empresas interessadas, vencerá esta concorrência aquela que oferecer a planilha de custos e preços finais para os trechos-teste tal, tal e tal de maneira a oferecer ao consumidor final as melhores condições de preço e as melhores opções turísticas. Estas planilhas serão avaliadas por uma comissão de 5 notáveis indicados dentre os Conselheiros do C.R.Flamengo (e pegaria-se um ou dois por Conselho, sempre tem alguém que entende de cada coisa, de tantos que são os Conselhos e Conselheiros), somando-se a estes os VPs de Planejamento, Marketing e Futebol.
A empresa vencedora arcará, ainda, com a contratação de um coordenador de projeto a ser indicado pelo C.R.Flamengo, com salários mensais de R$x,00, que será responsável pela administração da parceria, pelo período de vigência da mesma. (E, aí, indicaria a Drica, que é a autora).
E iria junto o projeto da Drica, com alguma restrição ou apêndice colocado pelo Marketing."
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